Questões de Concurso sobre Direito das Obrigações (Art. 233 ao 420)

 
 
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Na solidariedade passiva, impossibilitando-se a prestação por culpa exclusiva de um dos devedores,


A

subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente, mas pelas perdas e danos só responde o culpado.


B

subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente, mais as perdas e danos.


C

somente o devedor culpado responde pelo paga- mento do equivalente, mas pelas perdas e danos respondem todos os devedores.


D

somente o devedor culpado responde pelo pagamento do equivalente, mais as perdas e danos.

Um agricultor encontrou um carneiro perdido depois de evadir do aprisco e recusando-se as autoridades a abrigálo, passou a alimentá-lo e dele cuidar. Passados seis meses, o dono, descobrindo seu paradeiro, foi buscá-lo, sendo- lhe imediatamente entregue, porém cobrado das despesas comprovadamente realizadas, por quem o encontrara. Nesse caso, o dono do carneiro


A

apenas terá de pagar uma recompensa a seu critério, mas não as despesas.


B

nada terá de pagar ao agricultor, porque a hipótese configura obrigação natural, cujo ressarcimento não pode ser coercitivamente exigido.


C

deverá ressarcir o agricultor das despesas que teve, porque houve gestão de negócio, que não se presume gratuita.


D

deverá pagar ao agricultor as despesas que teve, e este poderá cobrá-las com fundamento na vedação de enriquecimento sem causa.


E

só terá de ressarcir o agricultor, se houver feito publicamente promessa de recompensa.

Caio operou cessão de crédito nos termos do art. 286 do Código Civil, no entanto, deixou de providenciar notificação ao devedor, João. Sabendo que o cessionário também não havia providenciado a notificação, interpelou João obtendo o pagamento do débito. Com relação ao tema, nos termos do Código Civil de 2002, analise as afirmativas a seguir.


I. O Código Civil considera a cessão de crédito ineficaz em relação ao devedor enquanto a este não for notificada.

II. João, ao pagar a prestação devida ao cedente, cumpriu seu dever, exonerando-se da obrigação.

III. Caio exerceu formalmente seu direito de crédito perante João, mas deverá restituir ao cessionário aquilo com o que injustamente se locupletou à custa dele, pois, se não o fizer por estar de má-fé, o cessionário poderá mover ação contra ele.


Está correto o que se afirma em:


A

I e II, somente.


B

II e III, somente.


C

I e III, somente.


D

Todas as afirmativas.


E

Nenhuma das afirmativas.

Em relação às modalidades das obrigações, analise as seguintes assertivas:


I. Aquele que se recusar ao cumprimento de uma obrigação de fazer instituída em caráter personalíssimo, incorre na obrigação de indenizar perdas e danos.

II. O credor pode exigir o desfazimento de obrigação realizada por devedor a cuja abstenção se obrigou.

III. Em hipótese de urgência, o credor pode desfazer, independentemente de autorização judicial, a obrigação realizada por devedor a cuja abstenção se obrigou.

IV. Na solidariedade passiva, a proposta de ação pelo credor contra qualquer um dos devedores importa em renúncia da solidariedade.


Quais estão corretas?


A

Apenas I e III.


B

Apenas I e IV.


C

Apenas II e III.


D

Apenas II e IV.


E

Apenas I, II e III.

Assinale a alternativa correta.


A

O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.


B

Mesmo que haja um terceiro interessado na extinção da dívida, somente o devedor principal pode pagá-la.


C

É válido o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço.


D

Salvo cláusula em contrário, ficarão as despesas de escritura e registro a cargo do vendedor, e a cargo do comprador as da tradição.


E

É ilícita a compra e venda entre cônjuges, mesmo em relação a bens excluídos da comunhão.

Em matéria de ilicitude dos atos jurídicos, é correto afirmar que

A
depende de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais.

B
a pessoa jurídica de direito público não tem direito à indenização por dano moral.

C
o termo a quo da correção monetária na indenização por ato ilícito é a data do efetivo prejuízo, enquanto que na indenização por dano moral é a data do seu arbitramento.

D
o descumprimento da prática convencional da pós- -datação não retira a obrigação do sacado de efetuar o pagamento de título de crédito à vista e não gera indenização por responsabilidade civil do beneficiário.

Sobre as obrigações, assinale a alternativa correta.


A

Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor e cada um com direito, ou obrigado, à somente parte da dívida.


B

Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário, inclusive se a obrigação for indivisível.


C

O credor não pode renunciar à solidariedade dos devedores.


D

Via de regra, a cessão de um crédito não consiste na cessão dos acessórios.


E

O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor.

A respeito do inadimplemento das obrigações, assinale a opção correta.

