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Restrição hídrica e dieta hipossódica são indicadas em casos graves de insuficiência cardíaca congestiva descompensada. Nesses pacientes, o conteúdo de água e sódio da dieta precisa ser minuciosamente calculado para não haver sobrecarga cardíaca. Considerando um paciente que atualmente utiliza dieta via oral com 6 g de cloreto de sódio e que necessitará iniciar dieta enteral hipercalórica, qual será o volume máximo diário de fórmula a ser oferecida e quanto de sódio será ofertado por sua dieta via oral atual?
Considere: restrição hídrica de 800 mL; densidade calórica da dieta de 2,0 kcal/mL e 71% de conteúdo de água da dieta.
Até 1127 mL e 2000 mg de sódio.
Até 1127 mL e 2400 mg de sódio.
Até 1759 mL e 2000 mg de sódio.
Até 1759 mL e 3200 mg de sódio.
Paciente do sexo masculino, 56 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica. Qual deve ser a terapia nutricional mais adequada a ser instituída, considerando as recomendações impostas pela Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial em sua mais recente diretriz?
Oferta de dieta rica em frutas, hortaliças e laticínios integrais. Redução no consumo de carne vermelha, doces e bebidas açucaradas. Oferta de dieta rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras alimentares e restrição do consumo diário de sódio para 2.400 mg, ou seja, 6 g de cloreto de sódio.
Oferta de dieta rica em frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura. Redução no consumo de carnes vermelhas, doces e bebidas açucaradas. Oferta de dieta rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras alimentares e restrição do consumo diário de sódio para 2.000 mg, ou seja, 5 g de cloreto de sódio.
Oferta de dieta rica em frutas, hortaliças e laticínios integrais. Redução no consumo de carnes em geral e proibição do consumo de doces e bebidas açucaradas, priorizando os edulcorantes. Oferta de dieta rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras alimentares e restrição do consumo diário de sódio para 2.000 mg, ou seja, 5 g de cloreto de sódio.
Oferta de dieta rica em frutas, hortaliças e laticínios integrais. Redução no consumo de carnes em geral e proibição do consumo de doces e bebidas açucaradas, priorizando os edulcorantes. Oferta de dieta rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras alimentares e restrição do consumo diário de sódio para 2.400 mg, ou seja, 6 g de cloreto de sódio.
Oferta de dieta rica em frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura. Redução no consumo de carnes em geral e proibição do consumo de doces e bebidas açucaradas, priorizando os edulcorantes. Oferta de dieta suplementada em potássio, cálcio, magnésio e fibras alimentares e restrição do consumo diário de sódio para 2.400 mg, ou seja, 6 g de cloreto de sódio.
De acordo com a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, o tratamento não medicamentoso da hipertensão arterial envolve controle ponderal, medidas nutricionais, prática de atividades físicas, controle do estresse, dentre outros. Desta forma, essa diretriz recomenda adotar a dieta
mediterrânea, manter a circunferência abdominal < 94 cm nos homens e restringir o consumo de sódio para 2,0 g.
mediterrânea, manter o IMC < 27 kg/m² após 60 anos e < 25 kg/m² até 60 anos.
DASH, restringir o consumo diário de sódio para 2,0 g e manter o IMC < 25 kg/m² até 65 anos.
DASH, manter a circunferência abdominal < 90 cm nas mulheres e manter o IMC < 25 kg/m² até 60 anos.
A abordagem terapêutica da insuficiência cardíaca (IC) é multidisciplinar, incluindo modificações no estilo de vida, dieta, fármacos e intervenção cirúrgica. Em relação à conduta dietoterápica pode-se afirmar que
a dietoterapia tem como objetivo fornecer energia e nutrientes necessários para estimular a perda de peso, evitando sobrecarga cardíaca.
se deve diminuir o consumo de alimentos fontes de potássio, como frutas, verduras e legumes, devido ao fato de o uso de diuréticos ser bastante comum no controle da IC.
pacientes com desnutrição grave podem necessitar de até 2g de proteína/Kg peso/dia para garantir a síntese proteica.
a recomendação de carboidratos varia de 50% a 55% da ingesta energética, priorizando os carboidratos integrais e de alto índice glicêmico.
nos casos em que há diminuição da função renal a restrição de proteína deve ser de 1,2 g/Kg peso/dia.
Analise as associações entre modificações do estilo de vida e redução aproximada da pressão arterial.
Recomendação
I. Manter peso corporal na faixa de normalidade do índice de Massa Corporal.
II. Consumir dieta rica em frutas e vegetais e alimentos com baixa densidade calórica e baixo teor de gordura saturada.
III. Redução do consumo do sal = 3 colheres de café rasas de sal + 2g de sal dos próprios alimentos.
IV. Prática regular de atividade física – pelos menos 30 min dia/3vezes por semana.
Redução aproximada da Pressão Arterial Sistêmica
-> 5 a 20 mmHg para cada 10kg de peso reduzido
-> 20 a 30 mmHg
->10 a 20 mmHg
-> 4 a 9 mmHg
Quantas dessas associações estão CORRETAS?
