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Sobre os transtornos da fala e da linguagem, no que tange à disartria, assinalar a alternativa CORRETA.
É popularmente conhecida como gagueira e caracteriza-se por alterações no ritmo e na fluência da fala.
É uma forma de alteração na capacidade de pronunciar as palavras e é provocada por alterações neurológicas.
É uma disfunção da linguagem que afeta a compreensão, a reflexão e a capacidade de se lembrar das palavras.
É um transtorno de linguagem em que a criança tem dificuldade para articular corretamente as palavras.
Durante o planejamento de uma unidade didática, o professor percebe que suas atividades estão concentradas em exercícios escritos e leitura, enquanto os estudantes têm poucas oportunidades de ouvir e utilizar a Língua Inglesa oralmente.
Para promover o desenvolvimento mais equilibrado das habilidades linguísticas, seria pedagogicamente adequado:
abandonar a leitura e a escrita e concentrar o trabalho exclusivamente na conversação.
trabalhar leitura, escrita, compreensão auditiva e expressão oral de maneira articulada e significativa.
priorizar exclusivamente a gramática até que os estudantes dominem todas as estruturas da língua.
substituir atividades de interação por exercícios individuais de memorização de vocabulário.
Lerner (2002) afirma que um dos imperativos do processo de ensino de ler e escrever na escola é o de que
se separe tanto quanto possível a leitura enquanto conteúdo escolar da sua utilização fora do contexto escolar.
a escola se concentre exclusivamente nas dimensões da leitura e da escrita que sejam passíveis de avaliação.
se preserve na escola o sentido que a leitura e a escrita têm como práticas sociais.
as competências leitoras sejam trabalhadas apenas nas disciplinas de português, preservando a especificidade do ensino desse conteúdo.
a criança desaprenda as competências leitoras adquiridas fora da escola, que são repletas de concepções equivocadas.
São mitos que cercam a aquisição de primeira e segunda língua, EXCETO:
Crianças que aprendem duas línguas ao mesmo tempo ficam confusas.
Misturar dois idiomas demonstra domínio linguístico.
Somente crianças conseguem se tornar bilíngues.
É melhor aprender um idioma por completo primeiro e só depois outro.
Na Educação Infantil, a linguagem constitui-se como eixo fundamental do desenvolvimento e da aprendizagem da criança, sendo papel do professor organizar práticas pedagógicas que:
Restrinjam o trabalho com a linguagem à antecipação da alfabetização formal e ao treino mecânico de letras e sílabas.
Priorizem exclusivamente atividades de cópia e repetição de palavras previamente selecionadas.
Promovam interações significativas, diversificadas e contextualizadas, nas quais a criança possa escutar, falar, expressar ideias, sentimentos e construir sentidos nas relações com o outro e com o mundo.
Corrijam constantemente a fala da criança, inibindo suas tentativas espontâneas de comunicação.
Limitem as situações de linguagem ao momento da roda de conversa, sem articulação com a rotina diária.
As interações sociais fazem parte do desenvolvimento das crianças e envolvem diferentes linguagens, que permitem que elas compreendam o mundo, expressem ideias e construam relações com outras pessoas. Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
As atividades humanas realizam-se nas práticas sociais, mediadas por diferentes linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e, contemporaneamente, digital. Por meio dessas práticas, as pessoas interagem consigo mesmas e com os outros, constituindo-se como sujeitos sociais. Nessas interações, estão imbricados conhecimentos, atitudes e __________ culturais, morais e éticos.
classificações
seriações
direitos
avaliações
valores
A organização curricular da língua inglesa na BNCC evidencia uma abordagem que
compreende a linguagem como prática socialmente situada.
privilegia avaliações exclusivamente somativas.
restringe o uso de tecnologias digitais no processo de ensinoaprendizagem.
concebe a língua como um sistema imutável de regras.
dissocia o ensino de língua das práticas culturais.
