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Em relação à Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) e HIV, avalie como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I São comuns infecções oportunistas por bactérias, fungos, protozoários ou vírus, que geralmente causam febre, diarreia, perda de peso e outros sintomas.
II Mesmo com o controle da infecção, a manutenção da terapia medicamentosa pode ocasionar efeitos colaterais como obesidade, diabetes, dislipidemia e lipodistrofia.
III Independente da evolução da doença e da ocorrência das infecções oportunistas, as necessidades de energia e proteína não variam.
De cima para baixo, a opção que contém a sequência correta é:
V, F, F
V, V, F
F, V, F
F, V, V
V, V, V
Sobre nutrição e aids, analisar a sentença abaixo:
A má absorção intestinal (especialmente de lipídios) não pode ocorrer durante todo o processo da doença e sempre está acompanhada por diarreia ou outros sintomas clássicos (1ª parte). A zidovudina (AZT) pode melhorar a função intestinal de pacientes, sugerindo que a supressão do HIV pode reverter muitos efeitos intestinais do vírus (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
A alimentação inadequada está associada a uma série de doenças, tanto de ordem física quanto de ordem psicológica. Sobre o assunto, assinale a alternativa que NÃO apresenta uma doença associada aos hábitos alimentardes:
obesidade.
diabetes.
hipertensão.
cânceres.
HIV/Aids.
Sobre orientações para a gestante com HIV, deve-se:
I. Desconsiderar interações entre medicamentos e alimentos.
II. Orientar quanto à preservação do valor nutricional dos alimentos.
III. Instruir o cozimento de legumes e verduras em pouca água.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item II.
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
São objetivos da terapia nutricional para pacientes com HIV/Aids, EXCETO:
Contribuir para a ineficácia da terapia medicamentosa.
Detectar, prevenir e reduzir a ocorrência de problemas nutricionais.
Auxiliar na preservação da massa corporal magra, prevenir a perda ponderal e recuperar o estado nutricional.
Fornecer aporte adequado de nutrientes, a fim de evitar deficiências ou excessos, de acordo com as condições clínicas do paciente.
Sobre orientações para a gestante com HIV, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) As recomendações nutricionais são idênticas às das gestantes não infectadas.
(_) Alimentos fonte de vitamina A, vitamina B6, ácido fólico, vitamina C, vitamina E, selênio e zinco são importantes para o sistema imunológico.
C - C.
E - C.
C - E.
E - E.
Os indivíduos que vivem com HIV/Aids possuem condição de imunodeficiência, desta forma, estão mais vulneráveis aos agravos à saúde vindos de alimentos contaminados, assim a atenção as condições higiênico-sanitárias são de extrema importância. Escolha a alternativa que traz de forma ERRADA os cuidados com a manipulação e segurança dos alimentos.
O indivíduo que realiza a manipulação do alimento deve cuidar da higiene pessoal, lavar as mãos, antes e durante a manipulação dos alimentos com água e sabão, usar avental limpo, cabelos presos com rede ou lenço, não utilizar esmaltes e manter as unhas bem aparadas e limpas.
O ambiente doméstico deve estar limpo, seco e arejado e as condições de higiene da cozinha adequadas.
Os alimentos cozidos e crus não devem ser misturados, podendo ocasionar a contaminação cruzada durante a manipulação.
Sobre os alimentos, todas as frutas e hortaliças devem ser desinfetadas em solução com hipoclorito de sódio independentemente se serão consumidas crus ou cozidas, devido aos microorganismos patogênicos.
Analise as afirmativas e assinale a alternativa correta em relação à Terapia Nutricional para pacientes com AIDS.
As alterações no gasto energético de indivíduos com AIDS são comuns. Portanto, independente do estágio da doença, como forma de prevenção da síndrome consumptiva, recomendam-se dietas hipercalóricas, perfazendo entre 35 e 45 kcal/peso atual/dia.
Considerando o elevado risco de desenvolver aterosclerose e lipodistrofia, recomenda-se que o valor de lipídios perfaça entre 20-25% do VET.
Deficiências de micronutrientes são comuns em pacientes com AIDS e são causadas por má absorção, ingestão insuficiente e/ou aumento das demandas nutricionais. Assim, a suplementação de polivitamínicos deve ser recomendada para esses indivíduos.
Na terapia nutricional dos pacientes com AIDS, a oferta de proteína tem o objetivo de fornecer substrato para o sistema imune e restaurar ou preservar a massa magra. Dessa forma, para indivíduos adultos e assintomáticos, recomendam-se valores de proteína entre 1,1 a 1,5 g/kg de peso atual/dia.
