Questões de Concurso sobre Direito das Coisas (Art. 1.196 ao 1.510)

 
 
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Sobre os direitos de vizinhança, considere as seguintes afirmativas:


1. Quando as águas, artificialmente levadas ao prédio superior, ou aí colhidas, correrem dele para o inferior, poderá o dono deste reclamar que se desviem, ou se lhe indenize o prejuízo que sofrer.

2. O proprietário de nascente, ou do solo onde caem águas pluviais, satisfeitas as necessidades de seu consumo, poderá impedir, ou desviar o curso natural das águas remanescentes pelos prédios inferiores.

3. O dono ou o possuidor do prédio inferior é obrigado a receber as águas que correm naturalmente do superior, não podendo realizar obras que embaracem o seu fluxo.

4. O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha.


Assinale a alternativa correta.


A

Somente a afirmativa 1 é verdadeira.


B

Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.


C

Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.


D

Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.


E

Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Terezinha é viúva e resolve doar a casa em que reside aos seus filhos. Para tanto, é instituído sobre tal imóvel usufruto vitalício em seu favor. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.


A

O usufrutuário é obrigado a pagar as deteriorações resultantes do exercício regular do usufruto.


B

As prestações e os tributos devidos pela posse ou rendimento da coisa usufruída incumbem ao usufrutuário.


C

Se a coisa estiver segurada, incumbe aos proprietários pagar as contribuições do seguro durante o usufruto.


D

Se o usufrutuário fizer o seguro, caber-lhe-á o direito resultante do seguro contra o segurador.


E

Incumbem ao usufrutuário as reparações extraordinárias e as que não forem de custo módico.

Com relação aos efeitos da posse,

A
o possuidor de boa-fé responde, em regra, pela perda ou deterioração da coisa, independentemente de lhe ter ou não dado causa.

B
o possuidor de má-fé responde pela perda e deterioração da coisa, ainda que acidentais, salvo se comprovar que elas ocorreriam mesmo que ele não estivesse no exercício da posse.

C
o possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa somente se comprovar que elas ocorreriam mesmo que ele não estivesse no exercício da posse.

D
o possuidor de má-fé responde pela perda ou deterioração da coisa, salvo se acidentais.

De acordo com o CCB, a respeito dos direitos de vizinhança, analise as afirmativas a seguir.


I. As limitações ou restrições de vizinhança independem de reconhecimento convencional.

II. O proprietário ou o possuidor tem direito de exigir do dono do prédio vizinho a demolição ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como lhe preste caução pelo dano iminente.

III. O mau uso da propriedade deve ser analisado, em regra, pelo critério de normalidade ou anormalidade de sua utilização.

IV. A passagem forçada é o direito que tem o dono de prédio rústico ou urbano, que se encontra encravado, de constranger o vizinho a lhe dar passagem, mediante o pagamento de indenização cabal, cujo rumo será judicialmente fixado, se necessário.


Estão corretas as afirmativas


A
I, II, III e IV.

B
II e IV, apenas.

C
I, II e III, apenas.

D
I, III e IV, apenas.

Quanto à usucapião extrajudicial de um direito real de servidão de passagem aparente, é correto afirmar que


A

é direito usucapível somente pela espécie extraordinária, devendo ser reconhecida a aquisição na esfera judicial.


B

é direito usucapível, mas sua aquisição pela usucapião não pode ser reconhecida na esfera extrajudicial.


C

é direito usucapível, e sua aquisição pela usucapião pode ser reconhecida na esfera registral.


D

não é direito usucapível, e, portanto, não pode ser reconhecido na esfera extrajudicial.


E

não é direito usucapível, salvo se adquirido pela usucapião extraordinária, caso em que pode a aquisição ser reconhecida registralmente.

Quanto à aquisição e perda da propriedade, é correto afirmar:


A

enquanto não se promover, por meio de ação própria, a decretação de invalidade do registro, e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel.


B

aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a duzentos e cinquenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirirá a propriedade.


C

a usucapião especial urbana por abandono do lar corresponde à forma de aquisição derivada da propriedade do bem imóvel em sua totalidade.


D

o imóvel urbano abandonado pelo proprietário, com a intenção de não mais o conservar em seu patrimônio, mesmo na posse de outra pessoa, poderá ser arrecadado, como bem vago, e passar, três anos depois, à propriedade do Município ou à do Distrito Federal, caso se encontre nas respectivas circunscrições.


