Questões de Concurso sobre Doenças renais

 
 
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Na Lesão Renal Aguda (LRA) ocorre perda abrupta da função renal, em geral ocorre em rins previamente saudáveis, secundária a outra doença. Em princípio, a enfermidade é reversível, entretanto, por ser uma condição que ocorre frequentemente em pacientes hospitalizados graves, a taxa de mortalidade é elevada. O aumento do catabolismo corporal é um dos aspectos associados para aumento do risco de desnutrição. Dentro desse contexto, assinale a proposição INCORRETA quanto as principais causas associadas à desnutrição na LRA:


A

Perda de nutrientes no dialisato, em caso de necessidade de terapia de reposição renal.


B

Presença de inflamação e a elevação da proteólise corporal.


C

Acidose metabólica.


D

Hiperinsulinemia e intolerância à glicose.


E

O tipo, a intensidade e a duração da terapia de reposição renal estão associados ao prognóstico clínico e não influenciam no estado nutricional e no metabolismo dos pacientes.

A prevalência e gravidade da desnutrição aumentam de acordo com o número de anos de hemodiálise, sendo mais pronunciada em pacientes renais mais idosos. Embora todas as opções de terapia enteral e parenteral possam ser indicadas, o reforço da alimentação convencional via oral e, quando necessário, o uso de suplementos, parecem ser as opções mais efetivas e bem toleradas para prevenção e recuperação nutricional dos pacientes em hemodiálise. De acordo com o exposto, assinale a alternativa correta.


A

A suplementação de ferro não é indicada, pois o uso de eritropoietina supre a necessidade do paciente.


B

Pacientes com volume urinário igual ou maior que 1000 mL/dia, em geral, necessitam de restrição de potássio na dieta.


C

Deve-se evitar suplementação de cálcio devido sua absorção intestinal elevada, podendo ocorrer hipercalcemia.


D

É recomendada a restrição de fósforo, sendo ideal, no máximo 800 mg ao dia.


E

Durante o tratamento dialítico a necessidade de proteína diminui em relação a indivíduos saudáveis.

Na Litíase Renal, a conduta nutricional preconiza


A

Diminuir o consumo de alimentos fontes de potássio.


B

Devido ao edema, restringir o consumo de líquidos.


C

Restringir o consumo de alimentos fontes de cálcio.


D

Estimular o consumo de alimentos fontes de citrato.


E

Aumentar o consumo de alimentos fontes de oxalato.

A recomendação de ingestão de proteínas para indivíduos em hemodiálise em gramas por quilo de peso corporal ideal por dia é:


A
1,2

B
1,5

C
1,8

D
2,0

O número de pacientes com doença renal crônica (DRC) tem aumentado no Brasil e no mundo, tanto em adultos como em crianças e adolescentes. Essa doença atinge praticamente todos os órgãos e sistemas. Frequentemente observam-se, nesses pacientes, distúrbios nutricionais e metabólicos de grande importância clínica, que requerem intervenções medicamentosas e nutricionais específicas.

Considerando as recomendações nutricionais para pacientes pediátricos portadores de doença renal crônica, avalie as afirmativas a seguir:

I. Não é recomendado o uso de dietas restritivas em proteínas em pacientes pediátricos com DRC.

II. O uso de sal light é permitido em pacientes pediátricos portadores de DRC.

III. Na presença de hipercalemia, recomenda-se restringir alimentos ricos em potássio.

IV. Em situações em que a restrição de fósforo não for suficiente para controle da hiperfosfatemia, torna-se necessário o uso de quelantes para reduzir a absorção intestinal de fósforo.

Estão corretas as afirmativas:


A

I, II e III, apenas.


B

I, III e IV, apenas.


C

I e IV, apenas.


D

II e III, apenas.

Distúrbios nutricionais são frequentes em pacientes com doença renal crônica, e intervenções dietéticas específicas são necessárias no tratamento dos vários distúrbios, bem como na preservação da função renal. Em relação ao potássio pode-se dizer que


A

constipação crônica e grave deve ser tratada sempre que possível, pois é um fator não dietético que pode influenciar na hiperpotassemia.


B

frutas e hortaliças devem ser consumidas sempre cozidas, pois no processo de cozimento há redução da quantidade de potássio nos alimentos.


C

água de coco, caldo de feijão e frutas oleaginosas contêm pouca quantidade de potássio.


D

as principais consequências da hipercalemia são o edema e a ascite.


