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Os filósofos estoicos consideravam três aspectos como os mais importantes na filosofia: lógica, física e ética. No campo ético, assumiram que a liberdade consistia em aceitar o nosso destino cujo telos era alcançar a vida feliz, partindo da ideia de que há uma conformidade entre
o intelecto e a experiência.
a felicidade e o dever.
a teoria e a vida pública.
a natureza e a razão.
os sentidos e a educação.
Para Gaston Bachelard, o conhecimento científico é obtido por meio de um constante questionar, um permanente não (no sentido de conciliação). Toda nova experiência diz não à experiência antiga, avançando, assim, o pensamento e o espírito científico. A compreensão do conhecimento científico deve, portanto, ser assumida a partir da noção de obstáculo epistemológico. Ao propor o problema do conhecimento como os obstáculos epistemológicos, Bachelard entende que, no ato de conhecer, surgem entorpecimentos, confusões por necessidade funcional. Isso evidencia que sempre se conhece algo contra um conhecimento anterior, dizendo não a conhecimentos mal adquiridos.
Determinados conteúdos de Física, facilmente encontrados em livros didáticos, trazem a compreensão do conhecimento científico. Dentre eles, qual NÃO é um exemplo de obstáculo epistemológico?
A massa do corpo é a razão entre a força resultante e a aceleração resultante.
O calor flui do corpo de maior temperatura para o de menor temperatura.
A corrente elétrica se comporta como um fluido dentro do condutor.
O elétron é uma esfera de carga negativa.
TEXTO I
Considero apropriado deter-me algum tempo na contemplação deste Deus todo perfeito, ponderar totalmente à vontade seus maravilhosos atributos, considerar, admirar e adorar a incomparável beleza dessa imensa luz.
DESCARTES, R. Meditações. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
TEXTO II
Qual será a forma mais razoável de entender como é o mundo? Existirá alguma boa razão para acreditar que o mundo foi criado por uma divindade todo-poderosa? Não podemos dizer que a crença em Deus é “apenas” uma questão de fé.
RACHELS, J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.
Os textos abordam um questionamento da construção da modernidade que defende um modelo
centrado na razão humana.
baseado na explicação mitológica.
fundamentado na ordenação imanentista.
focado na legitimação contratualista.
configurado na percepção etnocêntrica.
A Patrística é considerada a primeira fase da filosofia medieval. Sua principal característica era a expansão do Cristianismo na Europa e o combate aos hereges. Por isso, essa doutrina filosófica foi representada pelo pensamento dos Padres da Igreja, que aos poucos auxiliaram na construção da teologia cristã. Baseada na filosofia grega, os filósofos desse período tinham como objetivo central compreender a relação entre a fé divina e o racionalismo científico. Ou seja, eles buscavam a racionalização da fé cristã. Há vários filósofos desta época, EXCETO:
A razão Universal também pode ser chamada de:
Logos.
Ethos.
Phineas.
Tomo.
Cosmos.
Quando soube daquele oráculo, pus-me a refletir assim: “Que quererá dizer o Deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco; que quererá ele então significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente não está mentindo, porque isso lhe é impossível”. Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido; por fim, muito contra meu gosto, decidi-me por uma investigação, que passo a expor.
(PLATÃO. Defesa de Sócrates. Trad. Jaime Bruna. Coleção Os Pensadores. Vol. II. São Paulo: Victor Civita, 1972, p. 14.)
O texto acima pode ser tomado como um exemplo para ilustrar o modo como se estabelece, entre os gregos, a passagem do mito para a filosofia. Essa passagem é caracterizada:
pela transição de um tipo de conhecimento racional para um conhecimento centrado na fabulação.
pela dedicação dos filósofos em resolver as incertezas por meio da razão.
pela aceitação passiva do que era afirmado pela divindade.
por um acento cada vez maior do valor conferido ao discurso de cunho religioso.
pelo ateísmo radical dos pensadores gregos, sendo Sócrates, inclusive, condenado por isso.
A estética corresponde ao ramo da filosofia que se ocupa das manifestações artísticas, buscando apontar, por exemplo, os diferentes critérios e modos como em diferentes momentos ou culturas se percebe e classifica algo como belo, sublime ou agradável. Trata-se, assim, de uma forma de conhecimento que não nega a razão, ao certo, mas que coloca em relevo a forma como ela se relaciona com a imaginação e com a sensibilidade.
A partir do exposto acima, é correto afirmar:
Juntamente com a razão, a imaginação e a sensibilidade são fatores indispensáveis para a nossa apreensão do mundo e das coisas
A estética é o campo da filosofia que se ocupa da relação entre o pensamento e a religião.
Na estética, a razão predomina sobre a sensibilidade e a imaginação.
