Questões de Concurso sobre Nulidades

 
 
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Leia o relato abaixo. Fídias, funcionário público estadual em Panambi, foi indiciado na Delegacia local por peculato, e, mais tarde, condenadop elo mesmo crime. Ao examinaro s autos para apresentaçõesd e razões recursais, observou o novo causídico que ocorrera uma nulidade que passou desapercebida de todas as partes, isto é, a não concessão do prazo para a defesa preliminar. Considerando-se os dados apresentados, é correto afirmar que se trata de nulidade


A

absoluta, devendo o rito ser iniciado novamente com a observância da formalidade prevista na lei adjetiva


B

relativa devendo a Câmara Criminal proceder à audiência do acusado no Tribunal, para depois decidir o mérito da apelação.


C

relativa, que restou sanada pelo inquérito policial e pela preclusão.


D

absoluta, devendo os autos retornar ao Ministério Público para a confecção de nova ação penal.


E

absoluta, devendo o feito recomeçar na fase das alegações finais, reaproveitando-sea prova testemunhal colhida.

NÃO constitui nulidade


A

a falta de intimação do advogado dativo para os atos instrutórios.


B

a não apreciação na sentença de tese subsidiária constante das alegações finais defensivas.


C

o patrocínio de defesas colidentes pelo mesmo advogado constituído.


D

o julgamento de habeas corpus em segunda instância, sem prévia intimação ou publicação de pauta.


E

a citação por edital de réu preso na mesma unidade da Federação.

A sentença cuja nulidade foi reconhecida em sede de apelação


A

não produz nenhum efeito, devendo ser prolatada nova sentença, independentemente de quem haja recorrido.


B

vincula a nova sentença ao máximo da pena nela imposta, se a nulidade foi reconhecida em recurso da defesa.


C

obriga o Estado a reparar o dano moral ao condenado, desde que o recurso seja da acusação.


D

importa em absolvição do acusado, independendo de quem haja recorrido.


E

desobriga o juiz de prolatar nova sentença, se o recurso for da acusação.

Acerca do tema nulidades no processo penal, marque a alternativa INCORRETA.


A

É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.


B

É nula a decisão que determina o desaforamento de processo da competência do Júri sem audiência da defesa.


C

A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente.


D

A teoria dos frutos da árvore envenenada foi acolhida pelo processo penal brasileiro.


E

É absoluta a nulidade por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato.

Sobre o tema das NULIDADES no Código de Processo Penal, é CORRETO afirmar

I. O acórdão que decreta a nulidade por reconhecer que o Juiz de Direito foi subornado é dotado de efeitos ex nunc (a partir de agora), devendo ser preservados os atos não atingidos pela mácula processual.

II. A inépcia da denúncia não afetará os atos que lhe sucedem, uma vez que a inobservância de formalidade extrínseca do ato processual forja nulidade relativa.

III. Não tendo sido arguida em momento oportuno a nulidade por falta de citação editalícia válida, o trânsito em julgado da sentença não obsta o réu de buscar a invalidação do processo penal.

IV. O sistema das nulidades orienta-se pelo princípio da instrumentalidade das formas, que preconiza caber ao Juiz de Direito decretar a invalidade do ato processual sempre que a lei prescrever a pena de nulidade.


A

somente a alternativa I está correta.


B

somente a alternativa II está correta.


C

somente a alternativa III está correta.


D

somente a alternativa IV está correta.


E

todas as alternativas estão incorretas.

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Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta acerca das nulidades.


A
O Código de Processo Penal, para a apreciação das nulidades, adotou o critério formalista.

B
As irregularidades eventualmente detectadas no inquérito policial contaminam o processo, ensejando a sua anulação.

C
Considerando que a citação do acusado para se ver processar é indispensável, o comparecimento do réu a juízo não sana a falta ou defeito do ato.

D
É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.

E
É nulo o auto de prisão em flagrante lavrado por uma autoridade policial em área diversa da sua zona de atuação.

Aponte a alternativa que corresponde a regra do Código de Processo Penal sobre nulidade.


A

A defesa deficiente gera nulidade absoluta, sendo presumido o prejuízo.


B

A incompetência do juízo anula somente os atos decisórios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente.


C

A falta de defesa previa após o interrogatório gera nulidade absoluta.


D

A nulidade de um ato, uma vez declarada, afetará os atos posteriores.


E

A falta das alegações escritas do acusado no procedimento ordinário é causa de nulidade relativa.

Com relação às nulidades e aos recursos no âmbito do processo penal, assinale a opção correta.


A

No processo penal, a falta e a deficiência da defesa técnica constituem nulidade absoluta.


B

É nula a citação por edital que indica o dispositivo da lei penal, mas não transcreve a denúncia ou a queixa.


C

O prazo para a interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal é de cinco dias.


D

Ao MP é concedido prazo em dobro para a interposição dos recursos criminais.


E

Quando não for unânime a decisão de segunda instância, desfavorável à acusação, admitem-se embargos infringentes e de nulidade a serem interpostos pelo MP.

QUANTO ÀS NULIDADES PROCESSUAIS:


A

todas são absolutas;


B

todas podem ser argüidas a qualquer tempo;


C

se decretadas ocasionam a nulidade dos atos subsequentes;


D

só se dão na primeira instância.

Acerca das nulidades no processo penal, assinale a opção correta.

A
É nula a decisão do tribunal que acolhe, contra o réu, nulidade não argüida no recurso da acusação ou em recurso de ofício.

B
No julgamento pelo júri, ocorre mera irregularidade quando os quesitos da defesa não precedem aos das circunstâncias agravantes.