E

hiperpotassemia é geralmente definida quando a concentração de potássio é superior a 6,5mEq/L.

A Síndrome Nefrótica compreende de uma disfunção na permeabilidade da membrana glomerular à filtração das proteínas. São comuns na doença quadro de dislipidemia, hipercoagulopatia e, principalmente, edema. Este geralmente apresenta início súbito, de aparecimento matinal, que pode evoluir com quadro de anasarca. Em relação ao mecanismo do edema na Síndrome Nefrótica, é correto afirmar que:


A

a hipoalbuminemia leva ao aumento da pressão oncótica plasmática, com passagem de líquidos para o interstício e, consequentemente, diminuição da volemia. Para manter a volemia, são acionados vários mecanismos homeostáticos, que acentuariam a retenção de sódio e água e, consequentemente, provocariam o aparecimento de edema


B
a hiperalbuminemia leva ao aumento da pressão oncótica plasmática, com passagem de líquidos para o interstício e, consequentemente, diminuição da volemia. Para manter a volemia, são acionados vários mecanismos homeostáticos, que acentuariam a retenção de sódio e água e, consequentemente, provocariam o aparecimento de edema.

C

a hipoalbuminemia leva à diminuição da pressão oncótica plasmática, com passagem de líquidos para o interstício e, consequentemente, diminuição da volemia. Para manter a volemia, são acionados vários mecanismos homeostáticos, que acentuariam a retenção de sódio e água e, consequentemente, provocariam o aparecimento de edema.


D

a hipoalbuminemia leva à aumento da pressão oncótica plasmática, com passagem de líquidos para o interstício e, consequentemente, aumento da volemia. Para restabelecer a volemia, são diminuídos vários mecanismos homeostáticos, que acentuariam a retenção de sódio e água e, consequentemente, provocariam o aparecimento de edema.


E

a hipoalbuminemia leva à diminuição da pressão oncótica plasmática, com passagem de líquidos para o interstício e, consequentemente, aumento da volemia. Para restabelecer a volemia, são acionados vários mecanismo homeostáticos, que diminuiriam a retenção de sódio e água e, consequentemente, provocariam o aparecimento de edema.

Conforme Cuppari et al. (2013), quais são as principais recomendações nutricionais diárias indicadas para pacientes em hemodiálise?


A

De 20 a 25 kcal/kg de energia; 1,5 a 2,0 g/kg (peso ideal ou ajustado) de proteína; menor de 7% do VET de gordura saturada; menos de 300 mg de colesterol e de 5 a 6 g de sal.


B

De 25 a 30 kcal/kg de energia; 1,0 a 1,2 g/kg (peso ideal ou ajustado) de proteína; menos de 5% do VET de gordura saturada; menos de 200 mg de colesterol e de 1 a 1,5 g de sal.


C

De 30 a 35 kcal/kg de energia; 1,1 a 1,2 g/kg (peso ideal ou ajustado) de proteína; menos de 7% do VET de gordura saturada; menos de 200 mg de colesterol e de 5 a 6 g de sal.


D

De 35 a 40 kcal/kg de energia; 0,8 a 1,0 g/kg (peso ideal ou ajustado) de proteína; menos de 10% do VET de gordura saturada; menos de 200 mg de colesterol e até 10 g de sal.

Sobre a redução da ingestão de proteínas na Doença Renal Crônica – DRC, analise as afirmativas abaixo:

I. Diminui a quantidade de ácidos gerados pelo organismo e contribui para o controle da acidose metabólica.

II. Culmina com uma menor ingestão de fósforo, visto que esses dois nutrientes têm os mesmos alimentos fontes.

III. Promove melhora na resistência à insulina, distúrbio frequentemente observado na DRC.

IV. Diminui a carga sobre os néfrons remanescentes.

V. Reduz a proteinúria e favorece a manutenção da concentração de albumina sérica.

São motivos VERDADEIROS para a redução da ingestão de proteínas para pessoas com DRC o que está escrito em


A

todos os itens.


B

apenas em dois.


C

apenas em três.


D

apenas em um.


E

apenas em quatro.

