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Com relação às críticas feitas ao ensino tradicional de língua portuguesa constantes dos PCN*, este fragmento “É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro” (l. 13, 14 e 15) corresponde especificamente à seguinte crítica:
*Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 18.
“a desconsideração da realidade e dos interesses dos alunos”.
“a excessiva escolarização das atividades de leitura e de produção de texto”.
“o uso do texto como expediente para ensinar valores morais e como pretexto para o tratamento de aspectos gramaticais”.
“a excessiva valorização da gramática normativa e a insistência nas regras de exceção, com o conseqüente preconceito contra as formas de oralidade e as variedades não-padrão”.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa, sem negar a importância dos textos que respondem a exigências das situações privadas de interlocução, em função dos compromissos de assegurar ao aluno o exercício pleno da cidadania, é preciso que as situações escolares de ensino de Língua Portuguesa priorizem:
Os textos que caracterizam os usos públicos da linguagem.
Os gêneros orais em detrimentos dos gêneros escritos.
As regras da norma culta para melhorar a comunicação.
A interdisciplinaridade de textos atuais.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, formar leitores é algo que requer condições favoráveis para a prática de leitura — que não se restringem apenas aos recursos materiais disponíveis, pois, na verdade, o uso que se faz dos livros e demais materiais impressos é o aspecto mais determinante para o desenvolvimento da prática e do gosto pela leitura. Sabendo disso, atribua V, caso verdadeiro, ou F, caso falso, para as condições leitoras expostas a seguir:
( ) | O professor deve evitar ler para seus alunos, para permitir que eles sejam mais participativos nas aulas e, assim, possam treinar mais a leitura. |
( ) | Possibilitar aos alunos a escolha de suas leituras. Fora da escola, o autor, a obra ou o gênero são decisões do leitor. Tanto quanto for possível, é necessário que isso se preserve na escola. |
( ) | Durante o momento de leitura dos alunos, é interessante o professor interromper para perguntar sobre o que estão achando, se estão entendendo e outras questões. |
( ) | Possibilitar aos alunos o empréstimo de livros na escola. Bons textos podem ter o poder de provocar momentos de leitura junto com outras pessoas da casa. |
( ) | Construir na escola uma política de formação de leitores na qual os mais aptos possam contribuir com sugestões para desenvolver uma prática constante de leitura que envolva o conjunto da unidade escolar |
A sequência correta obtida, no sentido de cima para baixo, é
F – V – F – F – V.
V – F – V – V – F.
F – V – F – V – F.
V – V – F – F – V.
São gêneros indicados como adequados pelos PCN’s para o trabalho com a linguagem oral e linguagem escrita no primeiro ciclo, respectivamente.
Saudações e cartazes.
Palestras e anúncios de rádio e televisão.
Receitas e instruções de uso.
Suplementos infantis e convites.
Textos teatrais e contos.
Cada leitura é uma nova escritura de um texto. O ato de criação não estaria, assim, na escrita, mas na leitura, o verdadeiro produtor não seria o autor, mas o leitor. Ler não é descobrir o que o autor quis nos dizer, [...] ao ler, o leitor trabalha produzindo significações e nesse trabalho que ele se constrói leitor. Suas leituras prévias, suas histórias como leitor, estão presentes como condição de seu trabalho de leitura e esse trabalho o constitui como leitor e assim sucessivamente.
(SILVA, Klyvia Larissa de Andrade. Formar Leitores: um desafio da escola. Revista ABC Educatio. Junho/2010.)
A partir do texto anterior, pode-se afirmar que, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio para a disciplina de Língua Portuguesa:
O conteúdo apresentado, apesar de correto, mostra-se desatualizado de acordo com o documento citado referente ao ensino de Língua Portuguesa.
O desenvolvimento da leitura não pode restringir-se ao conhecimento trazido pelo aluno, conforme expõe o conteúdo do texto apresentado.
