Questões de Concurso sobre Doenças renais

 
 
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Muitos componentes dietéticos são fortemente relacionados com a composição urinária, sendo, portanto, a dieta um dos fatores de risco mais importantes para a formação de cálculos renais. Ao receber um paciente com história de litíase renal, o nutricionista deve


A

restringir alimentos ricos em cálcio, fósforo, e vitamina C.


B

orientar aumento na ingestão de líquidos, enfatizando o uso de sucos de limão e laranja, pois são ricos em citrato.


C

restringir consumo de sal e alimentos ricos em potássio.


D

fazer uso de suplementos de vitamina C.


E

fazer uso de alimentos ricos em cálcio e oxalato durante as refeições.

Paciente refere que há cerca de 8 meses apresenta IRA (Insuficiência Renal Aguda). Evoluiu com anemia severa, hematúria macroscópica e proteinúria. Foi transfundido (3 bolsas) e evoluiu com deterioração da função renal e hiperpotassemia. Dados antropométricos: peso = 59,1 Kg, altura = 167 cm, PCT(mm)9mm, CB (cm)22cm= Dados bioquímicos: ureia plasmática = 120 mg/dl, creatinina plasmática = 18 mg/dL. PA = 150/100 mmHg, hemoglobina = 7 mg/dl, albumina = 3,8 g/dL, cálcio = 8,7 mg/dL, fósforo = 8,2 mg/dL. Analise as proposições que definem as indicações de terapia renal substitutiva, assinalando a opção INCORRETA.


A

Deve-se adotar o procedimento de hemofiltração arteriovenosa contínua para a remoção de solutos por transporte convectivo de solutos e não técnicas de hemodiafiltração contínua.


B

Deve-se manter uma taxa de ultrafiltração média de 3 a 4 ml/min, a qual proporciona uma perda hídrica de 4,3 a 5,7L em 24 horas, suficiente para manter o balanço hídrico.


C

A hemofiltração remove mediadores inflamatórios da circulação de pacientes renais sépticos, diminuindo a resposta inflamatória sistêmica, no entanto a evidência benéfica da hemofiltração mostra-se ainda limitada.


D

A perda de aminoácidos através do filtro pode variar de 2,7 a 8,9g com fluxos baixos até 30g com fluxos altos, dependendo mais dos níveis séricos do que do estado clínico do pacientes. Dessa forma, recomenda-se que a prescrição nutricional deve levar em conta essas perdas e aumentar a cota proteica da dieta.


E

Como na IRA ocorre um declínio rápido da função renal, pode haver excesso de volume sem muita elevação da ureia plasmática. Nestes casos, é indicada uma terapia renal suportiva e não substitutiva.

Em atenção à seguinte situação hipotética: “Paciente sexo masculino, 62 anos de idade, lavrador, grau de instrução não informado, cujos dados antropométricos são peso atual 47kg, altura 1,68m, CB 18cm, PCT 5mm, foi admitido no Hospital com quadro de Insuficiência Renal Crônica (IRC) complicada por hemorragia digestiva alta e encefalopatia crônica. Queixava-se dediarreia e vômitos”, analise as afirmativas a seguir e assinale a opção INCORRETA quanto à adequação entre a alteração metabólica e o respectivo mecanismo terapêutico.


A

O aumento da pressão e do fluxo glomerular são fatores responsáveis pela lesão glomerular progressiva que ocorre após a redução do número dos néfrons, de forma que o aumento da pressão intraglomerular pode ser evitado com o uso de inibidores da enzima conversora por dilatação da arteríola aferente.


B

A filtração elevada de proteínas com reabsorção tubular proximal subsequente pode causar lesão tubular e liberação de lisozimas no interstício, a conduta será uso de inibidores da enzima conversora e dietas hipoproteicas.


C

A hiperlipidemia ativa as células mesangiais levando à proliferação mesangial e produção aumentada de fatores quimiotáticos de macrófagos, fibronectina e radicais livres de oxigênio, assim a administração de HMG CoA inibidores da redutase (lovastatina) pode ser benéficos, independente dos níveis de lipídios plasmáticos, proporcionando uma redução de 25% na excreção de albumina.


D

Há evidências de que néfrons remanescentes excretam mais ácido; o acúmulo de amônia ativa o complemento, causando lesão túbulo intersticial. Portanto, a correção da acidose metabólica com bicarbonato de sódio tem efeito renal protetor.