Uma das opções de tratamento para a doença renal terminal é a hemodiálise. A respeito das recomendações dietéticas dessa terapia, sabe-se que:


A

as vitaminas A e K devem ser suplementadas rotineiramente devido às perdas na diálise


B

os quelantes de fosfato devem ser utilizados em jejum para evitar absorção de fósforo da dieta


C

a oferta proteica deve ser constituída por pelo menos 50% de proteínas de alto valor biológico


D

o consumo de líquidos deve atingir pelo menos dois litros/dia independente do volume urinário

O objetivo da Terapia Nutricional na hemodiálise (HD) é prevenir ou tratar a toxicidade urêmica e outros distúrbios relacionadas a nutrição, alcançando e preservando um bom estado nutricional. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta.


A

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Nefrologia, para indivíduos em diálise a ingestão dietética de fósforo deve estar entre 1000 a 1300 mg diárias.


B

Quando o volume urinário (24hrs) do paciente for igual ou menor que 500ml não há necessidade de restrição de potássio


C

Para evitar a hipercalcemia é necessário apenas o monitoramento de cálcio sérico e dietético dos pacientes.


D

Pacientes que fazem uso da eritropoietina necessitam de suplementação de zinco.


E

As fórmulas de dieta enterais destinadas para pacientes em HD apresentam a densidade energética entre 1,5 - 2,0kcal/ml, propiciando o balanço hídrico.

A doença renal em estágio terminal (DRET) reflete a incapacidade renal de excretar os produtos residuais, manter o equilíbrio hidroeletrolítico e produzir hormônios. Uma vez que os pacientes progridem para o estágio 5 da DRC, as opções de tratamento para DRET incluem diálise, transplante ou tratamento clínico paliativo. Sobre a terapia nutricional no transplante renal, é correto afirmar:


A

durante as primeiras seis semanas após a cirurgia a ingestão de proteína deve ser reduzida para 0,6-0,8g/Kg de peso corporal ideal para evitar a sobrecarga do rim transplantado. Após o período de recuperação o consumo proteico deve aumentar para 1,0-1,5g/Kg de peso corporal ideal, de acordo com o estado nutricional do indivíduo.


B

durante as primeiras seis semanas após a cirurgia, uma dieta hiperproteica (1,2-1,5g/Kg de peso corporal ideal/dia) com ingestão energética de 30-35Kcal/Kg de peso ideal/ dia é recomendada para evitar balanço nitrogenado negativo.


C

a terapia nutricional fundamenta-se principalmente nos efeitos metabólicos da terapia imunossupressora. Os corticosteroides estão associados ao aumento do anabolismo proteico, ganho de peso, retenção hídrica e hiperlipidemia.


D

após a cirurgia, é comum que os pacientes apresentem hiperfosfatemia e hipercalcemia decorrentes da reabsorção óssea associada ao hiperparatireodismo persistente e aos efeitos dos esteroides sobre o metabolismo de cálcio, fósforo e vitamina D. A dieta deve possuir quantidades adequadas destes micronutrientes.

A restrição proteica é a principal manipulação dietética durante a progressão da doença renal crônica (DRC). Essa intervenção é capaz de retardar a necessidade da terapia renal substitutiva. Não existe consenso, contudo, a respeito do momento ideal para se iniciar essa redução na quantidade de proteína da dieta. Segundo as diretrizes da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina para pacientes na fase não-dialítica da DRC, observa-se benefício com a oferta de 0,6 g/kg/dia de proteína, com pelo menos 50% de alto valor biológico, quando o paciente apresentar __________________________.


A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é


A

TFG < 60 mL/min


B

TFG < 25 mL/min


C

creatinina sérica > 1,2 mg/dL


D

proteinuria de 24h > 150 mg/dia


E

desorientação provocada por distúrbio hidroeletrolitico

A insuficiência renal crônica (IRC) é uma síndrome clínica decorrente da perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Sobre a nutrição na IRC, analise as assertivas e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta as CORRETAS.


I. São várias causas de IRC, sendo as mais comuns a glomerulonefrite crônica, a hipertensão arterial grave, o diabetes mellitus, a nefropatia tubulointesticial crônica (pielonefrite), os processos renais obstrutivos crônicos, o lúpus eritematoso sistêmico e as doenças hereditárias como rins policísticos e síndrome de Alport.

II. O efeito protetor da dieta hipoprotéica é multifatorial e inclui, entre outros, diminuição da pressão intraglomerular, redução no consumo de oxigênio em consequência da maior excreção de amônia e fosfatos, diminuição dos lipídios séricos e redução de fatores mitogênicos e de crescimento.

