Questões de Concurso sobre Doenças renais

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
534 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Pacientes em hemodiálise devem ser orientados em relação aos seus cuidados nutricionais, principalmente durante os intervalos das sessões de hemodiálise.

Nesse caso, é importante informar que:


A

O paciente deve fazer restrição da quantidade de líquidos e sal ingerida entre as sessões de hemodiálise.


B

A ingestão de líquidos entre as sessões de hemodiálise deve ocorrer sempre que o paciente sentir sede, pois a hemodiálise vai drenar esse líquidos.


C

Não é relevante informar ao paciente sobre restrição de potássio e sódio, pois esses nutrientes são perdidos na hemodiálise.


D

O paciente deve seguir uma dieta hipoproteica (0,6 g de proteína/kg peso/dia) devido ao seu problema renal.


E

O paciente deve ter uma ingestão normal de fósforo e cálcio para que ele não apresente comprometimento ósseo.

A função principal do rim é manter o equilíbrio homeostático no que diz respeito aos fluidos, eletrólitos e solutos orgânicos. Os cálculos de oxalatos de cálcio e de fosfato de cálcio, cerca de 80% dos cálculos são compostos de oxalatos de cálcio (sozinho ou com um núcleo de fosfato de cálcio “hidroxiapatita”) suas causas são múltiplas, incluindo hiperparatireoidismo, hiperruricosúria, hipercalciuria idiopática, baixo nível urinário de citrato, RTA distal e hiperroxaluria, são mais comuns em:


A

Crianças e adolescentes


B

Mulheres jovens


C

Recém nascidos


D

Homens de meia idade


E

Mulheres de meia idade

O emprego de dieta hipoproteica na fase NÃO Dialítica da Doença Renal Crônica (DRC) está associado ao(à)

I. Aumento do estresse oxidativo renal.

II. Melhora da proteinúria.

III. Desnutrição, mesmo quando bem implementada.

IV. Aumento do tempo para início da terapia renal substitutiva.

V. Aumento dos níveis de paratormônio.

Quantos itens estão CORRETOS?


A

Um, apenas.


B

Todos.


C

Dois, apenas.


D

Quatro, apenas.


E

Três, apenas

A vitamina E é utilizada como nutriente anti-inflamatório em doença renal crônica devido esta diminuir:


A

leucotrienos da série 3 e NF-Kappa


B

leucotrienos da série 4 e NF-Kappa


C

leucotrienos da série 5 e NF-Kappa


D

erroxidase I e leucotrienos da série 5

Paciente diagnosticado com nefrolitíase de repetição foi encaminhado à nutricionista para redução de oxalato da dieta. Que alimento este paciente deve evitar?


A
Leite.

B
Vísceras.

C
Sardinha.

D
Chocolate.

Pacientes com doença renal crônica, normalmente desenvolvem quadros de anemia por deficiência na produção de eritropoetina, pois 90% dessa produção ocorre no rim. Qual é a função dessa substância?


A

Produção de hemácias.


B

Maturação de hemácias.


C

Reabsorção de ferro.


D

Produção de ferro.


E

Maturação da hemoglobina.

A desnutrição é muito prevalente nos pacientes com Doença Renal Crônica em tratamento dialítico, o que está relacionado às altas taxas de mortalidade nessa população. Considerando que o adequado estado nutricional deve ser priorizado na assistência a esses pacientes, assinale a opção INCORRETA acerca do desenvolvimento de desnutrição nos pacientes com doença renal crônica em hemodiálise.


A

Ingestão deficiente de energia e proteínas tem sido apontada como a maior causa de desnutrição nesses pacientes.


B

Perdas de nutrientes durante o procedimento hemodialítico, primariamente, os aminoácidos, peptídeos e vitaminas hidrossolúveis.


C

O procedimento de hemodiálise per se pode ser hipercatabólico, envolvendo a liberação de citocinas, o que tem sido descrito como fator preditor para o desenvolvimento da desnutrição.


D

O hipoparatireoidismo secundário e aumento da liberação de aminoácidos do músculo com consequente perda proteica.


E

O aumento do catabolismo proteico promove o desenvolvimento de acidose metabólica, a qual é comum nos pacientes com doença renal crônica, e pode ser uma significativa causa da perda de massa magra.

A ingestão proteica em indivíduos com diabetes e doença renal crônica não dependentes de terapia renal substitutiva, segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018, deve ser em torno de:


A

0,6 g/kg/dia.


B

0,8 g/kg/dia.


C

1,0 g/kg/dia.


D

1,2 g/kg/dia.


E

1,5 g/kg/dia.

R.D.F, 69 anos, possui Doença Renal Crônica em tratamento dialítico (hemodiálise), hipertensão arterial sistêmica, diabetes do tipo 2 e dislipidemia. Tabagista há 30 anos, apresentou dispneia intensa a pequenos esforços e fraqueza. Foi internada e diagnosticada com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) do tipo enfisema pulmonar.

