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Ainda de acordo com os PCNs, a produção oral pode acontecer nas mais diversas circunstâncias, dentro dos mais diversos projetos, EXCETO:
Atividades em grupo que envolvam o planejamento e realização de pesquisas e requeiram a definição de temas, a tomada de decisões sobre encaminhamentos, a divisão de tarefas, a apresentação de resultados;
Atividades de resolução de problemas que exijam estimativa de resultados possíveis, verbalização, comparação e confronto de procedimentos empregados;
Atividade com séria preparação prévia, conhecendo o nível de conhecimento do interlocutor e, principalmente composta de uma bateria de exercícios repetitivos que possibilitem a memorização;
Atividades de produção oral de planejamento de um texto, de elaboração propriamente e de análise de sua qualidade;
Atividades dos mais variados tipos, mas que tenham sempre sentido de comunicação de fato: exposição oral, sobre temas estudados apenas por quem expõe; descrição do funcionamento de aparelhos e equipamentos em situações onde isso se faça necessário; narração de acontecimentos e fatos conhecidos apenas por quem narra, etc.
Quando transposta para o ensino de língua portuguesa, a situação apresentada nos dois quadrinhos finais permite concluir corretamente que existem alguns usos linguísticos que os PCNs (1998) associam a
falhas de “adequação do registro oral às situações interlocutivas”, como é o caso da frase “Me decapita logo”.
“padrões gramaticais anacrônicos e artificiais”, como é o caso da frase “Decapite-me logo”.
“regras do bem dizer e escrever”, sem que haja prevalência de uma forma em relação à outra, como no caso das duas frases.
formas que se tornam “padrões de correção de todas as formas linguísticas”, como é o caso da frase “Me decapita logo”.
ideias como a de que “ninguém fala corretamente no Brasil”, como é o caso da frase “Decapite-me logo”.
Em relação à variação linguística e ensino, os PCNs (1998) asseveram que
a escola precisa parar de tratar a diversidade linguística como algo positivo e deve investir no trabalho sistemático que garanta o conhecimento e o uso da norma-padrão da língua.
o padrão de fala e de escrita de um aluno deve ser melhorado com o avanço da escolaridade, de tal forma que ele possa deixar de usar variedades linguísticas de pouca representatividade social.
o desenvolvimento da linguagem deve garantir o domínio de várias modalidades da fala e dos padrões de escrita pelo princípio de extensão da competência linguística e não pela substituição.
a diversidade linguística fomenta práticas de preconceito e de exclusão no interior da escola, o que pode ser evitado com a extinção do ensino da norma-padrão nas escolas do país.
o maior erro da escola é continuar ensinando oralidade e escrita como práticas independentes, deixando de reconhecer que esta, na realidade, é a representação simbólica daquela.
Nos PCNs (1998), são apresentadas algumas sugestões didáticas orientadas especificamente para a formação de leitores. Entre elas, a leitura autônoma diz respeito
à atividade em que o professor lê um texto com a classe e, durante a leitura, questiona os alunos sobre os índices linguísticos que dão sustentação aos sentidos atribuídos. É uma excelente estratégia didática para o trabalho de formação de leitores, principalmente para o tratamento dos textos que se distanciam muito do nível de autonomia dos alunos.
à oportunidade de o aluno poder ler, de preferência silenciosamente, textos para os quais já tenha desenvolvido uma certa proficiência. Vivenciando situações de leitura com crescente independência da mediação do professor, o aluno aumenta a confiança que tem em si como leitor, encorajando-se para aceitar desafios mais complexos.
à leitura compartilhada de livros em capítulos, que possibilita ao aluno o acesso a textos longos – e às vezes difíceis – que, por sua qualidade e beleza, podem vir a encantá-lo, mas que, talvez, sozinho não o fizesse.
à situação didática adequada para discutir coletivamente um título considerado difícil para a condição atual dos alunos, pois permite reduzir parte da complexidade da tarefa, compartilhando a responsabilidade. O professor segmenta a obra em partes em função de algum critério, propondo a leitura sequenciada de cada uma delas.
à situação didática, proposta com regularidade, adequada para desenvolver o comportamento do leitor, ou seja, atitudes e procedimentos que os leitores assíduos desenvolvem a partir da prática de leitura: formação de critérios para selecionar o material a ser lido, rastreamento da obra de escritores preferidos etc.
Observe a frase abaixo:
Infelizmente, a ortografia ainda vem sendo tratada, na maioria das escolas do ensino fundamental, por meio de atividades de identificação, correção de palavra errada, seguidas de cópia e de enfadonhos exercícios de preenchimento de lacunas. (PCN, p. 85)
Sobre esta frase dos PCNs de Língua Portuguesa e sobre a leitura do texto de Eduardo de Freitas é CORRETO afirmar que:
Atividades de produção textual são importantes ferramentas para o aprimoramento de aspectos formais como a ortografia.
Preenchimento de lacunas e exercícios de identificação seguem sendo muito usados em sala de aula visto sua reconhecida importância na produção de um bom texto.
Segundo o texto de Eduardo de Freitas, a produção textual é atividade que explora a criatividade, não dando espaço a aspectos formais, como a ortografia.
Percebe-se que a ortografia é conteúdo ultrapassado, não devendo mais ser abordado em aulas de Ensino Fundamental.
A abordagem de conteúdos como a ortografia, apesar de necessitarem de uma ressignificação, tem cumprido seu papel, visto a baixa incidência de dúvidas dos alunos.
De acordo com os PCNs, são objetivos gerais de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental, exceto:
Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-la com eficácia em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos — tanto orais como escritos — coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;
Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.
Ser capaz de distinguir as diferentes classes gramaticais, assim como o total domínio da sintaxe de regência, concordância e colocação pronominal, dominar as regras da estrutura profunda da língua;
Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;
Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade linguística valorizada socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de que participam.
Considerando que a percepção da língua tem variado conforme os paradigmas de pensamento linguístico, marque a alternativa que traduz a concepção de linguagem adotada na prática de ensino de língua portuguesa no Brasil, sob orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
Linguagem como expressão do pensamento, que tem origem na tradição gramatical grega e é concebida como um conjunto de signos que as pessoas utilizam para expressar o que pensam.
Linguagem como instrumento de comunicação, em que a língua é vista como um código, ou seja, um conjunto de signos que se combinam segundo regras, no contexto de um processo de comunicação.
As concepções de linguagem, seja como expressão do pensamento, seja como instrumento de comunicação, são as únicas que permitem um efetivo ensino da gramática.
Linguagem como forma de interação - nesta concepção de língua entende-se que é na interação que se estabelecem ou se concretizam discursos e não apenas comunicações.
Segundo os PCNs (Língua Portuguesa), “A leitura na escola tem sido, fundamentalmente, um objeto de ensino. Para que possa constituir também objeto de aprendizagem, é necessário que faça sentido para o aluno.” Nesse sentido, pode-se AFIRMAR que
o objetivo que deve nortear as aulas de leitura é a busca de significado no texto, e não, a construção de significado.
o trabalho com a leitura, remetendo ao uso do texto como pretexto para o estudo da gramática e à concepção redutora do texto como um somatório de frases.
a leitura como atividade que se vincula ao ato de retirar informações do texto, privilegiando-a como a maneira correta de acumular conhecimentos sobre os conteúdos.
a retirada do texto de um único significado que o aluno acredita ser o do autor, e o que importa não é o próprio texto, mas o conteúdo por ele veiculado.
a necessidade de diversificar as atividades em torno de textos lidos, levando-se em consideração estratégias cognitivas e metacognitivas, para que o aluno possa reconstruir a informação mediante o conhecimento prévio e reestruturar novos conhecimentos.
“Ensinar língua oral deve significar para a escola possibilitar acessos a usos da linguagem mais formalizados e convencionais, que exijam controle mais consciente e voluntário da enunciação, tendo em vista a importância que o domínio da palavra pública tem no exercício da cidadania.” (PCN, 1999, p. 67). Com base na orientação acima, é CORRETO afirmar que:
O ensino da modalidade escrita na escola deve prevalecer.
A supervalorização do ensino da modalidade escrita não prejudica o ensino da linguagem oral.
O ensino da linguagem oral proporciona ao aluno aprender a planejar e a elaborar sua fala.
Somente a modalidade escrita da língua pode ser planejada e elaborada.