A BNCC apresenta orientações sobre o ensino da variação linguística. O Eixo da Análise Linguística/Semiótica envolve, entre outros, os procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos). Nesse sentido, o ensino da variação linguística precisa proporcionar o(a):
ensino das diferentes formas de uso da língua portuguesa e suas variações como recurso complementar, desde que subordinado ao aprendizado das regras formais do português.
reconhecimento da existência das variações linguísticas sociais e regionais, focando sua abordagem à identificação de diferenças estruturais entre fala e escrita.
consideração sobre a diversidade linguística como fenômeno natural da língua, sem necessariamente relacioná-la a processos sociais ou a julgamentos de valor. A língua precisa atender as demandas de todos, isso justifica seu caráter imparcial.
tratamento das variedades linguísticas de menor prestígio como inadequadas a contextos formais, reforçando critérios normativos de correção. Essa ação garante inserção social de prestígio aos alunos falantes conforme a norma culta.
conhecimento das diferentes variedades do português brasileiro, considerando suas distinções fonológicas, prosódicas, lexicais e sintáticas, bem como a reflexão crítica sobre o prestígio, a estigmatização e o preconceito linguístico associados a essas variedades.
Em uma escola dos anos iniciais, o professor propõe atividades que articulam leitura, escrita e situações reais de uso da linguagem. Essa prática pedagógica está alinhada à compreensão de que:
A alfabetização deve ocorrer isoladamente da realidade social
O ensino da língua prioriza regras gramaticais formais
A linguagem é uma prática social construída nas interações
A oralidade deve ser substituída pela escrita
Na análise da estrutura sonora da língua portuguesa, determinados fenômenos fonológicos podem alterar a realização fonética dos segmentos sem modificar a organização morfológica da palavra. Entre esses fenômenos, há casos em que um fonema assume diferentes realizações sonoras conforme o contexto linguístico em que ocorre. Esse fenômeno corresponde
à neutralização vocálica.
à derivação imprópria.
à concordância fonológica.
à variação alofônica.
Leia o trecho a seguir.
Tanto a tentativa de superação das “deficiências” pela educação compensatória quanto a tentativa de superação das “diferenças” pela educação para o bidialetalismo funcional preservam a discriminação e legitimam a dominação, pois ambas aceitam como legítimo um único saber linguístico: o saber das classes dominantes. Nos dois casos, o efeito é o mesmo: afastar qualquer ameaça à estrutura social. Então, a divergência entre as duas teorias está na interpretação que dão às desigualdades: deficiências ou diferenças.
Adaptado de SOARES, Magda. Linguagem e Escola. Uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 1986, p.54.
Segundo o trecho, as duas propostas pedagógicas buscam
ampliar o repertório linguístico-institucional das escolas, de modo a romper com a ideia de que a norma-padrão é a única forma de conhecimento linguístico.
privilegiar a autonomia do estudante no estudo da gramática, concebendo-a como meio de acesso e compreensão das variedades linguísticas existentes.
reconhecer a diversidade linguística como expressão legítima das culturas e inculcar nos estudantes códigos de apreensão capazes de incorporar seus contextos socioculturais.
romper com a função prescritiva da escola, mediante a mobilização da comunicação pedagógica como instrumento de nivelamento dos estudantes.
superar as desigualdades escolares por meio da apropriação de um padrão linguístico socialmente reconhecido como legítimo.
Em uma atividade de produção textual, um professor identifica construções linguísticas que não correspondem à norma-padrão e decide trabalhar essas ocorrências sem classificá-las previamente como “erros”. Para isso, propõe aos estudantes que comparem diferentes formas de dizer, observem os contextos em que circulam e analisem os efeitos produzidos por cada escolha linguística.
Essa prática pedagógica fundamenta-se na compreensão de que
A norma-padrão deve ser relativizada, pois, diante da diversidade linguística, não existem critérios para distinguir formas adequadas e inadequadas de uso da língua.
As variedades linguísticas constituem manifestações legítimas da atividade de linguagem, cabendo ao ensino ampliar a competência do estudante para reconhecer e utilizar diferentes formas de expressão conforme as condições comunicativas.
