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A doença cardiovascular, manifestada por angina, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva e infarto do miocárdio, representa a maior causa de morbidade e mortalidade na sociedade ocidental atualmente. É uma doença multifatorial com etiologia complexa, cujos principais fatores de risco incluem hereditariedade, gênero masculino, tabagismo, pressão sanguínea elevada, obesidade e sedentarismo. Tais desordens são frequentemente associadas com resistência à insulina e outros distúrbios no metabolismo do carboidrato, os quais, juntos, constituem a síndrome metabólica, uma combinação de fatores de risco cardiovasculares que favorecem a doença cardiovascular. A respeito disso, assinale a alternativa INCORRETA.
Níveis plasmáticos baixos de selênio podem estar associados com risco aumentado de doença cardíaca coronariana.
O magnésio é essencial para a função normal do miocárdio, relacionando-se com sua contratibilidade.
A recomendação de carboidratos na Insuficiência Cardíaca, em geral, varia de 50 a 60%. Nos casos em que a retenção de dióxido de carbono está reduzida, o aumento no percentual de carboidratos pode auxiliar no manuseio clínico dos pacientes.
A dieta hipossódica na doença cardiovascular é indicada mesmo em pacientes assintomáticos, com o objetivo de prevenir a retenção hídrica.
A pressão arterial elevada é um dos fatores de risco mais comuns e importantes para doenças cardiovasculares e renais.
Em relação ao tratamento e ao controle da pressão arterial, assinale a alternativa correta.
A dieta DASH (dietary approches to stop hypertension) é considerada segura e adequada para a população em geral. Entretanto, não é recomendada para pessoas com doença renal crônica (DRC) avançada, em virtude de seu teor relativamente elevado de potássio, fósforo e conteúdo proteico.
As atuais diretrizes alimentares recomendam uma ingestão máxima sódio de 3 200 mg/dia para a população em geral e de 1 500 mg/dia para pessoas negras, de meia-idade e mais velhas, bem como para pessoas com hipertensão, diabetes ou doença renal crônica.
Em relação à ingestão de álcool, o consenso geral é de que o consumo de álcool deve ser encorajado a um máximo de dois drinques alcoólicos por dia para homens e um para mulheres e pessoas com menor peso.
O ganho de peso tem efeito direto sobre os níveis de pressão arterial exercendo relação inversa sobre os mesmos.
Além dos fatores clássicos de risco cardiovascular, segundo a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, para estratificação do risco cardiovascular global deverão também ser levados em conta os novos fatores de risco que foram identificados. Entre os novos fatores de risco cardiovascular NÃO se inclui:
História de pré-eclâmpsia.
Hemoglobina glicada (HbA1c) anormal.
Obesidade abdominal (síndrome metabólica).
Pressão de pulso > 65 mmHg em idosos.
Glicemia de jejum entre 90 mg/dL e 100 mg/dL.
A suplementação com EPA e DHA pode ser recomendada para hipertrigliceridemia leve e moderada. Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), é correto afirmar que a suplementação com EPA e DHA para hipertrigliceridemia leve e moderada deve ser de:
1 a 6 gramas ao dia.
1 a 5 gramas ao dia.
1 a 4 gramas ao dia.
1 a 3 gramas ao dia.
1 a 2 gramas ao dia.
O risco cardiovascular (CV) global deve ser avaliado em cada indivíduo hipertenso, pois auxilia na decisão terapêutica e permite uma análise prognóstica. Analise as afirmativas abaixo, assinalando a opção INCORRETA.
A primeira etapa para estimativa do risco CV é a identificação da presença de doença aterosclerótica, clinicamente evidente ou na forma subclínica, ou de seus equivalentes como DM e DRC. Se positiva, o indivíduo é imediatamente classificado como de alto risco, pois a chance de apresentar um primeiro ou um novo evento CV em 10 anos é superior a 20%.
Algumas mulheres jovens tendem a uma estimativa de risco mais baixa do que a real e, por outro lado, homens mais idosos são geralmente identificados como de alto risco, mesmo sem FR relevantes.
Os pacientes de risco intermediário que apresentam história familiar de DAC prematura em parente de primeiro grau, homem < 55 anos ou mulher < 65 anos, são reclassificados para “alto risco”.
