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Sobre a verdade em Tomás de Aquino, considerando as proposições seguintes, assinale a alternativa que apresente afirmativas incorretas.
I. A verdade se dá unicamente no intelecto, visto que “o que é”, estando fora da mente, não pode ser dito verdadeiro.
II. A verdade se dá mais propriamente no intelecto, no juízo, mas todo ente é verdadeiro enquanto é.
III. O fundamento da verdade é o ente, não o intelecto.
IV. O fundamento da verdade é o intelecto, o juízo, ainda que o termo da verdade seja o “que é”.
I, II e IV apenas
II e III apenas
II e IV apenas
I e IV apenas
A Patrística é considerada a primeira fase da filosofia medieval. Sua principal característica era a expansão do Cristianismo na Europa e o combate aos hereges. Por isso, essa doutrina filosófica foi representada pelo pensamento dos Padres da Igreja, que aos poucos auxiliaram na construção da teologia cristã. Baseada na filosofia grega, os filósofos desse período tinham como objetivo central compreender a relação entre a fé divina e o racionalismo científico. Ou seja, eles buscavam a racionalização da fé cristã. Há vários filósofos desta época, EXCETO:
A filosofia de Tomás de Aquino (tomismo) nasceu com objetivos claros: não contrariar a fé. Sua finalidade era organizar um conjunto de argumentos para demonstrar e defender as revelações do cristianismo. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
I. Tomás de Aquino reviveu em grande parte, o pensamento aristotélico em busca de argumentos que explicassem os princípios e aspectos da fé cristã.
II. Fez da filosofia de Aristóteles um instrumento a serviço da religião católica, ao mesmo tempo em que transformou essa filosofia numa síntese original.
III. Tomás de Aquino enfatizou a importância da realidade sensorial. Em relação ao processo de conhecimento dessa realidade, ressaltou dois princípios básicos, como: princípio da causa e da eficiência e o príncipio da finalidade.
IV. O princípio da finalidade afirma que: todos os seres que captamos pelos sentidos são seres contingentes, ou seja, não possuem em si próprio, a causa da eficiência de sua existência.
Está(ão) CORRETA (S) apenas:
I e IV.
II e III.
II.
I e II.
Embora a Filosofia, em geral, não seja produzida para resultados concretos e imediatos, entender que ela não tem aplicação prática é incorreto. A forma de compreender o mundo é que determina o modo como se produzem as coisas, investiga-se a natureza, propõem-se as leis. Ética, Política, Moral, Esporte, Arte, Ciência, Religião, tudo tem a ver com Filosofia.
(Queiroz; Moita, 2007)
Nos grandes períodos da história: Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Contemporânea, viveu-se à influência de vários pensadores. Na Idade Média, destacam- se os pensadores
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Kant e Heidegger.
Descartes e Bacon.
Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.
Karl Marx e Max Weber.
Sobre a licitude ou ilicitude de matar qualquer ser vivente, conforme o entendimento de Santo Tomás de Aquino na obra Tratado da Justiça, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A vida e a morte de plantas e animais não está subordinada ao homem.
( ) Poderia por vezes ser bom matar um pecador quando se tenha degradado até o nível do animal.
( ) Quem por ordem divina mata um inocente não peca, como também não peca Deus.
( ) Para o homem é lícito tirar a vida dos animais somente para fins de legítima defesa.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Considerando a concepção de justiça de Aristóteles e Tomás de Aquino, podemos afirmar, EXCETO:
Aristóteles concebe a justiça como expressão ética dos princípios de igualdade e proporcionalidade, distinguindo dois tipos de justiça; a comutativa e a corretiva.
Justitia est ad alterum, a justiça é estabelecida na relação com Deus, segundo Tomás de Aquino, no que se refere às decisões, a relação determinante é a relação com Deus.
Aristóteles com a Justiça distributiva esclarece o que o todo deve às partes. Sobre o que as partes devem ao todo, não o define. Quem o faz é Tomás de Aquino, ao que denomina Justiça Social, que consiste na contribuição dos membros da sociedade para o bem comum.
Tomás de Aquino considera a Justiça como a proporção entre um homem e outro, sendo o princípio principal a alteridade; a justiça é verificada dentro das relações sociais.
A Justiça Distributiva, segundo Aristóteles, tem o Estado como o sujeito das obrigações, o mesmo distribui a cada um segundo seu mérito, devido à gradação existente na virtude e no crime, numa relação de proporção geométrica.
