Questões de Concurso sobre Diferença entre Posse e Detenção

 
 
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A respeito da posse e da detenção, assinale a alternativa correta.


A

Posse e detenção são institutos jurídicos diferentes, mas têm uma característica em comum: a ambos se reconhece a possibilidade de adquirir a propriedade da coisa por meio da usucapião.


B

Apesar de o detentor não ter direito aos interditos possessórios, ele pode utilizar o desforço imediato em nome do possuidor.


C

Não é possível a conversão da detenção em posse, ainda que rompida a subordinação, em face da inalterabilidade da natureza jurídica do instituto.


D

A posse não se constitui como direito autônomo em relação à propriedade, de forma que o possuidor não tem direito a conservá-la contra a vontade do proprietário do bem.


E

Predomina na doutrina que a teoria formulada por Savigny foi acolhida pelo ordenamento jurídico pátrio.

Francisco trabalhou como caseiro em uma chácara pertencente a Haroldo por oito anos, quando seu contrato de trabalho foi rescindido imotivadamente. Mesmo diante da rescisão contratual, Francisco e sua família continuaram residindo no imóvel, sem oposição de Haroldo. Passado mais de um ano, Haroldo exigiu a desocupação do imóvel para abrigar o novo caseiro, recém-contratado. Francisco ingressou na justiça com pedido de manutenção de posse, objetivando permanecer no imóvel.


Nessa situação hipotética, Francisco


A

faz jus à proteção possessória, mas terá de retificar a ação proposta, já que a medida judicial adequada é a ação de interdito proibitório.


B

faz jus à proteção possessória e terá direito de obter liminar para suspender ameaças de turbação ou esbulho.


C

faz jus à proteção possessória, mas, se a qualquer tempo Haroldo fizer prova da sua propriedade mediante certidão expedida pelo cartório de registro de imóvel, a ação possessória deverá ser julgada improcedente.


D

não faz jus à proteção possessória.


E

faz jus à proteção possessória, mas não poderá obter liminar para suspender ameaças de turbação ou esbulho.

Quanto aos efeitos correlatos à natureza da posse, assinale a alternativa correta.


A

A forma de aquisição da posse, lícita ou ilícita, implicará o caráter justo ou injusto, que não comportará conversão.


B

Os atos de permissão ou tolerância induzem posse à medida que implicam transferência de direitos, irrevogáveis.


C

Presume-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida, admitindo-se a conversão da posse injusta em justa e vice-versa, mediante inversão do título.


D

A detenção injusta, violenta ou clandestina, eivada de vício de origem ligado à causa ilícita, não autoriza ao possuidor a tutela possessória em face de terceiro (que não a vítima), mesmo que cessada a violência ou clandestinidade.

Considerando o disposto no Código Civil vigente (Lei nº 10.406/2002) e o entendimento dos Tribunais Superiores, sobre posse e detenção, é correto afirmar que


A

a ocupação indevida de bem público por particular, de natureza precária, configura posse ad usucapionem.


B

é considerado detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.


C

é de boa-fé a posse que não for violenta, clandestina ou precária.


D

a posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, anula a indireta, de quem aquela foi havida, não podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.


E

é justa a posse se o possuidor ignora o vício ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

Considere as assertivas a seguir:


I. A posse transmite-se aos herdeiros ou legatários do possuidor com os mesmos caracteres.

II. Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa.

III. O possuidor de má-fé tem direito às despesas de produção e custeio dos frutos colhidos e percebidos.

IV. O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo.

V. Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Apenas as assertivas I e III são verdadeiras.


B

Apenas as assertivas I, II, III e V são verdadeiras.


C

Apenas as assertivas III, IV e V são verdadeiras.


D

Apenas as assertivas II, III, e IV são verdadeiras.


E

As assertivas I, II, III, IV e V são verdadeiras.

Hamlet e Macbeth, proprietários de um imóvel, celebram por escrito contrato de comodato com Lear, sobrinho dos proprietários, pelo prazo de dez anos, ficando o comodatário responsável pela preservação da coisa. Sobre a hipótese, em relação ao tema posse, assinale a afirmativa correta.


