Questões de Concurso sobre Tipicidade

 
 
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O merecimento de pena, ou dignidade penal, é um critério alternativo para a consideração da afetação do bem jurídico, cuja utilização substitui a tipicidade material e a antijuridicidade concreta.


C
Certo

E
Errado

Considerando a relação causal entre conduta e resultado típico, assinale a opção correta.


A

A concausa preexistente absolutamente independente reforça o nexo entre a ação do agente e o resultado, não retirando a consumação do crime praticado pelo ofensor.


B

A causa superveniente relativamente independente não exclui a imputação do fato ao agente, ainda que tenha produzido o resultado por si só.


C

A teoria da imputação objetiva prevê que não haverá nexo de causalidade se o agente atuar dentro do risco permitido, mesmo que a sua conduta gere resultado previsto em lei como crime.


D

A causa preexistente relativamente independente à conduta do agente não configura o nexo causal da ação do sujeito ativo e, por isso, exclui a imputação do resultado.


E

A teoria naturalística, adotada em caso de omissão, dispõe que não há relevância causal entre a conduta omissiva do garantidor e o resultado material ocorrido quando ele poderia e deveria agir.

“Mas o que possibilita a ‘visão científica no Direito Penal’? O conceito de crime, mais especificamente um conceito denominado analítico, porquanto ‘analisa’ o crime em partes. É este, na verdade, o conceito mais importante do Direito Penal” (BACILA, 2011). Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta o elemento do conceito analítico de crime que descreve a conduta proibida pela norma penal.


A

Imputabilidade.


B

Culpabilidade.


C

Tipo subjetivo.


D

Tipo objetivo.


E

Potencial conhecimento do ilícito.

A doutrina dominante define tipicidade como

A
a adequação de um ato praticado pelo agente com as características que o enquadram à norma descrita na lei penal como crime.

B
um juízo de valor negativo ou desvalor, indicando que a ação humana foi contrária às exigências do Direito.

C
a voluntária omissão de diligência em calcular as consequências possíveis e previsíveis do próprio fato.

D
um juízo de reprovação pessoal que recai sobre o autor do crime, que opta em praticar atos ou omissões de forma contrária ao Direito.

E
uma ação delitiva de maneira consciente e voluntária.

João subtrai para si um pacote de bolachas no valor de R$ 10,00 de um grande supermercado e o fato se encaixa formalmente no art. 155 do Código Penal. Em virtude da inexpressividade da lesão causada ao patrimônio da vítima e pelo desvalor da conduta, incide o princípio da insignificância que tem sido aceito pela doutrina e por algumas decisões judiciais como excludente de


A

punibilidade.


B

tipicidade material.


C

culpabilidade.


D

ilicitude formal.


E

executividade.

Dentro do tema do crime consumado e tentado, é correto afirmar que


A

os crimes unissubsistentes admitem tentativa.


B

os crimes omissivos impróprios consumam-se com a ação ou omissão prevista e punida na norma penal incriminadora.


C

só haverá consumação do crime quando ocorre resultado naturalístico ou material.


D

há tentativa cruenta quando o objeto material não é atingido, ou seja, o bem jurídico não é lesionado.


E

não admitem tentativa os crimes de atentado ou de empreendimento.

Leia as assertivas e ao final marque a opção correta:

I - O consentimento do ofendido é causa de extinção da tipicidade, sempre que apreça expressa ou tacitamente no tipo de injusto, como condição que deve estar necessariamente presente para funcionar como excludente.

II - Ainda a respeito da disciplina da ilicitude, é possível constatar que o nosso Código Penal relaciona quatro causas de exclusão da ilicitude, mas apenas explicitou conceitualmente duas delas em sua Parte Geral.

III - Age em legitima defesa de direito difuso de terceiros, a equipe policial que ingressa no interior de uma residência para prender em flagrante delito uma pessoa que lá se encontra, mantendo escondida em seu interior, farta quantidade de droga.

IV - Segundo a teoria da ratio essendi, a prática de uma conduta típica indicia sempre a sua própria ilicitude, de modo que se resultar provado que o agente agiu em legítima defesa, teremos o caso de uma conduta típica, mas com a exclusão de sua antijuridicidade.

V - No que concerne ao instituto do estado de necessidade adotado pelo legislador pátrio, é possível afirmar que age em estado de necessidade exculpante, a equipe policial que ingressa no interior de uma residência para prender quem se encontra em flagrante delito.


A
Apenas as assertivas I e II estão corretas.

B
Apenas as assertivas III e IV estão corretas.

C
Apenas as assertivas I e V estão corretas.

D
Apenas as assertivas II e IV estão corretas.

E
Apenas as assertivas III e V estão corretas.

Nos termos da regulamentação do Código Penal Brasileiro vigente, o estrito cumprimento do dever legal e a obediência hierárquica configuram, respectivamente, hipóteses de exclusão da


A

tipicidade e culpabilidade.


