Questões de Concurso sobre Posse (Art. 1196 ao 1.224)

 
 
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No que se refere à posse e sua classificação, de acordo com as disposições do Código Civil, assinale a alternativa incorreta.


A

A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente


B

É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa


C

Considera-se possuidor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas


D

O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção


E

É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária

A propositura de ação reivindicatória é um direito assegurado ao proprietário do bem imóvel, possuído ou detido injustamente por terceiro.


A esse respeito, assinale a afirmativa correta.


A

Se o proprietário age com boa fé objetiva, respeitando a função social da propriedade e amparado pela autonomia privada, dispensa-se prova do domínio do imóvel para propor ação reivindicatória, bastando que detenha justo título definido em lei.


B

Para propor ação reivindicatória, dotada de caráter eminentemente dominial, o autor deverá apresentar prova inconteste da propriedade do imóvel, demonstrar a posse injusta do réu e individuar a área objeto da controvérsia, com seus limites e confrontações.


C

Para propor ação reivindicatória, dotada de caráter eminentemente dominial, o autor deverá apresentar prova inconteste da propriedade do imóvel e demonstrar a posse injusta do réu, sendo facultada a individuação da área objeto da controvérsia, com seus limites e confrontações, no curso do processo.


D

Para propor ação reivindicatória, dotada de caráter eminentemente dominial, o autor deverá apresentar prova inconteste da propriedade do imóvel e demonstrar a posse injusta do réu, sendo facultada a individuação da área objeto da controvérsia, com seus limites e confrontações, na fase de execução da sentença que julgar procedente o pedido.

A prática do desforço possessório, no Direito Civil:


A

É vedada expressamente pelo Código Civil.


B

Pode ser efetivada de forma legítima pelo detentor.


C

Pode ser praticada de forma legítima até 24 horas após o conhecimento da invasão.


D

Somente pode ser realizada pelo possuidor, sendo vedada ao detentor.


E

Somente pode ser realizada pelo proprietário, sendo vedada ao possuidor.

Dentre os efeitos da posse destaca-se a possibilidade de sua defesa por meio dos interditos possessórios. A respeito da turbação, do esbulho e do desforço imediato é correto afirmar o seguinte:


A

a ação de interdito proibitório é cabível depois que ocorre a lesão à posse, seja por esbulho ou por turbação.


B

no esbulho, há mais do que mera ameaça, mas não chega a ocorrer a perda da posse.


C

não é possível se falar em fungibilidade, no caso das ações possessórias.


D

o desforço imediato pressupõe ameaça à posse, enquanto que na turbação ocorre efetivamente a perda da posse.


E

o possuidor pode intentar a ação de esbulho, ou a de indenização, contra o terceiro, que recebeu a coisa esbulhada sabendo que o era.

Nos termos do Código Civil, analise as assertivas abaixo:


1 - Quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa, se não estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso;

2 - O reivindicante, obrigado a indenizar as benfeitorias ao possuidor de má-fé e boa-fé, tem o direito de optar entre o seu valor atual e o seu custo.

3 - Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa. Estão CORRETAS:


(Código Civil, artigos 1.210, 1.211 e 1.222)


A

1, apenas.


B

1 e 2, apenas.


C

1 e 3, apenas;


D

2 e 3, apenas.

Na posse de má-fé, o possuidor tem direito


I. às benfeitorias úteis;

lI. aos frutos colhidos e percebidos;

IlI. ao ressarcimento das benfeitorias necessárias;

IV. a despesas de produção e custeio.


Na análise dos itens acima, é correto o que se afirma em


A

I e lI, somente.


B

lI e IV, somente.


C

IlI e IV, somente.


D

I e IlI, somente.


E

lI e III, somente.

Segundo o Código Civil, considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.


A

A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto


B

É justa a posse que não for violenta, mas seja clandestina ou precária


C

É de má-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa


D

A posse é personalíssima e não pode ser transferida a terceiros, mesmo que sejam herdeiros

Sobre os efeitos da posse disciplinados pelo Código Civil,


A

o possuidor de má-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa se forem acidentais, porquanto não contribuiu com culpa ou dolo para tais eventos.


B

o possuidor de má-fé tem direito à indenização das benfeitorias úteis, mas só poderá exercer o direito de retenção sobre as benfeitorias necessárias.


C

o possuidor de boa-fé poderá exercer o direito de retenção das benfeitorias necessárias e úteis.


D

as benfeitorias necessárias não podem ser compensadas com os danos causados no imóvel.


E

o reivindicante, compelido a indenizar as benfeitorias ao possuidor de boa-fé, tem o direito de optar entre o seu preço atual e o seu custo.