A

Lear, comodatário, é considerado detentor do bem imóvel citado no enunciado, em virtude do dever da conservação do bem.


B

Os atos de mera permissão ou tolerância não autorizam a sua aquisição, logo Lear não é possuidor do bem.


C

Lear, por ser possuidor de má-fé, responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que acidentais.


D

A faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha, pertence a Lear, possuidor exclusivo do bem.


E

Hamlet e Macbeth, na situação narrada, são considerados possuidores indiretos do bem imóvel.

Conforme destacado no Art. 1.196 do Código Civil: “considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade.”. No tocante à posse, é correto afirmar que:


A

o sucessor singular continua de direito a posse do seu antecessor, enquanto o sucessor universal é facultado unir sua posse à do antecessor, para os efeitos legais.


B

considera-se possuidor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.


C

o possuidor pode intentar a ação de esbulho, ou a de indenização, contra o terceiro, que recebeu a coisa esbulhada sabendo que o era.


D

o reivindicante, obrigado a indenizar as benfeitorias ao possuidor de má-fé, não tem o direito de optar entre o seu valor atual e o seu custo; ao possuidor de boa-fé indenizará pelo valor atual.


E

o possuidor tem direito a ser restituído na posse em caso de turbação, mantido no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

Ano: 2023
Prova: FCC - TRT 18 - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2023

João, empregado de Francisco, conserva em nome deste, e em cumprimento das suas instruções, a posse de imóvel de propriedade do segundo. Nesse caso, de acordo com o Código Civil, João é considerado, em relação ao imóvel,


A

mero detentor.


B

possuidor precário.


C

possuidor indireto.


D

possuidor de segundo grau.


E

proprietário fiduciário.

Determinado prédio urbano pertencente ao Município de Palmeira das Missões foi invadido por uma família, que realizou uma série de benfeitorias no local. De acordo com o entendimento predominante no Superior Tribunal de Justiça:


A

Os invasores devem ser considerados como possuidores de boa-fé, merecendo ser indenizados pelas benfeitorias realizadas.


B

As benfeitorias realizadas não devem ser indenizadas, pois é caso de posse de má-fé.


C

A posse será considerada de boa-fé ou má-fé de acordo com a ciência ou não dos invasores de ser prédio público.


D

Configura-se mera detenção, de natureza precária, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.


E

Os invasores poderão usucapir o prédio se exercerem posse mansa e pacífica por cinco anos.

Relativamente à posse, é INCORRETO afirmar que o Código Civil vigente:


A

considera detentor aquele que, achando-se em relação de independência para com outro, conserva a posse em nome deste.


B

determina que, se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores.


C

estabelece que a posse é adquirida desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio, de qualquer dos poderes inerentes à propriedade.


D

prevê que o possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

A prática do desforço possessório, no Direito Civil:


A

É vedada expressamente pelo Código Civil.


B

Pode ser efetivada de forma legítima pelo detentor.


C

Pode ser praticada de forma legítima até 24 horas após o conhecimento da invasão.


D

Somente pode ser realizada pelo possuidor, sendo vedada ao detentor.


E

Somente pode ser realizada pelo proprietário, sendo vedada ao possuidor.

A posse demanda a existência de vontade; esta constitui-se um elemento essencial para a aquisição daquela. Nesse sentido, assinalar a alternativa CORRETA:


A

Considera-se detentor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade.


B

Considera-se possuidor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.


C

É justa a posse mesmo sendo violenta, clandestina ou precária.


D

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, exceto quando houver prova em contrário.


E

É de boa-fé a posse se o possuidor ignora o vício ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.

O administrador de uma fazenda, o locatário de uma residência e o proprietário de uma área arrendada para fins empresariais são, em relação à posse, respectivamente,


A

possuidor indireto, possuidor direto e possuidor indireto.


B

possuidor direto, possuidor direto e possuidor indireto.


C

detentor, possuidor direto e possuidor indireto.


D

detentor, detentor e possuidor indireto.


E

detentor, possuidor direto e proprietário detentor indireto.