É uma competência objetivada e correspondente à área da linguagem que se relaciona com o conteúdo anterior apresentado, analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos da linguagem.
A aquisição do gosto pela leitura depende das produções de significado que emanam de uma leitura consciente e crítica relacionando-se à competência respeitar e preservar as diferentes manifestações da linguagem.
Os PCN (1998) propõem que “as práticas educativas devem ser organizadas de modo a garantir, progressivamente, que os alunos sejam capazes de produzir textos escritos coesos e coerentes, considerando o leitor e o objeto da mensagem, começando a identificar o gênero e o suporte que melhor atendem à intenção comunicativa.” Imagine uma atividade de produção de texto para estudantes da sexta série, considerando a proposta acima transcrita. A seguir, marque a proposta de produção de texto que NÃO coaduna com essa orientação dos PCN.
Escreva um bilhete para um/a amigo/a, para convidá-lo/a a participar do bazar solidário a ser realizado na escola.
Após planejarem, em grupos, um bazar solidário, apresentam, oralmente, o projeto para os estudantes das séries iniciais, a fim de arrecadar donativos para o bazar.
Em grupo de quatro alunos, elaborem um cartaz, para divulgar no mural da escola o projeto do bazar solidário. Na elaboração do cartaz, podem usar linguagem verbal e não verbal.
Invente uma pequena história sobre um bazar solidário que ocorreu em sua escola, em que apareçam os seguintes substantivos: solidariedade, amizade, doações e amor.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais da Língua Portuguesa defendem o texto como o verdadeiro objeto de ensino das aulas de língua portuguesa no Ensino Fundamental.
O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes (BRASIL, 1998). Para formar escritores competentes, os professores dos anos iniciais devem propor uma prática que não envolva:
A reescrita do texto produzido.
Textos diversificados e agradáveis às crianças.
Uma prática continuada de leitura e produção de textos.
A reprodução ou decodificação mecanizada de diversos textos.
Leia o texto a seguir, tirado dos parâmetros nacionais curriculares.
“Se o objetivo principal do trabalho de análise e reflexão sobre a língua é imprimir maior qualidade ao uso da linguagem, as situações didáticas devem, principalmente nos primeiros ciclos, centrar-se na atividade epilinguística, na reflexão sobre a língua em situações de produção e interpretação, como caminho para tomar consciência e aprimorar o controle sobre a própria produção linguística.”
Conforme contexto apresentado compreende-se que:
A partir daí, evita-se introduzir progressivamente os elementos para uma análise de natureza metalinguística, por conta da complexidade que os envolvem.
O lugar natural, na sala de aula, para esse tipo de prática parece ser a reflexão compartilhada sobre textos poéticos ou literários, para induzir o aluno a escrever corretamente.
A partir daí, pode-se introduzir progressivamente os elementos para uma análise de natureza metalinguística. O lugar natural, na sala de aula, para esse tipo de prática parece ser a reflexão compartilhada sobre textos reais.
A partir daí, pode-se introduzir progressivamente os elementos para uma análise de natureza unicamente gramatical. O lugar natural, na sala de aula, para esse tipo de prática parece ser a reflexão compartilhada sobre unidades sintáticas e semânticas.
De acordo com os Parâmetros Curriculares para o ensino do português, “a língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade”.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao tema:
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
De acordo com os Parâmetros Curriculares, “Todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam”.
Analise as afirmativas abaixo sobre Gêneros do Discurso.
1. Os gêneros discursivos têm relativa estabilidade, ou seja, não existe um modelo imutável de texto, uma estrutura predeterminada e canônica.
2. Nas aulas de português há que se trabalhar com os mais variados gêneros discursivos, para que os alunos conheçam um repertório diversificado de textos, suas condições de produção e suportes de circulação na sociedade.
3. Os gêneros são entidades naturais como as borboletas, as pedras, os rios e as estrelas, ou seja, fazem parte da história criada pelo ser humano, na sua capacidade de se manifestar por meio de enunciados.