O sublime e o agradável devem ser apreendidos de forma objetiva pelo raciocínio lógico
Na estética não há lugar para a razão, visto que ela se baseia na sensibilidade e na imaginação.
Considerando as ações que caracterizam a arte como elemento do sistema hegeliano, como espírito absoluto, analise os seguintes itens:
I. revelar a subversão do contingente por um outro princípio de realidade;
II. incluir a sensibilidade, imaginação e razão, emancipadas da lógica da dominação;
III. considerar a arte vigente como decadência burguesa;
IV. associar-se à representação de uma classe específica.
Corresponde a ação que caracteriza a arte como elemento do sistema hegeliano somente o que consta em
Embora a filosofia tenha surgido como liberação do Logos em relação ao discurso mítico, é notório o uso que Platão faz de mitos em seus diálogos.
Com base em Reale e Antiseri (2003, v. 1), afirma-se que
Platão abdica parcialmente da razão como instrumento da filosofia.
para Platão o mito não é uma expressão de crença.
para Platão, ao atingir seus limites, a razão pode ser ajudada pelo mito a superar os mesmos, elevando o espírito a uma visão ou pelo menos a uma tensão transcendente.
Platão usa de mitos, vide A caverna, mas o mito não tem no fundo qualquer utilidade diante do logos.
Acerca da reflexão de Heidedgger sobre a técnica, considere as seguintes afirmações:
I. A reviravolta operada por Platão no conceito de verdade contribui para explicar o primado da técnica no mundo moderno.
II. A técnica é um instrumento neutro nas mãos do homem.
III. A técnica torna o homem uma coisa entre coisas.
Está correto o que se afirma em
Leia o texto a seguir:
“Kant recusa tanto o empirismo como o racionalismo; existem ideias puras da razão – mas meramente como princípios regulativos a serviço da experiência. Demonstrando a existência de certas condições da experiência não empíricas e, portanto, universalmente válidas. Kant mostra que a metafísica é possível, mas em contraposição ao racionalismo, somente como teoria da experiência, e não como uma ciência que transcende o âmbito da experiência; e, à diferença do empirismo, não como teoria empírica, senão como teoria transcendental da experiência” (HÖFFE, Otfried. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 39-40. Adaptado).
Otfried Höffe afirma que Kant elabora, com a sua teoria do conhecimento, uma nova metafísica fun-dada em uma “teoria transcendental da experiência”, capaz de superar o racionalismo e o empirismo porque mantém
“O modo de _______, como exercício da razão (logos) dos primeiros filósofos, é uma _________ acerca da origem, ordem e transformação da natureza e do ser ________. É um discurso que institui conceitualmente o princípio fundante que unifica e ordena a totalidade”.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
Criar – Reflexão – Criativo
Pensar – Reflexão – Humano
Criar – Ação – Natural
Pensar – Ideia – Criado
Realizar – Participação – Humano
Analise o texto abaixo:
A _______ surgiu quando pensadores gregos descobriram que a verdade do mundo e dos indivíduos não é algo secreto e misterioso, que precisa ser revelado por divindades a alguns escolhidos, mas pode ser conhecida por todos através de operações mentais de raciocínio. Assim, demostraram que o mundo, os seres humanos e os acontecimentos naturais podem ser conhecidos pela ________ humana.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
filosofia • razão
ciência • capacidade
teologia • inteligência
percepção • cosmologia
revelação • sabedoria
Nas formulações kantianas, o que se busca contrariar é o atributo prático-moral da razão defendido por Augusto Comte.
Certo
Errado
A razão que serve para o desenvolvimento da técnica é a razão instrumental, bem diferente da razão vital, por meio da qual o homem se torna capaz de compreender criticamente a situação em que vive. O “especialista competente” pode ser o “aprendiz de feiticeiro” que não reflete suficientemente bem a respeito dos fins de sua ação. Presenciamos no século XX um período de crise: a razão, que deveria servir para vincular o homem ao real a fim de compreendê-lo, para escolher o que é melhor para sua vida, essa razão se acha “enlouquecida”.
(Maria Lúcia de Aranha e Maria Helena P. Martins, Temas de filosofia. Adaptado)
Com base no texto, sobre a crise da razão, é correto afirmar que
sob o ponto de vista filosófico, a ciência é dotada da neutralidade de valores.
a razão instrumental garante uma relação equilibrada entre ciência e meio ambiente.
a reflexão filosófica sobre a razão instrumental fundamenta- se em critérios religiosos.
a razão vital proporciona critérios reflexivos sobre as finalidades da ciência.
trata-se de um problema filosófico desvinculado do irracionalismo da ciência.
A razão para Kant é moral, e a moral é racional.
Certo
Errado