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A atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017) destaca que, nos últimos anos, o padrão alimentar e o estilo de vida saudável ganharam evidência em estudos epidemiológicos observacionais e de intervenção que reforçaram as diretrizes nutricionais para prevenção de doenças cardiovasculares e hipertensão.
Com base nessas informações, marque (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as falsas.
1. ( ) Preconiza-se uma dieta isenta de ácidos graxos trans, sendo o consumo de < 10% do valor calórico total de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e < 7% do valor calórico total para aqueles que apresentarem risco cardiovascular aumentado.
2. ( ) A substituição de ácidos graxos saturados e carboidratos, na alimentação, por ácidos graxos poli-insaturados não está associada ao baixo risco cardiovascular.
3. ( ) A terapia nutricional indicada para a hipertrigliceridemia primária grave, caracterizada pelo aumento da concentração plasmática de quilomícrons, por diminuição da enzima lipoproteína lipase, baseia-se na redução importante da gordura na dieta, que deve atingir, no máximo, 20% do valor calórico total.
4. ( ) Na hipertrigliceridemia de causa secundária, observada na obesidade e no diabetes, mantêm-se o controle de gorduras (30 a 35% das calorias) e a adequação no consumo de carboidratos, com ênfase na restrição de açúcares.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
F, V, V, F.
F, F, V, V.
V, F, V, F.
V, F, F, V.
A caquexia cardíaca é definida em pacientes adultos crônicos, por:
perda ponderai maior ou igual a 10% em período menor que 12 meses.
ÍMC menor que 18kg/m2, associado à fadiga, anorexia e diminuição da força muscular.
perda ponderai maior ou igual a 5% em período menor que 6 meses.
IMC menor que 20kg/m2, associado à redução de massa livre de gordura, anemia e fadiga.
perda ponderaL maior ou igual a 5% em período menor que 3 meses.
Os ácidos graxos ômega-3 exercem inúmeros efeitos sobre diferentes aspectos fisiológicos e do metabolismo que podem influenciar a chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Conforme as recomendações da I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular, é incorreto afirmar:
Suplementação com ômega-3 marinho (2-4 g/dia) não deve ser recomendada para hipertrigliceridemia grave (> 500 mg/dL), pois há risco de pancreatite.
Indivíduos de alto risco, como os que já apresentaram infarto do miocárdio, devem consumir pelo menos duas refeições à base de peixe por semana, como parte de uma dieta saudável para diminuir o risco cardiovascular.
Suplementação com ômega-3 marinho (~1 g/dia) pode ser recomendada para diminuir o risco cardiovascular em indivíduos de risco baixo a moderado que não consomem duas refeições à base de peixe por semana, embora o real benefício dessa recomendação seja discutível.
Suplementação com ômega-3 marinho (~1 g/dia) pode ser recomendada para diminuir o risco cardiovascular em indivíduos de alto risco, como os sobreviventes de infarto do miocárdio ou insuficiência cardíaca sistólica, embora o real benefício dessa recomendação seja discutível. O benefício parece ser menor ou nulo quando o paciente recebe tratamento otimizado, de acordo com as recomendações vigentes, e tem seus fatores de risco bem controlados.
Em relação às recomendações da Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose para o uso de ácidos graxos na alimentação e para o tratamento das dislipidemias, analise as afirmativas a seguir.
I. O consumo de ácidos graxos trans deve ser menor que 7% do VCT por aumentar a concentração plasmática de LDL-c e induzir intensa lesão aterosclerótica.
II. O consumo de no mínimo duas porções de peixes ricos em EPA e DHA por semana está associado à redução do risco cardiovascular entre indivíduos em prevenção primária e secundária.
III. A suplementação com probióticos (109 UFC) é recomendada nos casos de hipertrigliceridemia leve.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I, II e III.
I e II, apenas.
II, apenas.
I e III, apenas.
