Questões de Concurso sobre Nulidades Quanto ao Objeto

 
 
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No que concerne às disposições legais que envolvem os fatos jurídicos, a validade do negócio jurídico deve atender os requisitos relativos à capacidade do agente, à forma e ao objeto. Além desses quesitos, ainda a respeito dos negócios jurídicos, cabe afirmar que:


A

A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, a não ser quando a lei expressamente a exigir.


B

A impossibilidade inicial do objeto invalida o negócio jurídico ainda que cessada antes de ser realizada a condição a que ele estiver subordinado.


C

A incapacidade relativa de uma das partes pode ser invocada pela outra e aproveita aos cointeressados capazes, exceto se for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.


D

Em regra, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos, que visem à constituição e dispensável quanto à modificação de direitos reais sobre imóveis, independente de valores.

Segundo o Código Civil brasileiro, um negócio jurídico é considerado nulo quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz.


C

Certo


E

Errado

De acordo com o Código Civil, é nulo o negócio jurídico


A

que implique lesão, a qual se verifica quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.


B

simulado.


C

celebrado pelo relativamente incapaz.


D

eivado de dolo.


E

praticado sob coação, que se equipara ao temor reverencial.

De acordo com o Código Civil, em relação a Invalidade do Negócio Jurídico, analise as assertivas e identifique as corretas:


É nulo o negócio jurídico quando:

.

I.Celebrado por pessoa absolutamente capaz.

II.For ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto.

III.O motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.

IV.Revestir a forma prescrita em lei.

.

É CORRETO o que se afirma em:


A

II e III, apenas.


B

II e IV, apenas.


C

I e IV, apenas.


D

I, II, III e IV.


E

I e III, apenas.

Quanto aos negócios jurídicos, sua validade e seus defeitos, nos termos do Código Civil, é correto afirmar que:


A

a impossibilidade inicial do objeto pode invalidar o negócio jurídico mesmo se for relativa.


B

pode ser considerado como coação a ameaça do exercício normal de um direito e o simples temor reverencial.


C

se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, ou reclamar indenização.


D

em caso de lesão, mesmo oferecendo suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito, será decretada a anulação do negócio.


E

o credor quirografário, que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida, não ficará obrigado a repor, em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores, aquilo que recebeu.

Carla e Julia, respectivamente com seus 20 e 25 anos de idade, são colegas de trabalho há dez anos. Certo dia elas decidem realizar uma aposta de jogo do bicho. Antes da aposta, Carla e Julia redigem um contrato particular estabelecendo que, em caso de êxito na aposta, o prêmio deverá ser dividido em partes iguais. Em consideração ao fato narrado é correto afirmar que:


A

Estão presentes todos os requisitos do negócio jurídico.


B

O objeto do negócio realizado entre Carla e Júlia é ilícito.


C

O negócio é inválido pela falta de agente capaz e legitimado.


D

A forma como o negócio foi celebrado não condiz com a prescrita em lei.


E

Trata-se de negócio que tem objeto indeterminado, pois há mera expectativa do prêmio.

É nulo o ato jurídico:

I. Quando praticado por pessoa relativamente incapaz.

II. Quando for ilícito seu objeto.

III. Quando não revestir a forma prescrita em lei.

IV. Por vício resultante de coação.

Está correto o que consta APENAS de


A

I e IV.


B

I e II.


C

III e IV.


D

II e III.


E

I, II e III.

Assinale a alternativa que trata corretamente sobre nulidade e anulabilidade do negócio jurídico.


A

O negócio jurídico nulo pode ser confirmado pelas partes.


B

É anulável o negócio jurídico por incapacidade absoluta do agente.


C

O negócio jurídico anulável não é suscetível de confirmação.


D

É nulo o negócio jurídico quando for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto.


E

A anulabilidade do negócio jurídico pode ser pronunciada de ofício.

Com base na Lei nº 10.406/2002 - Código Civil, sobre a invalidade do negócio jurídico, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) É inexistente o negócio jurídico quando praticado por pessoa absolutamente incapaz.

( ) Quando o objeto do negócio jurídico for ilícito ou indeterminado, será nulo o negócio.

( ) O negócio jurídico será anulável quando o vício for resultante de dolo ou erro.


A

E - C - C.


B

C - C - C.


C

C - E - E.


D

E - E - E.


E

E - E - C.

Em qual das hipóteses a seguir o negócio jurídico deve ser considerado nulo?


A

Pedro, de vinte anos, vende sua bicicleta para Marcelo, de dezessete anos.


B

Adriana, em trabalho de parto, paga oitocentos reais para o taxista levá-la ao hospital mais próximo.


C

Alexandre vende seu imóvel no valor de vinte salários-mínimos para Cláudio sem realizar escritura pública.


D

Márcio, em dívida com o Banco ABC, decide transmitir, gratuitamente, seu carro ao seu irmão, Marcos.


E

Tadeu, solteiro e sem herdeiros necessários, decide doar a integralidade dos seus bens, sem reserva de parte, a uma instituição de caridade.

José é pessoa muito idosa e seu filho, João, deseja negociar, com terceiros, um dos bens da herança que virá a receber. Em estando José vivo, este bem


A

poderá ser objeto de contrato, mas a transmissão do bem somente se dará com a homologação da partilha, se o bem for atribuído a João.


B

poderá ser objeto de contrato se João tiver a concordância dos demais herdeiros de José.


C

não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se transmite com a homologação da partilha.


D

não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se transmite com o falecimento.


E

não poderá ser objeto de contrato, tendo João mera expectativa de direito, pois a herança se transmite com a abertura do inventário.