Analise o argumento teísta a seguir:
“No mundo das coisas sensíveis, percebemos que há uma ordem de causas eficientes. Não há nenhum caso conhecido (nem é, de fato, possível) no qual uma coisa é descoberta como sendo a causa eficiente de si mesma; para tanto, ela seria anterior a si mesma, o que é impossível. Porém, nas causas eficientes, não é possível seguir ao infinito, porque, em todas as causas eficientes seguindo em ordem, a primeira causa é a causa da causa intermediária, e a causa intermediária é a causa da causa última, não importa se a causa intermediária seja diversa ou apenas uma. Além disso, retirar a causa é retirar o efeito. Portanto, se não houver nenhuma primeira causa entre as causas eficientes, não haverá nenhuma causa última, nem qualquer causa intermediária. Contudo, se nas causas eficientes for possível seguir ao infinito, não haverá nenhuma causa eficiente primeira, nem haverá um efeito último, nem quaisquer causas eficientes intermediárias; e tudo isso é manifestamente falso. Portanto, é necessário admitir uma causa eficiente primeira, para a qual todos dão o nome de Deus”
(TOMÁS DE AQUINO apud BAKER, A.; BONJOUR, L. Filosofia: Textos fundamentais comentados. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 625).
Que tipo de argumento teísta ocorre na citação?
Argumento ontológico.
Argumento do desígnio.
Argumento cosmológico.
Argumento teleológico.
Vemos que as coisas que não têm inteligência, como, por exemplo, os corpos naturais, agem para uma finalidade, o que se mostra pelo fato de sempre ou frequentemente agirem da mesma forma, para conseguirem o máximo, donde se segue que não é por acaso, mas intencionalmente, que atingem seu objetivo. As coisas, entretanto, que não têm inteligência só podem procurar um objetivo dirigidas por alguém que conhece e é inteligente, como a flecha dirigida pelo arqueiro. Logo, existe algum ser inteligente que ordena todas as coisas da natureza para seu correspondente objetivo: a este ser chamamos Deus.
(AQUINO, Tomás de. Suma Teológica (I, Questão 2). In: MARCONDES, Danilo (org.). Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 71.)
Ao elaborar a quinta via racional da existência de Deus, Tomás de Aquino
demonstrou empiricamente que a existência de Deus é uma verdade racional, a partir da finalidade dos seres.
utilizou a teoria da finalidade dos seres, de base aristotélica, para demonstrar como a ordem natural tem origem em Deus.
desenvolveu uma prova a partir da finalidade dos seres com base na filosofia platônica, alicerce do pensamento medieval escolástico, exemplificado nesta quinta via.
concluiu que o ser humano somente consegue chegar às verdades sagradas por meio da iluminação, processo que o faz compreender a finalidade dos seres.
O pensamento ético-cristão, nomeadamente em Agostinho e Tomás, retoma a ética platônico-aristotélica, mas a redimensiona no horizonte da compreensão bíblica. Considerando esse assunto, assinale a opção correta acerca da referida ética cristã.
A felicidade é o fim último do homem; e a virtude, o meio para o homem alcançar a felicidade. Além disso, a felicidade suprema pode ser alcançada nesta vida.
O homem é imagem e semelhança de Deus, dotado de inteligência, livre-arbítrio e de domínio sobre os seus atos. Ele abraçará não somente as virtudes naturais, mas também as virtudes sobrenaturais da graça, como fé, esperança e caridade.
Virtude é uma questão de dever e, dessa forma, não possui relação com felicidade, visto que o cumprimento do dever é penoso para o homem, e a felicidade é um sentimento de contentamento pleno.
A justiça e a prudência são as virtudes supremas; além destas virtudes, que estão ao alcance do homem, não há outras.
A felicidade consiste no prazer e no bem-estar material.
Segundo São Tomás de Aquino, o mal tem e é uma natureza, pois a natureza trata tão somente do que é ser; e o mal é um ser, não uma privação de ser.

O filósofo e seus seguidores a que o autor se refere nesse texto são, respectivamente,
Santo Agostinho e os fideístas.
Descartes e os cartesianos.
Guilherme de Ockham e os nominalistas.
Duns Scott e os ocasionalistas.
São Tomás e os escolásticos.
