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No atendimento ambulatorial, uma mulher de 43 anos foi avaliada com a presença de obesidade mórbida. Evidenciou-se ainda que a mesma já recorreu a prática de dietas alternativas para perder peso, sem sucesso. Considerando que a paciente apresenta co-morbidades que a desqualificam à cirurgia bariátrica, assinale uma conduta nutricional correta frente às recomendações contidas nas Diretrizes Brasileiras de Obesidade (2009/2010).
Preconiza-se dieta rica em gorduras, escassas em carboidratos, ricas em proteínas animais, pois proporcionam rápida perda de peso.
A paciente pode ser beneficiada com a adoção de uma dieta com baixíssimas calorias como única fonte de nutrição durante quatro a 16 semanas, a qual requer intensa supervisão. Considerando que esta dieta proporciona perda de peso de 11,8 kg, variando de 9,2 a 14,2 kg, ou 11%, em um a dois anos, quando adicionada à terapêutica com drogas ou modificação comportamental.
Recomenda-se dieta escassa em gordura, sem ter como alvo a restrição calórica, pois auxiliam na perda de peso por reduzir a ingestão de calorias, que é mais acentuada nas pessoas mais pesadas.
Prescreve-se uma dieta rica em carboidratos complexos, em fibras e hipocalórica, as quais promovem diminuição da pressão arterial, da glicemia e dos níveis de insulina em pacientes obesos e diabéticos, atribuindo-se tais benefícios a redução de gorduras.
Preconiza-se perda de peso rápida, com a finalidade de promover a adesão da paciente ao tratamento, além de encaminhamento para apoio psicoterápico.
São indicadores de sucesso em programas de tratamento da obesidade em adultos, EXCETO:
perda de peso sustentada, sem aumento a longo prazo.
pequena perda de peso, com mudança de estilo de vida.
perda de peso modesta, com redução de fator de risco cardiovascular.
manutenção do peso e estabilização a longo prazo.
Assinale a alternativa que apresenta o nome do transtorno alimentar caracterizado pela ingestão de uma quantidade exagerada de alimentos, medo mórbido de engordar e prática de métodos compensatórios para prevenção do ganho de peso, tais como indução de vômitos, uso de laxantes, diuréticos, jejum e exercícios excessivos.
Bulimia nervosa.
Síndrome do comer noturno.
Anorexia nervosa.
Transtorno de ruminação.
Transtorno de consumo alimentar evitativo/ restritivo.
Dietas de muito baixas calorias têm sido recomendadas a indivíduos obesos, não-responsivos a outro tratamento e com descompensação de doenças existentes, essas dietas oferecem no máximo:
400 calorias/dia.
600 calorias/dia.
800 calorias/dia.
1200 calorias/dia.
A obesidade é reconhecida como um efeito desfavorável sobre os vários fatores de risco aterogênicos e comumente precede o desenvolvimento da seguinte patologia:
hipotrigliceridemia.
colecistite aguda.
hepatite B.
hipertensão arterial.
É correto afirmar que os alimentos com alta concentração de energia (gorduras e açúcares) estão relacionados ao aumento da incidência da
síndrome de dumping.
desnutrição energético-proteica.
hiperuricemia.
obesidade.
hipertensão arterial.
Quais critérios para cirurgia bariátrica devem ser seguidos no tratamento da obesidade?
IMC >40 kg/m2 ou IMC ≥ 35 kg/m2 na presença de comorbidades.
IMC >30 kg/m2 ou IMC ≥ 25 kg/m2 na presença de comorbidades.
IMC > 35 kg/m2 ou IMC ≥ 30 kg/m2 na presença de fatores de comorbidades
Relação Cintura/Quadril acima de 1,0 para homens e 0,8 para mulheres.
Os transtornos alimentares são doenças que afetam particularmente adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, levando a marcantes prejuízos psicológicos, sociais e aumento de morbidade e mortalidade. São problemas causados por transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, EXCETO:
Danos ao aparelho digestivo.
Interrupção na menstruação.
Alterações no ritmo cardíaco, que se torna irregular.
Problemas renais em função de altos níveis de potássio e creatina.
Comprometimento do esmalte dos dentes pelos ácidos contidos no vômito.
A obesidade apresenta prevalência crescente na população mundial e as alterações hepáticas vêm aumentando nessa população. Dentre os acometimentos hepáticos mais relacionados à obesidade, pode-se destacar:
hepatite;
hepatocarcinoma celular;
cirrose;
esteatose hepática gordurosa não alcoólica;
esteatose hepática de etiologia alcoólica.
A hipercarotenemia na anorexia nervosa é um achado comum em razão de:
mobilização de estoques de lipídios e perda de massa corporal
ingestão alimentar excessiva de carotenoides e exercício físico intenso.
mobilização de estoques de lipídios e exercício físico intenso.
perda de massa corporal e ingestão alimentar excessiva de carotenoides.