A análise das variedades linguísticas deve substituir o ensino sistemático da norma-padrão, uma vez que a categorização gramatical reforça necessariamente práticas de preconceito linguístico.
O reconhecimento da variação linguística implica considerar equivalentes, em qualquer situação, formas pertencentes a diferentes variedades, pois a adequação depende exclusivamente da intenção do falante.
Em uma turma de 4º ano, a professora seleciona um conto com final aberto e, após a leitura, conduz uma conversa literária em que diferentes interpretações são apresentadas pelas crianças. Ela acolhe todas as leituras, retoma trechos do texto para fundamentar as interpretações e, ao final, propõe que cada criança registre sua própria leitura da história. Considerando a formação do leitor literário nos anos iniciais, assinale a alternativa correta:
A professora promove envolvimento estético, mas compromete a compreensão leitora ao não priorizar perguntas de localização de informações explícitas no texto.
A professora acolhe múltiplas interpretações, mas o registro individual posterior fragmenta a experiência coletiva de leitura e enfraquece o sentido comunitário da literatura.
A professora diversifica estratégias de leitura, mas deveria selecionar textos com desfecho claro para consolidar a compreensão narrativa antes de trabalhar com finais abertos.
A professora valoriza a participação das crianças, mas deveria apresentar a interpretação central do texto antes da conversa, para evitar que leituras equivocadas se consolidem.
A professora favorece a formação do leitor literário ao tratar o texto como experiência estética e interpretativa, acolhendo a pluralidade de leituras sem reduzir a obra a significado único.
Durante o planejamento de uma sequência didática para uma turma iniciante de Língua Alemã, o Professor seleciona pequenos diálogos, tirinhas e mensagens breves em alemão, com vocabulário parcialmente desconhecido para os alunos. Em vez de iniciar a aula pela tradução integral dos textos, propõe que a turma observe imagens, marcas de oralidade, palavras cognatas, nomes próprios, pontuação e organização dos gêneros. Em seguida, os estudantes levantam hipóteses de sentido, comparam usos linguísticos com situações comunicativas conhecidas e produzem, ao final, uma breve interação oral e um pequeno texto escrito relacionado ao tema trabalhado. A avaliação ocorre durante o processo, considerando participação, estratégias de leitura, reformulação de hipóteses, colaboração e adequação comunicativa das produções. Essa prática pedagógica está diretamente relacionada à concepção de ensino de língua estrangeira em que:
O trabalho com gêneros textuais em língua alemã tem função complementar, sendo adequado principalmente após a consolidação das regras gramaticais, para evitar interferências do conhecimento de mundo dos alunos na interpretação.
A aprendizagem da língua alemã deve partir da memorização sistemática de estruturas gramaticais, pois a competência comunicativa resulta da tradução precisa e da reprodução correta de modelos frasais previamente ensinados.
O ensino da língua alemã se organiza pela articulação entre leitura, oralidade e escrita como práticas de letramento, valorizando conhecimentos prévios, interação em sala e avaliação processual das estratégias mobilizadas pelos alunos.
A avaliação da aprendizagem deve concentrar-se na verificação final do domínio vocabular e morfossintático, uma vez que a compreensão de textos autênticos exige que os alunos conheçam previamente todo o léxico apresentado.
As práticas de linguagem efetivas trabalham com a escrita e com a oralidade como habilidades intercomplementares. Nesse caso, assinale a alternativa que apresenta um conjunto de atividades que estimulam o desenvolvimento da oralidade.
Esconde-esconde e hora da música clássica.
Cantoria com violão e brincadeira de roda.
Brincadeira com material reciclado.
Roda de conversa e faz de conta.
Em uma turma dos anos finais do Ensino Fundamental, o professor propõe a leitura de uma notícia digital que articula texto verbal, imagem e gráfico para discutir um tema de interesse público. Durante a atividade, os alunos são orientados a observar como determinadas escolhas linguísticas e semióticas contribuem para a organização das informações, a progressão temática e a construção de sentidos do texto.