E

Existem sugestões de que a hiperfosfatemia pode contribuir para a progressão da IRC, iniciando uma reação inflamatória com fibrose intersticial e atrofia tubular. Sendo assim, recomendam-se restrição grande de fosfatos pois promove redução dos lipídios séricos, redução do consumo de energia pelos túbulos.

A ____________ é um aminoácido condicionalmente essencial para o organismo após lesões agudas, com utilização cautelosa para pacientes hepatopatas e com insuficiência renal


A

Glutamina.


B

Isoleucina.


C

Valina.


D

Arginina.


E

Fenilalanina.

O edema é uma das manifestações clínicas mais frequentes na insuficiência renal. Segundo Krause (2013), a ingestão dietética de sódio para controle do edema deve ser:


A

1-2g/ dia.


B

2-3g/dia.


C

1-1,5g/dia.


D

2,5-3g/dia.

Pacientes com doença renal crônica e submetidos a tratamento hemodialítico podem apresentar distúrbios nutricionais. Por isso, a orientação dietética e o acompanhamento nutricional periódico são fundamentais. Para casos de pacientes em tratamento hemodialítico, qual é a conduta dietética mais indicada?


A

Restringir a proteína na alimentação diária, assegurando que, pelo menos 50% do total, seja de alto valor biológico, é uma medida necessária durante o tratamento da hiperfosfatemia.


B

Descascar e fracionar o alimento em pequenos pedaços e utilizar água em abundância para o cozimento, descartando-a após o processo, contribui para a redução de fósforo nos alimentos.


C

Consumir no máximo uma ou duas porções de frutas com alta quantidade de potássio ou três porções diárias de frutas com pequena ou média quantidade de potássio, é a orientação inicial dada a pacientes com hiperpotassemia.


D

Incentivar o consumo de maior variedade de alimentos de fonte proteica, com diferentes tipos e preparações à base de carnes e laticínios, dando preferência para aqueles com maior relação fósforo/proteína.

Para um paciente com doença renal crônica, em tratamento por diálise peritoneal, de 62 anos, sem necessidade de intervenção no estado nutricional, sem peritonite, sem edema e com hiperfosfatemia, a dieta a ser adotada deve apresentar as seguintes características:


A

normocalórica, hipoproteica, normoglicídica, normolipídica, hipocalêmica.


B

normocalórica, hiperproteica, hipoglicídica, normolipídica, normocalêmica.


C

hipercalórica, normoproteica, normoglicídica, hipolipídica, normocalêmica.


D

hipercalórica, hiperproteica, hipoglicídica, normolipídica, hipocalêmica.

O distúrbio mineral ósseo da doença renal crônica é considerado como síndrome, pois engloba alterações clínicas, bioquímicas e ósseas que se desenvolve no curso evolutivo da doença renalcrônica. Acerca desse assunto, assinale a opção INCORRETA:


A

Os principais marcadores do metabolismo ósseo propostos pelas Diretrizes do KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes) para o metabolismo ósseo são cálcio, fósforo e paratormônio.


B

É importante manter as concentrações séricas de fósforo por meio do controle da ingestão alimentar e uso de quelantes.


C

O paratormônio e o calcitriol são responsáveis pela manutenção do cálcio e do potássio sob o controle na circulação.


D

A hiperfosfatemia, quando não tratada, aumenta o risco para doença cardiovascular, resultante da calcificação do coração, de vísceras e de artérias periféricas, hiperparatireoidismo secundário e osteodistrofia renal.


E

A restrição de alimentar de fosforo pode reduzir a ingestão de proteica, bem como levar a desnutrição e ao aumento da mortalidade.

A injúria renal aguda (IRA) é a perda abrupta da função renal que pode ocorrer em rins previamente saudáveis, em decorrência de outra doença. Entretanto, também pode se sobrepor à doença renal crônica. Conhecer as alterações metabólicas e nutricionais que ocorrem nessa condição clínica é primordial para a adequada prescrição nutricional.

Nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A administração de glicose é capaz de suprimir a gliconeogênese hepática com consequente redução do catabolismo proteico.


B

O gasto energético em pacientes com IRA é determinado pelas doenças associadas, e não pela falência renal.


C

A atividade das enzimas lipolíticas, lipase lipoproteica periférica e lipase hepática, está diminuída com consequente redução da lipólise e elevação do conteúdo de triglicerídeos das lipoproteínas.