A
A redução da cláusula penal quando a obrigação principal tiver sido cumprida em parte deve-se dar no percentual de dias cumpridos do contrato.

B
Se, devido a mora do devedor, a prestação não for mais de interesse do credor, este poderá rejeitá-la e exigir a satisfação das perdas e dos danos.

C
Devido a obrigação proveniente da prática de ato ilícito, o devedor será considerado em mora desde o ajuizamento da ação indenizatória.

D
Devido ao fato de a obrigação principal e a multa compensatória terem naturezas diversas, a cobrança desta não impede que o credor exija o cumprimento daquela.

E
Em caso de inexecução involuntária do contrato, o inadimplente pode ser compelido a pagar as perdas e os danos se tiver se responsabilizado pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou de força maior.

Com relação às obrigações, no tocante ao pagamento, considere:

I. O pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor, não obriga a reembolsar aquele que pagou, se o devedor tinha meios para ilidir a ação.

II. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que não era credor.

III. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas.

IV. Vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, independentemente se o devedor provar ou não que em benefício dele efetivamente reverteu.

Está correto o que se afirma APENAS em


A
I e II.

B
I, II e IV.

C
II, III e IV.

D
I, II e III.

E
III e IV.

A respeito da mora, considere:


I. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou.

II. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.

III. Não havendo termo, a mora só se constitui mediante interpelação judicial.

IV. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora.

V. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, exceto se essa impossibilidade resultar de caso fortuito ou de força maior ocorrentes durante o atraso.


Está correto o que se afirma APENAS em


A

II, III e V.


B

I, III e V.


C

I, II e IV.


D

II, IV e V.


E

I, III e IV.

Vitor e Paula celebram entre si, por escritura particular levada a registro em cartório de títulos e documentos, contrato de mútuo por meio do qual Vitor toma emprestada de Paula a quantia de R$ 10.000,00, obrigando-se a restituir o montante no prazo de três meses. Em garantia da dívida, Vitor constitui em favor de Paula, por meio de instrumento particular, direito real de penhor sobre uma joia de que é proprietário. Vencido o prazo estabelecido para o pagamento da dívida, Vitor procura Paula e explica que não dispõe de dinheiro para quitar o débito. Propõe então que, em vez da quantia devida, Paula receba, em pagamento da dívida, a propriedade da coisa empenhada.


Assinale a opção que indica a orientação correta a ser transmitida a Paula.


A

Para ter validade, o acordo sugerido por Vitor deve ser celebrado mediante escritura pública.


B

O acordo sugerido por Vitor não tem validade, uma vez que constitui espécie de pacto proibido pela lei.


C

Para ter validade, o acordo sugerido deve ser homologado em juízo.


D

O acordo sugerido por Vitor é válido, uma vez que constitui espécie de pacto cuja licitude é expressamente reconhecida pela lei.

Marcos comparece à Defensoria Pública alegando que vivia em união estável com Raquel e que, para moradia do casal, sua sogra Eunice cedeu-lhes “de boca” uma casa de sua propriedade. Durante o curso da união, o casal construiu um quarto e banheiro na casa que já existia no terreno, além da realização de reformas aleatórias como encanamento e fiação. Ocorre que a união estável havida entre Marcos e Raquel foi dissolvida e Eunice notificou-o a deixar o imóvel no prazo de 15 (quinze) dias. Informou Marcos, ainda, que sempre pagou o IPTU e taxas condominiais do imóvel. Desse modo,

A
Marcos não terá direito à indenização pelas benfeitorias necessárias realizadas no imóvel, porém, terá direito de retenção do bem pela construção nele realizada, independentemente da comprovação de boa-fé.

B
o negócio jurídico realizado quando da cessão da casa não pode ser tido como comodato, pois, envolvendo bem imóvel, o negócio deveria ter sido formalizado por instrumento público ou particular, levado a registro junto ao cartório de registro de imóveis.

C
após a notificação emitida pela proprietária do bem, Marcos estará constituído em mora e, além de responder pelo bem, deverá pagar aluguel arbitrado por Eunice até restituí-la do imóvel cedido.

D
o comodatário que se negar a restituir a coisa vencido o prazo contratual pratica esbulho, porém, contra ele não é cabível ação de reintegração de posse, visto ser o comodato um contrato real.

E
tendo em vista que Marcos pagava os impostos e taxas gerados pelo imóvel, não há que se falar em comodato, visto ter este contrato natureza jurídica unilateral e gratuita. Configura-se, no caso em tela, um contrato de locação por prazo indeterminado. Assim, o prazo para ele deixar o imóvel seria de 30 (trinta) dias, conforme previsto na lei de locação de imóveis urbanos.
A obrigação natural é judicialmente

A
inexigível, mas se for paga, não comporta repetição.