C
É anulável o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado que funcionou em julgamento anterior do mesmo processo.

D
É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos da renúncia do único defensor, o réu não foi previamente intimado para constituir outro.

E
Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contra-razões ao recurso interposto contra a rejeição da denúncia, podendo ser suprida pela nomeação de defensor dativo.

Em caso de nulidade manifesta do processo, não cabe

habeas corpus, pois não há coação ilegal. Deve a parte, em

tal caso, simplesmente peticionar ao juiz da causa,

requerendo que declare a nulidade do feito.


C
Certo

E
Errado

Considere a seguinte situação hipotética.

Marcelo foi denunciado pelo Ministério Público pela prática de homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel. Após o curso da instrução probatória, sem quaisquer vícios, o promotor apresentou as alegações finais, requerendo a pronúncia de Marcelo nos mesmos termos da denúncia. Remetidos os autos ao defensor público, este elaborou manifestação de uma lauda na qual afirmou se reservar o direito de apresentar as teses defensivas no plenário do tribunal do júri.

Nessa situação, há nulidade absoluta do processo, que pode ser argüida a qualquer tempo e grau de jurisdição, independentemente da comprovação de prejuízo para o réu.


C
Certo

E
Errado

De acordo com o CPP,


A

a apelação é cabível contra sentenças definitivas e sempre tem efeito devolutivo e suspensivo.


B

os embargos infringentes e de nulidade somente podem ser interpostos pela defesa e são cabíveis contra decisões de segunda instância que não sejam unânimes.


C

os embargos de declaração são cabíveis em caso de decisão ambígua, omissa, contraditória ou obscura e são julgados pela instância superior ao órgão prolator da decisão.


D

a revisão criminal tem natureza de recurso e somente pode ser requerida pelo próprio réu após o trânsito em julgado de uma decisão condenatória.

A nulidade relativa


A

pode ser reconhecida de ofício em prejuízo do réu.


B

é estabelecida para resguardar predominantemente o interesse das partes.


C

visa garantir interesse de ordem pública.


D

é insanável e jamais preclui.


E

independe para o seu reconhecimento da demonstração do prejuízo

A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poderá ser sanada a qualquer tempo, mediante ratificação dos atos processuais.

C
Certo

E
Errado

Ana, servidora pública, foi indiciada pelo cometimento do crime de prevaricação, crime afiançável, praticado contra a administração pública. Não sendo cabíveis os benefícios previstos na Lei n.º 9.099/1995, foi oferecida a denúncia. O juiz determinou a citação da ré para o interrogatório e não concedeu prazo para a apresentação da resposta prévia, prevista no art. 514 do Código de Processo Penal. Nessa situação, operou-se nulidade absoluta, devendo ser declarada a nulidade de todos os atos decisórios proferidos no processo.


C
Certo

E
Errado

Para a validade da decisão a ser proferida em recurso criminal, será imprescindível a intimação do defensor do réu da sessão de julgamento, sob pena de nulidade.


C
Certo

E
Errado

Roberto foi condenado como incurso nas sanções do art. 157, § 2.º, incisos I e II, do CP, à pena de 5 anos e 6 meses de reclusão, além de multa. Irresignada, a defesa formulou, perante o tribunal a quo, pedido de revisão criminal, aduzindo que a participação do paciente no crime foi de menor importância e que o fato de tal tese não ter sido apreciada na sentença implicaria nulidade do feito por cerceamento de defesa. Para patrocinar a causa, foi nomeado o procurador do estado do Ceará, que não foi intimado pessoalmente para a sessão de julgamento da revisão criminal, não tendo sido conhecido o pedido revisional.


Considerando a situação hipotética acima, assinale a opção correta.


A

É dispensável a intimação pessoal do procurador do estado, considerando-se a natureza do ato, isto é, sessão de julgamento da revisão criminal, bastando, nesse caso, intimação por publicação oficial.


B

Não há nulidade na ausência de intimação do procurador do estado, pois a norma que prevê a intimação pessoal do defensor público é norma específica, que não se estende ao caso mencionado.


C

A ausência de intimação pessoal do procurador do estado, que exercia cargo equivalente ao de defensor púbico, é causa de nulidade absoluta, por cerceamento de defesa, devendo ser renovado o julgamento da revisão criminal.


D

A ausência de intimação pessoal do procurador do estado do Ceará é causa de nulidade relativa, que deve ser decretada, desde que haja comprovação de prejuízo da defesa.


E

O ato praticado sem a intimação do procurador do estado do Ceará é inexistente, dado que não se reveste das formalidades legais.

Considere a seguinte situação hipotética.

Fernando foi denunciado pela prática de crime de lavagem de dinheiro. O juiz, entendendo inexistir justa causa a amparar a ação penal, rejeitou a denúncia. Em seguida, o Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito. O juiz, recebendo o recurso com suas respectivas razões, por estarem presentes os requisitos legais, nomeou, então, defensor dativo ao denunciado Fernando, para apresentação de contra-razões ao recurso. Nessa situação, é correto afirmar que inexiste nulidade processual.


C
Certo

E
Errado
Sobre a nulidade em processo penal, vige o princípio de que nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. Partindo desse pressuposto, a nulidade ocorrerá EXCETO por:

A
Incompetência, suspeição ou suborno do juiz.

B
Não estarem presentes, pelo menos, 18 (dezoito) jurados para a constituição do júri.

C
Ilegitimidade de parte.

D
Ausência do exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado o disposto no art. 167 do CPP.

E
Falta da citação do réu, para ver processar-se o seu interrogatório, quando presente, e os prazos concedidos à acusação e à defesa.
   
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