Quanto à distribuição de macronutrientes na dieta de um indivíduo obeso, é CORRETO afirmar que, na maioria dos casos, as dietas devem
ser severamente restritas em carboidratos e liberais em proteínas e lipídeos, não havendo preocupação específica com o tipo de lipídeo.
conter cerca de 55% de carboidratos, 20% de proteínas, complementando-se com lipídeos, sem preocupação específica com o tipo, exceto com o teor de colesterol, que não deverá ultrapassar 300 mg/dia.
conter cerca de 55 a 60% de carboidratos, 15 a 20% de proteínas e 20 a 25% de lipídeos, podendo estes chegar até 30%, que compreenderão: 10% de gordura saturada, 10% de poli-insaturada e 10% de monoinsaturada, devendo o colesterol não ultrapassar 200 mg/dia.
conter cerca de 55 a 60% de carboidratos, 15 a 20% de proteínas e 20 a 25% de lipídeos, podendo estes chegar até 30%, que compreenderão: 7% de gordura saturada, 10% de poli-insaturada e 13% de monoinsaturada, devendo o colesterol não ultrapassar 300 mg/dia.
No tratamento do paciente obeso recomenda-se dieta equilibrada em nutrientes contendo:
I. Déficit energético de 800 a 2000 kcal.
II. 55 a 60% do VET em carboidratos.
III. Até 30% do VET em lipídios.
IV. 15 a 20% do VET de proteínas.
São corretas:
I, II e III
I, III e IV
II, III e IV
I, II e IV
A obesidade é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Alguns dos fatores metabólicos envolvidos na etiologia da obesidade são:
o hiperinsulinismo e a insulino-sensibilidade.
hiperinsulinismo e o aumento da atividade da lípase lipoproteica.
a hiperleptinemia e hipoinsulinismo.
o hipotireoidismo e a diminuição da atividade da lípase lipoproteica.
A incidência de obesidade aumentou significativamente nas últimas décadas. Acerca dos riscos à saúde relacionados a essa enfermidade, tem-se que
a adiposidade abdominal promove resistência à insulina, o que ocorre quando uma concentração normal desse hormônio produz uma menor resposta biológica nos tecidos periféricos.
a obesidade andróide, caracterizada pelo acúmulo de tecido adiposo na região glúteo-femoral, associa-se ao risco aumentado de enfermidades vasculares.
a obesidade pode elevar a pressão arterial por ativação do sistema nervoso parassimpático e alterações hormonais, como a redução da insulina e aumento do glucagon.
as concentrações de HDL colesterol, em indivíduos obesos, encontram-se, geralmente, elevadas e as de triacilgliceróis, reduzidas, o que eleva os riscos de doenças cardiovasculares.
A obesidade e suas comorbidades têm tido rápido crescimento no publico infantil, requerendo importantes medidas de controle, sendo necessário intervenção precoce. Assim,
a restrição à quantidade de calorias é o principal indicador para o risco cardiovascular.
o uso de edulcorantes deve ser encorajado na criança obesa a fim de favorecer o ganho de peso.
o teor de lipídios da dieta da criança obesa que apresente dislipidemia deve ser inferior a 25%.
a dieta deve ser hiperproteica para atender a melhor resposta à perda ponderal e crescimento.
A obesidade pode ser definida, de forma resumida, como o grau de armazenamento de gordura no organismo associado a riscos para a saúde. O ponto de corte preconizado pelo MS para o diagnóstico de sobrepeso/ obesidade é
para crianças menores de 10 anos, Peso/Altura percentilar maior que 97.
para adolescentes (entre 10 e 20 anos), IMC percentilar por idade e sexo maior que 95.
para crianças menores de 10 anos, Peso/Altura percentilar maior que 85.
para adolescentes (entre 10 e 20 anos), IMC percentilar por idade e sexo maior que 90.
Um paciente obeso (IMC-31,00m), sexo M, hipercolesterolemia ( 350mg\dl), sugere a Nutricionista uma dieta hipocalórica, diminuição dos açúcares e lipídios, atividade física e ainda a introdução de um produto que leve o aumento da lipólise e da massa magra, que produto teria essa ação:
Óleo de cártamo
Flavonóides
Óleo de palma
Óleo de Abacate
Nenhuma das respostas.
A leptina é um hormônio proteico que sinaliza ao sistema nervoso central a quantidade de massa adiposa que está sendo secretada principalmente pelos adipócitos. Em indivíduos obesos, os níveis de leptina encontram-se
reduzidos, o que ocasiona maior apetite.
aumentados, o que ocasiona aumento do metabolismo basal.
normais, porém com ampliada sensibilidade à ligação aos seus receptores hipotalâmicos.
reduzidos, o que ocasiona diminuição do metabolismo basal.
aumentados, porém com reduzida sensibilidade à ligação aos seus receptores hipotalâmicos.
O tratamento da obesidade por meio da cirurgia bariátrica requer cuidados com relação à dietoterapia. Dentre as afirmativas, marque a CORRETA.
Dois dias antes da cirurgia bariátrica, o paciente deve receber uma dieta liquida completa para preparar o aparelho gastrintestinal.
Após a cirurgia bariátrica, no estágio 2, o paciente deve receber uma dieta semilíquida (50ml) a cada 15 minutos, totalizando 2,0 a 2,5 litros /
Após a cirurgia bariátrica, nos estágios 3 e 4, devem-se evitar alimentos que possuam açúcares complexos e gordura para evitar a síndrome de Dumping.
O ferro deve ser ofertado em quantidade 10 vezes superior a RDA, concomitante à suplementação de vitamina C na dose de 500mg/dia, prevenindo, assim, a anemia ferropriva.