Com base no caso apresentado acima, é INCORRETO afirmar que


A

é provável que o paciente já apresente ou desenvolva uma desnutrição, uma vez que as polimorbidades apresentadas podem levar ao aumento do catabolismo, a menor ingestão alimentar e, possivelmente, tenha indicação de suplemento oral hiperproteico e hipercalórico.


B

o paciente pode desenvolver uma desnutrição, por isso necessitará seguir uma dieta com baixo teor de carboidrato e elevação do teor de lipídeos para diminuir a retenção de CO2, bem como para auxiliar no controle da glicemia por causa do diabetes


C

a DPOC poderá levar à inflamação sistêmica e a deficiências hormonais como, por exemplo, do IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina 1), devido à idade e ao uso dos corticoides, geralmente utilizados no tratamento da exacerbação da DPOC.


D

hormônios anabólicos são imprescindíveis para o desenvolvimento, para o crescimento e para a manutenção muscular e podem estar alterados nos pacientes com DPOC como, por exemplo, hormônios tireoidianos, testosterona, hormônios folículo-estimulante e luteinizante.

Escolar de 7 anos de idade, do sexo feminino, portadora de doença renal crônica, em tratamento dialítico por diálise peritoneal, foi internada na enfermaria da pediatria por peritonite. De acordo com o quadro clínico, a conduta dietoterápica, em relação à recomendação proteica, em g/kg/dia, é de:


A

restrição de 0,1 a 0,2


B

restrição de 0,3 a 0,5


C

adicional de 0,3 a 0,5


D

adicional de 0,1 a 0,2

Quais recomendações nutricionais diárias são indicadas para um paciente transplantado renal, na fase de póstransplante imediato, com índice de massa corporal prévio indicando eutrofia, sem disfunção do enxerto, sem hipertensão e demonstrando lenta cicatrização da ferida operatória?


A

30 a 35 kcal/kg de peso atual, 50% de carboidrato; 1,5 a 2,0 g de proteína/kg de peso ideal corrido; até 35% de lipídios; 2400 mg de sódio; suplementação de zinco e ingestão hídrica sem necessidade de restrição.


B

25 a 30 kcal/kg de peso atual, 50% de carboidrato; 0,8 a 1,0 g de proteína/kg de peso atual; até 30% de lipídios; 2400 mg de sódio; suplementação de selênio e ingestão hídrica restringida ao volume de urina excretado em 24 horas.


C

30 a 35 kcal/kg de peso atual, 50% de carboidrato; 1,3 a 1,5 g de proteína/kg de peso atual; até 35% de lipídios; 2400 mg de sódio; suplementação de zinco e ingestão hídrica sem necessidade de restrição.


D

25 a 30 kcal/kg de peso atual, 50% de carboidrato; 1,0 a 1,5 g de proteína/kg de peso ideal corrigido; até 30% de lipídios; 2400 mg de sódio; suplementação de arginina e ingestão hídrica restringida ao volume de urina excretado em 24 horas.

A doença renal crônica (DRC) é causada pela perda lenta, progressiva e irreversível da função renal. A modificação da alimentação desses pacientes se faz necessária, a fim de proporcionar seu bem-estar e melhorar o prognóstico da doença. Com base na terapia nutricional recomendada para pacientes com DRC, é INCORRETO afirmar que


A

a restrição hídrica deve ser avaliada de forma individualizada de acordo com o estágio da doença e a presença de edema.


B

uma estratégia para o tratamento do paciente com DRC é a redução do consumo de potássio por meio do cozimento de frutas e legumes em água.


C

a ingestão de proteínas para pacientes com DRC em tratamento dialítico é sugerida de 0,6 a 0,8g/ kg/dia com, ao menos, 50% de proteína de alto valor biológico.


D

os alimentos coração de frango, sardinha e leite devem ser evitados por pacientes com hiperfosfatemia, por ter elevada razão de fósforo/proteína.

Os pacientes com lesão renal aguda (LRA) sofrem alterações metabólicas que promovem degradação de proteína e aminoácidos e consumo de substratos de energia. Assim, o tratamento nutricional torna-se essencial nesses pacientes. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.

I. A LRA por si não altera o gasto energético desses pacientes.

II. Sugere-se a recomendação de 25-30 kcal/kg/dia.

III. Pacientes com LRA em tratamento dialítico comumente apresentam hipercalemia e hiperfosfatemia.

IV. O consumo de proteína deve ser reduzido para evitar ou retardar o início de terapia dialítica.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

II, III e IV, apenas.


D

I, II e IV, apenas.

A Lesão Renal Aguda (LRA) tem impacto no estado nutricional, e a avaliação nutricional é indispensável para a monitoração e o acompanhamento clínico do paciente.

Sobre alterações metabólicas em pacientes com LRA, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Apresentam alteração no metabolismo de todos os macronutrientes.


B

A hiperglicemia é um achado comum.


C

Precocemente, elevam-se os triglicerídeos.


D

A hipercolesterolemia ocorre com frequência, mas tardiamente.


E

Ocorre intenso catabolismo proteico com liberação de aminoácidos do tecido muscular.