III. Na fase não dialítica, a elevação de fósforo plasmático tende a ser menor e a hipercalcemia é menos frequente.

IV. Pacientes com proteinúria e pacientes diabéticos com controle glicêmico inadequado devem receber uma quantidade de proteína mais elevada (0,8g/kg/dia).


A

Somente as assertivas I, III e IV estão corretas.


B

Somente as assertivas I e II estão corretas.


C

Todas as assertivas estão corretas.


D

Somente as assertivas III e IV estão corretas.

O método de preparo ou processamento interfere no teor de nutrientes, inclusive de potássio que é um nutriente que tem ingestão controlada na Doença Renal Crônica - DRC que é um nutriente que tem ingestão controlada na DRC.

Assim, espera-se que a porção de 100g de batatas que tem o maior teor de potássio é a


A

cozida em água e escorrida.


B

frita.


C

cozida no vapor.


D

crua.


E

cozida com a casca e escorrida.

De acordo com Hortegal e Dias (2015), na fase não dialítica da doença renal crônica, a terapia nutricional tem como principais objetivos:


A

retardar a progressão da doença e atenuar as manifestações da síndrome urêmica, auxiliar no tratamento das complicações metabólicas consequentes da redução da função renal e manter ou adequar o estado nutricional do paciente.


B

estabilizar a síndrome urêmica, manter controle rígido da ingestão hídrica, ofertar energia semelhante ao recomendado para indivíduos saudáveis com atividade física intensa e melhorar o prognóstico do paciente.


C

retardar o ritmo de progressão da doença, manter oferta hídrica normal, carboidratos entre 30 e 50% do valor energético total e incluir, na dieta, açúcares simples para oferta energética rápida.


D

auxiliar no tratamento das complicações metabólicas, e manter ou adequar o estado nutricional do paciente ofertando dieta hipocalórica, hiperproteica, normoglicídica e normolipídica.

Na Insuficiência Renal Crônica (IRC) há perda progressiva da função excretória renal, com redução da Taxa de Filtração Glomerular (TGF) e retenção de solutos tóxicos, principalmente de escórias nitrogenadas, ocasionando o desenvolvimento da uremia, entre outros distúrbios clínicos e metabólicos. Na presença de IRC e TFG de 45 mL/minuto, recomendase:


A

restrição dietética de proteínas, principal medida no controle da uremia e sintomas decorrentes, como náuseas, vômitos, anorexia e fadiga, e da acidose metabólica.


B

terapia dialítica e a restrição dietética de proteínas, procedimentos necessários para o controle da uremia e da progressão da IRC, respectivamente.


C

intervenção dietoterápica, com dieta hiperproteica e restrita em proteínas de alto valor biológico, no intuito de retardar a progressão da IRC e o surgimento de hipercalemia.


D

intervenção dietoterápica, com dieta hiperproteica, associada à hemodiálise, instituídas até a restauração da TFG à 60 mL/minuto.


E

suplementação de ferro e dieta hiperproteica, fundamental na prevenção da anemia frequente em pacientes urêmicos, tendo como causa a deficiência na produção de eritropoietina pelo sistema renal.

A avaliação antropométrica (medidas de peso, estatura, circunferências e pregas cutâneas), em pacientes em hemodiálise, deve ser realizada, segundo Cuppari et al. (2013), da seguinte forma:


A

antes da sessão de hemodiálise, com o paciente sentado e as medidas do braço devem ser obtidas no mesmo lado do acesso vascular.


B

imediatamente antes da sessão de hemodiálise, com o paciente em decúbito dorsal.


C

logo após a sessão de hemodiálise e as medidas do braço devem ser obtidas no lado oposto ao do acesso vascular.


D

durante a sessão de hemodiálise, com o paciente em jejum e as medidas do braço devem ser obtidas com este dobrado.

A recomendação de energia e necessidade proteica para pacientes em diálise peritoneal, respectivamente, é de:


A

20 a 25 kcal/kg peso corpóreo ideal e 0,8 a 1,0 g/kg peso corpóreo ideal.


B

25 a 30 kcal/kg peso corpóreo ideal e 1,0 a 1,2 g/kg peso corpóreo ideal.


C

30 a 35 kcal/kg peso corpóreo ideal e 1,2 a 1,5 g/kg peso corpóreo ideal.


D

35 a 40 kcal/kg peso corpóreo ideal e 1,5 a 1,8 g/kg peso corpóreo ideal.


E

40 a 45 kcal/kg peso corpóreo ideal e 1,8 a 2,0 g/kg peso corpóreo ideal.

 
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