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A forma de abdome agudo no recém-nascido (RN) caracterizada por dor abdominal intensa, distensão, vômitos (frequentemente biliosos), irritabilidade, recusa alimentar e sinais de sepse, podendo evoluir para perfuração intestinal, choque ou óbito, se não manejado precocemente, com incidência maior em prematuros (<37 semanas, especialmente <1.500g) e fatores de risco como asfixia perinatal, alimentação enteral precoce, infecções ou uso de fórmulas artificiais, prevalente responsável por até 50% dos casos cirúrgicos neonatais é a:
Invaginação intestinal idiopática.
Apendicite aguda perfurada.
Enterocolite necrosante.
Vólvulo por malrotação intestinal.
Hérnia inguinal encarcerada, com estrangulamento de alças intestinais.
No manejo inicial da urolitíase não complicada por cálculo renal ≤7 mm em paciente com função renal preservada, a conduta mais adequada é:
litotripsia extracorpórea por ondas de choque.
terapia expulsiva com alfabloqueador.
ureteroscopia com remoção endoscópica.
acidificação urinária com cloreto de amônio.
antibioticoterapia profilática prolongada.
Mulher de 55 anos de idade, menopausa aos 50 anos, refere sangramento vaginal intermitente nos últimos 3 meses. Faz uso de tamoxifeno para tratamento de câncer de mama há 2 anos. Apresenta outras comorbidades, como obesidade, hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2. Ao exame, pressão arterial: 130/90 mmHg, IMC: 30 Kg/m², exame especular: mucosa atrófica, com colo e vagina sem lesões visíveis, com pequena quantidade de sangue coletado em fundo vaginal, sem sangramento ativo. Realizada ultrassonografia transvaginal (US-TV) que evidencia útero AVF, com volume de 120cm³, miométrio homogêneo, endométrio heterogêneo com espessura de 4 mm, ovários atróficos. Qual é a conduta adequada nessa situação?
Realizar ablação endometrial por histeroscopia.
Suspender o tamoxifeno.
Suspender o tamoxifeno e prescrever um inibidor de aromatase.
Realizar biópsia endometrial.
Realizar conduta expectante com nova US-TV em 3 meses.
Em relação à avaliação do bem-estar fetal, analise as assertivas abaixo:
I. A cardiotocografia anteparto tem alta taxa de falso-positivo.
II. Os parâmetros do Perfil Biofísico Fetal (PBF) devem ser interpretados no contexto dos fatores maternos e fetais associados. Nesse sentido, hipoglicemia materna ou o uso de corticoide antenatal levam à diminuição dos movimentos fetais, podendo afetar o PBF.
III. O doppler da artéria cerebral média pode ser preditor de desfechos adversos nos fetos com restrição de crescimento tardio, mesmo com o doppler de artéria umbilical normal.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
São medicamentos classicamente relacionados à exacerbação de psoríase:
enalapril e cefalexina.
lítio e diclofenaco.
azatioprina e hidroxicloroquina.
propranolol e furosemida.
ciclosporina e metronizadol.
O tratamento de escolha para sífilis primária é
cefazolina.
benzilpenicilina benzatina.
oxacilina.
penicilina cristalina.
limeciclina.
Homem, 61 anos, com antecedente de insuficiência cardíaca e tabagismo, é encontrado caído no quintal de casa pela esposa. Ela relata que ele estava cortando madeira quando, subitamente, deixou cair as ferramentas e caiu de joelhos antes de desabar completamente. Ao chegar ao lado dele, percebeu que estava inconsciente e não respondia a estímulos. A equipe de atendimento pré-hospitalar chega em seis minutos. O paciente está inconsciente, sem movimentos respiratórios visíveis e sem pulso central palpável. A pele está fria e há episódios esparsos de respiração irregular e ofegante. O monitor cardíaco mostra ritmo irregular com complexos ventriculares desorganizados, variando de ondas rápidas a traçados de baixa amplitude. São iniciadas compressões torácicas de alta qualidade. Após cerca de dois minutos de RCP, o ritmo é reavaliado e permanece desorganizado, sem complexos identificáveis. A equipe dispõe de desfibrilador, acesso venoso periférico e materiais básicos para via aérea, além de adrenalina.
Diante desse cenário, qual a intervenção imediata apropriada?
Iniciar amiodarona como primeira intervenção antes do próximo ciclo.
Administrar adrenalina e repetir após três minutos.
Intubar o paciente imediatamente para garantir via aérea avançada.
Realizar desfibrilação e retomar compressões imediatamente após o choque.
Interromper as compressões para checar pupilas e sinais de perfusão antes de definir a conduta.
