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Diante do não cumprimento da obrigação, munido do mandado de penhora, poderá o oficial de justiça
como primeiro ato de constrição a ser praticado penhorar os frutos ou rendimentos dos bens inalienáveis, tendo-se em vista respeitar a ordem de penhora prevista pela lei processual civil.
penhorar os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado, em caso de dívida trabalhista.
realizar a penhora de bens suficientes para pagamento das custas processuais, mesmo que não abranjam o valor da dívida principal, tendo-se em vista a relevância do interesse público.
realizar a busca de bens penhoráveis e, encontrando-os, lavrar auto ou termo limitando-se a ali constar a descrição dos bens penhorados, com as suas características, em razão do Princípio da Celeridade e Economia aplicado à execução.
penhorar os bens necessários para pagamento do débito e a averbação do arresto ou da penhora no registro competente, sob pena de nulidade da penhora.
Luís e Alexandre são proprietários de terrenos vizinhos. Aproveitando-se da ausência de Alexandre, que foi residir no exterior, Luís, um dia após a partida de Alexandre, invade parte do imóvel vizinho e lá passa a cultivar verduras. Após nove meses, Alexandre retorna de férias ao Brasil e encontra o terreno invadido.
Quanto à retomada do imóvel, Alexandre
nada poderá fazer, pois o terreno passou a ser produtivo com as verduras.
deverá fazê-la de imediato, por meio da autotutela do desforço possessório.
para reaver o bem, deverá ressarcir os frutos pendentes de colheita.
deverá ajuizar ação possessória própria e ressarcir as despesas do cultivo.
não poderá reavê-lo, salvo indenização das benfeitorias úteis custeadas por Luís.
Acerca do direito de construir, nos termos do Código Civil, é incorreto afirmar:
O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos.
O proprietário construirá de maneira que o seu prédio não despeje águas, diretamente, sobre o prédio vizinho.
É permitido abrir janelas, ou fazer eirado, terraço ou varanda, a menos de metro e meio do terreno vizinho
As janelas cuja visão não incida sobre a linha divisória, bem como as perpendiculares, não poderão ser abertas a menos de setenta e cinco centímetros.
O proprietário prejudicado poderá exigir que seja subterrânea a canalização que atravessa áreas edificadas, pátios, hortas, jardins ou quintais.
Sobre o penhor, de acordo com o disposto no Código Civil, é correto afirmar que
no penhor rural, industrial, mercantil e de veículos, as coisas empenhadas ficam em poder do credor, que as deve guardar e conservar.
o instrumento do penhor deverá ser levado a registro pelo devedor e não pelo credor; o instrumento do penhor comum será registrado no cartório de títulos e documentos.
perecendo a coisa, não se extinguirá o penhor.
credor pignoratício não é obrigado à defesa da posse da coisa empenhada.
produz efeitos a extinção do penhor depois de averbado o cancelamento do registro, à vista da respectiva prova.
Gabriel era empregado caseiro do imóvel de praia de José Luiz, localizado no Balneário Camboriú. Após o falecimento de José Luiz, nenhum familiar se apresenta a Gabriel, que, embora demitido pelo inventariante do espólio de José Luiz, mantém-se no imóvel, cuidando dele como se seu fosse. Após dois anos do falecimento do ex-empregador e a realização de diversas benfeitorias para a manutenção do imóvel às suas expensas, Gabriel é surpreendido, ao retornar de um rápido passeio, com a ocupação do imóvel por sobrinhos de José Luiz, dizendo-se proprietários do bem.
Diante dessa situação, Gabriel:
nada poderá fazer, pois os sobrinhos agiram mediante legítimo desforço possessório;
poderá pleitear indenização pelas benfeitorias, mas não a posse, já que era mero detentor;
não faz jus a indenização por benfeitoria e tampouco a reaver a posse, visto que esta era exercida de má-fé;
pode se valer do imediato desforço possessório moderado para reaver, por autotutela, a posse;
deve receber o valor das benfeitorias realizadas em dobro, por conta da posse de boa-fé.
