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O quadro da investigação social define, basicamente, dois tipos de observação participante: a observação natural e a observação artificial. A observação artificial tem como característica principal:
eleição dos membros mais ativos e participantes para representar o grupo;
o desejo do observador em tornar-se um participante reconhecido pelo grupo;
uma breve fase de exploração do funcionamento do grupo, por parte do observador;
a integração do observador ao grupo, com a finalidade de obter informações;
o pertencimento do observador à mesma comunidade ou grupo que investiga.
A pesquisa histórica coloca duas tarefas básicas ao pesquisador:
Reconstruir cenários e buscar informações verdadeiras sobre os fatos, em contextos históricos específicos.
Buscar fontes de informações adequadas e conhecer definições conceituais utilizadas em diferentes períodos históricos.
Buscar o maior número possível de fontes secundárias e produzir relatórios que registrem fatos históricos.
Elaborar os instrumentos de coleta de informações e aplicá-los junto aos sujeitos da pesquisa de campo.
Contatar especialistas para inseri-los no circuito das fontes de informação, bem como conhecer bibliotecas nacionais e internacionais.
A complexidade da dinâmica dos atuais processos sociais traz à baila ao assistente social a necessidade de ampliar sua capacidade de conhecimento e de intervenção na realidade. Para tanto, faz-se necessário
priorizar a dimensão técnico-operativa da profissão.
reforçar as atribuições específicas da categoria profissional.
realizar investigações e pesquisas.
contratar assessorias especializadas, que tragam a dimensão da totalidade da realidade.
dominar os fenômenos subjetivos que interferem na vida dos sujeitos.
Um grupo é mais que a soma dos indivíduos que o compõem.
Quando o Assistente Social coordena grupos, deve observar as modificações de postura corporal, expressões faciais, olhares, gestos dos integrantes do grupo, visto que estas formas de comunicação dão indícios de relações existentes no grupo. Tal assertiva é:
falsa, pois o processo grupal não se efetiva pela comunicação não verbal e sim pelas ações do grupo;
verdadeira, pois o processo grupal e as relações grupais não se restringem somente ao que é verbalizado;
verdadeira somente para os casos de grupos formados por pessoas portadoras de deficiência visual e auditiva;
falsa, pois a observação do não verbal pode ser tendenciosa e o profissional não tem preparo psicológico para essa avaliação;
falsa, pois as pessoas se comunicam através da linguagem oral e é esse o material necessário ao trabalho profissional.
Segundo Zélia Torres, constituem objetivos da dinâmicadegrupo:
ampliar o debate entre os membros do grupo e diagnosticar os problemas sociais e da personalidade;
identificar as principais lideranças no grupo e ampliar o conhecimento sobre si mesmo;
facilitar a compreensão de fenômenos sociais e ensinar as pessoas novos comportamentos;
definir osobjetivos dos trabalhos realizados e impedir as avaliações negativas dos grupos envolvidos;
possibilitar ao grupo um amadurecimento nas relações interpessoais e um melhor entrosamento nos trabalhos comunitários.
Nas ações dos profissionais de serviço social, o instrumental técnico articula-se com os eixos operacionais, que podem ser
I. valorativos, que se reportam ao campo das finalidades e objetivos.
II. metodológicos, que se reportam ao campo da operacionalização.
III. operativos, que se reportam ao campo das estratégias e táticas.
Somente a afirmativa I é correta.
Somente as afirmativas I e II são corretas.
Somente as afirmativas I e III são corretas.
Somente as afirmativas II e III são corretas.
Se as afirmativas I , II e III são corretas.
Ao processo decisório, descentralizado e participativo na formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas e serviços sociais, incluindo a sua implantação e execução através de procedimentos e instrumentalização técnica apropriados, denomina-se:
Administração Organizacional;
Gestão Social;
Gerenciamento Corporativo;
Responsabilidade Social;
Análise Institucional.
Numa instituição de saúde, diversos profissionais compõem uma equipe multidisciplinar – sociólogos, assistentes sociais, médicos, psicólogos, trabalhando com crianças, vítimas da violência doméstica, e seus familiares. Somente o assistente social pode:
realizar laudos periciais e pareceres sobre a matéria de Serviço Social.
realizar estudos sócio-econômicos junto aos usuários, para fins de benefícios e serviços sociais de apoio.
elaborar e executar, com a sociedade civil, projetos de atuação.
encaminhar providências e prestar orientação social aos familiares das crianças.
orientar os usuários no sentido de identificar recursos e utilizá-los na defesa de seus direitos.
