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Leia as afirmativas a seguir:
I. A educação escolar é uma instância educativa que não trabalha com o desenvolvimento do educando.
II. Paulo Freire propôs uma prática de sala de aula que pudesse tolher a criticidade dos alunos.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Ainda de acordo com a obra de Paulo Freire, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – O ato de ler implica na percepção crítica, interpretação e da reescrita do lido.
II – Do ponto de vista crítico, é tão impossível negar a natureza política do processo educativo quanto negar o caráter educativo do ato político.
III – Só educadores e educadoras autoritários negam a solidariedade entre o ato de educar e o ato de ser educado pelos educadores.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens II e III são verdadeiros.
Todos os itens são verdadeiros.
Em conformidade com FREIRE, analisar a sentença abaixo:
Há uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa e a esperança. A esperança de professor e alunos. Juntos podemos aprender, ensinar, inquietar-nos, produzir e, juntos igualmente, resistir aos obstáculos à nossa alegria (1ª parte). Na verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento. Mas só entre mulheres e homens o inacabamento se tornou consciente (2ª parte).
A sentença está:
Totalmente correta.
Correta somente em sua 1ª parte.
Correta somente em sua 2ª parte.
Totalmente incorreta.
De acordo com Paulo Freire, “toda prática educativa libertadora, valorizando o exercício da vontade, da decisão, da resistência, da escolha; o papel das emoções, dos sentimentos, dos desejos, dos limites; a importância da consciência na história, o sentido ético da presença humana no mundo, a compreensão da história como possibilidade jamais como determinação, é substantivamente esperançosa e, por isso mesmo, provocadora da esperança”
(FREIRE, 2000, p. 23, in: FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Editora UNESP, 2000.)
Em relação a esse texto e ao posicionamento do autor em relação à educação brasileira, é possível afirmar que:
Os professores são formados para práticas educativas que promovem a inclusão social e a emancipação do sujeito como elemento transformador da sociedade.
A formação de sujeitos para a cidadania, para a transformação da sociedade e para produção de conhecimentos é (ou deveria ser) intrínseca à escola.
A escola promove um ensino reflexivo, mas ainda voltado para a manutenção das camadas sociais vigentes, porque a legislação educacional brasileira determina a progressão automática do aluno nas séries sem que haja a reprovação escola.
Os alunos são responsáveis pela construção do próprio conhecimento, cabendo ao professor apenas a mediação desse processo, observando o cumprimento do currículo determinado pelo governo federal.
De acordo com a concepção Freireana, a formação do sujeito deve contemplar o desenvolvimento do seu papel dirigente na definição do seu destino, dos destinos de sua educação e da sua sociedade. Formar o cidadão, construir conhecimentos, atitudes e valores que tornem o estudante:
Único, inteligente, sociável e culto.
Técnico, ético, estético e científico.
Solidário, crítico, ético e participativo.
Nenhuma das alternativas.
Segundo Freire (1996), em seu livro Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, “não posso ser professor sem me achar capacitado para ensinar certo e bem os conteúdos de minha disciplina, mas não posso, por outro lado, reduzir minha prática docente ao puro ensino daqueles conteúdos.” Com essa afirmativa, o autor defende o(a)
discussão indisciplinada em sala de aula.
desdenho e a humildade da prática docente.
autoritarismo do professor para legitimar sua ação.
testemunho ético, a coerência entre o que o professor diz, o que escreve, o que ensina e o que faz.
desprezo pelo conhecimento prévio dos alunos.
TEXTO PARA A QUESTÃO 27
a uma pedagogia que leva em consideração o caráter político da educação, tornando-a acessível às camadas populares dela excluída, tornando-a espaço de discussão visando à transformação da realidade social.
a uma pedagogia que tem uma função conservadora, refletora e reprodutora das desigualdades e injustiças sociais.
a uma pedagogia bancaria, cujo propósito dos educadores é pensar certo e transmitir conteúdos que sejam úteis para que seus alunos aprendam a pensar certo como o professor.
a uma pedagogia que tem como base de sua existência a erudição e o acúmulo de conhecimentos.
a uma pedagogia que busca no conflito a manutenção de ideias conservadores de manutenção da ordem e do progresso da nação brasileira..