Recomenda-se que indivíduos com AIDS, em uso regular de terapia antirretroviral, ingiram, diariamente, entre 30-50 g de fibras alimentares, das quais pelo menos a metade seja proveniente de fibras solúveis.
Em pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), a terapia antirretroviral possibilitou uma diminuição na incidência de infecções oportunistas, controle da multiplicação viral e da desnutrição, conhecida como wasting syndrome. Em pacientes com essa alteração e que estejam no estágio intermediário da doença, qual é a contagem de células CD4 e o percentual de perda de peso que caracteriza a presença da wasting syndrome, respectivamente?
CD4 < 200 cel/mm3 ; perda de peso > 30%.
CD4 entre 100 e 300 cel/mm3 ; perda de peso > 5%.
CD4 entre 200 e 500 cel/mm3 ; perda de peso > 10%.
CD4 > 500 cel/mm3 ; perda de peso > 7%.
A alimentação e nutrição desempenham um papel importante na manutenção do sistema imunológico saudável e na prevenção da progressão do HIV para a aids. Para se alcançarem recomendações nutricionais adequadas em pacientes soropositivos para HIV, recomenda-se:
aumentar o aporte energético em 10% em adultos sintomáticos e com perda de massa corporal.
aumentar a ingestão de ácidos graxos ômega 3 por indivíduos que apresentam concentrações elevadas de triglicerídeos.
prescrever uma dieta hiperproteica correspondente a 2,0 g de proteína por quilograma de massa corporal, mesmo para pacientes assintomáticos devido ao aumento do turnover proteico.
suplementar com micronutrientes, especialmente zinco e vitamina A, todas as pessoas com HIV para evitar a evolução da doença.
prescrever alimentos com alta densidade energético-proteica (vitaminas com leite e mingau) para pacientes com perda de apetite, náuseas e diarreia.
O HIV é um retrovírus com genoma RNA da família Retroviridae (retrovírus) e subfamília Lentivirinae e se diferencia entre os tipos 1 e 2. A Aids é a manifestação clínica avançada decorrente de um quadro de imunodeficiência ocasionado pelo HIV. A Unaids estimou em 2015 que 46% das pessoas que vivem com o HIV tem todo mundo estava em uso de TARV, mesmo estes números podendo ser maiores atualmente, muitas pessoas ainda tem baixa adesão ao tratamento ou interrompem o uso dos antirretrovirais, neste contexto podemos dizer que as principais complicações relacionadas com a Aids no mundo são: (marque a resposta correta)
A tuberculose, ansiedade e depressão, alterações gástricas;
Complicações da saúde mental e disbiose;
Hepatite, esteatose hepática e sífilis;
Outras doenças sexualmente transmissíveis e tuberculose;
Depressão, miopatia e lipodistrofia.
As deficiências de micronutrientes são comuns em pessoas com infecção pelo HIV e podem ser explicadas pela má absorção, interação fármaco-nutriente, metabolismo alterado, infecção intestinal e função alterada da barreira intestinal. Entre as deficiências de micronutrientes, há as de vitamina B12, zinco e vitamina D, cujos resultados cursam, respectivamente, com:
demência /
taquicardia / hipercolesterolemia / alcalose metabólica
estresse oxidativo / cretinismo / neuropatia periférica
queda de cabelo / redução do desempenho / edema
Considerando as alterações metabólicas e as recomendações nutricionais para pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), é correto afirmar:
A Lipodistrofia é um achado comum nesses pacientes. Assim sendo, recomenda-se dieta hipolipídica, com teor de lipídios correspondendo de 15 a 20% do Valor Calórico Total (VCT).
A infecção por HIV é reconhecida como um fator de risco cardiovascular. Assim sendo, deve-se adotar uma dieta rica em gorduras saturadas e pobre em gorduras insaturadas e gordura trans.
A desnutrição é um fator prognóstico. Por isso, recomenda-se de 40 a 50kcal/kg de peso atual/dia para pacientes em estágio C – presença de infecção oportunista e/ou SIDA (contagem de CD4 < 200 células/mm³).
A prevalência de diabetes em pacientes em uso da terapia antirretroviral é significativamente maior que na população em geral. Portanto, deve-se selecionar as fontes de carboidratos, com a exclusão de carboidratos complexos.
Nos serviços de aconselhamento para portadores de HIV/AIDS, as orientações nutricionais têm como objetivo melhorar o estado nutricional, a imunidade e a qualidade de vida.
Considerando a sentença acima, é CORRETO afirmar que:
A TARV propiciou um aumento na sobrevida dos pacientes HIV+/AIDS, reduzindo as condições morfológicas (SLHIV) e metabólicas (hepatopatias, aumento do colesterol total, triglicerídios e LDLc, diminuição do HDLc, hiperglicemia, outras).