4. O gênero discursivo produz dois efeitos de aprendizagem: amplia a competência linguística e discursiva do aluno e acrescenta conhecimento a respeito do próprio gênero, apontando as inúmeras formas de utilizá-lo socialmente.
5. Os gêneros discursivos podem ser conceituados, também, como sequências teóricas identificadas por sua natureza linguística que implicam: escolhas lexicais, sintáticas, de tempos verbais, de relações lógicas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa, analisar os itens abaixo:
I. P ode-se dizer que, apesar de ainda imperar no tecido social uma atitude “corretiva” e preconceituosa em relação às formas não canônicas de expressão linguística, as propostas de transformação do ensino de Língua Portuguesa consolidaram-se em práticas de ensino em que tanto o ponto de partida quanto o ponto de chegada é o uso da linguagem.
II. Para as práticas, deve-se considerar que a razão de ser das propostas de leitura e escuta é a decodificação e o silêncio e não a compreensão ativa.
III. Para as práticas, deve-se considerar que a razão de ser das propostas de uso da fala e da escrita é a interlocução efetiva, e não a produção de textos par a serem objetos de correção.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente o item III.
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Todos os itens.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental: Língua Portuguesa, sobre implicações da questão da variação linguística para a prática pedagógica, analisar a sentença abaixo:
No dia a dia, a organização da fala, incluindo a escolha de palavras e a organização sintática do discurso, segue padrões significativamente iguais àqueles que se usam na produção de textos escritos (1ª parte). Há muito preconceito decorrente do valor atribuído às variedades padrão e ao estigma associado às variedades não padrão, consideradas inferiores ou erradas pela gramática (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental: Língua Portuguesa, sobre textos orais, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(---) Ao ingressarem na escola, os alunos não dispõem de nenhuma competência discursiva e linguística para comunicar-se em interações que envolvem relações sociais de seu dia a dia, inclusive as que se estabelecem em sua vida escolar.
(---) Uma rica interação dialogal na sala de aula, dos alunos entre si e entre o professor e os alunos, é uma péssima estratégia de construção do conhecimento, pois não permite a troca de informações, o confronto de opiniões, a negociação dos sentidos, a avaliação dos processos pedagógicos em que estão envolvidos.
C - C.
E - E.
E - C.
C - E.
A aula deve ser o espaço privilegiado de desenvolvimento de capacidade intelectual e linguística dos alunos, oferecendo-lhes condições de desenvolvimento de sua competência discursiva. Isso significa aprender a manipular textos escritos variados e adequar o registro oral às situações interlocutivas, o que, em certas circunstâncias, implica usar padrões mais próximos da escrita. (PCNs, 1998).
Para cumprir bem a função de ensinar a escrita e a língua padrão, a escola precisa livrar-se de vários mitos, EXCETO:
Existe uma forma correta de falar.
A fala de uma região é melhor do que a de outras.
A fala correta é a que se aproxima da língua escrita.
É preciso consertar a fala do aluno para evitar que ele escreva errado.
O brasileiro fala bem o português, embora seja uma língua difícil.
Segundo os PCNs (1998), NÃO consiste em uma das críticas mais frequentes que se faziam ao ensino tradicional:
A desconsideração da realidade e dos interesses dos alunos.
A excessiva escolarização das atividades de leitura e de produção de texto.
O uso do texto como expediente para ensinar valores morais e como pretexto para o tratamento de aspectos gramaticais.
O menosprezo da gramática normativa e a consistência nas regras de exceção, com a consequente valorização das formas de oralidade e as variedades não-padrão.
O ensino descontextualizado da metalinguagem, normalmente associado a exercícios mecânicos de identificação de fragmentos linguísticos em frases soltas.
Sobre a especificidade do texto literário, assinale a opção que está em DESACORDO com os PCNs (1998).