B
exigível, exceto se o devedor for incapaz.

C
exigível e só comporta repetição se for paga por erro.

D
exigível e em nenhuma hipótese comporta repetição.

E
inexigível e se for paga comporta repetição, independentemente de comprovação de erro no pagamento.

Assinale a alternativa correta sobre o inadimplemento das obrigações e suas consequências jurídicas.


A

Em regra, o devedor responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior.


B

Constitui lucros cessantes a perda da chance de realização de um negócio que traria benefício financeiro ao credor.


C

A mora do credor exonera o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa.


D

Não havendo convenção entre as partes sobre os juros moratórios, esses são devidos pelo devedor tão somente se este demonstrar seu prejuízo.


E

O valor da cominação imposta em cláusula penal poderá exceder o da obrigação principal.

Com relação à inexecução das obrigações, de acordo com o Código Civil,


A

nos contratos onerosos, as partes respondem apenas em caso de culpa, sem exceção.


B

nos contratos benéficos, responde apenas por dolo o contratante a quem o contrato aproveita.


C

inadimplida a obrigação, o devedor responde por perdas e danos, incluindo juros e correção monetária porém não honorários de advogado.


D

o devedor responde pelos prejuízos decorrentes de caso fortuito ou força maior se por eles houver expressamente se responsabilizado.


E

inadimplida a obrigação, o devedor responde por perdas e danos, incluindo correção monetária mas não juros nem honorários de advogado.

Carlos é locatário de imóvel, em contrato celebrado com Romero no polo de locador. Rodolfo é o fiador das obrigações locatícias, renunciando ao benefício de ordem. Carlos não pagou o aluguel, porque é credor de Romero em razão de outro contrato, sendo essa dívida superior ao valor dos aluguéis não pagos. Nesse caso,


A

o fiador recupera o benefício de ordem a que renunciou, e pode exigir que a dívida seja em primeiro lugar cobrada do afiançado, e não poderá pagar a dívida com desconhecimento ou oposição do afiançado, pois se o fizer perderá o direito de reembolso.


B

o fiador terá de ajuizar ação de consignação em pagamento, para livrar-se da mora, alegando dúvida acerca da titularidade do crédito.


C

em ação de cobrança movida por Romero, Rodolfo não pode alegar compensação, mas se ele pagar os aluguéis, com o conhecimento de Carlos, terá direito ao reembolso.


D

em ação de cobrança movida por Romero, Rodolfo pode alegar compensação, mas se ele pagar os aluguéis, com desconhecimento ou oposição de Carlos, o afiançado não está obrigado a reembolsá-lo.


E

ao fiador é irrelevante a possibilidade de compensação, porque só o devedor pode compensar com o credor o que este lhe dever, por isso, se demandado, Rodolfo terá de pagar a dívida, exceto se houver oposição do afiançado.

Um dos credores de obrigação indivisível somente pode receber a coisa devida, se:


A

recebê-la simultaneamente de todos os devedores


B

combinar o local da entrega com o devedor


C

apresentar caução de ratificação


D

a coisa vier dividida

É correto afirmar, a respeito do instituto da cláusula penal, que


A

não se admite a cumulação de cláusula penal moratória e compensatória.


B

nos contratos de locação de bem imóvel, em caso de devolução antecipada pelo locatário, a multa pactuada será proporcional ao período de cumprimento do contrato.


C

a pena convencional exige a demonstração de prejuízo pelo credor.


D

deve ser estipulada simultaneamente com a obrigação, não se admitindo estipulação em ato posterior.


E

quando a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, a penalidade ajustada pelas partes não poderá ser equitativamente reduzida pelo magistrado.

Em tema de obrigações:


A

A ação de in rem verso visa à compensação das perdas e danos sofridos em razão do enriquecimento sem causa.


B

O terceiro não interessado, ao realizar o pagamento da dívida de outrem em seu próprio nome, tem direito tanto ao reembolso do que adimpliu quanto à subrogação dos direitos do credor.


C

Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, deverá o credor, obrigatoriamente, aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu, haja vista a ausência de culpa do devedor.


D

O pagamento de dívida prescrita constitui-se em verdadeira renúncia do favor da prescrição pelo devedor.


E

Em observância à vedação do enriquecimento sem causa, é vedado às partes convencionar o aumento progressivo das prestações sucessivas.

Em se tratando de obrigação de dar coisa certa, ocorrendo a perda da coisa antes da tradição, independentemente de verificação de culpa do devedor, pode o credor dele exigir o valor equivalente à coisa acrescido de perdas e danos.


C

Certo


E

Errado

   
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