O ensino de História passou por renovações metodológicas significativas nas últimas décadas, afastando-se da memorização de datas e heróis para focar na construção do conhecimento histórico crítico. Nesse sentido, sobre o uso de fontes históricas em sala de aula, assinale a alternativa correta.
As fontes históricas devem ser utilizadas apenas para ilustrar o conteúdo já explicado pelo professor, sem a necessidade de análise ou questionamento por parte dos alunos.
O uso de memória oral deve ser evitado no ensino fundamental, pois relatos pessoais são subjetivos e não possuem validade científica para a construção do conhecimento histórico.
O uso de fontes diversificadas (orais, iconográficas, materiais e escritas) permite ao aluno compreender a história como uma construção baseada em vestígios e interpretações, desenvolvendo o pensamento crítico.
O professor deve priorizar exclusivamente fontes escritas oficiais, pois apenas documentos estatais possuem veracidade histórica comprovada para o ensino escolar.
Ao longo do processo de formação histórica de Santa Catarina, a ocupação do território esteve relacionada tanto à expansão interna quanto a disputas geopolíticas no sul da América. A presença portuguesa buscava garantir o controle estratégico da região diante de interesses estrangeiros, o que levou a conflitos e acordos diplomáticos. Esse contexto evidencia a importância da posição catarinense na lógica colonial. Considerando essa dinâmica, qual situação expressa o momento em que Santa Catarina assumiu papel estratégico na defesa portuguesa?
A criação das vilas litorâneas como centros administrativos coloniais.
A instalação das primeiras colônias de imigrantes europeus no interior.
A transformação do território no posto português mais avançado da América do Sul.
A ocupação do território por bandeirantes vindos de outras regiões.
Em relação ao transtorno do espectro autista (TEA), é correto afirmar que
o diagnóstico depende da aplicação de escalas CARS e M-CHAT.
a presença de deficiência intelectual impossibilita o diagnóstico.
apenas a minoria dos casos apresenta alterações em exames de citogenética.
presença de hipersensibilidade a estímulos sensoriais é comum, mas não faz parte dos critérios diagnósticos.
associação com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é incomum.
Criança de 6 anos apresenta torcicolo, há 3 semanas, associado a episódios de vômitos matinais e marcha instável. Nas últimas 48 horas, os pais notaram piora da coordenação motora e sonolência progressiva. Ao exame, observa-se nistagmo, ataxia de marcha e rigidez cervical. O fundo de olho revela papiledema.
Diante desse quadro clínico, a conduta adequada é
prescrever relaxante muscular e fisioterapia para torcicolo espasmódico.
realizar punção lombar para análise do líquor e iniciar tratamento empírico para meningite bacteriana.
solicitar radiografia cervical para avaliação do prolongamento do processo estiloide (síndrome de Eagle).
realizar investigação na urgência com imagem de crânio por suspeita de lesão expansiva em fossa posterior.
realização de sequenciamento completo do exoma para avaliação de distonias hereditárias.
Adolescente de 13 anos apresenta história de dificuldade escolar progressiva, ataxia, distonia e alteração na movimentação ocular caracterizada por incapacidade de realizar sacadas verticais (paralisia supranuclear do olhar vertical). A família relata episódios de cataplexia desencadeada por riso e piora gradual do equilíbrio. O exame físico mostra esplenomegalia.
Com base nesse quadro clínico, o diagnóstico provável é
doença de Niemann-Pick tipo C.
doença de Wilson.
ataxia-telangiectasia.
gangliosidose GM2.
adrenoleucodistrofia ligada ao X.
Escolar, sexo masculino, com 7 anos de idade é trazido ao pronto-socorro com queixa de manchas avermelhadas nas pernas e nádegas há 2 dias. Refere dor em ambos os joelhos e tornozelos, que os pais descrevem como “andando” de uma articulação para outra, limitando a deambulação. Nos últimos 2 dias, queixou-se de dor abdominal em cólica intermitente, que o faz dobrar as pernas, e teve um episódio de melena hoje pela manhã. Há uma semana, teve um quadro de “resfriado”. Ao exame físico, apresenta-se afebril, com boa perfusão periférica, PA: 105 × 70 mmHg. Observam-se púrpuras palpáveis simétricas em membros inferiores e nádegas, e discreto edema e dor à palpação nos joelhos. As lesões não desaparecem à digitopressão. O abdome é difusamente doloroso à palpação leve, sem sinais de irritação peritoneal. Hemocultura foi negativa. Urina I com 2+ de proteína, 3+ de sangue, sem dismorfismo eritrocitário significativo. Hemograma com Hb: 12,8 g/dL; leucócitos: 8.500/mm³, plaquetas: 250.000/mm³; VHS: 30 mm/h; PCR: 25 mg/L; ureia: 25 mg/dL; creatinina: 0,5 mg/dL, ASLO: normal; C3 e C4: dentro dos limites da normalidade.
Quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada para esse paciente?
Vasculite por IgA com envolvimento renal e gastrointestinal; iniciar medidas de suporte, analgesia, e acompanhamento rigoroso da função renal e pressão arterial, considerando corticoterapia oral para o envolvimento gastrointestinal grave.
Doença de Crohn com manifestações extradigestivas; realizar colonoscopia com biópsia para confirmação e iniciar imunomoduladores biológicos.
Púrpura trombocitopênica idiopática (PTI); administrar imunoglobulina humana intravenosa (IVIG) e corticosteroide oral para elevar a contagem plaquetária e controlar o sangramento.
Nefrite lúpica; solicitar FAN e anti-DNA para confirmar o diagnóstico e iniciar pulsoterapia com metilprednisolona para preservar a função renal.
Glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE); iniciar antibioticoterapia com penicilina e diuréticos para controle da hipertensão e edema.
Lactente, sexo feminino, com 8 meses, pesando 7 kg, é levada ao pronto-socorro com história de diarreia aquosa volumosa e vômitos persistentes há 2 dias. A mãe relata que a bebê está “quietinha”, não aceita líquidos e não urina há 12 horas. Ao exame físico, apresenta-se prostrada, letárgica, com olhos muito encovados, ausência de lágrimas e mucosa oral muito seca. A prega cutânea se desfaz em mais de 2 segundos. Os pulsos periféricos estão fracos; a frequência cardíaca é de 160 bpm. O enchimento capilar é de 4 segundos e as extremidades estão frias. A fontanela anterior está deprimida.
Considerando as diretrizes atuais do Ministério da Saúde para o manejo da diarreia em crianças, qual é a conduta inicial de hidratação intravenosa mais apropriada?
Infundir 20 mL/kg de soro fisiológico a 0,9% intravenoso em bolus rápido (5 -10 minutos), repetir até 3 vezes se necessário, e, em seguida, iniciar soro de manutenção segundo Holliday-Segar.
Priorizar a reidratação oral com SRO de baixa osmolaridade (75 mL/kg, em 4 horas), pois a via oral é mais segura e eficaz para a maioria dos casos de desidratação.
Administrar 100 mL/kg de Ringer Lactato intravenoso em 3 horas, reavaliando a cada 30 minutos, e iniciar dieta livre assim que o vômito cessar.
Iniciar imediatamente 30 mL/kg de ringer lactato ou soro fisiológico a 0,9% intravenoso em 1 hora, e, após, infundir 14 mL/kg/hora em cerca de 5 horas.
Administrar 20 mL/kg de soro glicosado a 5% com 0,9% de NaCl em 20 minutos e reavaliar, ajustando a taxa para manutenção das perdas contínuas.
Um lactente de 2 meses e 14 dias de idade, que recebeu a vacina BCG intradérmica ao nascer, é trazido à consulta por sua mãe. A mãe está preocupada, pois, nas últimas 4 semanas, o local da vacinação desenvolveu uma lesão que, inicialmente, era uma pápula, evoluiu para um nódulo eritematoso de aproximadamente 1 cm de diâmetro e, mais recentemente, apresentou uma ulceração central com discreta secreção seropurulenta ocasional. Adicionalmente, a mãe notou um linfonodo móvel e não doloroso de cerca de 1,5 cm na axila ipsilateral (direita). O bebê está ativo, mamando bem, afebril e com ganho ponderal adequado. Não há sinais de inflamação perilesional intensa nem eritema significativo estendendo-se além da área do nódulo.
Quais são a avaliação mais adequada e a conduta recomendada para esse lactente?
A ulceração com secreção seropurulenta indica infecção bacteriana secundária; deve-se prescrever antibioticoterapia oral de amplo espectro por 10 dias e solicitar ultrassonografia da axila para avaliar abscesso.
A linfadenite axilar de 1,5 cm é uma indicação para drenagem cirúrgica imediata, dada a possibilidade de progressão para abscesso frio e fistulização, e a lesão local deve ser excisada para evitar cicatriz inestética.
A lesão local e a adenopatia ipsilateral sugerem uma complicação grave da vacina BCG, como BCGite disseminada; o lactente deve ser imediatamente internado e iniciado um esquema de politerapia antituberculose.
A lesão é uma BCGite local e o linfonodo axilar representa linfadenite BCG não supurativa, ambas manifestações normais da vacina BCG; a conduta é tranquilizar a mãe e orientar sobre higiene local, sem necessidade de intervenção medicamentosa ou investigação adicional nesse momento.