De acordo com os PCNs – Língua Portuguesa, para a escola formar bons leitores, é preciso que ela disponha de algumas condições. Dos itens abaixo, apenas UM não é condição necessária para facilitar a prática de leitura na escola:
O que vai ser lido deve ser sempre escolhido pelo professor.
Organizar momentos de leitura livre em que o professor também leia.
Dispor de uma boa biblioteca
Planejar as atividades diárias garantindo que as de leitura tenham a mesma importância que as demais.
Sobre o ensino de gramática, conforme os PCNs – Língua Portuguesa, é CORRETO afirmar que:
O ensino de gramática deve se preocupar apenas com as regras, as classificações e as categorizações linguísticas.
A gramática não é mais vista como um fim em si, mas como um meio para o desenvolvimento das competências linguísticas do aluno.
A gramática pode ser ensinada de forma descontextualizada.
Saber o que é substantivo, adjetivo, verbo, artigo, preposição, sujeito, predicado significa ser capaz de construir bons textos, empregando bem esses conhecimentos.
Quanto aos valores e às atitudes subjacentes às práticas de linguagem, o preconceito linguístico vai de encontro:
à atitude receptiva diante de leituras desafiadoras e disponibilidade para a ampliação do repertório a partir de experiências com material diversificado e recomendações de terceiros.
à valorização das variedades linguísticas que caracterizam a comunidade dos falantes da língua portuguesa nas diferentes regiões do país.
ao reconhecimento da necessidade e importância da língua escrita no processo de planejamento prévio de textos orais.
ao interesse, iniciativa e autonomia para ler textos diversos adequados à condição atual do aluno.
“A transversalidade em Língua Portuguesa pode ser abordada a partir de duas questões nucleares: o fato de a língua ser um veículo de representações, concepções e valores socioculturais e o seu caráter de instrumento de intervenção social. Os temas transversais (Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde e Orientação Sexual), por tratarem de questões sociais, pertencem à dimensão do espaço público e, portanto, necessitam de participação efetiva e responsável dos cidadãos na sua gestão, manutenção e transformação. Todos eles demandam tanto a capacidade de análise crítica e reflexão sobre valores e concepções quanto a capacidade de participação” (BRASIL, 1997, p. 36).
Considerando as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a alternativa que contém uma atividade que promove a transversalidade em Língua Portuguesa é
aprendizagem de questões gramaticais.
leitura e interpretação de livros de literatura, considerando a teoria literária.
produção do gênero textual debate, levantando argumentos sobre o feminismo.
produção de texto argumentativo dissertativo, com foco na correção gramatical.
De acordo com a “definição de critérios para avaliação da aprendizagem”, a capacidade de “redigir textos na modalidade escrita nos gêneros previstos para o ciclo, considerando as especificidades das condições de produção” deve ser avaliada, buscando-se que o aluno:
“possa confrontar o texto lido com outros textos e opiniões, posicionando-se criticamente diante dele”.
“consiga monitorar seu desempenho durante o processo de produção, em função da reação dos interlocutores”.
“realize, oralmente ou por escrito, retomadas de textos ouvidos (resumo, por exemplo), de forma que sejam preservadas as ideias principais”.
“produza textos considerando as finalidades estabelecidas, as especificidades do gênero e do suporte, os papéis assumidos pelos interlocutores, os conhecimentos presumidos do interlocutor, bem como as restrições impostas pelos lugares de circulação previstos para o texto”.
“Por isso, além de necessitarem de indicadores precisos, os critérios de avaliação devem ser tomados em seu conjunto, considerados de forma contextual e, muito mais do que isso, analisados à luz dos objetivos que realmente orientaram o ensino oferecido aos alunos. E se o propósito é avaliar também o processo, além do produto, não há nenhum instrumento de avaliação da aprendizagem melhor do que buscar identificar por que o aluno teria dado as respostas que deu às situações que lhe foram propostas.”
Com essa afirmativa, contida no texto dos PCN de Língua Portuguesa, ao tratar do tema avaliação, os autores pretendem:
Alertar os professores para uma mais criteriosa análise dos processos de avaliação, buscando identificar causas de respostas diferenciadas (erradas) que exijam, para sua superação, condutas pedagógicas diferenciadas.
Criticar a abordagem progressista que trata os erros como desequilíbrios, quando deverão ser tratados como retrocesso na aprendizagem.
Validar toda a avaliação cujo resultado negativo seja considerado consequência de erros no processo de ensino e não da aprendizagem.
Denunciar os processos de avaliação que não considerem a precariedade da estrutura funcional da escola como principal causa do fracasso escolar.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa, analisar a sentença abaixo:
O tratamento do texto literário oral ou escrito envolve o exercício de reconhecimento de singularidades e propriedades que matizam um tipo particular de uso da linguagem (1ª parte). É possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tomá-los como pretexto para o tratamento de questões outras (valores morais, tópicos gramaticais) que não aquelas que contribuem para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade das construções literárias (2ª parte).
A sentença está:
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Totalmente correta.
Arespeito dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs de Língua Portuguesa, pode-se afirmar que:
I. Abordam questões relativas à natureza e às características da área, suas implicações para a aprendizagem e seus desdobramentos no ensino.
II. Determinam como o professor deve executar a sua prática pedagógica, impondo modelos e regras.
III. Servem de referência, de fonte de consulta e de objeto de reflexão e debates.
IV. Orientam que a prática de reflexão sobre a língua deve ser, exclusivamente, metalinguística.
Analise as proposições e marque a alternativa adequada. Está(ão) CORRETA(S), apenas:
III
I e II
I
I e III
I e IV
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), os conteúdos de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental “[...] estão organizados em função do eixo Uso → Reflexão → Uso” (BRASIL, 1997, p. 35).
De maneira mais específica, considerar a organização dos conteúdos no eixo USO / REFLEXÃO / USO significa compreender que tanto o ponto de partida como a finalidade do ensino da língua é a produção/compreensão de discursos. Quer dizer: as situações didáticas são organizadas em função da análise que se faz dos produtos obtidos nesse processo e do próprio processo (BRASIL, 1997, p. 35).
De acordo com os PCN,o objetivo das atividades de análise e reflexão sobre a língua portuguesa é
fazer com que o educando saiba usar recursos gramaticais
levar ao educando o conhecimento sobre questões gramaticais.
fazer com que o educando saiba decifrar os códigos linguísticos.
melhorar a capacidade de compreensão e expressão dos alunos em situações de comunicação oral e escrita.
Segundo as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) – Língua Portuguesa do Ensino Fundamental, “[...] há uma estreita relação entre o que e como ensinar” (BRASIL, 1997, p. 37).
Para alcançar o objetivo didático de o estudante ser capaz de ter uma atitude crítica em relação à sua própria produção de texto, o conteúdo a ser ensinado ao estudante é
identificar no texto lido os elementos linguísticos.
corrigir os deslizes ortográficos em atenção ao novo acordo.
passar o texto a limpo de acordo com as correções feitas pela professora.
revisar o texto produzido, questionando e entendendo os equívocos produzidos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Língua Portuguesa é um documento do Ministério da Educação (MEC) com objetivo de nortear o ensino de Língua Portuguesa e está organizado de modo a servir de referência, de fonte de pesquisa, de consulta, servindo como objeto de reflexão e debate.
O PCN trata o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa na escola “[...] como resultantes da articulação de três variáveis: o aluno, a língua e o ensino” (BRASIL, 1997, p. 25). Quando se afirma, portanto, que a finalidade do ensino de Língua Portuguesa é a expansão das possibilidades do uso da linguagem, assume-se que as capacidades a serem desenvolvidas estão relacionadas às quatros habilidades linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever. (BRASIL, 1997, p.35).
De acordo com os PCN, é correto afirmar que os conteúdos de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental devem ser selecionados em função
dos aspectos definidos pelo Ministério da Educação (MEC) e pelos PCN, de forma a servir de referência e fonte de pesquisas.
dos objetivos gerais e específicos de cada um dos aspectos da língua, com vista a responder positivamente às avaliações internas e externas.
do desenvolvimento das habilidades linguísticas básicas e organizados em torno de dois eixos básicos: o uso da língua oral e escrita e análise e reflexão sobre a língua.
do desenvolvimento das duas habilidades linguísticas fundamentais: ler e escrever, considerando isoladamente cada aspecto do estudo da língua – leitura, escrita e aspectos linguísticos, sem confundi-los.