Paciente hipertenso PA 180 X 120mmHg com história de AVE: acidente vascular encefálico; DAC: doença arterial coronariana; IC: insuficiência cardíaca; DAP: doença arterial periférica; DRC: doença renal crônica > estágio 4; RACur: relação albumina/creatinina urinária > 300mg/g é classificado como de risco moderado.
Escore de Risco Global (ERG) estima o risco de o indivíduo apresentar um evento CV (DAC, AVE, DAP, IC) em 10 anos, a distribuição dos pontos e percentual de risco é diferenciada para mulheres e homens. Quando o ERG fica abaixo de 5%, o paciente é classificado como 'baixo risco', exceto aqueles com história familiar de doença CV prematura, os quais são reclassificados para 'risco intermediário'.
Os dados que associam os altos níveis de triglicerídeos plasmáticos (TG) a doença cardíaca coronária são conflitantes. Marque a alternativa CORRETA.
As lipoproteínas ricas em triglicerídeos inclui apenas quilomicrons
As lipoproteínas ricas em triglicerídeos incluem os quilomicrons e também VLDL
As lipoproteínas ricas em triglicerídeos incluem quilomicrons e vitaminas hidrossolúveis
As lipoproteínas ricas em triglicerídeos inclui apenas VLDL
As lipoproteínas inclui apenas HDL
Enquadra-se no tratamento nutricional na insuficiência cardíaca, EXCETO:
aumento da ingestão de cereais integrais.
evitamento de bebidas alcoólicas e tabagismo.
perda ou manutenção do peso corporal adequado.
restrição de sódio da dieta a < 1 grama/dia.
suplementação de magnésio e tiamina.
Leia o relato do caso a seguir.
Paciente com insuficiência cardíaca (IC) classe funcional IV e hipertensão arterial, de 70 anos, do sexo masculino, com 55 kg e 1,70 m, com perda de peso de 10% nos últimos seis meses e albumina de 2,5 g/dL. Depleção moderada da circunferência do braço e pela contagem total de linfócitos. Está inapetente, aceitando 65% da dieta, em uso de prótese dentária e com disfagia leve.
Em relação ao tratamento nutricional, indica-se:
dieta oral líquida pastosa, hipossódica, 1540 kcal/dia, 1,2 g de proteína/dia.
dieta oral branda, hipossódica, 1760 kcal/dia, 1,5 g de proteína/dia.
nutrição enteral polimérica com 1,2 kcal/mL, hiperproteica e hipossódica.
nutrição enteral oligomérica com 1,2 kcal/mL, hiperproteica e hipossódica.
O controle do peso, o do estresse e os ajustes dietéticos são algumas das medidas envolvidas no tratamento não-medicamentoso da hipertensão arterial, tanto para crianças quanto para adultos. Considerando os alimentos e os nutrientes que compõem o padrão alimentar, uma orientação nutricional importante nesse tratamento, de acordo com a 7º Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2016), é:
ingerir regularmente laticínios, independente do teor de gordura, uma vez que diminui a pressão arterial sistólica em até 40 mmHg.
tomar chá verde por ser rico em s-alil-cisteína, a qual reduz a pressão arterial sistólica quando consumido em doses moderadas.
comer chocolate com pelo menos 50% de cacau, pois ele pode promover discreta redução da pressão arterial, devido às altas concentrações de polifenois.
ingerir fibras, pois isso promove discreta diminuição da pressão arterial, destacando-se o beta glucano proveniente da aveia e da cevada.
Considerando a insuficiência cardíaca, assinale a alternativa correta.
Embora muitos pacientes tenham indicação de restrição hídrica na insuficiência cardíaca, o teor de líquidos deve ser restrito, não sendo significativo avaliar o teor de líquidos nas frutas.
Os distúrbios hemodinâmicos e as alterações neuro-hormonais levam ao remodelamento do tecido cardíaco e sempre há necessidade de restrição rigorosa de sódio para controle pressórico.
Os medicamentos mais recomendados no pós-transplante da insuficiência cardíaca, para evitar rejeição, levam a efeitos colaterais importantes como: hiperlipidemia, catabolismo proteico, elevada natriúria e perda de peso.
A determinação do teor proteico deve considerar o estado nutricional, com recomendação de 1,5 a 2g/kg de proteína em pacientes desnutridos, não sendo necessário aumento do suporte proteico nos indivíduos eutróficos, recomendando, aproximadamente, 1g/kg de proteína.