A lesão ulcerada e o linfonodo axilar sugerem uma resposta inflamatória exagerada; deve-se aplicar corticosteroide tópico de alta potência na lesão local e prescrever ibuprofeno oral para a adenopatia.
Adolescente, sexo masculino, com 12 anos é levado ao pronto-socorro com quadro de dor abdominal há 24 horas. Inicialmente, a dor era difusa e localizava-se na região epigástrica, mas, com o passar do tempo, migrou para o quadrante inferior direito. O paciente passou a apresentar febre de 38,5ºC, anorexia e 2 episódios de vômitos. Ao exame físico, observa-se dor à palpação profunda na fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg positivo e sinal do psoas doloroso. Exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda, e uma ultrassonografia de abdome revela aumento do diâmetro do apêndice de 8 mm, com espessamento da parede e discreta quantidade de líquido livre na área.
Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Os dados semiológicos apontam para a possibilidade maior de um pródromo de gastroenterite viral com adenite mesentérica; deve-se realizar a hidratação oral e analgesia com reavaliação em 24 horas.
Trata-se de uma apendicite aguda; deve-se iniciar antibioticoterapia por 24 horas antes da intervenção cirúrgica, se ela for realizada por laparotomia.
O quadro é bastante característico de uma doença de Crohn em atividade; deve-se iniciar corticoterapia intravenosa e preparo para colonoscopia para confirmação.
Trata-se de uma apendicite aguda complicada por abscesso; deve-se realizar a drenagem percutânea do abscesso, seguida de antibioticoterapia, realizando-se a apendicectomia de intervalo.
O diagnóstico de apendicite aguda está confirmado e deve-se proceder apendicectomia laparoscópica, ou por via aberta, o mais breve possível.
Mulher, 55 anos, apresenta estenose mitral reumática com gradiente sistólico médio de 12 mmHg, área valvar de 1,2 cm2 e pressão sistólica em artéria pulmonar de 29 mmHg. Mantém sintomas aos esforços, apesar de tratamento clínico otimizado. Considera-se realizar ecocardiograma sob esforço físico para avaliação. Segundo as diretrizes brasileiras de valvopatias, deve-se considerar que a estenose mitral é importante se a pressão sistólica em artéria pulmonar for maior ou igual a
60 mmHg.
30 mmHg.
40 mmHg.
50 mmHg.
70 mmHg.
Homem, 48 anos, com sobrepeso e dislipidemia apresenta, em duas consultas médicas, pressão arterial de 158 x 94 mmHg em ambos os membros superiores. Iniciada terapia combinada com valsartana 160 mg + hidroclorotiazida 12,5 mg/dia. Após 2 semanas, paciente retorna, e a pressão arterial é de 138 x 86 mmHg em duas medidas.
Assinale a alternativa correta a respeito da conduta nesse momento, considerando as diretrizes brasileiras atuais de hipertensão arterial.
Aumentar dose da combinação para valsartana 320 mg + hidroclorotiazida 25 mg por dia.
Aumentar dose da combinação para valsartana 320 mg + hidroclorotiazida 12,5 mg por dia
Associar anlodipino 5 mg.
Manter tratamento e reavaliar em 2 semanas.
Associar espironolactona 25 mg/dia.
Homem, 50 anos, apresenta dor torácica com irradiação para dorso de fraca intensidade. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 88 bpm, pressão arterial de 140 x 90 mmHg em todos os membros inferiores e superiores, ausculta cardíaca e pulmonar normais e pulsos simétricos. Radiografia de tórax sem alterações, assim como POCUS.
Qual é o exame complementar de escolha nesse momento para exclusão de dissecção aórtica, conforme as diretrizes brasileiras?
Repetir radiografia de tórax em 6 horas.
Ecocardiografia transesofágica.
Angioressonância de aorta.
Troponina.
D-dímero.
Homem, 76 anos, realiza cirurgia de revascularização miocárdica. No pós-operatório, evolui com hipotensão que não responde à ressuscitação volêmica com 20 ml/kg, estando atualmente em uso de noradrenalina 0,50 mcg/kg/min e vasopressina 0,06 UI/min. Monitorização invasiva mostra pressão venosa central de 10 mmHg, índice cardíaco de 3,5 L/min/m2 e resistência vascular sistêmica reduzida. A pressão arterial média está de 58 mmHg.
Qual conduta adicional está indicada?
Cristaloide 1000 ml EV.
Azul de metileno.
Manter tratamento, pois a pressão arterial média é maior que 55 mmHg
Indicar reabordagem cirúrgica para pesquisa de sangramento em sítio cirúrgico.
Dobutamina.