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Leopoldo, não reincidente, é credor do comerciante Mateus, que lhe deve a importância de R$ 10.000,00, dívida vencida há mais de 6 meses. Inconformado com a situação, Leopoldo ingressa na loja de Mateus, de onde subtrai, dissimuladamente, uma mercadoria, no valor de R$ 1.000,00, colocando-a sob seu casaco, com o comprovado intuito de tomá-la como parte do pagamento de seu crédito. Porém, ao sair da loja, a etiqueta eletrônica da mercadoria dispara um sinal sonoro, o que leva Mateus e seguranças do local a deterem Leopoldo, ainda na posse da mercadoria.
No caso narrado, Leopoldo:
não cometeu crime;
cometeu crime de furto simples;
cometeu crime de furto privilegiado;
cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões;
cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões, na forma tentada.
Cupertino é fiscal tributário municipal e, no exercício de suas funções, lavrou auto de infração contra uma empresa por sonegação tributária, com aplicação de multa no valor de cinquenta mil reais. Ciente de que o tributo é devido e com a intenção de preservar os cofres públicos, Cupertino determinou que o dono da empresa pagasse imediatamente, sob pena de colocação de aviso escrito na porta do estabelecimento, atestando publicamente o débito fiscal.
Diante de tal situação hipotética, é correto afirmar que Cupertino:
cometeu o crime de concussão.
cometeu o crime de constrangimento ilegal.
não praticou conduta penalmente típica.
cometeu o crime de excesso de exação.
cometeu o crime de exercício arbitrário das próprias razões.
Hermes, aposentado com 65 anos de idade, encontrou sua esposa, Diana, 40 anos mais jovem, em plena execução de ato sexual com seu primo, Aquiles, também sexagenário.
Tomado pela fúria, Hermes sacou sua arma de fogo e disparou um tiro no pescoço de Aquiles. Hermes possuía 18 munições restantes no cartucho de sua arma, mas conseguiu controlar sua ira e, arrependido, levou Aquiles ao hospital.
Apesar de ter sofrido ferimento que lhe gerou perigo à vida, devido ao rápido atendimento médico, Aquiles sobreviveu e, como ficou livre de sequelas, retomou suas ocupações habituais em uma semana. Atualmente, Hermes, Diana e Aquiles mantêm relação de amizade.
Com base na situação hipotética narrada, assinale a opção que indica, corretamente, o delito praticado por Hermes.
Tentativa de homicídio.
Crime de lesão corporal de natureza leve.
Crime de lesão corporal de natureza grave.
Crime de exercício arbitrário das próprias razões.
Solange, vizinha de Afonso, com quem mantém um péssimo relacionamento, resolve denunciá-lo por maus tratos aos animais e perturbação do sossego. No entanto, Solange está plenamente ciente de que Afonso não cometeu nenhuma das duas infrações. Sua denúncia deu causa a uma investigação da Polícia Civil sobre os fatos. A respeito dessa situação, Solange:
Não cometeu crime, pois é seu direito provocar as autoridades, mesmo sabendo que os crimes imputados não se verificaram.
Não cometeu crime, porém pode ser responsabilizada civilmente pela ocorrência de danos morais.
Cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões.
Cometeu crime de falso testemunho ou falsa perícia.
Cometeu o crime de comunicação falsa de crime ou contravenção.
Um agente público que submete alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo, comete o crime de
lesão corporal.
abuso de autoridade.
ameaça.
tortura.
exercício arbitrário das próprias razões.
Revoltado com o alarmante déficit da Previdência Social e o consequente valor ínfimo dos proventos recebidos por sua mãe, aposentada e portadora de câncer terminal, Ataulfo, auditor fiscal, passa a exigir, em dobro, o pagamento das contribuições sociais devidas pelos empregadores que fiscaliza, advertindo-os de que, em caso de descumprimento, divulgaria nas redes sociais a lista de devedores e os respectivos débitos fiscais.