B

ilicitude e culpabilidade.


C

culpabilidade e tipicidade.


D

culpabilidade e ilicitude.

A respeito da teoria jurídica do delito, em especial da tipicidade, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.


( ) Pela adequação típica mediata ou indireta, haverá subsunção da conduta ao tipo penal por meio de uma outra norma, de caráter extensivo.

( ) A tipicidade, como elemento integrador do conceito de delito, expressa a contrariedade do fato com todo o ordenamento jurídico.

( ) De acordo com a teoria indiciária da tipicidade, também chamada de ratio cognoscendi, a tipicidade possui uma finalidade unicamente descritiva, nada indicando a respeito da ilicitude.

( ) Pelo caráter excepcional do delito culposo, salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.

( ) No chamado dolo eventual, o agente prevê o resultado danoso como possível, mas não o deseja diretamente e ainda tem a convicção de que não ocorrerá.


Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.



A

V, V, F, F, F.


B

V, F, V, V, F.


C

V, F, F, V, F.


D

F, V, F, F, V.


E

F, F, V, V, V.

Assinale a alternativa correta.


A

A atipicidade conglobante aflora em função de permissões que a ordem jurídica regularmente estabelece.


B

A tipicidade penal como elemento essencial do delito não se satisfaz com a tipicidade legal, ou seja, a simples adequação da conduta a uma norma incriminadora.


C

A tipicidade penal exige a adequação da conduta a uma norma incriminadora, bem assim, a violação de um imperativo de comando ou de proibição. Esse contexto resulta na denominada tipicidade conglobante.


D

A teoria puramente normativa satisfaz as exigências jurídicas e éticas para justificar a omissão penalmente relevante.


E

As alternativas “b” e “c” estão corretas.

Durante uma tragédia causada pela natureza, Júlio, que caminhava pela rua, é arrastado pela força do vento e acaba se chocando com uma terceira pessoa, que, em razão do choque, cai de cabeça ao chão e vem a falecer.


Sobre a consequência jurídica do ocorrido, é correto afirmar que:


A

a tipicidade do fato restou afastada por ausência de tipicidade formal, apesar de haver conduta por parte de Júlio;


B

a tipicidade do fato restou afastada, tendo em vista que não houve conduta penal por parte de Júlio;


C

o fato é típico, ilícito e culpável, mas Júlio será isento de pena em razão da ausência de conduta;


D

a conduta praticada por Júlio, apesar de típica e ilícita, não é culpável, devendo esse ser absolvido;


E

a conduta praticada por Júlio, apesar de típica, não é ilícita, devendo esse ser absolvido.

Tício se encontrava recolhido provisoriamente em uma cadeia pública. Apenas imbuído da vontade de fugir, ausente O animus nocendi, destruiu uma das paredes de sua cela e alguns outros bens pertencentes à Administração Pública. De acordo com o entendimento do STJ, a conduta descrita representa:


A

fato atípico.


B

crime de dano.


C

crime de dano qualificado.


D

crime de fuga de pessoa presa.


E

exercício arbitrário das próprias razões,

Sobre causas de exclusão de ilicitude, de isenção de pena e sobre o erro, assinale a alternativa CORRETA:


A

Que o direito penal reconhece a legítima defesa sucessiva e também a recíproca.


B

Que a coação física irresistível é causa de isenção de pena.


C

Que o erro, quanto aos pressupostos fáticos, se vencível, permite o tratamento do crime como culposo.


D

Que é condição para o reconhecimento da legítima defesa que ao agente não seja possível furtar-se à agressão ao seu direito.

Acreditando estar grávida, Pâmela, 18 anos, desesperada porque ainda morava com os pais e eles sequer a deixavam namorar, utilizando um instrumento próprio, procura eliminar o feto sozinha no banheiro de sua casa, vindo a sofrer, em razão de tal comportamento, lesão corporal de natureza grave.

Encaminhada ao hospital para atendimento médico, fica constatado que, na verdade, ela não se achava e nunca esteve grávida. O Hospital, todavia, é obrigado a noticiar o fato à autoridade policial, tendo em vista que a jovem de 18 anos chegou ao local em situação suspeita, lesionada.

Diante disso, foi instaurado procedimento administrativo investigatório próprio e, com o recebimento dos autos, o Ministério Público ofereceu denúncia em face de Pâmela pela prática do crime de “aborto provocado pela gestante”, qualificado pelo resultado de lesão corporal grave, nos termos dos Art. 124 c/c o Art. 127, ambos do Código Penal.

Diante da situação narrada, assinale a opção que apresenta a alegação do advogado de Pâmela.


A

A atipicidade de sua conduta.


B

O afastamento da qualificadora, tendo em vista que esta somente pode ser aplicada aos crimes de aborto provocado por terceiro, com ou sem consentimento da gestante, mas não para o delito de autoaborto de Pâmela.