Quanto à classificação da posse, é correto afirmar que a posse pode ser


A

direta, sendo exemplificada pelo locador.


B

injusta, sendo aquela que não recebe a proteção legal, em nenhuma medida, o que a torna inexistente para o direito, enquanto permanecer contaminada por algum dos vícios previstos em lei.


C

indireta, sendo exemplificada pelo locatário.


D

de má-fé e, ainda que restringida em seus efeitos, não goza da proteção possessória, razão pela qual não pode ser considerada lícita.


E

justa, sendo aquela decorrente de atos de mera permissão e tolerância.

No pequeno Município litorâneo de Onda Mansa há dezenas de ruas não pavimentadas. Muitas dessas ruas acabam sendo muradas por posseiros e transformadas em terrenos para chalés de veraneio. A prática tem gerado uma grande demanda de ações de competência da Procuradoria Municipal. Acerca da situação narrada, à luz do Código Civil pátrio, assinale a alternativa correta:


A

Se as posses narradas não tiverem ocorrido de forma violenta, ainda que precárias, são justas.


B

Se um possuidor tiver justo título, ainda que saiba tratar-se de uma rua, terá a seu favor a presunção de boa-fé.


C

Se um possuidor não sabe que o terreno ocupado se tratava de uma rua, a posse é considerada de boa-fé.


D

Se um forasteiro desavisado vier a adquirir o terreno do primeiro possuidor, sem ter notícia de tratar-se de uma rua, e vier a plantar vinte pés de coco a fim de colher do seu fruto no tempo próprio, ele não terá direito a esta colheita, mesmo enquanto durar a sua boa-fé, pois trata-se de posse indevida.


E

Na hipótese de outras pessoas alegarem ser possuidoras do mesmo terreno que o atual possuidor, todos, inclusive este, deverão ser afastados da posse até que se decida a questão.

Relativamente à posse, é INCORRETO afirmar que o Código Civil vigente


A

determina que, até prova contrária, a posse do imóvel faz presumir a das coisas móveis que nele estiverem.


B

possibilita a aquisição da posse por terceiro sem mandato, dependendo de ratificação.


C

permite a aquisição da posse por meio de representante da própria pessoa que aquela pretende.


D

não admite que atos de mera permissão ou tolerância induzam a posse.


E

veda ao sucessor singular unir sua posse à do antecessor, para os efeitos legais.

De acordo com o Código Civil, é correto afirmar, sobre a posse, que


A

o possuidor do imóvel é também considerado possuidor dos bens móveis que nele estiverem, até prova em contrário.


B

terceiro sem mandato não pode adquirir a posse em nome de outrem, por depender do exercício de poderes inerentes à propriedade.


C

a posse é direito real.


D

a existência de justo título traz presunção absoluta de que a posse é de boa-fé.

Se um munícipe pretende realizar construção em sua propriedade, seu direito é assegurado, observando-se que:


A

Caso queira abrir uma janela perpendicular, deve observar o distanciamento de, no mínimo, um metro e meio do terreno vizinho.


B

A construção de varanda ou eirado precisa respeitar o distanciamento mínimo de dois metros do terreno vizinho.


C

Se a construção for em terreno da zona rural, deverá estar a, pelo menos, cinco metros do terreno vizinho.


D

Caso possua, em sua edificação, parede divisória com vizinho e nela pretenda instalar um forno, poderá somente se o vizinho ainda não tiver primeiro instalado um no lado que lhe corresponde.


E

Ele não poderá fazer, em sua obra, escavações que acabem por tirar ao poço ou à nascente de outras pessoas a água indispensável às suas necessidades normais.

Sobre a posse, assinale a alternativa correta.


A

Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios, ainda que excluam os dos outros compossuidores.


B

Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio ou alheio, de qualquer dos poderes inerentes à propriedade.


C

Quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa, mesmo quando manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso.


D

O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé; tampouco tem direito às despesas da produção e custeio.


E

Só se considera perdida a posse para quem não presenciou o esbulho, quando, tendo notícia dele, se abstém de retornar a coisa, ou, tentando recuperá-la, é violentamente repelido.

Gustavo de Souza e sua esposa apossaram-se de determinado terreno situado na Avenida Afonso Pena, n.º 2.800, Savassi/MG. No referido terreno foram realizadas acessões e benfeitorias com o propósito de viabilizar-se a moradia. Acontece que Gustavo foi citado em determinada demanda possessória ajuizada pelo Estado de Minas Gerais, uma vez que o referido terreno é considerado bem público. Dessa forma, é correto afirmar que Gustavo é considerado:


A

possuidor, fazendo jus à indenização pelas acessões e não pelas benfeitorias.


