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O tratamento dietético para hipertensão arterial preconiza a ingestão de até 1,5 g de sódio por dia, o que é obtido a partir do consumo de alimentos:
Embutidos
Preparações de restaurantes
Enlatados
Minimamente processados
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial, considerada mundialmente como um grave problema de saúde pública. Sua prevalência aumenta com a idade; no Brasil, cerca de 32% (em média) dos adultos apresentam HAS, chegando a mais de 50% em indivíduos com 60 a 69 anos e 75% naqueles com mais de 70 anos. A HAS tem alta prevalência, no entanto a maioria dos países apresenta baixas taxas de controle. Canadá e Cuba se destacam na redução e controle da HAS, em função da organização do sistema de saúde na atenção básica. Para reduzir a prevalência e o controle da Hipertensão Arterial Sistêmica, são medidas recomendadas na Rede de Atenção Básica à Saúde no Brasil:
I. Equipe multiprofissional. Diagnóstico precoce. Acompanhamento regular das pessoas diagnosticadas.
II. O Tratamento medicamentoso envolve também mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável, diminuição do consumo de álcool, prática de atividade física, controle do peso corporal e abandono ao tabagismo.
III. Motivação para adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso.
IV. A equipe multiprofissional deve ser composta por Médico, Enfermeiro e Nutricionista, com atendimento intercalado de cada profissional após o diagnóstico clínico.
Está correto apenas o que se afirma em
I e III.
I, II e IV.
II e IV.
III e IV.
I, III e IV.
Sobre a caquexia cardíaca, assinale a alternativa INCORRETA.
Associada à insuficiência cardíaca congestiva (ICC) grave, é caracterizada por perda de peso corpóreo, não intencional, superior a 6% do peso habitual em período de 6 meses, na ausência de outras doenças graves.
Apresenta origem multifatorial, como redução da ingestão alimentar, anormalidades gastrointestinais, ativações imunológica e neuro-hormonal e desequilíbrio entre os processos anabólicos e catabólicos.
A perda de massa muscular esquelética é um importante componente com consequente prejuízo da mobilidade e da capacidade funcional, além de piora do prognóstico da ICC.
A terapia nutricional deve basear-se na redução do gasto energético basal, como mecanismo compensatório, resultante do comprometimento hemodinâmico apresentado da ICC, que reduz o débito cardíaco e, consequentemente, a demanda metabólica geral.
Considerando as medidas adotadas pelos países em relação ao diagnóstico, ao acompanhamento e ao controle da hipertensão arterial sistêmica (HAS), assinale a alternativa correta.
Canadá e Estados Unidos representam os dois países com melhores indicadores em relação ao diagnóstico, acompanhamento e controle da HAS.
A organização do sistema de saúde a partir da atenção especializada, de nível secundário, representa uma das características exitosas na melhoria dos indicadores de HAS.
A participação efetiva de profissionais médicos no acompanhamento dos hipertensos representa uma das características observadas em países com melhores indicadores da doença.
Decréscimo da prevalência de HAS e aumento do diagnóstico, do acompanhamento e do controle são observados nos países com melhores indicadores.
Nos países caracterizados pelos melhores indicadores de controle da HAS, menos de 10% da população mantêm sua hipertensão não controlada, ou não diagnosticada.
De acordo com a VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, são fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica, EXCETO:
Idade > 65 anos.
Excesso de peso corporal.
Raça branca.
Ingestão excessiva de álcool.
Sedentarismo.
As doenças cardiovasculares são as maiores causas de morte por doença no mundo. Para redução de risco para deve-se:
limitar o consumo de gordura saturada para <7% e de gordura trans para <1% de energia.
restringir o consumo de colesterol para < 200 mg ao dia.
reduzir somente o consumo de gordura trans para <2% de energia.
não consumir álcool em hipótese alguma
Sobre orientações nutricionais para controle da hipertensão arterial, analise os itens abaixo:
I. Consumir leite, iogurte de fruta e queijo branco com pouco sal, fontes de cálcio, importante para o controle da pressão arterial.
II. Consumir todas as frutas, verduras e legumes. No mínimo, cinco porções ao dia.
III. Aumentar o consumo de peixes fontes de ácidos graxos ômega 3, que auxilia no controle da pressão.
IV. Manter ou atingir o peso corporal desejável.
Existem orientações VERDADEIRAS? Quantas?
Não, nenhuma delas.
Sim, uma delas apenas.
Sim, duas delas, apenas.
Sim, três delas, apenas.
Sim, todas elas.
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações sobre medidas não-farmacológicas para controle da hipertensão arterial, considerando os estudos atuais.