Paulo Freire qualifica a atividade de ensinar como uma especificidade humana que exige, na contemporaneidade, competência, habilidade profissional e rigorosidade metódica no desempenho docente. Considerando essa compreensão, aliada ao entendimento de que a formação do professor deve torná-lo um participante da transformação social, é CORRETO afirmar que devem fazer parte da citada formação, as seguintes dimensões de competência:
Técnica, Política, Ética e Estética.
Ética, Filosófica, Religiosa e Científica.
Técnica, Cognitiva, Científica e Política.
Estética, Ética, Cognitiva e Religiosa.
“É preciso que, pelo contrário, desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao for-mar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado, por este motivo, é necessário que o educador se convença definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção” (FREIRE, 1997, p. 12). Na perspectiva freireana, desde o início do processo de formação, o discente tem um papel fundamental na formação do docente, pois:
ensinar-aprender é um processo social limitado à transmissão de conhecimentos e conteúdos
não há como ensinar sem aprender, mas seus sujeitos, ao final do processo, são reduzidos à condição de objeto um do outro
quem ensina ensina alguma coisa a alguém, por isso, do ponto de vista do autor, os sujeitos aprendentes adotam postura passiva
ensinar é algo mais que um verbo transitivo, ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e homens descobriram ser possível ensinar
Segundo SILVA, a crítica de Freire ao currículo existente está sintetizada no conceito de “educação bancária”. Em relação às suas características, analisar os itens abaixo:
I. Expressa uma visão epistemológica que concebe o conhecimento como sendo constituído de informações de fatos a serem simplesmente transferidos do professor para o aluno.
II. Nessa concepção o conhecimento é algo que existe fora e independentemente das pessoas envolvidas no ato pedagógico.
III. O ato de conhecer não é um ato isolado. Conhecer envolve intercomunicação, intersubjetividade. Essa intercomunicação é mediada pelos objetos a serem conhecidos.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I e II.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
Observe a alusão à data comemorativa
https://www.cpt.com.br/pcn/pcn-parametros-curriculares-nacionais-do-1-ao-5-ano
Considerando a afirmação de Paulo Freire podemos concluir que o(a)
profissão docente não se encerra em si mesma, vai para além de todas as profissões.
professor é o único profissional que sabe produzir educação.
professor é um coordenador de atividades que organiza e atua em conjunto com os alunos.
pedagogo é único em saber como proporcionar ao aluno a motivação para aprender.
professor e o pedagogo se unem e se confundem na prática docente.
Na sua obra Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire (1996) discute o papel do professor, dos estudantes e da prática educativa vigente.
Na concepção de Paulo Freire, o termo “autonomia”, o qual ocupa espaço central nessa obra, está relacionado a que aspecto?
Ao processo de escolha de temas de estudo e materiais didáticos, que devem ser escolhidos por professores e alunos, verdadeiros atores do processo de ensino e aprendizagem, que devem ter autonomia para realizar essa importante escolha.
Ao respeito que gestores do sistema educacional devem ter para com o trabalho do professor, respeitando sua forma de trabalhar, seus métodos, sua experiência na prática de ensino, enfim, sua autonomia para desempenhar seu trabalho com mais qualidade.
Ao desenvolvimento de uma prática educativa na qual o professor não é um transmissor de conhecimento pronto e acabado, mas que age no sentido de dotar o estudante da autonomia necessária para produzir ou construir o conhecimento pelos próprios meios.
Ao papel discreto, praticamente irrelevante, que o professor deve assumir no processo de ensino aprendizagem, visando estimular no estudante a devida autonomia para que este seja capaz de se desenvolver sem a necessidade da tutela permanente desse professor.