Paulo, Pedro e João firmaram um contrato, estabelecendo que, quando seu pai, ainda vivo, falecer, a herança será assim distribuída: metade para Paulo, 1/4 para Pedro e 1/4 para João. Esse contrato é


A

sempre válido.


B

anulável.


C

nulo.


D

válido se não existirem outros herdeiros.


E

válido se não prejudicar credores.

Ano: 2016
Prova: FCC - TRT 14 - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2016
Sobre o negócio jurídico, na forma estabelecida pelo Código Civil, é INCORRETO afirmar:

A
A impossibilidade inicial do objeto sempre invalida o negócio jurídico.

B
Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.

C
Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem.

D
O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizaram e não for necessária a declaração de vontade expressa.

E
No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este é da substância do ato.

Considere que um servidor público tenha adquirido um bem público que estava sob sua administração. Nos termos do Código Civil brasileiro, o referido contrato é


A

nulo.


B

válido se adquirido em hasta pública.


C

válido se a administração do bem era direta.


D

válido se a administração do bem era indireta.

Ano: 2015
Prova: FCC - TRT 3 - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2015
Leonardo adquiriu de Paulo carregamento de celulares falsificados, combinando pagar por eles quando da entrega, que, se não efetivada, daria ao adquirente direito a postular cumprimento forçado da obrigação. Em não tendo havido a entrega, Leonardo ajuizou ação contra Paulo, que, em contestação, não suscitou ser ilegal o negócio, confessou a obrigação e dispôs-se a cumprila espontaneamente. O cumprimento da obrigação

A
não poderá ocorrer, devendo o juiz declarar, de ofício, a nulidade do negócio.

B
deverá ocorrer, tendo em vista que os negócios jurídicos anuláveis são passíveis de convalidação, ainda que tácita.

C
deverá ocorrer, tendo em vista que as nulidades não podem ser apreciadas de ofício.

D
deverá ocorrer, tendo em vista que os negócios jurídicos anuláveis são passíveis de convalidação, desde que expressa.

E
não poderá, a princípio, ocorrer, devendo o juiz anular o negócio jurídico, salvo se, quando do ajuizamento da ação, já houver transcorrido prazo de 4 anos.

Pietra negocia a compra de um veículo pertencente a Bruna. Antes do ajuste, levam o carro a uma oficina mecânica. Camila, mecânica de veículos automotores, avalia o estado do carro e, deliberadamente, por ser desafeto de Pietra, informa que o carro está em excelente condição, embora tal informação não corresponda à realidade. O veículo apresenta uma série de defeitos mecânicos conhecidos de Bruna e falseados por Camila. A hipótese narrada configura:


A

erro essencial quanto à qualidade do veículo, o que autoriza a anulação do negócio jurídico;


B

lesão, pois se trata de contratação desproporcional em razão de inexperiência;


C

erro acidental quanto aos atributos do carro, o que autoriza a correção dos valores;


D

simulação, pois se trata de negócio eivado de nulidade em razão da ação do terceiro;


E

dolo principal, que, ainda que praticado por terceiro, autoriza a anulação.

Tício, diretor de uma construtora, celebrou com Mévio, funcionário público, contrato por meio do qual este lhe garantiria privilégios em licitações públicas em troca de pagamento mensal de R$ 5.000,00. Trata-se de negócio


A

anulável, devendo ser invalidado de ofício e não convalescendo pelo decurso do tempo.


B

válido, por atender aos usos e costumes.


C

anulável, podendo ser invalidado a pedido de qualquer interessado ou do Ministério Público, porém não de ofício, e convalescendo com o decurso do tempo.


D

nulo, podendo ser invalidado a pedido de qualquer interessado ou do Ministério Público, porém não de ofício, e não convalescendo pelo decurso do tempo.


E

nulo, devendo ser invalidado de ofício e não convalescendo pelo decurso do tempo.

Pode ser pronunciada de ofício pelo Juiz e alegada por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, quando lhe couber intervir, a nulidade


A

da doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice.


B

da venda de um imóvel de ascendente a descendente, sem o consentimento dos outros descendentes.


C

que inquina os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência.


D

de negócio, quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.


E

de um contrato que tenha por objeto herança de pessoa viva.

Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. Nos termos do art. 166 do Código Civil, é nulo o negócio jurídico quando


I. celebrado por pessoa absolutamente incapaz.

II. for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto.

III. o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.

IV. tiver por objetivo fraudar lei imperativa.


A

Apenas I e II


B

Apenas I, III e IV


C

Apenas I, II e III.


D

Apenas I e IV.


E

I, II, III e IV.

Já sem filhos nem cônjuge, Mário decide transmitir gratuitamente um de seus imóveis à neta Carolina, de 15 anos. A fim de pagar menos tributos, registra o negócio como venda e compra de valor menor que o real. Passados 6 anos, Mariana, também neta de Mário, ajuíza ação buscando desconstituir o negócio. A pretensão de Mariana


A

foi alcançada pela decadência, pois apenas os prazos de prescrição são obstados pela incapacidade absoluta.


B

não foi alcançada pela decadência, pois negócios jurídicos nulos não convalescem pelo decurso do tempo.


C

está prescrita, porque se passaram mais de quatro anos desde que Carolina se tornou relativamente incapaz.


D

está acobertada pela prescrição, pois, quando ajuizada a ação, Carolina já havia atingido a maioridade civil.


E

estaria prescrita não fosse o fato de que Carolina era absolutamente incapaz quando da celebração do negócio.

 
 
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