Quatro.
Uma, apenas.
Três, apenas.
Nenhuma.
Duas, apenas.
Os principais ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 são preconizados na prevenção e terapêutica das doenças cardiovasculares. Eles são encontrados em grande quantidade em:
óleo de soja.
óleo de peixe.
margarinas.
óleo composto de azeite e óleo de soja.
manteiga.
De acordo com as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, sobre os fatores de risco e tratamento para hipertensão (HAS), é CORRETO afirmar que:
O excesso de peso se associa com maior prevalência de HAS desde idades jovens. Na vida adulta, mesmo entre indivíduos fisicamente ativos, incremento de 2,4kg/m² no índice de massa corporal (IMC) acarreta maior risco de desenvolver hipertensão.
A cirurgia bariátrica é considerada o tratamento efetivo para obesidade moderada a grave. Em pacientes com obesidade grave, a cirurgia bariátrica tem potencial para controlar condições clínicas como HAS e diabetes melito tipo 2. Porém, a hipertensão aumenta o risco de mortalidade cirúrgica, contraindicando o tratamento da cirurgia bariátrica para pacientes hipertensos que forem obesos.
O alto consumo de frutas e hortaliças, bases da dieta do Mediterrâneo, revelou ser proporcional aos níveis de PA, mesmo com um mais alto percentual de gordura. A substituição do excesso de carboidratos nesta dieta por gordura insaturada induz a significativa redução da PA.
A necessidade nutricional de sódio para os seres humanos é de 500mg (cerca de 1,2g de sal), tendo sido definido recentemente para indivíduos hipertensos, em 4g de cloreto de sódio ou sal de cozinha (que corresponde a 1,6g de sódio) a quantidade considerada máxima saudável para ingestão alimentar diária.
O tratamento para controle da Hipertensão Arterial Sistêmica tem como objetivo reduzir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares. Para tanto, utiliza-se o tratamento medicamentoso, por meio de medicação anti-hipertensiva – quando necessário – e o tratamento nutricional. Assim, considera-se que
a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), caracterizada por elevada ingestão de frutas, laticínios e gorduras, bem como moderada concentração de sódio e fibras, tem impacto na redução da pressão arterial.
a substituição do excesso de carboidrato por gordura insaturada, associada ao alto consumo de frutas e hortaliças, relatado na dieta do Mediterrâneo, induz a redução da pressão arterial.
a quercetina, presente no cacau, promove elevada redução da pressão arterial. Isso porque esse polifenol se liga ao sódio celular impedindo o mesmo de ser absorvido.
a proteína da soja, presente nos feijões, soja, farinha de soja, queijo de soja (tofu), molho shoyo, leite de soja e concentrado proteico de soja, reduz a pressão arterial em homens após a andropausa.
Podemos citar vários fatores de risco para o desenvolvimento de doença arterial coronariana que são controláveis, como o diabetes melito, a hipertensão arterial sistêmica, a síndrome metabólica e a obesidade. Porém, existem alguns fatores considerados não modificáveis, como:
Sedentarismo e Idade.
Tabagismo e Sexo.
Estresse e Sedentarismo.
Antecedentes familiares e Idade.
A dieta DASH é recomendada para indivíduos hipertensos. Essa dieta se caracteriza por:
ser rica em laticínios, pobre em gordura e restringir o consumo de frutas pobres em potássio.
ser pobre em laticínios e rica em frutas e vegetais.
restringir severamente o uso de sódio.
ser rica em laticínios, frutas e vegetais, pobre em gordura.
Assinale a opção que NÃO corresponde às recomendações dietéticas para a redução do risco de doenças cardiovasculares, segundo a American Heart Association.
Queimar, pelo menos, a quantidade de calorias consumidas.
Selecionar diariamente produtos sem gordura, com 1% de gordura ou de baixo teor de gordura.
Escolher e preparar alimentos com pouco ou nenhum sal.
Consumir peixe uma vez por semana.
Eliminar alimentos que contenham óleos vegetais parcialmente hidrogenados para reduzir gordura trans na dieta.
Com relação à prevenção de agravos cardiovasculares, em etapas posteriores da vida, recomenda-se aferição sérica do perfil lipídico de crianças, com histórico familiar de distúrbios lipídicos, a partir de:
5 anos, pois a criança já está plenamente adaptada à alimentação familiar.
7 anos, pois a criança modifica seu padrão alimentar na fase escolar.
10 anos, pois a criança entrará na fase da puberdade.
2 anos, pois, até esta idade, há a necessidade de maior ingestão de gorduras para a mielinização.
Os pacientes com insuficiência cardíaca moderada a severa, 35 a 53% possuem caquexia cardíaca, que é caracterizada por:
Perda permanente de massa corporal magra maior que 10% do peso corporal total;
Não há perda permanente de massa corporal magra;
Não possuem desnutrição e há ganho de massa corporal;
A perda de massa corporal magra não exacerba ainda mais a ICC, pois não há perda de músculo cardíaco;
Todas as respostas estão corretas.
Para portadores de doença cardiovascular, as recomendações de consumo de ácidos graxos ômega 3 são:
1g a partir do consumo de semente de linhaça, se possível, e na sua impossibilidade, a partir de suplementos com óleo de linhaça.
1g a partir do consumo de peixes, se possível, e na sua impossibilidade, a partir de suplementos.
2g necessariamente a partir de suplementos com óleo de peixe.
indefinidas uma vez que não há evidências de que melhorem o prognóstico de portadores de doença cardiovascular.
Analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta sobre aterosclerose e doença arterial coronariana.
I. A aterogênese é o processo que conduz o desenvolvimento da aterosclerose. É uma resposta inflamatória crônica local a fatores de risco, como altas concentrações de lipoproteína de baixa densidade (LDL), que são prejudiciais à parede arterial.
II. A dislipidemia refere-se a um perfil lipídico do sangue que aumenta o risco de desenvolver aterosclerose. Normalmente é uma condição na qual as concentrações de lipoproteínas de alta densidade (HDL) estão elevadas e as concentrações de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) estão reduzidas.
III. O LDL (lipoproteína de baixa densidade) é o principal transportador de colesterol no sangue.
IV. A mensuração do colesterol total apta o colesterol contido em todas as frações de lipoproteínas: 60 a 70% são transportadas no VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade), 20 a 30% no LDL (lipoproteína de baixa densidade) e 10 a 15% no HDL (lipoproteína de alta densidade).
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas a afirmativa I está correta.
Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
O tratamento não farmacológico mais importante para o controle da hipertensão arterial, devendo ser a primeira conduta a ser adotada possui, em sua conduta,
evitar ômega 3, reduzir o consumo de fibras e usar adoçantes.
usar adoçantes, alimentos diet e light, reduzir o consumo de potássio e fibras.
restringir o consumo de alimentos ricos em potássio e suplementar magnésio.
controlar o peso, restringir sal, temperos prontos, embutidos e enlatados.
reduzir o consumo de alimentos ricos em potássio, fibras eleguminosas.
A principal causa de morte por Doença Cardiovascular (DCV) é a aterosclerose. Trata-se de um processo inflamatório crônico da parede do vaso, com elevação de marcadores inflamatórios séricos. É sabido que o padrão alimentar interfere na chance de eventos aterosclerótico. Para a orientação nutricional de pacientes com DCV, deve-se considerar que:
os ácidos graxos saturados (AGS) são classificados pelo número de duplas ligações que possuem, sendo classificados como mono ou poli-saturados. Os alimentos fontes de AGS são na sua maioria de origem animal.
o ácido graxo ômega-3 é convertido em ácido araquidônico, que serve de substrato para metabólitos de moléculas pró-inflamatórias. Suas principais fontes são peixes de água salgada e oleaginosas.
o colesterol alimentar é encontrado em alimentos como o coco, óleo de milho, ovo, pele de aves e vísceras, óleo de canola e carne vermelha. Assim, o consumo desses alimentos deve ser limitado.
as gorduras sólidas ricas em ácido láurico, presentes no óleo de coco, resultam em perfil lipídico mais favorável do que uma gordura sólida rica em ácidos graxos trans.
Recomenda-se para indivíduos em prevenção primária para as doenças cardiovasculares o consumo de alimentos de baixo índice glicêmico para prevenir a resistência à insulina. Faria parte de sua prescrição:
espaguete e melancia.
cream-cracker e suco de uva.
lentilhas e arroz parboilizado.
abóbora e arroz branco.
corn flakes e tapioca.
A Hipertensão Arterial é considerada um problema de Saúde Pública, sendo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. É considerado consenso na literatura no que diz respeito a recomendação para o controle da hipertensão arterial, EXCETO:
Manter peso corporal de adulto na faixa de Índice de Massa Corporal 18,5-24,9 Kg/m2.
Adoção da dieta Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) rica em frutas, vegetais, laticínios com pouca gordura, quantidade adequada de calorias para controle do peso e baixo conteúdo de gordura total e saturada.
Prática regular de atividade física aeróbica por 30 minutos na maioria dos dias da semana.
Redução da ingestão de sódio dietético para não mais que 8 g de Sódio por dia.
A insuficiência cardíaca é a via final de diversas doenças que acometem o coração. Uma das repercussões clínico- nutricionais comumente observadas em pacientes nas fases avançadas da doença é:
hipertireoidismo.
caquexia.
trombose.
esteatose hepática.
hipercolesterolemia.