( ) A ingestão de ácidos graxos ômega-3 provenientes dos óleos de peixe (eicosapentaenoico – EPA e docosaexaenoico - DHA) na dose de 1 a 1,5 g/dia reduz a PA com muita eficácia.
( ) As dietas vegetarianas têm sido associadas com valores mais baixos de PA.
( ) Reduções de peso corporal e de circunferência abdominal correlacionam-se com reduções da PA.
( ) A ingestão de fibras promove modesta diminuição da PA, mas o beta glucano proveniente da aveia e da cevada não encontrou sustentação em sua eficácia nas últimas pesquisas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F, V,V,F
F,F,V,V
F,V,F,V
V,V,V,F
Sobre os nutrientes associados à patogênese da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), analise as afirmativas abaixo
I. O excesso de sódio eleva a pressão arterial por diminuir a volemia, o débito cardíaco e a resistência vascular periférica.
II. O potássio é facilitador da excreção renal de sódio, aumenta a volemia e o débito cardíaco e atua na liberação de substâncias vasodilatadoras.
III. Há relação inversa entre o magnésio e HAS. O magnésio aumenta a liberação de óxido nítrico e prostaglandinas.
IV. A ingestão adequada de cálcio está associada à redução dos níveis pressóricos.
Está CORRETO o que se afirma em
todas.
nenhuma.
duas, apenas.
três, apenas.
uma, apenas.
Segundo a I Diretriz sobre consumo de gorduras e saúde cardiovascular, é INCORRETO afirmar:
Indivíduos adultos que apresentam fatores de risco associados a doença cardiovascular, o consumo de ácidos graxos saturados deve ser < 7% do valor energético total.
Para adultos, o consumo de quantidades menores que 10% do valor energético total em ácidos graxos saturados na alimentação está relacionado a redução do LDL-c.
Para crianças maiores de dois anos e adolescentes com perfil lipídico alterado, a recomendação de ácidos graxos saturados deve, nesses casos, ser 10% do valor energético total.
O consumo de ácidos graxos saturados para gestantes com dislipidemia prévia ou desenvolvida durante a gestação deve ser limitado a < 7%.
O consumo de ácidos graxos saturados além do recomendado está relacionado com o aumento de eventos cardiovasculares e ao aumento da inflamação
Quanto às recomendações da I Diretriz sobre consumo de gorduras e saúde cardiovascular (2013), considere as seguintes afirmativas:
1. Substituir ácidos graxos saturados da dieta por poli-insaturados ômega-6 pode ser recomendado para melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o risco de diabetes mellitus, embora as evidências não sejam absolutamente conclusivas.
2. O consumo de ácidos graxos trans está relacionado com aumento da sensibilidade insulínica, especialmente em indivíduos com predisposição a resistência insulínica, elevando o risco para desenvolvimento e/ou progressão de diabetes mellitus tipo 2.
3. O consumo de ácidos graxos saturados além do recomendado está relacionado com desenvolvimento e/ou progressão de diabetes mellitus tipo 2 e da obesidade.
4. Substituir ácidos graxos saturados da dieta por ácidos graxos monoinsaturados pode ser recomendado para melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o risco de diabetes mellitus.
Assinale a alternativa correta.
Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.
As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Quais os fatores de risco nutricional que apresentam relação direta com os mecanismos fisiopatológicos da Hipertensão Arterial Sistêmica, de origem renal e neural?
Obesidade e ingestão excessiva de sódio.
Obesidade e ingestão insuficiente de potássio.
Ingestão excessiva de álcool e ingestão excessiva de sódio.
Ingestão insuficiente de potássio e circunferência da cintura elevada.
Ingestão excessiva de gordura e circunferência da cintura elevada.
De acordo com a I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular (2013), atualmente, o consumo ideal de colesterol alimentar para auxiliar no controle da colesterolemia deve ser
menor que 300 mg/dia.
entre 300 e 400 mg/dia.
até 30% do valor calórico total da dieta.
compatível com o peso ideal do indivíduo.
Segundo a I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular (2013), as recomendações sobre o consumo de ácidos graxos monoinsaturados são:
dietas com elevado teor de gordura insaturada, pois são benéficas em curto prazo, considerando-se os aspectos do perfil alimentar brasileiro, as alterações sequenciais do padrão da dieta e a composição corporal dos indivíduos.
consumo de óleo de coco para indivíduos dislipidêmicos, que se beneficiam no tratamento da hipercolesterolemia, com diminuição significativa da fração não HDL e triglicérides.
substituição destes ácidos graxos por carboidratos simples e refinados, sem aumento do risco de doença cardiovascular e diabetes.
substituição dos ácidos graxos saturados para melhor controle dos fatores de risco para a doença cardiovascular aterosclerótica, com melhor evidência de efeitos hipocolesterolêmicos.
Segundo a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (Arquivo Brasileiro de Cardiologia Volume 107, Nº 3, Suplemento 3, Setembro 2016), o sucesso do tratamento da Hipertensão Arterial com medidas nutricionais depende da adoção de um plano alimentar saudável e sustentável.
Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
A utilização de dietas radicais para controle da Pressão Arterial (PA) resulta em abandono do tratamento; no entanto, dietas rigorosas podem resultar em um rápido controle da pressão e ser úteis.
O foco em apenas um único nutriente ou alimento para controle da PA não é o atualmente recomendado, devendo ser feita uma análise do padrão alimentar total, que permite identificar o sinergismo entre os nutrientes/alimentos.
A dieta, que reduz a PA enfatiza o consumo de frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura, inclui a ingestão de cereais integrais, frango, peixe e oleaginosas e recomenda menor ingestão de carne vermelha, doces e bebidas açucaradas.
As dietas vegetarianas têm sido associadas a valores mais baixos de PA.
A dieta do mediterrâneo, rica em frutas, hortaliças e cereais integrais e quantidades generosas de azeite de oliva, parece ter um efeito hipotensor.
Assinale a alternativa correta em relação à Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS).
A pessoa com pressão arterial (PA) <120/80mmHg deverá verificar a PA anualmente.
As pessoas que apresentarem PA entre 130/85mmHg são consideradas normotensas, mas deverão realizar a aferição semestralmente.
Se a média de três medidas de PA forem iguais ou maiores a 140/90mmHg, está confirmado o diagnóstico de HAS.
A pessoa será classificada como hipertensa estágio 2 se a PA for igual ou maior a 180/110mmHg.
Quando as pressões sistólica e diastólica estiverem em categorias diferentes, a menor deve ser utilizada para classificação da PA.
O colesterol elevado pode ser considerado o principal fator de risco modificável da doença arterial coronariana. Seu controle traz grande benefício na redução de desfechos cardiovasculares como infarto e morte por doença coronariana. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, depois que o paciente é classificado como de alto risco, devem ser estabelecidas as metas terapêuticas primária, que é alcançar níveis de colesterol ______________________ e secundária, manter níveis de ____________________.
A alternativa que preenche, corretamente e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é
total < 240 mg/dL / pressão arterial sistólica < 140 mmHg
não-HDL < 130 mg/dL / triglicérides plasmáticos ≤ 150 mg/dL
da lipoproteína de alta densidade (HDL-C) > 60 mg/dL / colesterol total < 180 mg/dL
da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) < 70 mg/dL / colesterol não-HDL < 100 mg/dL
da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) < 100 mg/dL / colesterol não-HDL < 130 mg/dL
A I Diretriz sobre Consumo de Gordura e Saúde Cardiovascular (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2013) traz posicionamentos sobre o consumo de alguns alimentos e seus efeitos sobre os mecanismos fisiopatológicos do processo aterosclerótico. De acordo com essa Diretriz,
não se recomenda o consumo de manteiga, mesmo de forma moderada, pois a relação desse alimento com a colesterolemia ainda é controversa.
o consumo de óleo de palma ou de alimentos contendo grande quantidade desse óleo já é recomendado para indivíduos com dislipidemia.
o consumo de chocolate produzido com alto teor de cacau deve ser evitado, pois esse alimento contém grande quantidade de ácidos graxos mirístico e láurico.
não se recomenda óleo de coco para tratamento de hipercolesterolemia, sendo necessários estudos adicionais para orientar o uso desse alimento em casos de demais alterações metabólicas.
A partir de 2008, o Comitê de peritos consultores em Gorduras e Ácidos Graxos em Nutrição Humana da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que substituir, parcialmente, a gordura saturada da dieta reduz o risco de doenças cardiovasculares.
De acordo com FAO/OMS, qual gordura deve substituir a gordura saturada?
PUFA.
MUFA.
50% de MUFA e 50% de PUFA.
30% de MUFA e 70% de PUFA.
70% de MUFA e 30% de PUFA.
No que concerne à redução da ingestão de gorduras saturadas na alimentação, sua substituição dietética por outro macronutriente que não lipídeos pode aumentar ainda mais o risco de doença coronariana.
O substituto da gordura saturada na alimentação que aumentaria o risco de doença coronariana é:
Carboidratos complexos, em quantidades adequadas e com baixo índice glicêmico.
Carboidratos altamente refinados, em grandes quantidades e com baixo índice glicêmico.
Carboidratos altamente complexos, em quantidades adequadas e com baixo índice glicêmico.
Frutose altamente refinada, em grande quantidade e com alto índice glicêmico.
Carboidratos altamente refinados, em grande quantidade e com alto índice glicêmico.