Ao tomar conhecimento de que uma criança foi vítima de maus tratos, o Assistente Social deve encaminhá-la para
o Conselho Municipal de Direitos.
a Justiça da Infância e Juventude.
o Conselho Tutelar.
Associação dos Funcionários.
o Posto de Saúde.
Numa escola municipal, o assistente social está implementando um grupo para discutir com as mães aspectos da relação familiar. Tendo como referência o Código de Ética Profissional em vigor, é dever do assistente social na relação com as mães:
contribuir para garantir a participação das mães nas decisões institucionais;
contribuir para alterar a correlação de forças institucionais;
utilizar os recursos institucionais para garantir a satisfação das necessidades;
garantir o sigilo profissional e institucional em todos os momentos do atendimento.
Considerando-se o texto abaixo, assinale a alternativa IN-CORRETA:
A dinâmica de grupo é vista como técnica de manejo didático e ela pode propiciar:
A mobilização coletiva de qualquer grupo.
A socialização da informação e experiências individuais
O desenvolvimento de mecanismos de resistência e análise de erros cometidos.
Leitura do continente grupal do tipo iniciativa, dinâmica inter-na.
Ver e observar em uma entrevista de metodologia fenomenológica é:
realizar o estudo do funcionamento social do cliente
captar a maneira do cliente "vivenciar o mundo"
diagnosticar a situação problema do cliente
captar a "horizontalidade vivencial"do cliente
Assinale a alternativa incorreta:
O facilitador interage com o "coletivo" grupal.
O facilitador interage com a pessoa individual.
O facilitador não tem poder institucional.
O facilitador compartilha com os membros do grupo o pro-cesso de criação.
Um assistente social, atuando em instituição pública, realiza entrevista com um usuário que apresenta problemas com o consumo de álcool. Este profissional baliza sua prática em preceitos democráticos, vê o usuário como sujeito na relação profissional, considera a assistência como um direito de cidadania e orienta-se pelos princípios definidos em seu Código de Ética. Nesse sentido, a entrevista que realiza terá como referência os seguintes conceitos:
reciprocidade e concessão
diálogo e compaixão
horizontalidade e solidariedade
verticalidade e cortesia
compreensão e controle
Existem muitos objetivos e aplicações para a dinâmica de grupo. Dentre eles, Zélia Torres destaca:
diagnosticar as principais dificuldades e encontrar soluções;
facilitar a compreensão de fenômenos sociais e ensinar às pessoas novos comportamentos através da vivência;
ensinar os métodos de convivência e interferir nas decisões;
mudar os comportamentos humanos e identificar os problemas existentes;
identificar as possibilidades de ação e a agilizar as competências existentes.
Na prática de encaminhamento, em geral a FICHA é um instrumento sempre presente. Em alguns casos, é padronizada, outras vezes, elaborada pelo próprio profissional. A ficha deve colocar-se como:
ferramenta principal do trabalho
mera formalidade
instrumento de trabalho
um fim em si mesma
Podemos afirmar que:
A observação é uma técnica de coleta de dados para obter parte das informações.
A observação possibilita meios indiretos e satisfatórios para estudar os fenômenos.
A observação é uma técnica de coleta de dados que não consiste apenas em ver e ouvir.
A observação obriga ao investigador um contato menos direto com a realidade.
As racionalidades relacionadas à instrumentalidade da profissão são consideradas por Yolanda Guerra (1995), como mediações privilegiadas da articulação teoria e prática no Serviço Social. Para esta autora, a instrumentalidade é vista como
O conjunto de técnicas e instrumentos que constituem a perspectiva metodológica da prática profissional do Assistente Social.
Instância de passagem do momento da pré-ideação (projeto) para a ação profissional propriamente dita.
A dimensão instrumental da teoria e também da prática profissional com ênfase na perspectiva metodológica.
Respostas tecnicamente necessárias no plano do imediato dos espaços institucionais e extra-institucionais onde atuam os Assistentes Sociais