Caso clínico – Paciente MDMA com diagnóstico de Insuficiência Cardíaca (IC) Classe Funcional II, internada na clínica médica há 5 dias com quadro de congestão pulmonar e dispneia (++++/++++): MDMA, sexo feminino, 55 anos, peso há 6 meses 58 Kg (eutrófica) e peso atual 42 Kg (desnutrida). Apresenta intensa inapetência, náuseas, vômitos, episódios de diarreia e dor abdominal, mas evolui com boa aceitação da dieta, fracionada e em pequenos volumes atingindo ingestão calórica de 1.000 calorias. Sem retenção hídrica e dispneia presente aos esforços (++/++++). Eletrocardiograma (ECG) evidencia alterações na frequência e no ritmo cardíaco, raio x do tórax evidencia Índice Cárdio Torácico (ICT) 0,55 e ecocardiograma revela Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) 55%. Em tratamento farmacológico com digoxina, propranolol e captopril. Sódio sérico 100 mEq/L e Hb 11 g/dL. Que quantidade de calorias totais é recomendada pelas III Diretrizes Brasileiras de Insuficiência Cardíaca Crônica (2009) para essa paciente?
1.344
1.470
1.596
1.680
1.890
Em pacientes com aterosclerose, deve-se verificar circunferência da cintura e relação cintura-quadril (RCQ), além de avaliar IMC e ingestão de ácidos graxos saturados, trans e poli-insaturados (ômega 3), fibra, sódio, bebidas alcoólicas e carboidratos refinados.
Constipação, anorexia, subnutrição, má absorção, hipomagnesemia e hiponatremia são alguns dos fatores a serem verificados em pacientes com insuficiência cardíaca.
A hipertensão é um problema de saúde pública mais frequente e comum nos países desenvolvidos. Uma hipertensão não tratada leva a várias doenças degenerativas, sendo mais comum a de origem cardiovascular. Devemos considerar que alguns minerais são importantes para o equilíbrio e manutenção da pressão arterial. São eles:
Potássio, cálcio e cobre
Cálcio, selênio e magnésio
Magnésio, cálcio e potássio
Ferro, cálcio e zinco
Magnésio, sódio e selênio
Considere as informações a seguir.
Dos problemas de saúde pública que acometem a população adulta e idosa, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos mais graves no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2010), cerca de 32% dos adultos e mais de 50% dos idosos de 60 a 69 anos apresentam HAS. A situação se agrava entre os idosos com mais 70 anos, pois a prevalência de HAS nessa idade é de 75%. Outros estudos nacionais têm confirmado prevalências elevadas entre adultos e muito elevadas entre os idosos. Para o tratamento e acompanhamento das pessoas com diagnóstico de HAS, são indicadas intervenções não medicamentosas, que incluem as modificações do estilo de vida.
BRASIL; MINISTÉRIO DA SAÚDE; SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE; DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
Considerando o impacto das mudanças de estilo de vida na redução da Pressão Arterial (PA), assinale a alternativa correta.
A redução do peso corporal, mantendo o Índice de Massa Corporal entre 18,5 e 24,9 kg/m2 pode resultar em redução da PA de 5 a 20 mmHg.
A prática alimentar saudável, com restrição de gordura total e saturada e rica em frutas, verduras e legumes, tem promovido baixo impacto na redução da PA, em torno de 2 a 3 mmHg.
A prática de atividade física aeróbica em pelo menos dois dias da semana apresenta impacto elevado na redução de 12 a 17 mmHg na PA.
Recomenda-se evitar o consumo de bebidas alcóolicas, no entanto o uso moderado (90 ml de bebida destilada, ou 300 ml de vinho, ou 720 ml de cerveja para homens e, proporcionalmente, a metade de cada volume para mulheres), apresenta impacto semelhante à redução do peso corporal.
A restrição de sódio para valores entre 2 a 5 g tem maior impacto no controle da PA que a restrição de gordura total e saturada.
A concentração plasmática de triglicerídeos é muito sensível a variações do peso corporal e a alterações na composição da dieta, particularmente quanto à qualidade e à quantidade de carboidratos e gorduras. A quantidade recomendada destes nutrientes depende do tipo de hipertrigliceridemia, que pode se apresentar na forma primária ou secundária, cujas bases fisiopatológicas são distintas. De acordo com Sociedade Brasileira de Cardiologia (2017), qual a recomendação de ingestão de ácido eicosapentaenoico (EPA) e ácido docosahexaenoico (DHA) em gramas/dia para um paciente com nível de triglicerídeos de 382 mg/dL?
Conduta nutricional para o tratamento da hipertensão arterial, com nível de evidência A, ou seja, evidenciada por meio de dados obtidos a partir de múltiplos estudos randomizados de bom porte, concordantes e/ou de metanálise robusta de estudos clínicos randomizados:
Adotar o padrão alimentar DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension).