Gustavo de Souza e sua esposa apossaram-se de determinado terreno situado na Avenida Afonso Pena, n.º 2.800, Savassi/MG. No referido terreno foram realizadas acessões e benfeitorias com o propósito de viabilizar-se a moradia. Acontece que Gustavo foi citado em determinada demanda possessória ajuizada pelo Estado de Minas Gerais, uma vez que o referido terreno é considerado bem público. Dessa forma, é correto afirmar que Gustavo é considerado:


A

possuidor, fazendo jus à indenização pelas acessões e não pelas benfeitorias.


B

detentor, não tendo direito de retenção e não fazendo jus à indenização pelas acessões ou benfeitorias.


C

possuidor, fazendo jus à indenização somente pelas benfeitorias.


D

detentor, tendo direito de retenção e indenização somente pelas acessões.


E

detentor, tendo direito de retenção e indenização somente pelas benfeitorias.

De acordo com o Código Civil (artigo 98), bens públicos são aqueles pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno, quais sejam: União, Estados, DF, Municípios, Autarquias e Fundações Públicas. Considere a retomada de um imóvel pela administração pública, ocupado a mais de 50 anos por um particular, onde funcionava um pequeno estabelecimento comercial, sob aprovação do competente alvará de funcionamento. Quanto à situação apresentada assinale a alternativa correta:


A

A retirada compulsória do estabelecimento comercial, independentemente de indenização, é ilegal uma vez que trata-se de bem público.


B

A expedição de alvará de funcionamento afasta a ocupação do imóvel sem justo título, mas não afasta a má-fé do possuidor sendo portanto indevida indenização pela desocupação.


C

Trata-se de um caso de Detenção ilegal de imóvel público que se convalidou pelo decurso do tempo, devendo o detentor indenizar pelo tempo de utilização do imóvel.


D

A mera passagem do tempo não autoriza a concessão de indenização em favor de detentor de imóvel público assim considerado o particular sem qualquer título justo de posse e que ocupa o bem e ilegitimamente.

Alguém retém consigo a coisa, exercendo controle sobre ela em nome de outrém, a quem esteja subordinado por relação de dependência. Esse indivíduo será


A
Servidor.

B
Proprietário.

C
Detentor.

D
Usufrutuário.

E
Possuidor.

"A" exerce a atividade de caseiro em uma chácara rural mediante remuneração mensal e ordens do proprietário. Nesse caso,


A

"A" é titular da posse direta do imóvel.


B

"A" é titular da posse indireta do imóvel.


C

"A" exerce situação jurídica da detenção do imóvel.


D

"A" É titular da posse do imóvel.

Paulo trabalha há vinte anos como capataz em uma fazenda que explora a atividade agropecuária, tendo sido contratado pelo proprietário para cuidar da propriedade e liderar os demais empregados. Ele reside no próprio local de trabalho, em uma casa cedida pelo proprietário para a sua moradia e da sua família. Com base nessas informações, Paulo


A

não tem a posse nem a propriedade da fazenda, mas somente a sua detenção.


B

é proprietário da fazenda.


C

tem a posse pro labore de toda a fazenda.


D

tem a posse precária da fazenda.


E

tem direito à usucapião apenas da casa em que reside.

Leonardo, proprietário de uma chácara, contratou Tadeu para trabalhar como caseiro, oferecendo-lhe moradia na propriedade onde o serviço deverá ser prestado.


Nessa situação hipotética, caso ocorra o esbulho da posse da chácara durante uma viagem de férias de Leonardo, Tadeu


A

terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque detém a posse direta da chácara.


B

terá legitimidade para ingressar com ação possessória, pois, nessa situação, a posse é pro diviso.


C

terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque a situação fática constitui composse.


D

não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, uma vez que a sua posse é mera detenção.


E

não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque tem somente posse mediata do bem.

Assinale a alternativa correta sobre os institutos da posse e da detenção.


A

Considera-se detentor aquele que exerce a posse direta sobre determinado bem.


B

Não se admite a aquisição da posse por meio de terceiro, sem mandato, ainda que com posterior ratificação.


C

O possuidor esbulhado não poderá restituir-se por sua própria força, em razão da vedação da autotutela.


D

Denomina-se posse de boa-fé aquela que não for violenta, clandestina ou precária.


E

O possuidor com justo título tem por si, em regra, a presunção de boa-fé.

 
 
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