E

a propriedade móvel, por ser transmitida pela tradição, não permite sua aquisição pela usucapião.

Pertence aos Direitos Reais, EXCETO:


A

o direito do promitente comprador do imóvel.


B

a concessão de uso especial para fins de moradia.


C

as servidões.


D

a laje.


E

a posse.

Considera-se a posse:


A

Direta aquela de quem entregou a posse, e indireta a de quem possui a coisa em seu poder.


B

Perdida quando cessa o poder sobre o bem, salvo se contra a vontade do possuidor.


C

Justa, quando não for clandestina ou violenta, ainda que seja precária.


D

De boa-fé, quando o possuidor não tem conhecimento do vício ou do obstáculo que impede a aquisição da coisa.

A respeito da alienação fiduciária em garantia de bem imóvel, é correto asseverar que


A

após consolidada a propriedade pelo credor fiduciário, em razão da constituição em mora do devedor, é possível o registro de qualquer negócio jurídico de alienação do imóvel, independentemente de ter sido ou não realizada em público leilão, uma vez que não há o estabelecimento legal de pena para o credor que não realiza os leilões estipulados na Lei no 9.514/97.


B

a propriedade fiduciária constitui um direito real sobre coisa alheia, de modo que uma certidão que responda ao quesito sobre quem seja o proprietário do imóvel deverá informar o nome do devedor fiduciante.


C

não pode a nua-propriedade ser alienada fiduciariamente, devendo o seu registro ser negado.


D

o domínio útil pode ser alienado fiduciariamente, sendo possível o seu registro.


E

não é possível alienar fiduciariamente imóvel locado com cláusula de vigência registrada.

Caroline é proprietária de um terreno localizado em área urbana, em zona periférica e muito violenta da cidade. Caroline não consegue alienar o imóvel para terceiros, de modo que o bem apenas lhe traz ônus, tais como despesas para evitar a invasão e tributos imobiliários. Desse modo, não deseja mais preservar o imóvel em seu patrimônio. Nesse cenário, Caroline procurou um advogado que a orientou a renunciar à propriedade. Os efeitos da renúncia à propriedade do terreno estão subordinados


A

à cessação dos atos de posse, deixando Caroline de satisfazer os ônus fiscais.


B

à lavratura do ato renunciativo ao direito de propriedade.


C

à apresentação do ato renunciativo perante a municipalidade, em se tratando de imóvel urbano.


D

à comprovação, por qualquer ato ou documento inequívoco, de que Caroline tentou alienar o imóvel.


E

ao registro do ato renunciativo no Cartório de Registro de Imóveis.

Analise as assertivas e assinale a alternativa correta acerca do Direito de Propriedade:


I. Segundo a Constituição, é absoluto o direito a impenhorabilidade da pequena propriedade rural;

II. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em dinheiro;

III. A lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro.


A

As assertivas I e II estão corretas.


B

As assertivas II e III estão corretas.


C

Apenas a assertiva III está correta.


D

Apenas a assertiva I está incorreta.

De acordo com as disposições do Código Civil de 2002, o prazo máximo de validade de uma hipoteca convencional é de 30 (trinta) anos, da data do contrato que constituí-la. Após este prazo,


A

não poderá subsistir a hipoteca sobre o bem, vencendo- se antecipadamente a dívida que deu origem ao contrato de hipoteca, conforme expressa previsão legal.


B

poderá subsistir o contrato de hipoteca, desde que seja reconstituída a garantia por novo título e novo registro.


C

um novo contrato de hipoteca, tendo por objeto o mesmo bem e as mesmas partes, poderá ser celebrado somente após decorrido o prazo de 2 (dois) anos.


D

um novo contrato de hipoteca, tendo por objeto o mesmo bem e as mesmas partes, poderá ser celebrado somente após decorrido o prazo de 1 (um) ano.


E

não poderá subsistir a hipoteca sobre o bem, facultando- se às partes contratar alienação fiduciária em garantia, tendo por objeto o bem imóvel.

João da Silva deixou joias em um banco como garantia de contrato de penhor, tendo estas sido roubadas. João não cumpriu com sua obrigação contratual, deixando de pagar o empréstimo. Diante desses fatos, assinale a alternativa correta.


A

O perecimento por completo da coisa empenhada induz à extinção da obrigação principal.


B

Nas dívidas garantidas por penhor, o perecimento do bem, desnatura e impossibilita o cumprimento da obrigação.


