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O objetivo do tratamento da glomerulonefrite aguda é manter um bom estado nutricional. A restrição de proteína ou potássio deve ser utilizada se o paciente apresentar:
glicosúria ou uremia.
glicosúria ou hiperurecemia.
glicosúria ou hipourecemia.
uremia ou hipercalemia.
uremia ou hipocalemia.
A prevalência da doença renal crônica (DRC) está aumentando em todo o mundo. Em pacientes sob tratamento conservador, tem-se priorizado a renoproteção que se baseia no tratamento farmacológico combinado com dietoterapia, objetivando:
reduzir a pressão arterial e a proteinúria.
estimular a ingestão mínima de 1,2g/kg/dia de proteína.
orientar a ingestão de 8g/dia de sal.
manter o índice de massa corporal até 29kg/m2.
O rim é responsável pela filtração glomerular, além de possuir função excretora, endócrina e metabólica. Alterações neste órgão compreendem também outros órgãos e sistemas metabólicos. É correto afirmar:
O rim participa do metabolismo da vitamina D fazendo a conversão de 1,25-diidroxivitamina D em 25-hidroxicolecalciferol.
O comprometimento renal ocasiona absorção aumentada de cálcio intestinal, que por sua vez diminui o cálcio ósseo.
Na insuficiência renal aguda há resistência à ação do hormônio da paratireoide nos ossos caracterizando hipoparatireoidismo.
O sistema renal é responsável pela conversão de pró-vitamina A em retinol e alterações neste contribuem para reduzida concentração dessa vitamina.
Mesmo com o comprometimento renal o organismo possui um mecanismo compensatório capaz de controlar o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido básico.
Pacientes com doença renal crônica em hemodiálise necessitam de manejos dietéticos. Dentre esses manejos, descarta-se a suplementação de vitaminas lipossolúveis, com exceção da vitamina:
A.
D.
E.
K.
A doença renal crônica (DRC) vem aumentando de forma significativa no Brasil e no mundo. Intervenções dietéticas específicas são relevantes no tratamento e prevenção das complicações que acometem esses pacientes. Considerando a terapia nutricional no tratamento não dialítico, leia as assertivas abaixo:
I. Para indivíduos obesos recomenda-se um aporte energético não inferior a 25 kcal/kg/dia, enquanto que para aqueles que apresentam baixo peso ou piora do estado nutricional, recomenda-se um aporte de energia superior a 35kcal/kg/dia.
II. A maioria dos guias práticos e pesquisadores da área recomendam dietas com restrição de proteína, com oferta entre 0,6 e 0,8g/kg/dia. Para indivíduos com proteinúria ou controle inadequado de glicemia, a recomendação é um pouco maior (1,0g/kg/dia).
III. Outra opção de dieta para pacientes com taxa de filtração glomerular < 30ml/min é a dieta com maior restrita em proteína (0,5g/kg/dia) suplementada com uma mistura de cetoácidos e aminoácidos essenciais (1 comprimido para cada 3 kg de peso corporal).
Marque a opção que corresponde à(s) assertiva(s) CORRETA(s):
I, II e III.
II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, apenas.
Os pacientes com Doença Renal Crônica em tratamento dialítico apresentam maior propensão a desenvolverem risco nutricional. Muitos estudos mostram altas taxas de morbidade e mortalidade nos indivíduos submetidos a hemodiálise, sobretudo naqueles pacientes com desnutrição. Os principais fatores que contribuem para o aumento da desnutrição em pacientes em hemodiálise são:
diminuição da absorção de vitaminas do complexo B pelo lúmen intestinal, aumento da reabsorção de cálcio e resistência a insulina.
hipoparatireoidismo secundário e aumento da liberação de aminoácidos do músculo com consequente perda proteica.
aumento da uremia e da creatinina sérica, com consequente redução da atividade catabólica do organismo, e diminuição da síntese proteica.
perda de nutrientes no dialisato, frequentes coletas de amostras de sangue e retenção de sangue no dialisador.
As manifestações de doença renal são significativas e as metas do cuidado nutricional dependem do distúrbio que está sendo tratado. Em relação aos cálculos renais, faz parte do tratamento nutricional, EXCETO:
Vitamina C > 500 mg/dia.
Evitar alimentos ricos em oxalato.
Alcançar o volume urinário diário >2 litros.
Normalizar a excreção urinária de solutos fornecedores de cálculos.
Insuficiência renal crônica (IRC) é uma síndrome clínica decorrente da perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Ao quadro clínico que se desenvolve com o evoluir da insuficiência renal denominamos síndrome urêmica ou uremia. São várias as causas da IRC, sendo as mais comuns:
Glomerulonefrite crônica, hipertensão arterial grave e lúpus eritematoso;
Glomerulonefrite crônica, síndrome de Alport e escabiose;
Hipertensão arterial grave, bexiga neurogênica e ascaridíase;
Hipertensão arterial grave, síndrome de Alport e ascaridíase.
A carambola é uma fruta que na doença renal crônica, deve:
Ser consumida por ser um eficiente diurético natural;
Ser consumida por apresentar teor de fibra baixo;
Não ser consumida de forma nenhuma e nem seus subprodutos por possuir composto neurotóxico que é depurado pelos rins;
Ser consumida, pois as alterações dependem da quantidade consumida;
Ser consumida, pois as alterações dependem da quantidade consumida.
Até o momento, não há um método único capaz de diagnosticar com fidedignidade a condição nutricional do paciente com doença renal crônica (DRC). Por essa razão, tem se recomendado o emprego de vários marcadores nutricionais. A avaliação global subjetiva (AGS) se baseia na história física e no exame clínico do paciente e, desde sua criação, novas versões foram elaboradas.
A opção incorreta é:
A desnutrição energético-proteica (DEP) constitui uma das principais causas de morbimortalidade nos pacientes com DRC. Este achado é tipificado pela associação inversa entre as taxas de mortalidade e marcadores do estado nutricional. A etiologia da DEP é multifatorial, incluindo ingestão alimentar inadequada, aumento do catabolismo proteico e diminuição de síntese proteica.
A AGS compreende um método que engloba somente aspectos subjetivos do estado nutricional, é uma ferramenta simples e de baixo custo, que pode ser aplicada por profissionais de saúde que receberam treinamento prévio. A AGS foi originalmente desenvolvida com o objetivo de avaliar o estado nutricional de pacientes cirúrgicos em (A) bem nutridos, (B) DEP moderada e (C) DEP grave. Como obteve boa sensibilidade e especificidade ao predizer infecções pós-operatórias nessa população, a AGS passou a ser reformulada para ser aplicada em grupos específicos, a fim de aumentar sua reprodutibilidade e o seu valor preditivo. Desde então, sua aplicação tem aumentado em diversos grupos populacionais, incluindo os com DRC.
Em pacientes com DRC, como não há um padrão ouro para avaliar o estado nutricional, os guias de conduta na área de nutrição e DRC recomendam que se use uma combinação de métodos para minimizar os erros com diagnóstico nutricional. Estes podem ser a antropometria, bioimpedância elétrica, albumina sérica, ingestão alimentar, entre outros.
O método de AGS é capaz de diferenciar o paciente bem nutrido daquele com DEP, apresentando bom poder em predizer piores desfechos de morbimortalidade. Logo, constitui uma alternativa válida e de grande aplicabilidade para o diagnóstico de DEP, contudo, diferentes modelos foram propostos e não se pode afirmar, ainda, qual modelo oferece maior precisão para o diagnóstico de DEP.
As principais indicações dialíticas na Insuficiência Renal Aguda são
sepse, hipercalemia, febre, hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva.
hipercalemia, hipervolemia, hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva, uremia.
sepse, uremia, distúrbios hipervolêmicos, insuficiência cardíaca.
hipercalemia, febre, anasarca, distúrbios ácidos básicos e metabólicos.
hipercalcemia, uremia, hipertensão e insuficiência cardíaca congestiva, febre.
Sobre as recomendações nutricionais para casos de litíase renal, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras ou F nas Falsas.
( ) Evitar o consumo de citrato de frutas como melão e groselha para evitar a formação de cálculos de citrato de cálcio. ( ) Reduzir a ingestão de cálcio para evitar a formação de cálculos. ( ) Aumentar a ingestão proteica para favorecer a hipocitratura. |
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
V-V-V
F-F-F
F-F-V
F-V-V
F-V-F
O tratamento nutricional para prevenção da colelitíase tem como objetivo diminuir:
A estetorréia.
A uricemia.
A colesterolemia.
O excesso de peso.
O cuidado nutricional é fundamental no tratamento de pacientes pediátricos com Doença Renal Crônica (DRC), sendo a desnutrição e o déficit de crescimento consequências frequentes nessa população. Anorexia, náuseas, vômitos, redução do paladar e do olfato são efeitos da DRC que agravam o estado nutricional. Com relação às recomendações de energia e nutrientes para crianças com DRC, é correto afirmar:
Para crianças com DRC, existem guias e recomendações energéticas específicas. Portanto, as equações preditivas de necessidades energéticas desenvolvidas para crianças saudáveis não podem ser utilizadas para a população pediátrica com DRC.
O uso de dietas hipoproteicas para pacientes renais pediátricos tem impacto negativo na velocidade de crescimento e no escore-z para a estatura. Por não serem indicadas dietas hipoproteicas, não há justificativa para a suplementação com aminoácidos essenciais ou cetoácidos.