D

A hipocalcemia pode ocorrer como consequência da produção diminuída de calcitriol pelas células tubulares renais.

A doença renal crônica consiste em lesão renal e perda progressiva e irreversível da função dos rins (glomerular, tubular e endócrina). Nos idosos, seus efeitos são mais intensos.

Sobre essa condição clínica, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Os pacientes com doença renal crônica podem desenvolver anemia normocrômica e normocítica, ainda nos estágios iniciais da doença. Ademais, a hemólise dos eritrócitos causada pela presença de toxinas urêmicas pode agravar a anemia.


B

A recomendação de macronutrientes para pacientes com doença renal em tratamento conservador ou dialítico se difere apenas quanto à quantidade diária de proteína.


C

A recomendação hídrica varia conforme a fase e tipo de terapia de substituição renal e deve considerar as condições climáticas do local da residência e do trabalho do paciente, bem como a presença de condições clínicas, como febre alta.


D

Não existe recomendação específica de micronutrientes para pacientes com doenças renais crônicas.

Quanto à terapia nutricional para indivíduos em tratamento hemodialítico (HD), assinale a resposta correta:


A

Pacientes em HD necessitam de dietas normoproteica, normocalóricas e restritas em líquido, sódio, potássio e fósforo.


B

Devido às perdas significativas durante o procedimento hemodialítico, existe indicação de suplementação diária de vitaminas hidrossolúveis para pacientes em HD.


C

Devido às perdas significativas durante o procedimento hemodialítico, existe indicação de suplementação diária de vitaminas lipossolúveis para pacientes em HD.


D

Não há a necessidade de restringir fósforo devido às perdas na terapia hemodialítica.


E

A vitamina D não deve suplementada, pois promove aumento da absorção intestinal do cálcio, o qual está associado a depósitos de fosfato de cálcio nas artérias de pacientes em diálise levando a complicações e morte cardiovascular.

Em pacientes nefropatas, o catabolismo proteico pode aumentar em virtude do processo inflamatório crônico e da acidose metabólica. Algumas perdas de aminoácidos podem decorrer do procedimento dialítico, da limitação da síntese e do maior catabolismo proteico muscular. Assim, a necessidade de proteínas, para pacientes nefropatas em hemodiálise, é


A

0,8 a 1,0 g/kg/dia, superior à de indivíduos nefropatas em tratamento conservador.


B

1,2 a 1,5 g/kg/dia, igual à de indivíduos saudáveis.


C

1,1 a 1,2 g/kg/dia, superior à de indivíduos saudáveis.


D

0,6 a 0,8 g/kg/dia, igual à de indivíduos nefropatas em tratamento conservador.

Sobre a terapia nutricional em pacientes com doença renal crônica (DRC), é correto afirmar:


A

a restrição de potássio só é obrigatória em pacientes em tratamento dialítico, não sendo necessária durante o tratamento conservador.


B

pacientes em hemodiálise devem receber diariamente 1,8 g de proteínas por quilo de peso corporal para repor as perdas da terapia.


C

a dislipidemia em pacientes com DRC é muito comum, assim a dieta deve ser hipolipídica (20% do VET) com ingestão de no máximo 7% de ácidos graxos saturados.


D

no tratamento pré-dialítico recomendam-se 2 a 7g de sal por dia; já no tratamento dialítico essa recomendação deve ser individualizada de acordo com o balanço hídrico do indivíduo.

É comum os pacientes e a equipe médica identificarem o transplante renal como uma alternativa para escapar das restrições alimentares impostas pelo tratamento da Doença Renal Crônica, e, dessa forma, pouca atenção é dirigida aos aspectos nutricionais. Em relação aos nutrientes e à oferta hídrica para transplantados renais, recomenda-se


A

suplementar ferro mesmo que as reservas corporais estejam adequadas.


B

suplementar vitaminas hidrossolúveis para pacientes em tratamento conservador.


C

oferta normal de líquidos no pós-transplante imediato, exceto em casos de disfunção do enxerto.


D

oferta igual de proteínas no pós-transplante imediato e no pós-transplante tardio.

No tratamento nutricional clínico para lesão renal aguda, a recomendação de energia é de:


A

20 a 25 kcal/kg/dia.


B

20 a 30 kcal/kg/dia.


C

25 a 35 kcal/kg/dia.


D

30 a 35 kcal/kg/dia.


E

30 a 40 kcal/kg/dia.

Sobre a fisiopatologia e dietoterapia em condições de Hiperfosfatemia na Doença Renal Crônica – DRC, analise as afirmativas abaixo:

I. A concentração plasmática de fosfato, que geralmente permanece normal nos estágios iniciais da DRC, aumenta progressivamente nos estágios mais avançados da doença.

II. Na fase inicial da DRC, há adaptação renal caracterizada por diminuição da reabsorção renal tubular de fósforo, causando, assim, aumento da fosfatúria nos néfrons remanescentes, processo mantido basicamente pelo hormônio da paratireoide (PTH).

III. Hiperparatireoidismo secundário, calcificações metastáticas, osteíte fibrosa cística, hipertensão, doença vascular aterosclerótica, prurido e disfunção sexual são consequências da hiperfosfatemia.

IV. Pacientes com DRC avançada, em fase não dialítica, deverão ser submetidos a programas de dieta com restrição proteica, principalmente com restrição de leite e derivados.

V. Pacientes que estão na fase dialítica, a restrição proteica deve ser evitada em função do desenvolvimento de desnutrição, devendo ser controlada a ingestão de leite e derivados, para reduzir a hiperfosfatemia.

Está(ão) CORRETA(S)


A

apenas quatro.


B

apenas três.


C

apenas duas.


D

apenas uma.


E

todas.

A insuficiência renal aguda (IRA) é caracterizada pela redução súbita na taxa de filtração glomerular (TFG) ou na quantidade de filtrado por unidade de néfrons e pela alteração na capacidade do rim de eliminar a carga diária de excreção metabólica. Sobre a terapia nutricional em pacientes com IRA, é correto afirmar que:


A

é consenso a administração de 0,8 a 1,5 g de proteína por kg de peso corporal ideal, aumentando conforme a TFG retorne ao normal.


B

durante a fase inicial da IRA (frequentemente oligúrica), é essencial a atenção ao estado de hidratação, sendo ideal que a ingestão de líquidos e eletrólitos promova o equilíbrio do débito hídrico.


C

a administração de somente 0,8 g de proteína por kg de peso corporal é a recomendação para evitar a diálise.


D

o consumo de calorias por peso corporal deve ser abaixo de 30, para evitar a perda de peso durante o tratamento.


E

o consumo de sódio e potássio deve ser acima de 50 mEq/dia, não sendo necessário fazer restrição do uso de sódio.

A diálise peritoneal é uma das opções de tratamento para a doença renal em estágio terminal. Para pacientes submetidos à diálise peritoneal, recomenda-se a ingestão energética e proteica diária de


A

25 a 30 kcal/kg e 1,0 a 1,2 g/kg de peso corporal.


B

30 a 35 kcal/kg e 1,2 a 1,5 g/kg de peso corporal.


C

35 a 40 kcal/kg e 1,5 a 2,0 g/kg de peso corporal.


D

30 a 35 kcal/kg e 0,8 a 1,0 g/kg de peso corporal.


E

25 a 30 kcal/kg e 0,6 a 0,8 g/kg de peso corporal.

Ano: 2016
Prova: FRAMINAS / FADECIT - Prefeitura - Nutricionista - 2016

Na insuficiência renal crônica (IRC), com a perda progressiva da capacidade excretória renal, ou seja, com a redução da filtração glomerular, uma variedade de solutos tóxicos, sobretudo provenientes do metabolismo de proteínas e aminoácidos, acumulam-se no soro ou no plasma. Os mais importantes quantitativamente são a uréia e a creatinina. Sendo assim, a quantidade de creatinina depende de:


A

Gordura corporal;


B

Massa muscular;


C

Ingestão de proteínas;


D

Hidratação corporal.

A hiperpotassemia é comum em pacientes com doença renal crônica em tratamento por hemodiálise. Além de uma dieta rica em potássio, outros fatores podem contribuir para a elevação do potássio sérico e, portanto, devem ser considerados no tratamento da hiperpotassemia; Assinale a alternativa correta dentre esses fatores:


A

Alcalose metabólica


B

Constipação intestinal


C

Uso de carbonato de cálcio e eritropoietina


D

Anabolismo muscular


E

Deficiência de glucagon

 
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