C

O contrato de penhor perdeu a eficácia e não há que se falar em substituição da garantia.


D

O credor deve ser constrangido a devolver a coisa empenhada, ou uma parte dela, antes de ser integralmente pago.


E

O credor pignoratício deve pagar ao proprietário o valor das joias, descontando-se o valor do contrato de penhor.

O Código Civil disciplina a aquisição e perda da propriedade móvel, embora apresentando normas concernentes à aquisição do referido domínio, isto porque, se, de um lado, alguém adquire um direito de propriedade, em regra, de outro lado, alguém perde, concomitante, a titularidade desse direito. Considere as hipóteses de aquisição e perda da coisa e assinale a alternativa que apresenta a explicação correta.


A

tradição: quando o transmitente continua a possuir pelo constituto possessório; quando cede ao adquirente o direito à restituição da coisa, que se encontra em poder de terceiro; ou quando o adquirente já está na posse da coisa, por ocasião do negócio jurídico


B

achado do Tesouro: depósito atual de coisas preciosas, oculto e de cujo dono se tenha a memória. Será dividido por igual entre o proprietário e o que achar o tesouro ocasionalmente


C

usucapião: aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante 5 anos, com justo título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade


D

especificação: aquele que, trabalhando em obraprima sua, obtiver espécie nova, desta será proprietário, isso se puder restituir à forma anterior

Sobre o exercício da servidão, assinale a alternativa correta.


A

O dono do prédio serviente poderá embaraçar, se o caso, o exercício da servidão.


B

A servidão não pode ser removida, de um local para outro, pelo dono do prédio serviente.


C

Constituída para certo fim, a servidão não se pode ampliar a outro.


D

Se a servidão pertencer a mais de um prédio, serão as despesas custeadas pelo maior.


E

As servidões prediais são divisíveis sempre e subsistem no caso de divisão dos imóveis.

De acordo com o Código Civil Brasileiro, analise as afirmativas a respeito dos efeitos da posse.


I. A autodefesa da posse, para ser legítima, exige que o desforço ocorra em ato imediato e que não vá além do indispensável à manutenção, ou restituição da posse.

II. A alegação da exceção de propriedade no juízo possessório obsta à manutenção ou reintegração na posse.

III. O direito de retenção consiste em poder o possuidor de boa-fé conservar a coisa em seu poder, até ser reembolsado do valor das benfeitorias necessárias e úteis.

IV. Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias e não lhe assiste direito de retenção pela importância destas benfeitorias.


Estão corretas as afirmativas


A
I, II, III e IV.

B
II e IV, apenas.

C
I, II e III, apenas.

D
I, III e IV, apenas.

Paulo mora e detém a posse mansa e pacífica de imóvel, com animus domni, justo título e boa-fé, há cinco anos e seis meses. O imóvel havia sido adquirido, de forma onerosa, com base em registro constante em cartório, mas esse registro foi posteriormente cancelado.


Nessa situação hipotética, Paulo cumpre os requisitos necessários para a usucapião


A

tabular.


B

especial urbana.


C

extraordinária.


D

especialíssima.


E

especial rural.

No que diz respeito aos efeitos da posse, assinale a alternativa CORRETA, de acordo com o Código Civil.


A

O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de esbulho, restituído no de turbação, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.


B

O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos pendentes.


C

O possuidor de má-fé responde pela perda, ou deterioração da coisa, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do reivindicante.


D

O reivindicante, obrigado a indenizar as benfeitorias ao possuidor de má-fé, tem o direito de optar entre o seu valor atual e o seu custo; ao possuidor de boa-fé indenizará pelo valor de custo.

A multipropriedade somente poderá ser instituída por ato entre vivos registrado em cartório de registro de imóveis, com a necessária indicação da duração dos períodos de cada fração de tempo.


C
Certo

E
Errado

De acordo com o Código Civil, a posse


A

adquire-se no momento da celebração do contrato, mesmo que não seja possível o exercício, em nome próprio, de quaisquer dos poderes inerentes à propriedade.


B

justa é aquela adquirida de boa-fé.


C

pode ser adquirida por terceiro sem mandato, dependendo, nesse caso, de ratificação.


D

transmite-se aos herdeiros do possuidor com os mesmos caracteres, mas não aos seus legatários.


E

do imóvel gera presunção absoluta da posse das coisas que nele estiverem.

   
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