A unidade objetiva da verdade encontra-se, segundo Santo Tomás de Aquino, na harmonia entre fé e razão, não podendo, assim, contradizer-se, embora ambas as fontes do conhecimento sejam completamente diferentes. A explicação para a referida harmonia, de acordo com o filósofo, reside no fato de
Tomás de Aquino entendia a arte como o que agrada à vista, entendendo o termo vista em um amplo sentido.
Assinale a afirmação que expressa a doutrina da alma em Tomás de Aquino.
A alma é a forma do corpo, entendendo-se por isso uma funcionalidade biopsíquica que não sobrevive ao corpo.
A alma é forma substancial do corpo, portanto sua essência, e essa diferença autoriza a afirmar a imortalidade da alma.
Alma e corpo são completamente distintos a ponto de não podermos compreender como estariam unidos na condição atual do homem.
O que chamamos de alma é apenas a função intelectiva da matéria.
A alma é imanente ao corpo no sentido de uma forma que tão-somente organiza a matéria.
Assinale, dentre as afirmações a seguir, aquela que expressa a concepção de causalidade em Tomás de Aquino.
Tudo ocorre por intermédio de causas naturais e de acordo com o encadeamento físico das causas e efeitos, por meio do qual podemos conhecer os modos pelos quais se constituem os eventos, sem recorrer a qualquer causa extranatural.
Deus, como criador do universo, é a única causa atuante, qualquer que seja o gênero de eventos ou relações, de modo que o conhecimento de qualquer efeito no mundo supõe que o relacionemos diretamente com Deus como causa primeira e única.
Nosso conhecimento, devido às suas limitações, não alcança qualquer relação de causalidade e assim nada podemos saber acerca de como se determinam os eventos do mundo.
As causas são entidades ideais que só existem na mente.
Deus é a causa primeira de tudo que existe, o que não impede que exista um sistema de causalidade segunda, a partir do qual podemos conhecer, de maneira relativamente autônoma, o sistema do mundo existente.
Assinale a alternativa que caracteriza corretamente a concepção de conhecimento em Tomás de Aquino.
Conhecemos todas as coisas exclusivamente em Deus e por Deus.
O conhecimento é exercido pela alma e, portanto, é exclusivamente intelectual ou conceitual.
Devido à nossa condição sensível, estamos restritos unicamente ao conhecimento empírico.
O processo de conhecimento inclui primeiramente a percepção sensível e depois a abstração intelectual.
Qualquer conhecimento verdadeiro só pode ser fornecido pela fé.
Assinale a opção que apresenta a objeção feita por Sto. Tomás ao argumento teológico de Santo Anselmo.
Entre aqueles que admitem a existência de Deus, nem todos sabem que ele seja "aquele do qual nada de maior se pode pensar". Mesmo admitindo isso, quando se concebe o que se encerra sob o nome de Deus, daí não se deriva que ele exista, a não ser no intelecto. A existência real, ao contrário, é demonstrada perfeitamente por meio dos efeitos, isto é, a posteriori.
A suma perfeição jamais poderia ser intuída pelo intelecto humano, na medida em que, sendo este imperfeito, não poderia ter a idéia de algo perfeito e, portanto, não há meios de inferir a existência do ente supremo, nem a priori nem a posteriori. A existência de Deus, portanto, não admite provas metafísicas, constituindose apenas como questão de fé
A idéia de perfeição não inclui, necessariamente, o predicado da existência, pois tal idéia, bem como a idéia de Deus, é variável de povo para povo e de cultura para cultura, não se sustentando, portanto, como um critério universalmente válido e aceitável para provar a existência de Deus nem para o intelecto, nem na realidade
O estilo da argumentação, elaborado de forma complexa e tortuosa, apresenta um retrocesso em relação aos argumentos dos teólogos anteriores, na medida em que sua compreensão exige o conhecimento das regras fundamentais da lógica aristotélica. O verdadeiro propósito da teologia, que é esclarecer a fé através da razão, acaba, desta forma, desvirtuado.
O argumento tem traços sofistas e é destinado à mera persuasão. Ao mesmo tempo, reforça o dogmatismo de certas posições da Igreja, pois postula a idéia de separação inconciliável entre o que é da ordem da fé e o que é da ordem da razão, através da tentativa de demonstrar a falibilidade da lógica e da impossibilidade de tratar as questões divinas pela via metafísica.
São Tomás considera o sensível como um dos pontos de partida para a demonstração da prova da existência de Deus.