Aumentar a oferta de compostos bioativos, como a alicina e a s-alil-cisteína, encontradas no alho processado.
Adotar o padrão alimentar da Dieta Mediterrânea.
Suplementação de vitamina D, pelo seu significativo efeito hipotensor.
Segundo o manual de alimentação cardioprotetora e orientações para profissionais da saúde da atenção básica, as doenças cardiovasculares (DCV) são a primeira causa de mortalidade no Brasil. Dados da organização mundial da saúde (OMS) confirmam que as DCV representam mais de 30 % dos óbitos no mundo em 2015 e em países em desenvolvimentos, como o Brasil, atingiram mais de três quartos de causas de mortes. Seguindo esse contexto são fatores de risco para DCV associados a alimentação:
doenças cardiovascular, doenças pulmonar, diabetes mellitus tipo 1, hipertensão arterial sistêmica e doenças autoimunes.
hipertensão arterial sistêmica, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, e dislipidemias.
doenças cardiovascular, doenças degenerativas, obesidade, câncer, e diabetes mellitus tipo 2.
doenças cardiovascular, parkinson, osteoporose, asma e doenças do pulmonar.
Uma nutricionista atende um paciente de 45 anos que apresenta hipertensão arterial. Ao fornecer as orientações para esse paciente, ela considera as Dietary Approaches to Stop Hypertension, conhecidas como a dieta DASH, que tem como principais características a ênfase no consumo de frutas, hortaliças, cereais integrais, além de
quantidades generosas de azeite de oliva, peixes e oleaginosas, ingestão modera da de vinho, sendo a dieta rica em potássio, selênio, zinco e fibras.
frango, peixe, oleaginosas e laticínios com baixo teor de gordura, sendo a dieta rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras.
frango, peixe, oleaginosas e laticínios com baixo teor de gordura, sendo a dieta rica em potássio, selênio, zinco e fibras.
quantidades generosas de azeite de oliva, peixes e oleaginosas, sendo a dieta rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras.
Hipertensão Arterial (HA) é condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg e frequentemente se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo, sendo agravada pela presença de outros fatores de risco (FR), como dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes mellitus (DM). Acerca dos fatores de risco e modulação terapêutica, analise as assertivas abaixo e assinale a opção INCORRETA.
A presença de doença aterosclerótica subclínica conduz a imediata classificação de baixo risco de HAS, pois a chance de apresentar um primeiro ou um novo evento CV em 10 anos é superior a 20%.
Há uma associação direta e linear entre envelhecimento e prevalência de HA (Hipertensão Arterial), ressalta-se que a maior ocorrência de EAB (Efeito do Avental Branco), hipotensão ortostática e pós-prandial e, finalmente, a presença de arritmias, como fibrilação atrial, podem dificultar a medição da PA.
O consumo excessivo de sódio é um dos principais FR para HA, e associa-se a eventos CV e renais. Ainda há controvérsias quanto ao impacto do consumo de sal sobre o risco de HAS. Alguns estudos sugerem que o consumo muito baixo eleva o risco de DCV, enquanto outros sustentam que a diminuição de sódio diminui o risco CV.
O aumento da gordura visceral também é considerado um fator de risco para HA. Reduções de peso e de Circunferência da Cintura correlacionam-se com reduções da PA e melhora metabólica.
O café, apesar de rico em cafeína, substância com efeito pressor agudo, possui polifenóis que podem favorecer a redução da PA (Pressão Arterial). Estudos recentes sugerem que o consumo de café em doses habituais não está associado com maior incidência de HA nem com elevação da PA.
A aterosclerose é uma condição clínica relacionada aos eventos cardiovasculares negativos para a saúde, sendo responsáveis por elevada mortalidade na população. A modificação do estilo de vida e o acompanhamento nutricional são imprescindíveis tanto para a prevenção quanto para o tratamento dos eventos cardiovasculares.
Com base nessas informações e de acordo com as atualizações da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), é INCORRETO afirmar que
estudos clínicos randomizados recentemente não comprovam benefício da suplementação de eicosapentaenoico e de docosaexaenoico na redução de eventos cardiovasculares maiores, como infarto agudo, acidente vascular cerebral e morte.
alguns fatores de risco, como dislipidemia, hipertensão arterial ou tabagismo, agridem o endotélio vascular e contribuem para a formação da placa aterosclerótica. Em algumas situações o risco de sua ocorrência pode estar ligado a fatores genéticos.
atividade física e redução da ingestão de carboidratos em geral têm maior impacto, ou seja, maior magnitude de efeito na hipertrigliceridemia do que a reduções de ingestão de carboidratos simples, de peso e de bebidas alcóolicas.
Os valores referenciais e de alvo terapêutico desejáveis, conforme avaliação de risco cardiovascular para colesterol total, HDL-c e triglicérides, são, respectivamente, menor que 190 mg/dl, maior que 40mg/dl e menor que 150mg/dl.
A oferta de proteínas para pacientes com insuficiência cardíaca que apresentam perdas proteicas por nefropatias ou má absorção intestinal deve ser:
1,0 a 1,4g/kg de peso ideal/dia.
0,8 a 1,2g/kg de peso ideal/dia.
1,5 a 2,0g/kg/dia , considerando a massa corporal livre de edema.
0,8 a 1,4/kg de peso atual livre de edema/dia.
Escolher o alimento adequado nos mercados nem sempre é tarefa fácil. Para ter controle sobre a quantidade e o que se come, é preciso identificar as informações nutricionais dos alimentos, apresentadas nos rótulos abaixo.
Para uma pessoa com hipertensão arterial como síndrome, qual dos 5 alimentos, cujos rótulos são mostrados, seria a opção mais saudável?
Alimento 1.
Alimento 2.
Alimento 3.
Alimento 4.
Alimento 5.
Organização Mundial da Saúde passou a recomendar, a partir de 2015, alterações nas recomendações de ingestão de carboidrato visando melhora dos parâmetros de saúde relacionados ao metabolismo de lipídio e ao aumento do risco de aterosclerose.
Em relação a esse assunto, analise as afirmativas abaixo.
I. O consumo máximo de 5% em Kcal do valor energético da dieta na forma de açúcares de adição é uma preconização na prevenção da aterosclerose e dislipidemias.
II. O consumo inferior a 50 g de frutose ao dia eleva o triglicerídeo (TG) pós-prandial. A elevada ingestão de carboidratos aumenta a glicemia, o que promove a diminuição da insulinemia; esta, por sua vez, ativa os fatores de transcrição que promovem a síntese de ácidos graxos e TG, favorecendo outros fatores de risco.
III. A frutose e a sacarose são metabolizadas de forma diferente. A principal enzima de metabolização da glicose é a fosfofrutoquinase, para a produção de piruvato e, consequentemente, de acetil-CoA e ácidos graxos; o mesmo mecanismo não ocorre para metabolização da frutose, que é metabolizada pela frutoquinase.
IV. A frutose gera ácidos graxos mais rapidamente do que a glicose, aumentando tanto o depósito de gordura hepática, como a produção de VLDL.
Assinale a alternativa correta.
I e III.
I, III e IV.
II e IV.
II e III.
A hipertensão arterial é uma doença multifatorial, seu tratamento envolve objetivos múltiplos com diferentes abordagens e sempre que possível requer o apoio de outros profissionais de saúde para ampliar o sucesso do tratamento anti-hipertensivo. Considerando a terapia não medicamentosa da 7a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2016), analise as seguintes afirmativas:
I- A ingestão de laticínios, com baixo teor de gordura, por conter vários componentes como cálcio, potássio e peptídeos bioativos, reduz a pressão arterial.
II- Os exercícios resistidos dinâmicos reduzem a pressão arterial casual de pré-hipertensos e hipertensos.
III- Apesar do tabagismo aumentar o risco de doenças cardiovasculares, não há evidências que a cessação do tabagismo reduza a pressão arterial.
IV- Pacientes com diabetes mellitus e lesões em órgão-alvo com pressão arterial normal são considerados de moderado risco cardiovascular.
V- A adoção de dietas como a Mediterrânea e vegetarianas, em especial a dieta de Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH), tem sido associada com valores mais baixos de pressão arterial.
Estão CORRETAS apenas as seguintes afirmativas:
I, II e IV.
II, IV e V.
II, III e V.
I, III e V.
I, II, III e IV.
Para pacientes vítimas de derrame, deve-se tratar disfagia, suplementar vitaminas e minerais conforme necessário e, se necessário, realizar apoio para alimentação enteral.