Para o controle da ingestão de sódio, é indicada a restrição de alimentos embutidos, salgadinhos, temperos prontos e afins. Uma boa opção para os pacientes com DRC, particularmente aqueles em hemodiálise, é a utilização de substitutos de sal (ex. sal light).
A suplementação oral de ferro favorece a resposta orgânica à ação da eritropoetina recombinante humana, e deve ser realizada com o intuito de manutenção das reservas de ferro, independente de evidências clínicas ou laboratoriais de deficiência desse micronutriente.
Qual é o aporte proteico diário para pacientes com doença renal crônica, diabético tipo 1, em estágio não catabólico, com controle glicêmico e sem necessidade de diálise?
Pelo menos 1 g/kg/dia
0,6g /
0,4-0,6 kg/dia
0,8 g/kg/dia
0,9-1,2 g/kg/dia
Uma das complicações que ocorrem na Doença Renal Crônica, mesmo em tratamento dialítico, é a hiperpotassemia.
Para essa condição, todas as orientações abaixo são necessárias, com exceção de uma delas. Assinale-a.
Todos os legumes e hortaliças devem ser cozidos para promover significativa perda de potássio.
O consumo máximo de 3 porções dia do grupo das frutas, com pequena e média quantidade de potássio, como abacaxi, maçã, morangos, laranja lima.
O consumo máximo de 3 porções dia do grupo das hortaliças, com pequena e média quantidade de potássio, como pimentão, tomate, repolho.
O consumo máximo de 1 a 2 porções dia do grupo das frutas, com elevada quantidade de potássio, como abacate, laranja pera, mamão.
Não consumir caldo de feijão, frutas secas, chocolate e achocolatados.
Ao orientar pacientes com Doença Renal Crônica, deve-se ter muito cuidado. Existem alimentos que possuem neurotoxinas que podem causar sintomas, como vômitos, agitação, insônia, convulsão e até a morte. Nessa direção, não é recomendada a ingestão de ________, por conter em sua constituição componente neurotóxico.
A alternativa que preenche adequadamente o espaço vazio é a
acerola.
abacate.
melancia.
carambola.
cupuaçu.
Na lesão renal aguda (LRA), os rins podem:
Apresentar redução ou perda total de sua capacidade funcional, de modo temporário ou permanente;
Apresentar manifestações que podem variar entre pequenas elevações de creatinina sérica, até a ausência total de diurese, com acúmulo de produtos nitrogenados e líquidos;
Pode ocorrer após hemorragia, depleção de volume, ICC, cirrose hepática, entre outros;
Todas as respostas estão corretas;
Nenhuma das respostas está correta.
A Insuficiência Renal Aguda é caracterizada por uma súbita redução da taxa de filtração glomerular, a quantidade de filtrado por unidade nos néfrons e alteração da capacidade do rim de eliminar a carga diária de excreção metabólica. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Durante a fase inicial da insuficiência renal aguda, é essencial a atenção meticulosa ao estado de hidratação. O ideal é que a ingestão de líquidos e eletrólitos promova o equilíbrio do débito hídrico.
II. A maior parte da excreção do potássio e do seu balanço consiste na função normal do rim. Quando essa função está prejudicada, o balanço de potássio deve ser cuidadosamente avaliado. Além das fontes dietéticas, todos os tecidos corporais contêm grandes quantidades desse componente. Assim, a destruição dos tecidos pode levar à sobrecarga considerável de potássio.
III. O sódio é restringido com base na diminuição da produção urinária. Na fase oligúrica, quando o débito de sódio é muito reduzido, a ingestão também deve ser baixa, cerca de 40 a 60 mg/dia.
IV. As necessidades energéticas podem ser medidas à beira do leito por calorimetria indireta. Caso esse equipamento não esteja disponível, as necessidades calóricas devem ser estimadas em 40 a 50 kcal/kg de peso seco por dia.
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
Todas as afirmativas estão incorretas.
A Lesão Renal Aguda caracteriza-se pela deterioração rápida da função renal, que resulta em desequilíbrio hidroeletrolítico e acúmulo de produtos do catabolismo nitrogenado, como a ureia e a creatinina. Ao estabelecer a conduta nutricional para pacientes com Lesão Renal Aguda, deve-se considerar que:
os requerimentos energéticos são determinados pela doença de base, além disso, a própria Lesão Renal também reduz o consumo energético.
deve ser oferecida dieta hiperglicídica devido ao quadro de hipoglicemia, causada pela diminuição da secreção de insulina.
é recomendado dieta hiperlipídica, sendo 50% - 60% do valor energético total, diante da diminuição dos níveis séricos de triglicerídeos de lipoproteínas plasmáticas e o colesterol total.
deve-se oferecer dieta hiperproteica, rica em aminoácidos essenciais, devido à quebra do glicogênio hepático, causada pela acidose metabólica.