Uma vez na posse dos valores pagos a ele diretamente pelos contribuintes, Ataulfo não repassa as quantias ao erário e as utiliza em viagem com sua mãe.
Diante de tal situação hipotética e da legislação vigente, é correto afirmar que Ataulfo praticou o crime de
exercício arbitrário das próprias razões.
corrupção passiva.
excesso de exação.
constrangimento ilegal.
ameaça.
O crime de exercício arbitrário das próprias razões, quando não há emprego de violência, se procede mediante:
queixa.
ação pública incondicionada.
ação pública condicionada à representação.
ação penal pública condicionada à requisição da autoridade policial.
A respeito dos Crimes contra a Administração da Justiça, previstos no Código Penal, é correto afirmar que
o crime de coação no curso do processo será qualificado se praticado em processo que envolva crime contra a dignidade sexual.
a imputação de prática de contravenção penal que sabe ser inverídica não configura o crime de denunciação caluniosa, pois o tipo penal fala apenas em crime, ato improbo e infração ética-disciplinar.
o crime de fraude processual será qualificado se a inovação tiver como objetivo produzir efeito em processo penal.
a retração ou declaração da verdade pelo agente, antes de proferida a sentença no processo em que se deu o falso testemunho, é causa de diminuição de pena do crime de falso testemunho e falsa perícia.
o crime de exercício arbitrário das próprias razões é de ação penal privada, excetuando os casos em que há emprego de violência.
Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite, trata-se de:
Exercício arbitrário das próprias razões.
Legítima defesa.
Torna o ato lícito, ou seja, não é crime.
Se há emprego de violência, somente se procede mediante queixa.
Estado de necessidade.
A conduta de se opor à execução de ato legal, mediante violência a funcionário competente para executá-lo, configura o crime de
desacato.
resistência.
desobediência.
violência arbitrária.
exercício arbitrário das próprias razões.
“Prestar a criminoso, fora dos casos de co-autoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime”. Referida conduta, nos termos do Código Penal, constitui o crime de:
Favorecimento pessoal.
Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança.
Exercício arbitrário das próprias razões.
Arrebatamento de preso.
Favorecimento real.
Caio, pessoa maior de 18 anos e não vulnerável, escolheu a prostituição como atividade laborativa. Determinado dia, ante a falta do pagamento ajustado com cliente pelo serviço sexual prestado, se apodera de bens a ele pertencentes, visando seu ressarcimento.
Caio deverá responder por:
furto;
roubo;
apropriação indébita;
estelionato;
exercício arbitrário das próprias razões.
O carro de Pedro foi apreendido por força de mandado de busca e apreensão expedido por juízo cível competente, para servir de garantia a uma dívida executada judicialmente. Conforme ordenado, o veículo apreendido foi levado para o pátio aberto do DETRAN, onde deveria ficar até ulterior decisão judicial que nomeasse a pessoa do diretor da referida instituição como depositário. Contudo, inconformado com a apreensão do veículo, Pedro foi ao local e, utilizando uma chave mestra, retirou-o de lá sem que os funcionários percebessem.
Nessa situação hipotética, Pedro praticou
crime de furto de coisa comum, previsto no art. 156 do CP, pois subtraiu o veículo de quem legitimamente o detinha.
uma forma especial do crime de exercício arbitrário das próprias razões, tipificado no art. 346 do CP, pois resolveu fazer justiça com as próprias mãos.
crime de desobediência a decisão judicial, previsto no art. 359 do CP, pois exerceu direito do qual estava suspenso.
delito contra a administração da justiça, tipificado no art. 358 do CP, pois impediu arrematação judicial.
crime de furto qualificado pelo emprego de chave falsa e pela destreza com que ludibriou os funcionários do DETRAN.
Aquele que se opõe à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio, comete, em tese, o crime de
exercício arbitrário das próprias razões.
advocacia administrativa.
desobediência.
desacato.
resistência.
Quanto aos crimes contra a Administração da Justiça, é correto afirmar que:
O falso testemunho deixa de ser punido, se depois da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade.
No crime de denunciação caluniosa a pena é aumentada de um terço, se o agente se serve do anonimato ou de nome suposto.
No crime de exercício arbitrário das próprias razões, se não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa.
Constitui favorecimento real, auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime de que é cominada pena de reclusão.
No crime de fraude processual, se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal, ainda que não iniciado, aumenta-se a pena em um terço.
Em determinado dia, durante a saída dos alunos da escola municipal Beta, Hermes, pai da aluna Harmonia, invadiu a sala de aula e agrediu o professor Ares com socos e chutes. As agressões foram geradas em razão de Harmonia, de 14 anos, ter informado que vinha sofrendo assédio por parte do professor, consistente em insistentes toques não consentidos em seu cabelo e sua cintura. Após as agressões, Hermes deixou a escola acompanhado por sua filha. Ares foi atendido, medicado e retomou suas atividades rotineiras três dias depois.
Nessa hipótese, Hermes:
está isento de pena;
responderá por lesões corporais leves;
responderá por exercício arbitrário das próprias razões;
responderá por exercício arbitrário das próprias razões em concurso formal com lesões corporais leves;
responderá por exercício arbitrário das próprias razões em concurso material com lesões corporais leves.
A ausência de violência na ação daquele que, sem expressa permissão legal, faz justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima,
torna o fato atípico.
é causa de diminuição de pena.
torna o fato lícito.
torna a ação penal privada.
possibilita a aplicação de perdão judicial.
O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. A responsabilidade administrativa do servidor público será afastada no caso de:
absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria, sem a possibilidade das sanções civis, penais e administrativas cumular-se independentes entre si, na hipótese de condenação.
condenação criminal que confirme a existência do fato e de sua autoria.
condenação criminal que confirme a existência do fato e de sua autoria, sem a possibilidade das sanções civis, penais e administrativas cumular-se independentes entre si, na hipótese de condenação.
absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.
Suponha que Maria emprestou o próprio notebook e três livros para o amigo José, no intuito de ajudá-lo com uma demanda de trabalho de conclusão de curso exigida para a obtenção do diploma de nível superior no curso de psicologia. Após alguns dias, necessitando do notebook dela por motivo de ordem pessoal, ela solicitou ao amigo que o devolvesse, juntamente com os três livros anteriormente emprestados. Diante da inércia de José em devolver os bens, Maria pegou a bicicleta dele para a quitação do empréstimo, dado que o valor dos bens é quase equivalente. Nessa hipótese, Maria praticou
favorecimento pessoal.
exercício arbitrário ou abuso de poder.
exercício arbitrário das próprias razões.
exploração de prestígio.
Marcia, maior de 18 anos, foi autuada em 10 de junho de 2015, pela conduta descrita no art. 345 do CP (exercício arbitrário das próprias razões), sem emprego de violência ou grave ameaça e o Ministério Público ofereceu denúncia em 15 de fevereiro de 2016 sem propor o benefício da transação penal por entender que a mesma já tinha feito uso do mesmo instituto em 10 de janeiro de 2010, sendo que tal benefício não foi suficiente para impedir a mesma de cometer novas condutas. Qual seria sua orientação jurídica a respeito dos fatos:
Postularia por nova oportunidade da transação penal, uma vez que se trata de direito subjetivo do réu e já teria transcorrido o prazo de cinco anos, conforme art. 76, II do CP.
Orientaria a acusada a aceitar a suspensão condicional do processo na forma do art.89 da Lei 9099/95
Faria a reabilitação no processo anterior, para que, em sua FAC, não constasse mais tal beneficio;
Impetraria um Habeas corpus, solicitando o trancamento da ação penal, face a ilegitimidade ativa do Ministério Público