Em relação ao planejamento dietoterápico na Doença Renal Crônica, é correto afirmar que


A

na fase pré-dialítica a principal orientação dietética que previne ou melhora a sintomatologia urêmica é a restrição de sódio.


B

alimentos ricos em fibras devem ser restritos devido ao alto teor de fósforo e potássio.


C

vitaminas lipossolúveis devem ser suplementadas.


D

a ingestão de sódio deve ser limitada a 3000 mg/dia.


E

a restrição de potássio só é obrigatória na presença de hipercalemia.

Pacientes com cálculo renal devem ser questionados, por exemplo, a respeito da ingestão de líquidos e de alimentos. Informações acerca da ingestão de alimentos ajudarão na avaliação do consumo daqueles ricos em cálcio, sódio, potássio.


C
Certo

E
Errado

Analise os itens abaixo sobre a participação das proteínas no plano alimentar das pessoas com Doença Renal Crônica - DRC.

I. O consumo de maiores quantidades de proteínas favorece o desenvolvimento da alcalose metabólica e o acúmulo de toxinas urêmicas.

II. O controle da proteína na dieta contribui para evitar o acúmulo de íons inorgânicos, como fósforo e potássio.

III. A redução da proteína na dieta (dietas hipoproteicas) diminui significativamente a progressão da DRC.

Está CORRETO o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I, II e III.


D

II, apenas.


E

III, apenas.

Considere uma pessoa com Doença Renal Crônica, DRC, com taxa de filtração glomerular - TGF- de 40 ml/mim/1,73m2 que ainda NÃO iniciou a terapia renal substitutiva. O estadiamento da DRC dessa pessoa é


A

estágio 1, e a oferta proteica para ela deve ser de 0,8 a 1,0g/kg/dia.


B

estágio 2, e a oferta proteica para ela deve ser de 1,0 g/kg/dia, se ela for diabética descompensada.


C

estágio 3, e a oferta proteica para ela deve ser de 0,8 g/kg/dia, e, caso ela apresente proteinúria de 4g/24h, deve ser acrescentada 4g de proteínas à dieta.


D

estágio 4, e a oferta proteica para ela deve ser de 1,0 g/kg/dia se ela for diabética descompensada.


E

estágio 4, e a oferta proteica para ela deve ser de 1,0 g/kg/dia, se ela for diabética descompensada, reduzir a ingestão de carboidratos para 40% do valor energético total.

A Doença Renal Crônica (DRC) na fase dialítica apresenta recomendações nutricionais específicas que visam à manutenção do estado nutricional, do metabolismo mineral e do equilíbrio acidobásico e eletrolítico, a fim de auxiliar no controle das complicações da DRC avançada. Com relação às complicações da DRC e às intervenções nutricionais em hemodiálise, é correto afirmar que


A

a presença de hipercalemia é comum em pacientes em hemodiálise, pois esse procedimento é ineficiente na remoção de potássio sérico e a restrição dietética pouco contribui na redução da calemia.


B

a restrição proteica é indicada na hemodiálise para a manutenção da função renal residual, sendo essa recomendação eficiente também no controle da hiperfosfatemia, que é frequente e decorre da DRC avançada.


C

a retenção de fósforo sérico e a redução na produção de calcitriol pelos rins contribuem para o desenvolvimento do hiperparatiroidismo secundário à DRC, que é uma resposta adaptativa para reduzir a hipercalcemia.


D

a hiperfosfatemia na hemodiálise decorre da DRC avançada e da remoção pouco eficiente do fósforo sérico, sendo o controle desejado obtido com a restrição dietética, e principalmente com uso de quelantes de fósforo nas refeições.


E

a restrição de sódio deve ser indicada apenas para pacientes em hemodiálise que apresentaram hipertensão arterial na fase pré-dialítica, devido ao risco de hipotensão durante o procedimento.

A intervenção nutricional é um dos pilares da terapêutica do paciente com doença renal crônica (DRC), devendo ser individualizada, adaptada aos diversos graus de disfunção renal, ao diagnóstico nutricional e ao tipo de tratamento instituído. Considerando a terapia nutricional no período da infância e adolescência com DRC, julgue as afirmativas abaixo:


I. A prescrição calórica para crianças acima de 20 kg é de 1500 kcal acrescidas de 20 kcal para cada kg acima de 20 kg. Portanto, se uma criança apresenta 30 kg, a prescrição será de 1700 kcal;

II. O consumo excessivo de proteínas tem efeito deletério sobre a função renal, porém, é preciso cobrir as demandas de crescimento de pacientes pediátricos. Desse modo, recomendam-se dietas com 0,8 a 1,0 g de proteína por kg de peso/dia para crianças, mantendo a proporção de 2:1 entre proteínas de alto e baixo valor biológico;

III. A recomendação de percentual calórico de macronutrientes para dieta de crianças entre 4 e 8 anos de idade deve ser: 45-65% proveniente de carboidratos; 30-45%, de lipídios; e 5-20% de proteínas.


São CORRETAS as assertivas:


A

II, apenas;


B

I, apenas;


C

I e II, apenas;


D

I e III, apenas;


E

II e III, apenas.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado