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Tendo em conta as disposições relativas ao crime, constante da Parte Geral do Código Penal, assinale a alternativa correta.
O resultado decorrente de omissão somente será imputado a quem, por lei, tinha a obrigação de cuidado, vigilância e proteção e, mesmo podendo agir, nada fez.
O erro sobre a ilicitude do fato, se inescusável, implica punição diminuída.
Nas hipóteses legais de exclusão da ilicitude, o excesso do agente somente será punido a título de dolo.
O resultado que agrava especialmente a pena somente será imputado ao agente se decorrente de dolo.
O fato criminoso praticado em obediência a ordem de superior hierárquico exclui a culpabilidade do agente, desde que a ordem não seja manifestamente ilegal. Se a ordem for manifestamente ilegal, punidos serão tanto o agente quanto o que deu a ordem.
Com relação à aplicação da lei penal e quanto ao crime, assinale a alternativa correta com base no Código Penal:
Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução, mas permanecendo os efeitos penais da sentença condenatória;
Diz-se o crime tentado, quando iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias ligadas exclusivamente à vontade do agente;
Considera-se praticado o crime no momento do resultado;
A omissão nunca será penalmente relevante;
Nenhuma das assertivas anteriores está correta.
Segundo dispõe a parte geral do Código Penal:
A superveniência de causa relativamente independente nunca exclui a imputação.
A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.
O crime é tentado quando, ainda não iniciada a execução, o agente desiste de praticar o delito.
O crime é culposo quando o agente agiu buscando o resultado.
Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica culposamente.
Mévia e Pietra são amigas e cada uma delas tem um filho, de 4 anos. As crianças estudam na mesma escola e, como Pietra estava doente, permitiu que Mévia levasse seu filho a festa de aniversário de um amiguinho em comum. Logo que chegou, Mévia achou o salão de festas inadequado para crianças de 4 anos e passou a monitorar, de perto, as atividades das crianças. Passado uma hora da festa e, após beber algumas taças de espumante, Mévia esqueceu que tinha levado o filho de Pietra para a festa e, justamente por achar o espaço inadequado, foi embora, com o próprio filho, esquecendo, contudo, a outra criança. A criança, que ficou sozinha, sem a vigilância de quem quer que seja, acabou caindo em um dos brinquedos, vindo a óbito. Diante da situação hipotética e, delimitando a questão às regras relacionadas à relevância da omissão (art. 13, parágrafo 2o , do CP), assinale a alternativa correta:
Mévia, não sendo a mãe da criança, não tinha, por lei, o dever de garante, não podendo a ela se imputar o resultado morte, a título de omissão imprópria.
Mévia, ao se comprometer por levar a criança à festa de aniversário, assumiu o dever de garante, podendo a ela ser imputado o resultado morte, a título de omissão imprópria.
Mévia, embora tenha o dever de garante, por se comprometer a levar a criança à festa, não tinha como prever e, por conseguinte, evitar o resultado, decorrente de uma fatalidade, não podendo a ela imputar a morte, a título de omissão imprópria.
Mévia, embora tenha o dever de garante, por se comprometer a levar a criança à festa, em razão da ingestão do álcool, não tinha como prever ou mesmo evitar o resultado, não podendo a ela imputar a morte, a título de omissão imprópria.
Mévia, não responde pelo resultado morte da criança, à título de omissão imprópria, pois o tipo penal do homicídio só se realiza por conduta comissiva ou decorrente de conduta omissiva própria.
O Código Penal estabelece que a omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. Sobre a relevância da omissão, o dever de agir incumbe a quem
I. tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.
II. tenha assumido a responsabilidade de impedir o resultado.
III. criou, com seu comportamento anterior, o risco da ocorrência do resultado.
IV. impede que o resultado se produza.
Está correto o que se afirma APENAS em
II, III e IV.
I e II.
I, II e III.
I, II e IV.
III e IV.


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Segundo a teoria adotada pelo Código Penal brasileiro, a conduta humana, comissiva ou omissiva, é sempre projetada a um fim e iluminada pelo acolhimento ou desprezo a um valor reconhecido pelo direito.
Certo
Errado
Maria convivia em união estável com Josué, o qual estuprava costumeiramente Giovana, filha menor do primeiro casamento de Maria. Além desta última, alguns vizinhos também sabiam do terrível crime que estava sendo cometido contra a adolescente, mas ninguém teve coragem de noticiá-lo para as autoridades competentes. Nesse caso, é possível afirmar que:
Todos devem responder pelo crime de estupro, inclusive os vizinhos.
Josué somente responderá pelo crime de estupro se Giovana for menor de 14 (catorze) anos.
Maria é legalmente considerada agente garantidora nessa situação, razão pela qual também responderá pelo crime praticado por Josué.
Enquanto Josué responderá pelo crime de estupro na forma comissiva, Maria e os vizinhos responderão na forma omissiva.
Apenas Josué deve ser responsabilizado pelo crime de estupro.
O conceito analítico de crime exige a realização de um comportamento humano.
Um comportamento humano que pode ensejar interesse jurídico-penal e responsabilização do agente que o desempenha é:
ação por coação física irresistível;
atos reflexos;
condutas culposas;
perda brusca de consciência;
atos automatizados.
A omissão, prevista no Código Penal Brasileiro, é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe àquele que
com seu comportamento criou o risco da ocorrência.
tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.
agiu de forma prudente, mas sem sucesso no resultado.
mesmo sem dar causa ao risco da ocorrência, deixou de agir.
ainda que de outra forma, não assumiu a responsabilidade de impedir o resultado.
O Código Penal Brasileiro trata sobre a relevância da omissão. Dessa forma, a omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem, EXCETO:
Tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.
De outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado.
Com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.
Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo mesmo com risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada.


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De acordo com a legislação vigente, deixar de prestar primeiros socorros caracteriza-se como caso de omissão, estando o omisso sujeito a pena ou multa. Neste contexto, NÃO é incumbido o dever de agir a quem
tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.
criou o risco da ocorrência do resultado com seu comportamento anterior.
estiver em grau de risco igual ou maior que a vítima.
assumiu a responsabilidade de impedir o resultado de outra forma.
Uma mulher que, em razão de acordo verbal com os pais, cuida de uma criança percebe que esta caiu por caso fortuito num poço profundo e, embora esteja viva, precisa ser retirada por adultos. Voluntariamente, a mulher omite dos grupos de busca que tem conhecimento de onde se encontra a criança, que é considerada desaparecida. Passadas algumas horas, a criança morre por falta de alimentação. Assinale a alternativa que identifica o crime praticado pela mulher.
Homicídio doloso por comissão (tipo comissivo).
Homicídio doloso por omissão (tipo omissivo impróprio).
Homicídio doloso por omissão (tipo omissivo próprio).
Maus-tratos com resultado morte (tipo comissivo ou omissivo preterdoloso).
Abandono de incapaz com resultado morte (tipo omissivo próprio preterdoloso).


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Situação hipotética: Joana contratou Antônia para servir de curadora de sua mãe, uma pessoa idosa. Certo dia, enquanto Antônia dormia, a mãe de Joana, ao caminhar pela sala, caiu e fraturou o fêmur da perna esquerda. Assertiva: Nessa situação, Antônia não será responsabilizada pela lesão sofrida pela mãe de Joana: a conduta omissiva de Antônia é penalmente irrelevante.
Certo
Errado
No que tange ao conceito de crime, nos termos do Código Penal brasileiro, é CORRETO afirmar:
A tentativa é punida mesmo quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.
A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado.
Considera-se crime tentado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal.
O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, responde nas mesmas penas aplicáveis ao crime consumado.
A respeito do crime e da imputabilidade, é correto afirmar que
a omissão é penalmente relevante quando o omitente deixar de impedir o resultado que, por comportamento seu anterior, criou o risco de ocorrência.
é isento de pena quem atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato, sendo o erro evitável.
a restituição da coisa, no crime de roubo, até o recebimento da denúncia, reduz a pena do agente.
a embriaguez culposa exclui a imputabilidade.
o ordenamento brasileiro adota o sistema vicariante, segundo o qual, aos inimputáveis por doença mental ao tempo da prática delitiva, primeiro aplica-se medida de segurança e, uma vez curados, pena.


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