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Considere a seguinte situação hipotética.
Acusado, perante o tribunal do júri, de homicídio triplamente qualificado, João foi condenado em somente duas qualificadoras. Concedido o protesto por novo júri, o conselho de sentença, no segundo julgamento, condenou-o em três qualificadoras.
Nessa situação, o juiz-presidente poderá impor pena mais grave que a anteriormente cominada, pois não há proibição da reformatio in pejus.
A falta de notificação dos acusados para responderem, por escrito, após o oferecimento da denúncia, será causa se nulidade absoluta, mesmo tratando-se de ação penal precedida de inquérito policial.
Quanto às nulidades processuais, segundo o Código de Processo Penal, considerem-se inicialmente as seguintes proposições:
I. Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da verdade ou na decisão da causa.
II. A nulidade de ato processual só poderá ser alegada por quem lhe deu causa.
III. As omissões da denúncia poderão ser supridas a todo o tempo, antes da sentença final.
IV. O comparecimento espontâneo do réu supre a falta ou nulidade da citação.
Agora responda:
Todas as proposições estão corretas.
Está correta somente a proposição II.
Nenhuma das proposições está correta.
Estão corretas somente as proposições I, III e IV.
A respeito da sentença, das nulidades e dos recursos em geral, assinale a opção incorreta.
É nula a sentença que não responde às alegações da defesa, seja de mérito ou de preliminares argüidas oportunamente.
A ilegitimidade do representante da parte é causa de nulidade relativa, sanável mediante a ratificação dos atos processuais.
Permite-se o aditamento da denúncia visando incluir o instrumento utilizado para produzir a ofensa apurada na instrução criminal, desde que realizado antes da sentença final.
Na inexistência de outro recurso específico, é cabível a carta testemunhável contra decisão que obstar o seguimento de recurso em sentido estrito.
Rejeitada a denúncia por falta de um de seus requisitos formais ou materiais, caberá ao Ministério Público interpor apelação criminal contra a decisão que não a recebeu.
Na hipótese de o co-réu promotor de justiça estar em plena atividade (não estar aposentado), a competência para processá-lo, juntamente com o comparsa, seria do Tribunal de Justiça do estado de Goiás, originando a nulidade absoluta do processo em face da incompetência em razão da matéria.
Julgue os seguintes itens, relativos a sentença, nulidades e recursos em geral.
I Na denúncia, se o órgão acusador afirmar que um indivíduo adentrou um supermercado e de lá subtraiu, para si ou para outrem, coisa alheia móvel, capitulando o fato incorretamente como apropriação indébita, o juiz deverá corrigir a classificação do crime na sentença, operando-se a emendatio libelli.
II Quando o réu for absolvido por sentença transitada em julgado, não se declarará nulidade, ainda que absoluta, mediante a proibição da revisão pro societate.
III O oferecimento de denúncia pelo órgão acusador, relativa a crime que deva ser apurado mediante ação penal de iniciativa privada, configurará nulidade relativa.
IV A autoridade coatora que tiver agido com má-fé ou evidente abuso de poder será condenada a pagar as custas do habeas corpus.
V É cabível a revisão de processo cuja sentença condenatória estrangeira homologada no Brasil se tenha fundado em documentos comprovadamente falsos.
A quantidade de itens certos é igual a
Por ser Alexandre funcionário público, a autoridade judiciária teria de observar, sob pena de nulidade absoluta, o rito para o processo e o julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos
Se o inquérito policial que precedeu a instauração da ação penal tiver sido presidido pela esposa do juiz da 1.a Vara, na condição de delegada de polícia, estará ele impedido de funcionar no processo.
No processo penal, a incompetência ratione loci acarreta apenas a nulidade relativa.
No que se refere ao juizado especial criminal, assinale a alternativa que faz uma afirmação INCORRETA.
A falta do interrogatório do réu, logo após o recebimento da denúncia, é hipótese de nulidade insanável.
A composição dos danos civis obrigatoriamente deverá ser reduzida a escrito.
O não-oferecimento da representação na audiência preliminar não implica decadência desse direito.
A proposta de aplicação imediata de pena restritiva de direitos é faculdade limitada do Ministério Público, devendo ser devidamente fundamentada a negativa de apresentação de tal proposta.
O recurso de apelação somente poderá ser interposto por petição.
O tribunal de justiça não pode, de ofício e em sede de apelação, sob pena de nulidade, acolher contra o réu nulidade não-argüida no recurso do MP.
Cássio foi denunciado pela prática do crime de homicídio simples (art. 121, caput, do CP). Encerrada a instrução com a inquirição das testemunhas, o órgão do MP, em alegações finais, requereu a pronúncia do réu. O advogado constituído foi intimado da abertura do prazo para a apresentação das alegações finais, deixando-o escoar sem pronunciamento, por estratégia defensiva. Os autos foram enviados ao presidente do tribunal do júri, que proferiu sentença de pronúncia. Nessa situação, em face da ausência de alegações finais da defesa, ocorreu a nulidade absoluta da pronúncia, por violação dos princípios da ampla defesa e do contraditório.
Quanto ao Inquérito Policial, a alternativa correta é:
ciente de que um promotor de justiça praticou uma infração penal, o delegado de polícia poderá investigá-lo normalmente, em inquérito policial, tendo em vista o princípio da igualdade
compete ao delegado de polícia apurar, em inquérito policial, crimes praticados contra empresas públicas da União
em geral, os vícios do inquérito policial não anulam o processo penal
o principio do contraditório é aplicável ao inquérito policial