C

A desclassificação para o crime de lesão corporal grave, afastando a condenação pelo aborto.


D

O reconhecimento da tentativa do crime de aborto qualificado pelo resultado.

É certo afirmar:


I. No concurso de pessoas as circunstâncias e as condições de caráter pessoal nunca se comunicam.

II. Tipicidade conglobante é a comprovação de que a conduta legalmente típica está também proibida pela norma, o que se obtém desentranhando o alcance da norma proibitiva, conglobada com as restantes normas da ordem normativa.

III. O sujeito ativo, geralmente, pode ser qualquer um, mas em certos tipos são exigidas características especiais no sujeito passivo. Quando qualquer um pode ser sujeito ativo, os tipos costumam enunciar “o que” ou “quem”.

IV. O erro de tipo não afasta o dolo.


Analisando as proposições, pode-se afirmar:


A

Somente as proposições II e IV estão corretas.


B

Somente as proposições I e III estão corretas.


C

Somente as proposições I e IV estão corretas.


D

Somente as proposições II e III estão corretas.

É correto afirmar sobre a infração penal:


A

A infração penal somente poderá ser cometida por pessoa física.


B

O Estado sempre será sujeito passivo formal de um crime.


C

Apenas os bens materiais poderão ser objeto de infração penal.


D

A infração penal não poderá ser praticada de forma isolada por um agente.


E

O sujeito ativo de uma infração penal é o titular do bem jurídico lesado.

Miguel, com 27 anos de idade, pratica conjunção carnal com Maria, jovem saudável com 16 anos de idade, na residência desta, que consente com o ato. Na mesma data e também na mesma residência, a irmã de Maria, de nome Marta, com 18 anos, permite que seu namorado Alexandre quebre todos os porta-retratos que estão com as fotos de seu ex-namorado.

O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Miguel pelo crime de estupro. Marta, após o fim da relação, ofereceu queixa pela prática de dano por Alexandre.


Os réus contrataram o mesmo advogado, que deverá alegar que não foram praticados crimes, pois, em relação às condutas de Miguel e Alexandre, respectivamente, estamos diante de


A

causa supralegal excludente da ilicitude e causa supralegal de excludente da culpabilidade.


B

causa excludente da tipicidade, em ambos os casos.


C

causa excludente da tipicidade e causa supralegal de excludente da ilicitude.


D

causa supralegal de excludente da ilicitude, em ambos os casos.

Analise as assertivas abaixo e indique a alternativa:

I – Pode-se afirmar que a denominada “tipicidade formal” usualmente referida pela doutrina traz os elementos que servem para informar, de forma descritiva, o intérprete da lei a respeito da relevância ou irrelevância da conduta para o direito. Ou seja, a correspondência entre a previsão legal e a ação constatada no caso concreto recebe usualmente a denominação de “tipicidade formal” pela doutrina.

II – Pode-se afirmar que para Welzel o tipo penal trata-se de uma mera descrição de uma realidade ontológica da conduta humana, portanto necessitando incorporar o direcionamento da vontade como um de seus elementos de constituição.

III – A “Teoria da Causalidade Adequada”, uma das espécies das chamadas “Teorias Igualitárias”, afirma que ficam excluídas como causa de um resultado as ocorrências extraordinárias, referentes ao caso fortuito e força maior.

IV – A “Teoria da Equivalência dos Antecedentes”, também chamada de “Teoria da conditio sine qua non”, sendo uma das espécies das chamadas “Teorias Diferenciadoras”, preconiza que causa é tudo aquilo que contribui de alguma forma para o resultado.



A

Todas as assertivas estão corretas;


B

Todas as assertivas estão incorretas;


C

Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas;


D

Apenas as assertivas III e IV estão incorretas;


E

Apenas as assertivas I e II estão incorretas.

Sobre tipicidade, considere as afirmações abaixo.


I - Tipicidade conglobante (antinormatividade) é a comprovação de que a conduta legalmente típica está também proibida pela norma, o que se obtém desentranhando o alcance dessa norma proibitiva conglobada com as demais disposições do ordenamento jurídico.

II - Tipicidade legal é a individualização que a lei faz da conduta, mediante o conjunto dos elementos descritivos e valorativos (normativos) de que se vale o tipo legal.

III - Tipicidade, para a teoria indiciária, é uma presunção iuris et iuris da normatividade da licitude.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas III.


D

Apenas I e II.


E

I, II e III.

De acordo com o Código Penal e as espécies de infração, assinale a alternativa CORRETA.


A

Crime doloso é quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.


B

Há crime mesmo quando o agente pratica o fato em estado de necessidade.


C

Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime.


D

Entende-se em legítima defesa quem, usando todos os meios disponíveis, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.


E

Tentativa de crime é quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal e se consuma o fato.

   
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