Questões de Concurso sobre Funções da Avaliação Escolar e a Análise dos Resultados

 
 
Disciplina 1
Assunto 5
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Analisando o texto, é correto concluir que ele:

1- revela a preocupação da autora em não se deixar enquadrar em teorias conservadoras de avaliação, propondo um redirecionamento do julgamento e da classificação, presentes nas concepções tradicionais.

2- se volta para uma visão diagnóstica na qual a avaliação passa a ser um processo de verificação e pesquisa das mudanças de estratégias e instrumentos que interferem na condução do processo educativo.

3- defende que a avaliação deve ser um instrumento do processo de decisão dos agentes escolares e deve procurar estabelecer uma comparação entre o que foi retido/memorizado diante do que foi transmitido, para então classificar.

4- evidencia uma postura classificatória da autora e considera a avaliação como julgamento de valor com base em padrões pré-definidos no projeto educativo.

Estão corretas somente as afirmativas:


A

1 e 2.


B

2 e 3.


C

3 e 4.


D

1 e 4.

A distinção entre os objetivos da “promoção automática” e da “progressão continuada”, no que se refere à organização do sistema escolar de avaliação, é, respectivamente:


A

reconhecer que todos aprendem igualmente / entender que cada um tem seu próprio ritmo de aprendizagem


B

evitar prejuízos financeiros e a evasão / defender o direito ao progresso ininterrupto do aluno;


C

defender a existência de classes homogêneas / ter clareza que as classes são heterogêneas;


D

isentar os professores de julgamentos equivocados / comprometer os professores com decisões coletivas;


E

olhar o aluno como mais um elemento do processo pedagógico / perceber o aluno como o principal elemento do espaço escolar.

Considere as seguintes afirmações sobre as funções da avaliação em Matemática:

1. Fornecer aos estudantes informações sobre o desenvolvimento das capacidades e competências que lhes são exigidas socialmente.

2. Fornecer aos professores as informações sobre como está ocorrendo a aprendizagem.

3. Fornecer ao professor informações sobre as competências de cada aluno.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental estariam corretas:


A

somente a afirmação 1;


B

somente a afirmação 3;


C

somente as afirmações 2 e 3;


D

somente as afirmações 1 e 2;


E

as afirmações 1, 2 e 3.

A avaliação do processo de ensino-aprendizagem, dentro dos novos parâmetros educacionais, tem por objetivo verificar:


A

a qualidade da reelaboração e produção de conhecimentos empreendida por cada aluno, a partir do conteúdo estudado.


B

a quantidade de conteúdos apreendidos pelos alunos em sala de aula.


C

o quantitativo na aquisição de conteúdos programáticos pelos discentes.


D
o quantum de conhecimentos memorizados pelos alunos após as aulas.

E

a soma dos conteúdos atemporais assimilados e reproduzidos pelos alunos durante o processo pedagógico.

O professor Marcos aplicou alguns instrumentos de avaliação a seus alunos, como trabalhos, testes e provas. Ao final do bimestre, verificou que a maioria tinha atingido notas muito abaixo do esperado.

Sob o ponto de vista de uma avaliação que efetivamente diagnostique o processo de ensino e de aprendizagem, o procedimento que se espera desse professor é que:


A

elabore instrumentos de avaliação mais fáceis no bimestre seguinte, para que os alunos possam obter notas melhores e atingir uma média aceitável.


B

considere os resultados como produto de desatenção e indisciplina dos alunos, o que proporcionará mudança de postura e melhor aproveitamento no bimestre seguinte.


C

desconsidere as notas obtidas e os instrumentos de avaliação aplicados e lance nos boletins dos alunos as notas que julgar que cada aluno mereça.


D

passe a adotar os trabalhos em grupo como forma exclusiva de avaliação, pois motivam mais os alunos e facilitam a obtenção de boas notas pelos mais fracos.


E

utilize os resultados para avaliar e redimensionar seu próprio trabalho, retornando aos conteúdos com uma nova abordagem metodológica.

Na maioria das escolas, a ação do professor é limitada a transmitir e corrigir. O processo educativo se desenvolve através de momentos estanques, sem elos de continuidade, desconectados em termos de progressão na construção do conhecimento. Não se trata de considerar a avaliação como uma fórmula mágica, ou seja, de se imaginar a possibilidade de uma avaliação mediadora, por si só, impulsionadora de saltos mecânicos de um nível de conhecimento a outro.

Segundo Jussara Hoffmann, é preciso partir da


A

realização de provas objetivas e dissertativas como forma de avaliar com precisão e adequadamente os alunos.


