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Quanto à sua construção interna, as frases Ganhamos a guerra, não a paz e As grandes potências, unidas na luta, estão agora divididas têm em comum
um jogo entre alternativas.
uma relação de causa e efeito.
a formulação de uma condicionalidade.
a articulação de uma hipótese.
a exploração de antíteses.
O argumento mais relevante que o requerente utiliza para embasar sua solicitação está na frase:
... sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua.
... não se entendem no tocante à correção gramatical.
... decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.
... deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua idéia.
... a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo.
Para justificar seu ponto de vista, recorre o autor a argumentos fundados em diversas disciplinas do conhecimento humano. Ele não recorre, contudo, a argumentos de base:
psicanalítica;
sociológica;
antropológica;
histórica;
literária.
"A propósito, contou-me um amigo uma história exemplar, que teria ocorrido na cidade mineira de Nova Lima, por volta dos anos 30. Existe em Nova Lima uma importante mina de ouro – a mina de Morro Velho – que , àquela época, vivia o seu fastígio, e era propriedade de um companhia inglesa."(linhas 8-11).
Identifique, no fragmento acima, o procedimento usado pelo narrador na progressão do texto.
Entre as estratégias disponíveis para a argumentação persuasiva, o autor utilizou, predominantemente, a que se vale dos argumentos de autoridade, pois o discurso de outros especialistas favoráveis ao filme foi retomado nas linhas de 35 a 45 para reforçar a posição defendida no artigo.
A descrição do menino abandonado é feita no segundo parágrafo do texto; o que NÃO se pode dizer do processo empregado para isso é que o autor:
A circulação de algumas mensagens, como a de se ter os "rins retirados e acordar em uma banheira de gelo" (l.2-3), de caráter jocoso e assustador, pode partir do princípio de que alguns usuários desse tipo de comunicação são ingênuos — acatam e divulgam, sem julgamento prévio, tudo o que lêem.
No texto LP-I, predomina a construção expositiva do tema, com o intuito de advertir o leitor acerca dos boatos circulantes em correspondências eletrônicas; no texto LP-II, no entanto, tem-se uma estrutura eminentemente narrativa, em que a personagem recebedora desse tipo de mensagem expõe as limitações e os vexames passados, em decorrência de dar crédito ao conteúdo dos e-mails.
Certo
Errado
NOSSA FRAQUEZA E NOSSA FORÇA
Roberto Mangabeira Unger
O Brasil tem hoje grande força e grande fraqueza. Compreender como usar nossa força para superar nossa fraqueza é requisito para o avanço que podemos dar nesse momento de nossa história. O governo a ser eleito nas próximas eleições será apenas um dos agentes desse avanço. Agentes teremos de ser todos.
Nossa grande força é a energia que desponta na nação. Essa energia tem três manifestações sociais mais importantes.
A primeira manifestação é a renovação de padrões produtivos que ocorreu em parte da indústria e da agricultura brasileiras. Nesse longo período em que nossos governantes sacrificaram as necessidades da economia real à conquista ilusória da respeitabilidade financeira, muitas empresas reagiram criativamente ao aperto. Estão prontas para crescer quando assegurarmos as condições para diminuir os juros e para simplificar os tributos. E nossos bancos, entre os mais eficientes do mundo, têm tudo para mudar de ramo, passando a financiar a produção.
A segunda expressão de energia latente está na multidão de empreendedores e profissionais emergentes que representa o traço social mais notável do Brasil de hoje. Nenhum país, nem mesmo os Estados Unidos, tem cultura mais difusa e multiforme de iniciativa que o Brasil. O vigor dessa cultura ultrapassa os limites das atividades econômicas: deita raízes numa idéia mais ampla de auto-ajuda em todos os campos da experiência. Nossas instituições ainda não estão organizadas para apoiar esse impulso construtivo.
A terceira encarnação da energia brasileira é a mais obscura e a mais significativa. Por um processo secreto de autopreservação, boa parte da massa de trabalhadores dá sinais de optar por ideal pequenoburguês; de querer seguir a trilha dos emergentes. Até mesmo a vida de biscateiro a que está condenada hoje mais da metade da nossa populacão adulta passou a servir, para milhões de pessoas, de introdução impiedosa à religião do esforço e ao culto dos esforçados.
Dar oportunidades e recursos a toda essa energia representa o caminho para o soerguimento do país. Indica a essência da obra do futuro governo. É no cumprimento dessa tarefa, anterior a opções programáticas mais arrojadas, que se poderão encontrar hoje os representantes de muitas vertentes da política e do pensamento brasileiros. Não é trabalho para sectários.
Se a energia que corre pelo país é nossa grande força, nossa grande fraqueza continua a ser a dúvida a respeito do nosso destino nacional. Os brasileiros de todas as classes sociais ainda não se convenceram de que o Brasil pode ser um grande país. Ainda não acreditam que o Brasil pode desenvolver, em proveito de toda a humanidade, uma forma própria de vida. Essa dúvida constitui um obstáculo maior do que as deficiências de ensino, as faltas dos partidos ou os excessos dos juros.
A solução é deixar que a energia sepulte a descrença. Definir e construir os meios para ampliar a base social das atividades produtivas e das práticas de auto-ajuda. Fazer do produtivo o social e do social o produtivo, em vez de tratar o produtivo e o social como compartimentos separados. Centrar a política na demarcação de um rumo que instrumentalize e capacite a energia frustrada do país. Trazer o Brasil à consciência e à posse de si mesmo.
Os argumentos colocados no texto para a defesa das idéias do autor:
se apóiam em citações de autoridades no assunto;
carecem de credibilidade por serem radicalmente opostos ao governo atual;
se fundamentam em opiniões pessoais;
são apresentados como decorrentes de pesquisas de opinião;
se estruturam a partir de silogismos e sofismas.
De acordo com o texto, há relação de causa e conseqüência entre
uso de novas tecnologias e pouca escolaridade dos trabalhadores.
falta de qualidade no ensino e competitividade entre empresas.
perda de emprego e treinamento em novas funções dentro da empresa.
uma educação mais sólida e maior possibilidade de emprego.
escolas de bom nível e tempo de escolaridade do trabalhador brasileiro.
Todos os recursos seguintes são usados pelo autor na estruturação do texto, EXCETO:
Distinta da estruturação do texto LP-I, a constituição do texto LP-II está embasada em uma seqüência de relações de conseqüências com suas respectivas causas.
Há, no texto, relação de causa e efeito entre
retomada do desenvolvimento e elevação da renda do povo.
a década do "milagre brasileiro" e a persistência da situação de pobreza do povo.
situação econômica do Brasil no século XX e a que se apresenta no início do século XXI.
queda dos índices de mortalidade infantil e valor do salário mínimo.
consumo maior no Sul e no Sudeste e acentuadamente menor no Norte e no Nordeste.
"Mesmo porque são todos delinqüentes, pivetes na escola do crime, cedo terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte."; este segmento do texto:
O conectivo "mas" (l.5) introduz uma idéia adversativa que, em um padrão mais culto da linguagem, corresponde a destarte
Os dados e informações do texto acima constituem uma exemplificação do que foi anunciado no texto LP pelas expressões: "sua força e seu valor" (R.12-13), "benefícios da modernidade rural" (R.13) e "vitórias alcançadas" (R.14).
Certo
Errado