O texto literário constitui uma forma peculiar de representação e estilo em que predominam a força criativa da imaginação e a intenção estética.
Enraizando-se na imaginação e construindo novas hipóteses e metáforas explicativas, o texto literário é outra forma/fonte de produção/apreensão de conhecimento.
O texto literário é mera fantasia que tudo tem a ver com o que se entende por realidade. É o puro exercício lúdico sobre as formas e sentidos da linguagem e da língua.
No texto literário, tudo pode tornar-se fonte virtual de sentidos, mesmo o espaço gráfico e signos não-verbais, como em algumas manifestações da poesia contemporânea.
O tratamento do texto literário oral ou escrito envolve o exercício de reconhecimento de singularidades e propriedades que matizam um tipo particular de uso da linguagem.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais: ‘Todo texto se organiza dentro de determinado gênero em função das intenções comunicativas, como parte das condições de produção dos discursos, as quais geram usos sociais que os determinam. Os gêneros são, portanto, determinados historicamente, constituindo formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura’. São caracterizados pelos seguintes elementos:
I. Conteúdo temático: o que pode transformar-se de acordo com o gênero.
II. Construção composicional: estrutura particular dos textos pertencentes ao gênero.
III. Estilo: configurações específicas das unidades de linguagem derivadas, sobretudo, da posição enunciativa do locutor; conjuntos particulares de sequências que compõem o texto etc.
Quais estão em DESACORDO com o que está previsto no referido documento?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Assinale a alternativa em acordo com os Parâmetros Curriculares a respeito do ensino da gramática nas escolas.
Quando se ensina gramática, são necessários objetivos, como, por exemplo, facilitar, no ensino, a referência a elementos da língua. E assim, uma metalinguagem que possa ser cobrada dos alunos, a partir do ensino fundamental, quando o aluno começa a entender o funcionamento da língua.
As atividades metalinguísticas com exercícios de prontidão no ensino da gramática levam o aluno a dominar conceitos que o ajudarão no desenvolvimento das habilidades necessárias e mais importantes a um falante/produtor de texto ativo.
As atividades de gramática devem privilegiar os efeitos de sentido dos fatos linguísticos. O aluno precisa ser levado a entender e explicar as escolhas do falante ou produtor do texto. A metalinguagem também pode ser utilizada sem ser enfatizada.
O aluno precisa ser levado a utilizar regras da língua nas mais diferentes variedades linguísticas, principalmente a culta – papel primordial da escola. Para isso, a teoria gramatical precisa ser bem transmitida ao aluno, para que o “mito” de língua difícil seja desconstruído.
É preciso excluir o ensino da gramática nas escolas e adotar um parâmetro mais adequado para ensinar a língua portuguesa. Ensinar gramática é sobrecarregar o aluno com inutilidades fora da sua realidade e contribuir para o baixo índice de aproveitamento dos alunos.
De acordo com os PCNs, a transversalidade em Língua Portuguesa pode ser abordada a partir de duas questões nucleares que são:
A língua ser veículo de expressão e manifestações subjetivas e sua possibilidade de criar o universo ao seu redor;
O fato de a língua ser um veículo de representações, concepções e valores socioculturais e o seu caráter de instrumento de intervenção social;
A sua natureza de domínio social e seu caráter de inserção/rejeição na pirâmide social;
A busca da compreensão da realidade e a afetiva participação do indivíduo a partir de dados e noções relativos ao seu cotidiano, ao seu universo;
A necessidade de os cidadãos desenvolverem sua capacidade de compreender textos orais e escritos, de assumir a palavra e produzir textos, em situações de participação social.
Segundo o que é apresentado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, podemos afirmar que:
Língua é o mesmo que linguagem;
Língua é o mesmo que discurso;
Produzir linguagem é produzir discurso;
O discurso estrutura a língua;
O discurso é aleatório, a língua é estruturada.