Com relação à posse, é correto afirmar:
a posse não pode ser adquirida por representante do possuidor ante a necessidade de atos materiais de apreensão da coisa.
posse precária é a exercida de forma velada, sem publicidade, não ostensiva.
mesmo tendo o possuidor de boa-fé tomado conhecimento inequívoco da existência de vício na aquisição de sua posse, esta permanece de boa-fé, em consideração ao momento de sua aquisição.
a denominada posse violenta tem natureza jurídica de detenção.
Leonardo, proprietário de uma chácara, contratou Tadeu para trabalhar como caseiro, oferecendo-lhe moradia na propriedade onde o serviço deverá ser prestado.
Nessa situação hipotética, caso ocorra o esbulho da posse da chácara durante uma viagem de férias de Leonardo, Tadeu
terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque detém a posse direta da chácara.
terá legitimidade para ingressar com ação possessória, pois, nessa situação, a posse é pro diviso.
terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque a situação fática constitui composse.
não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, uma vez que a sua posse é mera detenção.
não terá legitimidade para ingressar com ação possessória, porque tem somente posse mediata do bem.
São modalidades de aquisição da propriedade imóvel o registro do título, a tradição e a usucapião.
Certo
Errado
Quanto aos direitos reais, assinale a alternativa correta.
A concessão do direito de uso especial para fins de moradia tem como objeto bem imóvel urbano de até 250 m2 pertencente a ente público, instituto por intermédio do qual o possuidor adquirirá o domínio para fins de moradia.
Se duas ou mais pessoas forem concomitantemente usufrutuárias de um único bem imóvel, por regra a morte de qualquer deles ensejará a extinção da parte que cabia ao morto, retornando os direitos de uso e gozo ao nu proprietário.
Inadmite a lei a submissão de um único imóvel à garantia de mais de uma dívida.
No direito real de superfície, o dono do terreno concede ao superficiário o direito de implementar acessões em seu bem por meio de escritura pública, podendo ser gratuita ou onerosa, por prazo determinado ou indeterminado.
O direito de servidão não pode ser objeto de usucapião.
Considerando a teoria do “numerus clausus” e o Código Civil brasileiro, atualmente vigente, assinale a alternativa que não constitui direito real.
O penhor.
A locação imobiliária urbana com cláusula de vigência no cartório de registro de imóveis.
A anticrese.
A concessão de uso especial para fins de moradia.
Sobre os direitos reais, assinale a alternativa correta.
Os direitos reais sobre coisas móveis, quando constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, se adquirem independentemente de tradição.
O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas.
A propriedade do solo abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais, os potenciais de energia hidráulica, os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais.
Constituída para certo fim, a servidão pode ampliar-se a outro.
O usufruto de imóveis constituir-se-á independentemente de registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Em relação ao condomínio, assinale a correta:
Não pode o condômino eximir-se do pagamento das despesas e dívidas, renunciando à parte ideal.
Não podem os condôminos acordar que fique indivisa a coisa comum por prazo determinado, sendo lícito exigir a divisão da coisa comum a qualquer tempo.
O condomínio de coisa indivisível não pode vender a sua parte a estranhos, se outro consorte a quiser, tanto por tanto. Sendo muitos os condôminos, preferirá o que tiver benfeitorias de maior valor e, na falta de benfeitorias, o de quinhão maior.
Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação, sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão, reivindicá-la de terceiro, defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal, ou gravá-la., bem como dar posse, uso ou gozo dela a estranhos, independente do consenso dos outros.
Assinale a alternativa correta sobre os institutos da posse e da detenção.
Considera-se detentor aquele que exerce a posse direta sobre determinado bem.
Não se admite a aquisição da posse por meio de terceiro, sem mandato, ainda que com posterior ratificação.
O possuidor esbulhado não poderá restituir-se por sua própria força, em razão da vedação da autotutela.
Denomina-se posse de boa-fé aquela que não for violenta, clandestina ou precária.
O possuidor com justo título tem por si, em regra, a presunção de boa-fé.