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Sobre a alfabetização, assinalar a alternativa CORRETA.
Para aprender a ler, a criança não precisa mobilizar habilidades que ela já manipula na língua falada.
As rotinas de aprendizagem, apesar de serem importantes para os alunos, não são fundamentais nas atividades de alfabetização.
O uso dos métodos fônicos, por si só, irá resolver o problema da alfabetização.
Quando as crianças aprendem a ler e a escrever, elas adquirem um meio eficaz para conhecer e agir sobre o mundo à sua volta, possibilitando abertura de novos caminhos para a equidade social.
Emília Ferreiro, em seu livro Com todas as letras (2005), explicita que o funcionamento da sociedade global requer sujeitos alfabetizados. Sendo assim, pode-se exigir o direito de todos à alfabetização, não como opção individual, mas como um/uma:
privilégio do cidadão
necessidade social
direito facultativo
dever da família
A monitoria também possibilita um trabalho em conjunto com o professor. Através dos estudos realizados durante o processo de monitoria, foi possível identificar nos referenciais, o quanto a alfabetização é importante na vida do aluno, um processo de análise e reflexão sobre a língua escrita. Deste modo, a monitoria é acima de tudo um espaço de troca de experiências entre o professor e o monitor.
A monitoria possibilita um trabalho em conjunto com o professor, sendo de grande importância. Assim, a monitoria é acima de tudo um espaço de troca de _________ entre o professor e o monitor.
A opção que completa a afirmativa anterior é:
experiências
informações
referências
atividades
Dentre as fases de alfabetização e nível de escrita dos alunos, podemos citar o nível silábico-alfabético, no qual a criança deixa de pensar no objeto em si e em suas características e já começa a entender que existe uma relação entre a fala com a escrita. É nessa fase que a escrita já apresenta uma estrutura que faça mais sentido: para cada parte falada (sílaba oral) a criança consegue atribuir uma letra escrita.
Certo
Errado
Ao analisar a alfabetização nos diferentes momentos históricos, é impertinente afirmar:
Até o final do Império brasileiro, o ensino não possuía um sistema de organização efetivo, com número de escolas reduzido e instalações inapropriadas. Um dos métodos de alfabetização da época era o “método João de Deus” ou “método da palavração”, consistindo-se em iniciar o ensino da leitura pela palavra, para depois analisá-la a partir dos valores fonéticos das letras.
As primeiras cartilhas brasileiras, produzidas no final do século XIX, baseavam-se nos métodos de marcha sintética (de soletração, fônico e de silabação) e circularam em várias províncias/estados do país e por muitas décadas.
A partir do início da década de 1980, introduziu-se no Brasil o pensamento construtivista sobre alfabetização, resultante das pesquisas sobre a psicogênese da língua escrita desenvolvidas pela pesquisadora argentina Emília Ferreiro e colaboradores.
O pensamento construtivista representa um novo método de alfabetização, com novas formas e estruturas.
O momento atual é marcado pela desmetodização da alfabetização, decorrente da ênfase em quem aprende e como se aprende a língua escrita (lecto-escritura).
Dentre as diferentes tarefas dos educadores na atualidade, destaca-se a de “contribuir para que os sujeitos participantes do processo educativo desenvolvam a capacidade de ler – a palavra e o mundo – como instrumento de intervenção e participação social” (BAGNO et al., 2007, p. 62). Sendo assim, não é suficiente ensinar a codificar e a decodificar, mas envolver os estudantes em práticas de letramento que são:
determinadas social e culturalmente, sendo diferentes para um ou outro grupo social, pois os significados que a escrita assume dependem dos contextos e das instituições em que ela é adquirida e praticada
desenvolvidas apenas em contextos extraescolares, em que as habilidades de leitura e escrita são potencializadas a partir de situações do cotidiano
organizadas numa progressão, a partir do nível de dificuldade dos desafios oferecidos aos estudantes, porém não fazem parte do currículo prescritivo
formadas por um conjunto de habilidades individuais, ligadas à leitura e à escrita, desenvolvidas ao longo do primeiro ano do ensino fundamental e aperfeiçoadas no segundo e terceiro anos
O Currículo Paulista encarece o desenvolvimento do multiletramento como forma de preparar o aluno para a vida individual e coletiva.
A respeito deste conceito, analise os itens a seguir.