A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica de origem multifatorial, que ocorre em resposta à agressão endotelial, acometendo principalmente a camada íntima de artérias de médio e grande calibre. Sobre o processo de formação da placa aterosclerótica, analise os itens a seguir:
I. A formação da placa aterosclerótica inicia-se com a agressão ao endotélio vascular por diversos fatores de risco, como dislipidemia, hipertensão arterial ou tabagismo;
II. Retidas, as partículas de LDL sofrem oxidação, causando a exposição de diversos neoepítopos, tornando-as imunogênicas. Além do aumento da permeabilidade às lipoproteínas, outra manifestação da disfunção endotelial é o surgimento de moléculas de adesão leucocitária na superfície endotelial, processo estimulado pela presença de LDL oxidada;
III. Mediante interação com os macrófagos, as células T podem diferenciar-se e produzir citocinas que modulam o processo inflamatório local;
IV. As placas instáveis caracterizam-se por predomínio de colágeno, organizado em capa fibrosa espessa, escassas células inflamatórias, e núcleo lipídico e necrótico de proporções menores.
Todos os itens estão corretos.
Somente os itens I, II, III estão corretos.
Somente os itens II, III, IV estão corretos.
Somente os itens I, IV estão incorretos.
Todos os itens estão incorretos.
Com relação ao coco e ao óleo de coco, de acordo com a I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, marque a opção correta.
Com relação à dislipidemia, sabe-se que gorduras sólidas saturadas ricas em ácido láurico resultam em perfil lipídico menos favorável que uma gordura sólida rica em ácidos graxos trans.
Com relação aos demais tipos de gorduras saturadas, como o ácido mirtstico e palmítico, o ácido láurico apresenta menor poder em elevar o LDL-C, bem como o HDL-C.
Além dos benefícios do óleo de coco no HDL-C, estudos têm comprovado efeitos hipocolesterolêmicos do coco e seus subprodutos.
Não é recomendado o uso de óleo de coco e do coco para o tratamento da hipercolesterolemia, sendo necessários estudos adicionais para orientar seu uso.
Estudos comprovam que indivíduos tratados com óleo de coco apresentam aumento significativo da fração não HDL e redução dos triglicérides.
Sobre os padrões alimentares associados à redução do risco cardiovascular, denominados de padrões alimentares cardioprotetores, analise as afirmativas abaixo:
I. A dieta mediterrânea é caracterizada pelo consumo elevado de frutas, vegetais, nozes, cereais integrais e azeite de oliva (> 20% do VET na forma de ácidos graxos monoinsaturados).
II. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) é caracterizada pela ingestão moderada/alta de peixes; pela ingestão moderada/baixa de frango e laticínios (principalmente queijo e iogurte).
III. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) recomenda ingestão regular, mas moderada, de álcool (vinho) durante as refeições.
IV. A dieta mediterrânea recomenda um plano alimentar com baixo teor de gordura total, gordura saturada, colesterol dietético e sódio, enfatizando o consumo de frutas, verduras, legumes, leite e derivados desnatados.
V. Tanto a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) quanto a dieta mediterrânea recomendam a ingestão de alimentos fontes de magnésio e potássio.
Está CORRETO, apenas, o que se afirma em
I.
IV.
II e IV.
III e V.
I, III e V.
Sobre os aspectos nutricionais no controle da Pressão Arterial (PA), assinale a alternativa INCORRETA.
O limite de consumo diário de sódio em 2,0 g está associado à diminuição da PA.
O consumo de ácidos graxos monoinsaturados tem sido associado à redução da PA.
O consumo de oleaginosas relaciona-se fortemente com a diminuição da PA.
Existem evidências de que a ingestão de laticínios, em especial aqueles com baixo teor de gordura, reduz a PA.
Os ácidos graxos ômega-3 provenientes dos óleos de peixe (eicosapentaenoico – EPA e docosaexaenoico - DHA) estão associados com a redução modesta da PA.
As doenças cardiovasculares são um conjunto de agravos que atingem o coração e os vasos sanguíneos. Considerando a importância da avaliação nutricional nesse contexto, é parâmetro para avaliar risco cardiometabólico, EXCETO
Índice de conicidade.
Circunferência da cintura.
Circunferência do pescoço.
Circunferência do quadril.