B

negação da prática atual quanto ao seu caráter de terminalidade e da simples constatação de erros e acertos.


C

consciência do aluno sobre a importância de estudar e de sua compreensão sobre o significado da avaliação.


D

realidade cognitiva dos alunos para poder construir provas adequadas à capacidade deles.


E

compreensão dos diferentes significados existentes sobre avaliação educacional e optar por um deles.

Considere as indagações a seguir:

Avalia-se para aprovar e promover?

Avalia-se para favorecer processos de aprendizagem?

Avalia-se o desenvolvimento do aluno?

Para Jussara Hoffmann, essas polêmicas sobre avaliação fazem parte de uma excessiva preocupação, de educadores e leigos, em relação a questões de caráter burocrático, como:


A

definição de conteúdos e metodologias.


B

a incorporação das experiências do aluno no currículo escolar.


C

demonstração que o professor sempre sabe mais que o aluno.


D

definição de critérios, registros finais e apresentação de resultados.


E

obtenção de novos conhecimentos e correção de conhecimentos errados.

A implantação da progressão continuada no Ensino Fundamental não elimina a avaliação, mas dá novo significado à mesma. Qual é o caráter do novo processo avaliativo?


A

Diagnose para encaminhamento para a recuperação extensiva, após o término do ano letivo.


B

Diagnose para encaminhamento para processos de recuperação paralela


C

Diagnose e classificação visando a um remanejamento de alunos para constituir as classes homogêneas


D

Classificação e formação visando ao desenvolvimento da recuperação contínua.


E

Diagnose e formação visando ao replanejamento do processo de ensino-aprendizagem.

A avaliação da aprendizagem na escola traduz um referencial teórico que envolve uma concepção de educação e sociedade. A teoria é importante, sobretudo, porque


A

assegura o rigor científico às práticas de avaliação desenvolvidas no âmbito da escola.


B

constitui preceitos objetivos e indicador dos caracteres da aprendizagem do aluno.


C

ajuda o professor a compreender o significado da avaliação e da realidade da sala de aula.


D

assegura qualidade à prática de avaliação, a despeito das condições de ensino.


E

representa um material a ser aplicado pelo professor no cotidiano da sala de aula.

Ana Maria Saul analisa a questão da avaliação educacional, apontando seus diversos objetos e níveis de abrangência, as influências internacionais de doutrina pedagógica e de técnica e questiona a relação linear de que mudanças na avaliação levam à melhoria do processo ensino-aprendizagem, fetichizando a avaliação, tornando-a o centro da aula. Baseada nestas e em outras ponderações, a autora


A

propõe que a avaliação pode ser uma "grande janela" pela qual podemos entrar e alterar as práticas cotidianas, o projeto pedagógico e a escola como um todo.


B

propõe a "pedagogia do exame" para incentivar a alunos e professores a melhorarem suas notas no SAEB, no SARESP e no ENEM.


C

conclui que a avaliação não é a questão mais importante do processo pedagógico e que só virou "fetiche" pela ação da mídia que espetaculiza a divulgação de avaliações em nível nacional.


D

propõe a avaliação como "centro da aula" para pressionar os alunos a se responsabilizarem, individualmente, por seus bons/maus resultados, prestando atenção, estudando, fazendo as tarefas solicitadas.


E

constata em pesquisas, dentro da escola atual, uma lógica avaliativa que se contrapõe à da ideologia individualista e conservadora que avalia o sucesso social, fora da escola.

A perspectiva histórico-cultural da aprendizagem considera a avaliação como fonte de informação para novos procedimentos a serem tomados a cada instante, no processo educacional. Isso significa que:


A

a avaliação deve ocorrer para decidir quanto à aprovação ou reprovação do aluno, no final do período letivo;


B

a ação de avaliar deve ser sempre classificatória;


C

a ação de avaliar deve ser sempre diagnóstica e processual;


D

somente os alunos devem ser avaliados.

Os documentos oficiais têm apontado para teorias que compreendem a aprendizagem como elaboração conceitual lenta e progressiva e não como mera aquisição de informações. Isso implica:


A

que os resultados da avaliação devem refletir o processo do aluno, no sentido de expansão do seu aparato conceitual;


B

que os resultados da avaliação refletem o comportamento do aluno, no que diz respeito às normas disciplinares;


C

que, na escola, os critérios de avaliação devem ser relativos à disciplina ensinada e às concepções de cada professor;


D

que os resultados da avaliação devem refletir o empenho do aluno ao reproduzir o conteúdo dado.

   
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