I. Identificar escala, linha, ponto e outros dados da representação cartográfica.
II. Aprender línguas estrangeiras, como inglês, espanhol ou mandarim.
III. Compreender a lógica da organização dos elementos químicos na Tabela Periódica.
São habilidades constituintes do multiletramento o que se afirma em
I, II e III.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
II, apenas.
O letramento vai além da simples habilidade de ler e escrever, pois envolve a capacidade de interpretar e compreender textos, refletindo sobre eles e utilizando a linguagem como ferramenta de interação social. Isso significa que o letramento permite que os indivíduos não apenas decifrem palavras, mas também construam significados e participem ativamente das práticas sociais em que estão inseridos.
Certo
Errado
A alfabetização e o letramento são conceitos diferentes, mas relacionam-se com o processo de aprendizagem da criança. De acordo com Soares (2003, p. 47), “o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja, ensinar a ler e a escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado”. Dessa forma, em relação ao letramento, pode-se afirmar que:
envolve apenas a habilidade de interpretar letras e palavras, tem pouca conexão com a aplicação significativa da linguagem escrita em contextos práticos, na compreensão de textos, na criação de escritos e na participação em atividades sociais que requerem leitura e escrita
engloba não apenas a capacidade de decifrar letras e palavras, mas também o uso significativo da linguagem escrita em situações reais, como na comunicação, na interpretação de textos, na produção de escritos e na participação em atividades sociais que envolvem a leitura e a escrita
trata-se de uma etapa subsequente à alfabetização, indicando que após a criança aprender a decifrar letras e palavras, ela automaticamente se torna letrada. Isso implica que não há distinção significativa entre alfabetização e letramento, sugerindo que são processos praticamente idênticos
refere-se, exclusivamente, à habilidade de ler e escrever em um nível básico, sem considerar a necessidade de compreender e aplicar essas habilidades em situações do cotidiano ou em contextos mais amplos. Limita-se à decodificação de textos simples, ignorando a importância da compreensão em práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita
Em relação ao processo de alfabetização de crianças, especialmente aquelas com transtorno de desenvolvimento intelectual, é correto afirmar que:
O método tradicional de alfabetização é o mais eficiente para todas essas crianças, pois segue um padrão universal.
Crianças com o transtorno do desenvolvimento intelectual aprendem melhor quando expostas a materiais abstratos e conceitos complexos, estimulando o raciocínio desde cedo.
O uso de recursos multissensoriais pode ser eficaz para crianças que têm dificuldades de aprendizagem, pois envolve diferentes sentidos no processo de assimilação do conteúdo.
A adaptação curricular prejudica o desenvolvimento dessas crianças, uma vez que elas não são expostas ao conteúdo completo exigido dos outros estudantes que não possuem o transtorno.
O reforço positivo deve ser evitado durante o processo de alfabetização, pois pode criar dependência e prejudicar a autonomia dessas crianças, exigindo um apoio constante na sala de aula.
Considerando técnicas de alfabetização, avalie as alternativas abaixo e assinale a CORRETA.
A técnica da soletração progressiva consiste em apresentar, de forma aleatória, letras e sílabas isoladas, sem estabelecer relações com palavras e contextos, promovendo a memorização mecânica;
Na técnica da leitura compartilhada, o professor lê para os alunos, sem incentivar a participação ativa, a fim de proporcionar uma experiência de leitura agradável desde os estágios iniciais da alfabetização;
A técnica de análise morfológica enfatiza o estudo de prefixos, sufixos e radicais isoladamente, sem relacionar o conhecimento morfológico à construção do significado nas palavras;
A técnica da troca de correspondência destaca-se por priorizar a substituição de letras ou sílabas nas palavras, visando desenvolver a habilidade de manipulação de unidades sonoras;
A técnica da construção de palavras por analogia fundamenta-se na apresentação de palavras complexas, desafiando os alunos a analisar suas partes constituintes para construir novas palavras de forma lógica.
Desenvolvido na França e na Alemanha, parte da relação direta entre o fonema e o grafema. Começa sempre dos sons mais simples para os mais complexos, das vogais para as consoantes. Por fim, formam-se as sílabas e as palavras.
O conceito acima é do seguinte método de alfabetização:
Método silábico.
Método fônico ou fonético.
Método alfabético ou soletração.
Palavração.
Em relação à numeracia, assinalar a alternativa CORRETA:
Refere-se à habilidade de usar a compreensão e as habilidades matemáticas para solucionar problemas da vida cotidiana.
Refere-se literalmente à habilidade de usar números para contar sequencialmente, grafar corretamente o numeral e escrever por extenso.
É a capacidade de encontrar respostas para as demandas numéricas restrito ao uso das quatro operações aritméticas fundamentais.
É uma capacidade de compreensão que, assim como as habilidades primárias e secundárias do raciocínio lógico-matemático, é inata.
Com relação às características da alfabetização e do letramento, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) As atividades metacognitivas são muito importantes no ensino da língua oral e escrita, porque auxiliam o professor a compreender de modo mais preciso o quê e como ensinar.
( ) Chamamos de letramento o ensino e o aprendizado de uma tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica.
( ) Os estudos de Emília Ferreiro sobre a psicogênese da escrita, ou seja, sobre a origem e desenvolvimento dos processos mentais ou psicológicos relativos ao conhecimento de um determinado objeto, fornecem base para fundamentar discussões de natureza metodológica.
( ) A criança começa a aprender a escrita quando entra para escola, inicialmente a partir de uma simples imitação mecânica da escrita utilizada por adultos e pelos colegas de turma, em uma busca por compreender o que é a escrita e como funciona.
Assinale a sequência correta.
V F V F
F V F V
V F F V
F V V F
O fracasso ou o sucesso da alfabetização depende do entendimento sobre o nível de evolução conceitual da criança. A aquisição do sistema de escrita é dividida em quatro níveis: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético. No nível alfabético, pode-se considerar que a criança:
É capaz de fazer uma análise sonora dos fonemas das palavras que escreve.
Trabalha com a hipótese de que a escrita representa partes sonoras da fala, porém com uma particularidade: cada letra vale por uma sílaba.
Acredita que uma mesma palavra não pode ser escrita com letras repetidas de forma sequenciada.
Utiliza a hipótese de que existe uma quantidade mínima de letras para escrever ou ler uma palavra.
O letramento é apenas um conjunto de habilidades básicas de leitura e escrita que podem ser facilmente adquiridas por qualquer indivíduo, independentemente de seu contexto socioeconômico ou cultural. Não há necessidade de exposição a materiais de leitura variados, pois uma vez que alguém aprende a decifrar letras e formar palavras, o processo de letramento está completo.
Certo
Errado
Literacia é um termo que designa os meios de obter e processar informações escritas. A literacia numérica diz respeito às habilidades de matemática que permitem resolver problemas da vida cotidiana e lidar com informações matemáticas. Convencionou-se chamar o termo “literacia matemática” de:
Alfabaletrar.
Ludicidade.
Letramento matemático.
Numeracia.
Desde o início das discussões no Brasil, Soares (1999, p. 72), explicitava que o letramento “[...] não é pura e simplesmente um conjunto de habilidades individuais; é um conjunto de práticas sociais ligadas à leitura e a escrita, em que os indivíduos se envolvem em seu contexto social”. Tomando como ponto de partida essa noção de letramento, é correto afirmar que, segundo Soares, o letramento
requer um domínio básico da alfabetização.
envolve diferentes tipos de sujeitos leitores.
demanda uma capacidade de leitura autônoma.
articula saberes diversos em relação à palavra escrita.
O segundo período da história da alfabetização, compreendido entre os séculos XVI e XVIII, teve como método de ensino expoente o uso de cartilhas, amplamente utilizadas no contexto brasileiro desde o período da colonização portuguesa.
Certo
Errado
Considerando-se a importância da consciência fonológica no processo de alfabetização, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
Para diferenciar habilidades de consciência fonológica que os pesquisadores consideram mais simples, porque tendem a aparecer mais cedo, quando investigam o desenvolvimento metalinguístico das crianças, alguns autores passaram a usar a expressão “____________________” para designar, por exemplo, as habilidades de identificar palavras que rimam ou que apresentam aliteração (sílabas ou fonemas iguais no começo), sugerindo que tais conhecimentos metafonológicos seriam menos importantes para a criança se apropriar do sistema de escrita alfabética.
etapa fonológica
sensibilidade fonológica
processos fonológicos
habilidade fonológica