B

detentor, não tendo direito de retenção e não fazendo jus à indenização pelas acessões ou benfeitorias.


C

possuidor, fazendo jus à indenização somente pelas benfeitorias.


D

detentor, tendo direito de retenção e indenização somente pelas acessões.


E

detentor, tendo direito de retenção e indenização somente pelas benfeitorias.

Após habitar por três anos um imóvel rural com sua família, Marta decidiu alienar o “direito e ação” que possui sobre o bem, apesar de não ser a titular do direito real de propriedade, que pertence a Tiago, desconhecido na região. Roberto se interessa pelo imóvel e ajusta com Marta o preço de cem mil reais.


Acerca desse negócio jurídico, é correto afirmar que


A

a forma pública é necessária, ante o valor convencionado entre as partes.


B

o instrumento pode ser particular, tendo em vista que o “direito e ação” se trata de uma detenção.


C

a alienação do “direito e ação” deve ser por instrumento público, ante a ocorrência de usucapião.


D

Tiago deve anuir com a alienação, independentemente da forma do negócio jurídico.


E

a posse de que Marta é titular pode ser cedida por instrumento particular.

Assinale a alternativa correta quanto ao instituto da posse previsto no Código Civil.


A

O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de esbulho, restituído no de turbação, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.


B

O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de esbulho, restituído no de turbação, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.


C

Os frutos naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos dia por dia; os civis reputam-se percebidos logo que são separados.


D

O possuidor pode intentar a ação de esbulho, ou a de indenização, contra o terceiro, que recebeu a coisa esbulhada sabendo que o era.


E

A posse do imóvel não faz presumir a das coisas móveis que nele estiverem, sendo consideradas separadamente até prova contrária.

Fernanda é uma arquiteta bem-sucedida, proprietária de três imóveis residenciais na cidade de Recife. Como um dos imóveis se encontrava desocupado, ela decidiu emprestá-lo à sua prima Isadora, esteticista, que estava desempregada e havia sido despejada do apartamento alugado em que morava. As duas formalizaram o contrato de comodato pelo prazo de um ano, estipulando que Isadora apenas poderia utilizar o apartamento para sua própria moradia. Durante os doze meses seguintes, Fernanda permaneceu sem notícias de Isadora. Findo o prazo do contrato, Fernanda visitou o imóvel para pedir sua devolução. Somente nesse momento descobriu que sua prima havia morado no local apenas nos dois primeiros meses, tendo depois convertido o apartamento em uma clínica de estética. Durante a visita, Isadora comunicou a Fernanda que não sairia dali e, diante da indignação da prima, expulsou-a do local. Fernanda acionou seu advogado imediatamente e ajuizou ação de reintegração da posse em face da prima para reaver a posse do imóvel.


Sobre esse caso, é correto afirmar que:


A

a posse de Isadora era clandestina e tornou-se injusta no momento em que venceu o prazo do contrato de comodato;


B

Isadora nunca foi possuidora do imóvel, pois o ato de mera permissão ou tolerância de Fernanda não induz posse;


C

a pretensão deduzida em juízo por Fernanda apenas poderia ser satisfeita no âmbito de ação de interdito proibitório;


D

o juiz deverá determinar a reintegração de Fernanda na posse do imóvel porque ela é a legítima proprietária do bem;


E

a posse de Isadora qualifica-se como precária e não convalescerá com o mero decurso do tempo.

Uma escola pública foi invadida por um grupo de vinte homens maiores e capazes. A Administração Pública


A

deverá ajuizar uma cautelar de produção antecipada de prova.


B

deverá garantir a realocação dos invasores em programa de habitação social.


C

deverá ingressar com uma ação de reintegração de posse.


D

poderá restituir-se na posse por força própria, desde que o faça logo e sem abuso.


E

deverá ingressar com uma ação reivindicatória.

Sobre os efeitos da posse previstos no Código Civil, é correto afirmar que


A

o possuidor pode intentar a ação de esbulho, ou a de indenização, contra o terceiro, que recebeu a coisa esbulhada sem saber que o era.


B

o possuidor, mesmo que de boa-fé, não tem direito aos frutos percebidos.


C

o possuidor de boa-fé responde pela perda ou deterioração da coisa, mesmo que não der causa.


D

ao possuidor de má-fé não serão ressarcidas as benfeitorias necessárias e não lhe assiste o direito de retenção pela importância destas, nem o de levantar as voluptuárias.


E

as benfeitorias compensam-se com os danos, e só obrigam ao ressarcimento se ao tempo da evicção ainda existirem.

   
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