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Considere a seguinte situação hipotética.
Márcio, penalmente responsável, durante a prática de ato sexual mediante violência e grave ameaça, atingiu a vítima de modo fatal, provocando-lhe a morte. Nessa situação hipotética, Márcio responderá por estupro qualificado pelo resultado morte, afastando-se o concurso dos crimes de estupro e homicídio.
Sobre o conceito de vulnerável, nos crimes contra a dignidade sexual, marque a alternativa correta:
ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso contra pessoa com idade igual ou menor de 14 anos se enquadra no conceito de prática de crime sexual contra vulnerável;
considera-se vulnerável, nos termos do Código Penal, pessoa menor de 14 anos, ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tenha o necessário discernimento para a prática do ato, bem como por qualquer outra causa não possa oferecer resistência;
considera-se vulnerável, nos crimes contra a dignidade sexual, pessoa com idade igual ou inferior a 14 anos e desde que por enfermidade ou deficiência mental não tenha o necessário discernimento para a prática do ato, bem como por qualquer outra causa não possa oferecer resistência;
praticar ato libidinoso ou ter conjunção carnal com pessoa menor de 14 anos não é crime, desde que haja o consentimento e desde que não se trate de pessoa que por enfermidade ou deficiência mental não tenha o necessário discernimento para a prática do ato, bem como por qualquer outra causa não possa oferecer resistência.
nenhuma das anteriores.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça mais atualizada e ampla tem se firmado no sentido de que, nos casos de crimes contra a dignidade sexual, o consentimento da vítima menor de 14 anos de idade, ou sua experiência em relação ao sexo, não tem relevância jurídico-penal.
Certo
Errado
João e Marcos decidem furtar uma residência. Vigiam o local até que os proprietários deixem a casa. Tentam forçar as janelas e verificam que todas estão bem fechadas, com exceção de uma janela no terceiro andar da casa. Usando sua habilidade, João escala a parede e entra na casa, pedindo a Marcos que fique vigiando e avise se alguém aparecer. Enquanto está pegando os objetos de valor, João escuta um barulho e percebe que a empregada tinha ficado na casa e estava na cozinha bebendo água. João vai até a empregada (uma moça de 35 anos) e decide constrangê-la, mediante grave ameaça, a ter conjunção carnal com ele.
Logo após consumar a conjunção carnal, com a empregada e deixá-la amarrada e amordaçada (mas sem sofrer qualquer outro tipo de lesão corporal), João termina de pegar os objetos de valor e vai ao encontro de Marcos.
Ao contar o que fez a Marcos, este o chama de tarado e diz que nunca teria concordado com o que João fizera, mas que agora uma outra realidade se impunha e era preciso silenciar a testemunha. Marcos retorna à casa e mesmo diante dos apelos de João que tenta segurá-lo, utiliza uma pedra de mármore para quebrar o crânio da empregada. Ambos decidem ali mesmo repartir os bens que pegaram na casa e seguir em direções opostas. Horas depois, ambos são presos com os objetos.
Assinale a alternativa que identifica os crimes que cada um deles praticou.
João: furto qualificado e estupro. Marcos: furto qualificado e homicídio qualificado.
João: furto qualificado, estupro e homicídio simples. Marcos: furto qualificado, estupro e homicídio qualificado.
João: furto simples e estupro. Marcos: furto simples e homicídio qualificado.
João: furto simples, estupro e homicídio qualificado. Marcos: furto qualificado, estupro e homicídio simples.
João: furto qualificado e estupro. Marcos: furto simples e homicídio qualificado.
Segundo o Código Penal brasileiro, o ato de constranger alguém, menor de 18 e maior de 14 anos, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso configura crime de:
estupro de vulnerável, que se procede mediante de ação penal pública incondicionada.
estupro na modalidade fundamental, que se procede mediante de ação penal pública incondicionada.
estupro qualificado, que se procede mediante de ação penal pública incondicionada.
estupro na modalidade fundamental, que se procede mediante de ação penal pública condicionada.
Com o advento da Lei 12.015/2009, seria correto afirmar:
I - A prática da conjunção carnal seguida da prática de outros atos libidinosos não caracteriza, necessariamente, concurso material de crimes.
II - A nova lei operou uma espécie de fusão de figuras penais anteriormente autônomas na antiga redação.
III - A nova lei implicou algumas inovações benéficas para os acusados, devendo, por conseguinte, retroagir no particular.
IV - A nova lei inovou sempre para prejudicar os acusados, não devendo, por conseguinte, retroagir.
V - O estupro passou a ser uma figura bi-comum no que tange aos sujeitos, após a nova lei.
Apenas a alternativa I é falsa.
Apenas a alternativa II é falsa.
Apenas alternativa III é falsa.
Apenas a alternativa IV é falsa.
Apenas a alternativa V é falsa.
Em relação ao tipo penal previsto no artigo 229 do Código Penal (Casa de prostituição) é correto afirmar:
Foi revogado, com base no princípio da adequação social, pela Lei 12.015/09.
Não se exige o intuito de lucro como elemento subjetivo do tipo.
A prostituta que exerce habitualmente tal atividade na sua casa realiza a conduta típica.
Os locais destinados a encontros libidinosos de namorados, como os motéis, podem, em princípio, ser considerados casas de prostituição.
Considere a seguinte situação hipotética.
João, penalmente responsável, mediante ameaça de arma de fogo, constrangeu José, de dezoito anos de idade, a se despir em sua frente, de modo a satisfazer a sua lascívia. Uma vez satisfeito, João liberou José e evadiu-se do local.
Nessa situação hipotética, a conduta de João caracteriza o tipo penal do estupro em sua forma consumada.
Túlio praticou ato libidinoso, ao tocar os seios de Cida, e, nesse momento, decidiu estuprá-la. Túlio acabou, então, consumando ambas as condutas contra a mesma vítima e no mesmo contexto.
Nessa situação hipotética, Túlio deverá responder
pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em concurso formal.
pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em concurso material.
pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em continuidade delitiva.
por crime único de estupro.
por crime único de atentado violento ao pudor.
Não constitui crime contra a dignidade sexual:
Constranger homem, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal.
A satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente.
Raptar mulher honesta, mediante violência, grave ameaça ou fraude, para fim libidinoso.
Manter conjunção carnal com adolescente de treze anos de idade.
Assinale a opção correta com referência aos crimes contra os costumes:
Petrukus praticou ato libidinoso diferente de conjunção carnal, sem haver o consentimento da vítima Maricota, em setembro de 2010, devendo, ser denunciado por atentado violento ao pudor, crime descrito no artigo 214, do Código Penal.
Comete crime de estupro de vulnerável o agente que tem conjunção carnal ou pratica ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.
Segundo a doutrina majoritária, o crime de assédio sexual é classificado crime formal.
O crime de bigamia e adultério foram extintos do código penal, por serem condutas aceitas no meio social.
Tício, 22 anos, convence Felisberta, sua namorada de 13 (treze) anos de idade, a juntos visitarem o Motel Lua Nova, recentemente inaugurado, sob o argumento de que se tratava de obra de importante interesse cultural para a cidade. Felisberta aceita inocentemente o convite e não resiste aos apelos de Tício, terminando por manter relações sexuais com o namorado. Sobre a conduta descrita, é correto afirmar que:
trata-se de conduta atípica.
Tício praticou o tipo penal de corrupção de menores, cuja ação penal depende de representação.
há o crime de estupro de vulnerável, cuja ação penal depende de representação.
Tício praticou o delito de estupro de vulnerável, cuja ação penal é pública incondicionada.
a conduta descreve o tipo penal de violação sexual mediante fraude, cuja ação penal é privada.
O crime de estupro
admite a tentativa, mas não a desistência voluntária.
só se consuma com a cópula vagínica completa.
admite participação de mulher.
com violência presumida pela menoridade admite o reconhecimento da agravante de o delito ser cometido contra criança.
sempre absorve, pela regra da consunção, o de atentado violento ao pudor.
O constrangimento com intuito de obter favorecimento sexual que caracteriza o crime de assédio sexual (art. 216-A, do Código Penal)
não pode ter como vítima o homem.
é qualificado se praticado pelo pai contra vítima menor de 14 anos.
absorve a eventual violência de natureza leve utilizada em seu cometimento.
pressupõe a condição de superioridade hierárquica ou ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função.
é indiferente ao consentimento da vítima para caracterização do crime.
Considere a seguinte situação hipotética.
Francisco, imputável, acercou-se de uma mulher e a constrangeu, mediante violência, à prática de conjunção carnal, deflorando-a. Em razão do emprego da violência, a mulher experimentou, ainda, lesões leves, devidamente constatadas em laudo pericial.
Nessa situação, Francisco irá responder pelo crime de estupro em concurso formal com o delito de lesões corporais.
No sistema penal brasileiro, a prostituição é considerada um
fato tipificador da contravenção de vadiagem (art. 59 da Lei das Contravenções Penais).
fato tipificador de uma modalidade de lenocínio principal.
fato tipificador de lenocínio secundário.
fato ilícito, embora não tipificador de qualquer crime ou contravenção.
fato lícito e atípico para qualquer espécie de infração penal.