Os princípios que devem estar presentes numa proposta curricular baseada na produção teórica de Paulo Freire são:
reprodução e opressão
humanização e neutralidade
silenciamento e amorosidade
racionalização e motivação
dialogicidade e problematização
Para Paulo Freire “ensinar exige a convicção de que a mudança é possível” (FREIRE, 2007). Segundo sua obra Pedagogia da Autonomia
é na resignação, e não na rebeldia em face às injustiças, que nos afirmamos.
ninguém pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra.
no mundo da história, da cultura e da política precisamos realizar constatações para nos adaptarmos.
os militantes políticos de prática autoritária compreendem melhor o mundo dos grupos populares.
No primeiro artigo do livro A importância do ato de ler, Paulo Freire discorre sobre a compreensão crítica do ato de ler. Considerando as contribuições de Paulo Freire, pode-se afirmar que a atuação do professor de jovens e adultos deve ocorrer
estimulando a criação ou montagem pelo alfabetizando da expressão escrita da expressão oral.
insistindo para que leiam, num semestre, muitos capítulos e livros vindo do universo vocabular dos grupos populares
organizando relações bibliográficas, indicando em torno de quais páginas ou capítulos devem ser lidos.
indicando aos alunos a quantidade mínima e máxima de páginas a serem redigidas num trabalho acadêmico.
demonstrando que a leitura da palavra precede sempre a leitura do mundo.
Freire (2000, p. 23) sinaliza que “não há docência sem discência” ao refletir sobre os saberes necessários à prática educativa.
Nesse contexto, são exigências relativas ao ensinar, exceto:
Trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica, indo além do tratamento do objeto ou conteúdo, produzindo condições para que se possa aprender criticamente.
Respeitar os saberes dos educandos, discutindo com eles a razão de ser desses saberes em relação ao conteúdo a ser ensinado.
Fortalecer a palavra pelo seu discurso, tendo a corporificação das palavras negada pelo exemplo.
Trabalhar com a formação moral do educando – a ética e a estética, tendo a experiência educativa o seu caráter formador e não puro treinamento técnico.
Leia o texto a seguir:

Para Freire (1997), respeitar a leitura de mundo de um educando significa:
conduzir um jogo tático, em que o educador procura mostrar-se simpático ao educando, respeitando sua visão de mundo e assumindo-a como sua
tentar encontrar, junto com o educando, um modo de superar uma maneira mais ingênua, por outra mais crítica de entender o mundo
reconhecer a importância da visão do educando, concordar com ela e buscar junto com ele formas de a ela se acomodar
ensinar o educando a ligar uma imagem à palavra, fazendo a decodificação dos símbolos que estão no mundo
As ideias de Paulo Freire são referências importantes para pensar e desenvolver as práticas profissionais de um Pedagogo em contextos de educação não-formal e formal. Uma das ideias apresentadas por Freire é:
a ligação político-pedagógica é de forma tal que, quando se desvela a especificidade de uma delas, "essa especificidade" não inibe a presença da outra.
o educador "bancário" caminha com a posse do objeto de conhecimento, transmitindo -o ao educando, que o recebe acriticamente.
o papel não autoritário do educador que favorece intersubjetividades define a função não diretiva na educação.
a aprendizagem política, e não a competência técnica, deve ser o foco dos processos de formação e desenvolvimento profissional dos educadores.
Paulo Freire (2000), na obra “A Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa”, abordando temas como o ensinar, o aprender, o pesquisar e o debater propostas, tece o seguinte comentário: “Fala-se hoje, com insistência, no professor pesquisador. No meu entender o que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O de que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor
entenda que o pesquisar cabe tão somente aos docentes universitários, cabendo, aos do ensino básico, investigar os conteúdos a serem ministrados”.
comece a pesquisar e debater propostas, embora o ensinar permaneça como sua atividade principal”.
se aperfeiçoe, pesquisando estratégias de ensino apoiadas nas novas tecnologias”.
se perceba e se assuma, porque professor, como pesquisador”.
aprenda a alternar o ensino com pesquisas e debates”.
Na obra Pedagogia da autonomia, Paulo Freire defende que o ato de ensinar traz em si uma série de exigências.
Em relação ao ato ensinar, estão presentes na obra de Paulo Freire as seguintes exigências, exceto:
Ensinar exige respeito, horizontalidade e censura à autoridade.
Ensinar exige reconhecimento de que a educação é ideológica.
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática.
Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos.