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Para Isabel Marques (Linguagem da dança: arte e ensino, p. 87), a teoria de Rudolf Laban buscava propiciar uma diferença estética de expressão do ser humano na dança. Segundo a autora, o paradoxo dessa teoria está no fato de que o coreógrafo buscava esse propósito por meio
do contato intenso com o folclore nacional dos dançarinos.
de uma técnica que servisse a todos os corpos.
de uma teoria bastante rígida que deveria ser seguida pelos dançarinos.
de uma valorização maior da teoria do que da prática.
do enfoque racionalista e do estilo construtivista de suas coreografias.
Um Professor de Artes que deseja desenvolver o eixo norteador “culturas do Brasil” com alunos do Ensino Fundamental, deverá fazê-lo através do seguinte conteúdo:
Jazz de News Orleans.
Bumba meu boi do Maranhão.
A dança hopak.
Os participantes de dança de khorovod.
Dançar é uma das maneiras adequadas para ensinar, na prática, todo o potencial de expressão do corpo humano. Introduzir a dança na escola equivale a um tipo de alfabetização. O mais importante, no entanto, não é convencer a turma a ensaiar para se apresentar no final do ano. Prioridade é levar o aluno a:
ter consciência corporal e entender como o corpo dele se relaciona com o espaço.
adequar seu temperamento . esse novo contexto educacional investido na escola.
controlar com consciência a quantidade de tempo gasto com as atividades específicas.
conseguir entretenimento que satisfaça os interesses da família e da sociedade.
Dançar ultrapassa o limite de executar movimentos, é também viver, expressar, refletir e produzir simbologias. Por isso, um ensino da dança que englobe uma visão de totalidade passa necessariamente por suas:
possibilidades expressivas e técnicas.
considerações amplas e vagas.
funções utilitárias e formação profissional.
categorias estanques e exclusivas.
Observando-se que a Arte na nova visão segundo a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP) e outros estudiosos, é uma linguagem com quatro áreas de conhecimento que deve ser trabalhada na formação do aluno, principalmente no Ensino Fundamental. A dança faz parte dessa linguagem e possui seus conteúdos específicos. A ciência do “estudo da dança” ou da “lógica da dança”, é denominada:
Coreografialógica
Corporal
Coreologia
Escalas espaciais
Assinale a alternativa que apresenta dois elementos centrais no processo de ensino e aprendizagem de Dança nas escolas.
Som e cor.
Corpo e movimento.
Cor e movimento.
Corpo e cor.
Som e movimento.
Elencando a proposta triangular na dança o fazer, apreciar, contextualizar assinale a alternativa CORRETA referente ao contextualizar:
Experimentar movimentos, vivenciar noções de anatomia e postura, fazer aulas, testar movimentos em improvisações, criar movimentos, experienciar os níveis, as partes do corpo mais empregadas em cada tipo de dança.
Ter uma apreciação significativa, reconhecer e distinguir diversas modalidades de dança e suas combinações ou não, analisar formas, volumes, corpos, desenhos do corpo no espaço, analisar ritmos, velocidades, o desenho de luz, analisar códigos e pesquisas de movimento.
Identificar, reconhecer o que a dança está fazendo, qual a sua história (regional, nacional, internacional), estudar qual o uso de espaço de determinada dança, conhecer como é o passo de dança, descrever qual a função de determinado músculo ou osso para uma movimento, saber sobre qual o seu contexto social de determinada dança, pesquisar se é representante de determinada cultura, assistir a vídeos, ensaios, espetáculos, filmes e a outros tipos de registro de dança.
Nenhuma das alternativas.
A respeito dos elementos da dança complete a lacuna abaixo :
________ é a trajetória traçada no espaço, que indica, na verdade, o sentido para onde o movimento segue, partindo sempre do centro do corpo.
Dimensão
Direção
Níveis
Nenhuma das alternativas.
Na linguagem da dança, o coreógrafo e bailarino, Rudolf Laban, estabeleceu alguns parâmetros das ações corporais e as dividiu em categorias, as quais nomeou como fatores do movimento.
Neste âmbito, o fator relacionado diretamente com o controle do movimento, que pode ser liberado, livre, abandonado ou contido, controlado, restrito, interrompido, é reconhecido como:
Peso.
Força.
Espaço.
Tempo.
Fluência.
Segundo Marques (Dançando na Escola, 2012) apesar de o discurso metodológico de Laban valorizar a expressão individual “natural” da criança, o coreógrafo é explícito no que diz respeito a estabelecer conteúdos a serem trabalhados com as crianças em sua “dança educativa moderna”. Segundo a autora, Laban sugere como aprendizado
um estudo sistemático e teórico da História da Dança não apenas no contexto da Europa, mas da dança africana e asiática.
as técnicas fundamentais do balé clássico, considerado por ele a base de toda a arte da dança no Ocidente.
o contato, via teoria, com a produção das danças aristocráticas desenvolvidas na Europa nos séculos anteriores ao Modernismo.
uma maior consciência das sensações corporais e dos esforços necessários para a organização dos movimentos individuais.
o treinamento esportivo dos alunos bailarinos com a finalidade de preparação corporal para a dança educativa moderna.
No eixo de organização de conteúdos em Dança, propostos pelos PCN – Arte (1997), denominado “Dança como Produto Cultural e Apreciação Estética”, é considerado um conteúdo compatível a
improvisação e criação de sequência de movimento com os outros alunos.
seleção e organização de movimentos para a criação de pequenas coreografias.
seleção dos gestos e movimentos observados em dança, imitando, recriando, mantendo suas características individuais.
contextualização da produção em dança e compreensão desta como manifestação autêntica, sintetizadora e representante de determinada cultura.
experimentação e pesquisa das diversas formas de locomoção, deslocamento e orientação no espaço (caminhos, direções e planos).
O Dicionário do folclore brasileiro, de Câmara Cascudo, lançado em 1954, é considerado uma das primeiras referências de pesquisa relacionadas às manifestações populares brasileiras, tais como lendas, bebidas e comidas tradicionais, crendices, mitos, indumentárias, músicas, danças e ritmos. O verbete do bumba-meu-boi traz variadas citações, dentre elas: “um folguedo brasileiro de maior significação estética e social” (1998, p. 192), por se tratar de uma brincadeira popular que une diversas influências culturais e linguagens artísticas.
A brincadeira do bumba-meu-boi apresenta elementos que podem ser trabalhados pedagogicamente em sala de aula e que têm como potencial unir o canto, a dança, o ritmo e o teatro, favorecendo o despertar do corpo indivíduo e do corpo coletivo.
Como fundamento de base para a formação cidadã, considera-se que a brincadeira do bumba-meu-boi
pode acontecer durante todo o ano, nas festas juninas, natalinas e carnavalescas, por isso pode ser muito utilizada como recurso pedagógico e nas criações para as festividades do contexto escolar. Durante as aulas é possível realizar dinâmicas de movimento com dança e teatralização, baseadas na movimentação das figuras do Jaraguá, Bernunça e Burrinha, trazendo ludicidade para o corpo, em conjunto com as cantigas e instrumentos de percussão, como o reco-reco, os chocalhos e pandeiros.
pode acontecer em roda ou cordões, favorecendo que cada participante possa se olhar e ajudando na integração do coletivo. Assim, poderão ser realizadas dinâmicas com instrumentos tradicionais, como a matraca, o pandeirão e o maracá, em conjunto com movimentos de personagens de caciques guerreiros e cazumbas, e ao mesmo tempo, ser introduzidas toadas cantadas, contando histórias de outros personagens, que atuam por meio de diálogos ou movimentos, como o Pai Francisco e a Mãe Catirina.
existe nos estados do Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Maranhão, e por isso é o folguedo mais importante do país, agregando variadas movimentações, como a bela dança dos arcos, que proporciona uma integração do coletivo e uma desenvoltura rítmica pelas dinâmicas realizadas no mergulhão, em que é realizada uma roda em que todos são convidados a participar. Essas movimentações exigem um grande esforço corporal, pois a dança tem um sapateado forte e rápido, além de os músicos tocam dançando.
está presente nos festejos juninos do Sudeste, Nordeste e Norte do Brasil, trazendo a característica de representar o mito das três raças: o negro, empregado da fazenda; o branco português, dono da fazenda; e o indígena, nas figuras das índias e do pajé. Há particularidades em cada estado, mas o fundamental é o auto dramático, realizado como espetáculo sagrado inspirado nos famosos Boi Caprichoso e Garantido, trazendo ideias para o educador criar jogos em sala de aula, com seus instrumentos de sopro, cordas e percussões.
A maitrê de ballet Eugênia Feodorova afirmava em suas aulas: “O ballet é a arte da repetição, e a repetição é a mãe da sabedoria”.
Tomando por base essa afirmação, o uso da repetição em aulas de Dança é visto como
uma possibilidade para a descoberta consciente de habilidades.
uma técnica amplamente adotada e reconhecidamente eficiente.
criadora de automatismos, ao exigir a execução exata dos passos.
eliminadora de elementos criadores, levando à dispersão e à desatenção.
As seis direções dimensionais são os elementos mais básicos para a orientação espacial: Assinale a alternativa que apresente as seis direções dimensionais.
Frente, Trás, Direita alta, Esquerda baixa, Direita baixa Esquerda alta.
Frente, Trás, Direita, Esquerda, Cima , Baixo.
Cima, Baixo, Alto-direita-frente, Baixo-esquerda-trás, Alto-esquerda-frente, Baixo-direita-trás.
Nenhuma das alternativas.
A trilha sonora de uma dança é um dos elementos que compõem e abrilhantam uma apresentação. Na dança contemporânea, a trilha sonora torna-se relevante na medida em que: Assinale a alternativa INCORRETA.
Permite a escolha de temas relacionados com a realidade atual, como por exemplo: questões político-sociais, culturais, comportamentos, autobiografias e outros.
Proporciona oportunidade de educar e conscientizar através desta manifestação artística.
Contribui para a formação cultural do público, na medida em que aborda apenas temas da atualidade.
Nenhuma das alternativas.
[1] A consciência corporal é um instrumento pedagógico, cuja proposta é abrir os canais da percepção sensorial, trabalhando com elementos constitutivos de uma organização corpo-mente sadia, equilibrada, reguladora das tensões, organizadora da postura, promovendo um interrelação entre o mover, o sentir e o pensar. [2] Através de aulas de Dança é possível realizar essa conexão, pois aborda todo o corpo, movendo com junturas e músculos, informando sobre a estática, o equilíbrio, além de melhorar as condições posturais, repondo energias desgastadas e harmonizando todo o organismo.
Apenas a primeira frase está correta.
As duas frases estão corretas.
As duas frases estão incorretas.
Nenhuma das alternativas.
A respeito da história da dança temos Jean Georges Noverre, como um dos principais nomes reformistas da dança. Sobre suas ideias assinale a alternativa INCORRETA.
Mais do que uma manifestação estética, a dança era uma forma de exprimir emoções com o corpo.
Destacava a viabilidade de vestimentas que não fossem excessivas ao corpo do bailarino.
Apesar de suas ideias inovadoras manteve o estilo das óperas.
Nenhuma das alternativas.
A dança surgiu de manifestações coletivas do povo, como divertimento. Com o passar dos anos foi se tornando divertimento da aristocracia e sinônimo de poder. A dança é, até hoje, capaz de desenvolver aspectos sociais, cognitivos e motores aliados à sensação de prazer. As festas com danças são sempre alegres e divertidas.
Com base nesse pensamento, a atitude do professor de Dança na sala de aula é
ter como principal foco a técnica perfeita.
promover a convivência no grupo em roda.
aliar técnica e integração dos participantes.
ignorar a técnica e deixar os participantes livres.
Os termos teatral e teatralidade há algum tempo passaram a fazer parte de vários segmentos, não só do teatro. A partir da década de 1960, a dança passou a se interessar por esse tipo de narrativa. Maguy Marin e Pina Baush são expoentes na busca de uma teatralidade traduzida em corpo e movimento.
A maneira correta de se trabalhar a teatralidade na dança em sala de aula é
trabalhando sempre com um texto dramático, como elemento fundamental de apoio para a criação do trabalho corporal.
percebendo e transformando a realidade de elementos artísticos, tendo a corporeidade como elemento central.
trabalhando apenas com danças dramáticas, segundo Mário de Andrade, tendo o foco em movimentos cotidianos.
realizando uma criação coletiva textual, em conjunto, com o objetivo de transformar textos em coreografias.
“Os conteúdos específicos da Dança, portanto, podem ser agrupados em três aspectos principais que serão elencados e/ou privilegiados de acordo com as necessidades dos alunos e o contexto sociopolítico e cultural em que se encontram”.
(PCN – Arte, 1998, p. 74)
São eles:
corpo; cultura popular e cultura erudite; recepção crítica da Arte.
história; teoria; crítica da Arte.
dançar; apreciar e dançar; as dimensões sociopolíticas e culturais da dança.
preparação do corpo; coreografias; teoria de Laban.
preparação física; história da dança moderna; coreografias.