Considerando as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de gramática, essa prática pedagógica caracteriza-se, sobretudo, por:
priorizar a memorização de regras gramaticais, tomando o texto apenas como pretexto para exercícios de classificação linguística.
restringir o ensino da gramática à correção normativa das estruturas morfossintáticas presentes no texto.
dissociar a análise gramatical das práticas de leitura e escrita, concentrando-se em frases isoladas.
integrar a análise linguística/semiótica ao uso contextualizado da língua, articulando elementos verbais e não verbais na construção de sentidos.
substituir o ensino da gramática por atividades exclusivamente interpretativas, sem reflexão sobre o funcionamento da língua.
Em uma etapa da sequência didática, o professor apresenta aos alunos a mesma frase em diferentes situações comunicativas e solicita que expliquem por que o sentido do enunciado se altera conforme o contexto, mesmo sem modificações na forma linguística. A atividade inclui a análise de diferentes gêneros: charges e textos publicitários, nos quais imagens e situações de uso desempenham papel central na construção do sentido.
À luz do texto e da abordagem pedagógica descrita, essa prática de ensino contribui para que o aluno compreenda que:
o sentido do texto é determinado exclusivamente pela estrutura linguística do enunciado.
os implícitos semanticamente marcados podem ser livremente negados pelo autor.
a interpretação correta de um texto dispensa o conhecimento prévio do leitor.
todo implícito textual possui marcadores linguísticos identificáveis.
os subentendidos dependem do contexto e do repertório do leitor, sendo atribuídos à interpretação do receptor e passíveis de negação pelo autor.
Em uma turma de 5º ano do Ensino Fundamental, um professor hipotético precisa elaborar um material para reforçar as distinções entre os pretéritos perfeito, imperfeito e mais-que-prefeito na Língua Portuguesa.
Para tal, considerando as orientações do MEC quanto ao ensino da Língua Portuguesa na abordagem discursiva, esse professor poderia propor a seguinte atividade:
escrita de parágrafos narrativos a partir de expressões temporais que determinem o uso por um ou outro pretérito, a fim de treinar a diferenciação entre eles.
preenchimento de uma tabela de conjugação verbal, para que os alunos internalizem as terminações verbais usadas em cada um dos pretéritos.
leitura e análise de narrativas de aventuras, de modo a fazer com que os alunos observem os diferentes usos dos pretéritos no texto narrativo em Língua Portuguesa.
observação dos usos dos verbos nas manchetes de jornal, para que os estudantes se ambientem com os usos verbais predominantes neste gênero.
gravação de entrevistas com funcionários da escola, de forma que os alunos do 5º ano percebam a variação linguística entre as diferentes faixas etárias.
Com base nas orientações da BNCC para o trabalho com leitura e escrita no Campo da Vida Pública, examine os itens a seguir.
I. O Campo da Vida Pública restringe-se à leitura de textos literários voltados ao entretenimento, sem relação com a cidadania ou o exercício de direitos.
II. Os gêneros textuais trabalhados nesse campo limitam-se a notícias e reportagens, excluindo textos normativos e reivindicatórios.
III. O Campo da Vida Pública envolve situações de leitura e escrita, especialmente de textos das esferas jornalística, publicitária, política, jurídica e reivindicatória, contemplando temas que impactam a cidadania e o exercício de direitos. Alguns gêneros textuais deste campo: notas; álbuns noticiosos; notícias; reportagens; cartas do leitor (revista infantil); comentários em sites para criança; textos de campanhas de conscientização; Estatuto da Criança e do Adolescente; abaixo-assinados; cartas de reclamação, regras e regulamentos.
Está CORRETO o que se afirma em:
I apenas.
II apenas.
III apenas.
I e II apenas.
I, II e III.
Considerando as normas da variedade padrão da língua portuguesa, a reescrita de um trecho do texto apresenta inadequação de regência em:
A ferramenta permite aos estudantes praticar mais a redação
As adaptações buscam reduzir o impacto das dificuldades dos alunos
A plataforma identificou padrões de escrita compatíveis às características descritas
As escolas cadastraram os estudantes cujas necessidades educacionais demandavam adaptações específicas