Na fase estável da doença, a necessidade proteica deve ser de 1,5 g/kg peso atual/dia; na fase aguda, a necessidade de proteínas aumenta para 2,5 g/kg de peso atual/dia.
A recomendação de gorduras totais deve ser de 15 a 22% do valor energético total (VET) diário, para controle de alterações no perfil lipídico.
Para pacientes com triglicerídios elevados, os ácidos graxos ômega-3 devem ser evitados, pois elevam os triglicerídios séricos e podem aumentar o processo inflamatório.
As necessidades de líquidos em pessoas com HIV são similares às dos demais indivíduos e são calculadas entre 30 e 35 mℓ/kg, 8 a 12 copos para adultos por dia, com quantidades adicionais para compensar a perda por diarreia, náuseas e vômitos, sudorese noturna e febre prolongada.
De acordo com Krause (2018), a infecção pelo vírus de imunodeficiência humana pode cursar com diferentes efeitos adversos causados pela farmacoterapia. O efeito adverso para o qual se recomenda limitar o consumo de cafeína é a ocorrência de
aftas orais.
anorexia.
diarreia.
náusea.
vômitos.
Algumas questões pertinentes à própria infecção pelo HIV merecem atenção na Avaliação Nutricional, como as mudanças significativas no estado nutricional como a “Síndrome de Wasting”, caracterizada por:
perda ponderal involuntária, enfraquecimento, febre e diarreia, com quadro de desnutrição.
alterações metabólicas e corpóreas como alterações do metabolismo da glicose.
alterações do metabolismo dos lipídios, alterações da distribuição da gordura corpórea.
acidose lática, osteopenia, hipoglicemia, tenesmo e xerosmia.
Baseado nos procedimentos éticos, legais e morais para a prevenção da contaminação pelo HIV, por intermédio do aleitamento materno sem riscos, é INCORRETO afirmar:
As mulheres infectadas pelo HIV não devem amamentar seus próprios filhos, nem doar leite.
O aleitamento materno cruzado não deve ser realizado, incluindo aquele às vezes praticado nos sistemas de alojamento conjunto e pelas tradicionais amas-de-leite.
Os filhos de mães infectadas pelo HIV que necessitam do leite materno como fator de sobrevivência poderão receber leite de suas próprias mães, desde que adequadamente pasteurizado.
Na impossibilidade da pasteurização, recomenda-se o congelamento ou a liofilização do leite materno para a inativação do HIV.
Os Bancos de Leite Humano utilizarão somente leite ou colostro, após adequada pasteurização, como aquecimento a 62,5°C por 30 minutos.
O estado nutricional e o tratamento dietoterápico de pacientes adultos que vivem com vírus HIV são relevantes para um bom prognóstico e qualidade de vida.
Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.
A quantidade de proteína na dieta de pacientes portadores do vírus HIV deve ser aumentada, no mínimo 35% do Valor Energético Total (VET), totalizando em torno de 2,5 a 3,0 g/kg/dia.
Tendo em vista que o HAART pode desencadear a síndrome lipodistrófica associada ao HIV, é fundamental a realização do exame físico para um diagnóstico nutricional fidedigno.
Em caso de dislipidemia associada ao tratamento antirretroviral altamente ativo (HAART), recomenda-se dieta hipolipídica, no máximo 20% do VET, com distribuição de monoinsaturados, poli-insaturados e saturados em: 10%, 5% e 5%, respectivamente.
Quando houver intolerância à glicose associada à resistência à insulina, prescreve-se dieta com baixa quantidade de carboidratos, em torno de 25% do VET, com restrição de fontes alimentares de carboidratos simples como: arroz, macarrão e pão.
A suplementação de vitaminas e minerais é recomendada aos pacientes portadores do vírus HIV, independente da presença de deficiência, a fim de reduzir os índices de morbidade e mortalidade.
O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da infecção pelo HIV em adultos (Ministério da Saúde, 2017) apresenta algumas recomendações dietéticas para pacientes com hipercolesterolemia. Nesse contexto, o consumo de alguns alimentos deve ser evitado e outros podem ser consumidos com moderação, dentre eles,
gema de ovo.
iogurte integral.
salsicha.
queijo amarelo.
mel.
Em pacientes em tratamento para AIDS é comum observar menor tolerância à gordura e diarreia. Nesses casos, a seguinte estratégia pode ser adotada:
aumento da ingestão de gordura trans.
diminuição da ingestão de líquidos.
redução da ingestão de ácidos graxos ômega-3.
uso de triglicerídeos de cadeia média.
aumento da ingestão de leite.