A diminuição da pressão arterial está associada ao consumo diário máximo de sódio de
1 grama.
2 gramas.
3 gramas.
4 gramas.
5 gramas.
Avalie o seguinte caso: Mulher de 52 anos atendida no ambulatório, referindo sensação de “peso sobre o peito”, sudorese e tonteira, com ausência de síncope. Refere ainda dispneia com pequenos esforços febre, adinamia, frio constante, hipocorada ++/4. Já previamente diagnosticada com insuficiência cardíaca. Quanto aos cuidados dietéticos na fase de convalescência, analise as afirmativas a seguir:
I. Deve-se reduzir o consumo de AGS (Ácidos Graxos Saturados) por promoverem elevação na concentração de colesterol, LDL-c, TG, redução do RNA mensageiro ou na atividade de receptores hepáticos de LDL-c;
II. Devem-se usar, com cautela, os ácidos poli-insaturados da série W 6, uma vez que níveis aumentados de ácido linoleico (AL) predispõem ao processo inflamatório de três maneiras: por Aumento da relação ácido graxo ômega 6 / ômega 3; nível de ácido araquidônico (AA) alterado e aumento de compostos inflamatórios, com produção de leucotoxinas (LK);
III. Deve-se moderar o consumo de carboidratos simples, pois exerce efeito direto no excesso de peso e desenvolvimento da obesidade. Alterações pós-prandiais, como hiperglicemia, hiperinsulinemia e hipertrigliceridemia, também têm se associado a risco cardiovascular aumentado;
IV. Deve-se reduzir o teor de soja na dieta devido a sua alta concentração de AL e deve-se aumentar o teor de ácidos graxos monoinsaturados por menor indução à síntese endógena de colesterol endógeno, além de induzir supressão dos receptores de LDL-colesterol.
Assinale a opção CORRETA.
Somente os itens I, II, e IV estão corretos.
Somente os itens II, III e IV estão incorretos.
Somente os I, II e IV estão incorretos.
Todos os itens correspondem a recomendações aplicáveis ao paciente.
Somente o item IV não corresponde a uma estratégia alimentar recomendada ao paciente.
Conforme orientação pela ATUALIZAÇÃO DA DIRETRIZ BRASILEIRA DE DISLIPIDEMIAS E PREVENÇÃO DA ATEROSCLEROSE – 2017, a recomendação dietética que se aplica a todas as dislipidemias é
redução do colesterol alimentar.
exclusão de gordura trans.
redução da ingestão de carboidratos
aumento do consumo de proteínas.
redução da gordura da dieta.
Um homem de 55 anos de idade, com alto risco para doença arterial coronariana, compareceu ao ambulatório de nutrição para consulta. Para que sejam observadas as recomendações nutricionais para redução do colesterol plasmático total, esse paciente deve ser orientado a:
aumentar a ingestão de alimentos que são fontes de ácidos graxos polinsaturados, reduzir a quantidade de açúcar simples e diminuir o número de refeições por dia.
aumentar o consumo de ácidos graxos monoinsaturados e de proteína vegetal e manter a ingestão de laticínios integrais.
substituir as carnes por alimentos e laticínios integrais, aumentar o aporte de fibra dietética e reduzir a quantidade de frituras.
retirar a gordura aparente das carnes, substituir os laticínios integrais por desnatados e reduzir a ingestão de gorduras vegetais hidrogenadas.
reduzir o consumo de gorduras totais e de açúcares simples e aumentar a ingestão de leite integral e frutas.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmações corretas sobre a terapia nutricional de pacientes com doença arterial coronariana.
I. Gorduras Totais: 25 a 30% do total de calorias. Ácidos Graxos Saturados: < 7% do total de calorias. Ácidos Graxos Trans: 0 (zero) ou tão baixo quanto possível. Ácidos Graxos Poliinsaturados: até 10% do total de calorias. Ácidos Graxos Monoinsaturados: até 20% do total de calorias.
II. Carboidratos: 50 a 60% do total de calorias, especialmente grãos integrais, frutas e vegetais.
III. Fibras: 25 a 30g/dia.
IV. Proteínas: aproximadamente 15% do total de calorias. Colesterol: menos de 200mg/dia.
Apenas as alternativas I, II e IV estão corretas.
Apenas as alternativas II e III estão corretas.
Todas as alternativas estão incorretas.
Todas as alternativas estão corretas.