Questões de Concurso sobre Paulo Freire

 
 
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Ano: 2019
Prova: URCA - Prefeitura - Pedagogo - 2019

Educador que escreveu sobre a “concepção ‘bancária’ da educação como instrumento da opressão”


A

José Carlos Libâneo


B

L. Vigotski


C

Jean Piaget


D

Paulo Freire


E

D. Saviani

Paulo Freire se opôs aos privilégios das classes dominantes, as quais impedem a maioria de usufruir os bens produzidos pela sociedade. Para ele, a modificação desse quadro:


A

Tem a educação como principal via, especialmente quando esta, em sua forma bancária, ensina o educando a consciência de classe.


B

É inviável enquanto a organização dos meios de produção se mantiver no formato capitalista.


C

Deveria partir dos próprios oprimidos, depois de um trabalho de conscientização e politização.


D

Depende somente dos opressores que, ao se dedicarem a compreensão da realidade do oprimido, os libertarão.

Com base em FREIRE e sobre o ensinar, assinalar a alternativa INCORRETA:


A

Ensinar exige comprometimento.


B

Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo.


C

Ensinar exige segurança, competência profissional, porém não há possibilidade de haver generosidade.


D

Ensinar exige tomada consciente de decisões.

Assinale a alternativa correta.


O trabalho colaborativo é uma estratégia para o aperfeiçoamento das práticas na perspectiva da aprendizagem autônoma


A

e libertadora, cuja referência maior é Paulo Freire.


B

mas opressiva, cuja referência maior é Paulo Freire.


C

mas opressiva, cuja referência maior é Vygotsky.


D

e libertadora, cuja referência maior é Vygotsky.


E

mas opressiva, cuja referência maior é Mantoan.

“Recentemente, jovem professor universitário, de opção democrática, comentava comigo o que lhe parecia ter sido um desvio seu no uso de sua autoridade. Disse, constrangido, ter se oposto a que aluno de outra classe continuasse na porta entreaberta de sua sala, a manter uma conversa gesticulada com uma das alunas. Ele tivera inclusive que parar sua fala em face do descompasso que a situação provocava”.


Com esse relato em Pedagogia da autonomia, Freire (2011) compreende que ensinar exige


A

liberdade e autoridade.


B

a concretização das palavras pelo exemplo.


C

respeito à autonomia do ser do educando.


D

saber escutar.


E

disponibilidade para o diálogo.

Segundo o autor Paulo Freire, a educação que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem com a libertação não pode fundar-se numa compreensão:


A

Dos sujeitos como corpos conscientes intencionados ao mundo.


B

Não baseada numa consciência mecanicistamente compartimentada.


C

Que problematize os homens e suas relações no mundo.


D

Dos homens como seres vazios a quem o mundo encha de conteúdos.

Para Freire (2006), “a inteligência não é um elemento exclusivamente racional, pois, antes que surjam no indivíduo as primeiras representações mentais, já se manifesta nele um elevado nível de inteligência corporal, que prossegue mesmo após estruturar-se o pensamento”. Nesse sentido, o autor afirma que:


A

Somente a prática ensina a criança.


B

O corpo é indissociável ao processo de aprendizagem.


C

A estrutura física é indiferente ao processo de aprendizagem.


D

A inteligência e o corpo são fatores distintos e indiferentes ao processo de aprendizagem.


E

O corpo e a inteligência se estabelecem de formas diferentes.

Paulo Freire é reconhecido como Patrono da Educação Brasileira, título outorgado pela Lei no 12.612/12. Assinale a alternativa que não apresenta uma das obras do autor pernambucano:


A

Pedagogia do Oprimido.


B

Educação como Prática da Liberdade.


C

Emílio ou da Educação.


D

Pedagogia da Autonomia.

Para Paulo Freire, em sua perspectiva sobre a educação, é preciso reinsistir em que não se pense que a prática educativa vivida com afetividade e alegria, prescinda:


A

Da formação científica séria e da clareza política dos educadores ou educadoras.


B

Da presença de qualidades afetivas e sentimentais por parte dos docentes.


C

Uma atuação docente esvaziada de sentido político e social e que não luta pela liberdade dos sujeitos.


D

Da vontade dos educandos em se concretizar como seres atuantes e alfabetizados na sociedade.

Partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentava os fins sociopolíticos da educação. Teve seu início com Paulo Freire, nos anos 60, rebelando-se contra toda forma de autoritarismo e dominação, defendendo a conscientização como processo a ser conquistado pelo homem, através da problematização de sua própria realidade. Sendo revolucionária, ela preconizava a transformação da sociedade e acreditava que a educação, por si só, não faria tal revolução, embora fosse uma ferramenta importante e fundamental nesse processo. O contexto acima refere-se a seguinte tendência pedagógica:


A

Pedagogia Progressista Crítico-Social dos Conteúdos.


B

Pedagogia Progressista Libertadora.


C

Pedagogia Histórico-Crítica.


D

Nenhuma das alternativas.

Leia as afirmativas a seguir e marque a opção CORRETA:


A

O currículo escolar não deve ser uma construção colaborativa.


B

É vedado aos municípios destinar espaços para programações culturais voltadas para a infância.


C

Paulo Freire propôs uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos.


D

Tornar os estudantes capazes de evitar uma gravidez indesejada não é um dos objetivos do trabalho de orientação sexual nas escolas.


E

O livro didático deve ser o único material utilizado pelo professor como base para a reflexão sobre o ensino.

Uma educação emancipatória contribui para estabelecer uma relação dialética entre o currículo e o contexto histórico, social, político e cultural em que esse currículo está inserido. Na visão de Paulo Freire, são elementos de uma educação emancipatória:


A

A reflexão crítica nas relações com o mundo; a atitude de fala consciente, que é mais importante do que a atitude de escuta.


B

A conscientização de homens e mulheres quanto à sua vocação ontológica e histórica de ser mais; a adaptação e o ajuste à sociedade contemporânea.


C

O desenvolvimento de uma consciência crítica capaz de superar a ideologia da opressão; o diálogo não como construção teórica, mas como construção prática


D

O envolvimento de todos os atores do processo educativo por meio da vivência da prática dialógica; a cultura como o acrescentamento que o homem faz ao mundo que não fez.

O pedagogo, educador e filósofo que defende a ideia de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção, e que ensinar exige consciência do inacabamento e apreensão da realidade é conhecido como:


A

Wallon.


B

Piaget.


C

Cortella.


D

Freire.


E

Rogers.

Assinale a alternativa CORRETA. Este pensador caracteriza a proposta pedagógica tradicional como educação bancária, pela verticalidade da relação professor-aluno e pelo cunho mecânico da transmissão e da memorização dos conteúdos, que sugerem similaridades com as relações que ocorrem nas agências bancárias. Trata-se de:


A

Paulo Freire.


B

Wallon.


C

Bruner.


D

Ausubel.

A pedagogia que, partindo dos interesses egoístas dos opressores, egoísmo este camuflado de falsa generosidade, faz dos oprimidos objetos de seu humanitarismo, segundo Paulo Freire:


A

Busca a superação da relação vigente para o surgimento de um homem novo, o opressor.


B

Inaugura a violência que os oprime, os explora e os reconhece como outro.


C

Mantém e encarna a própria opressão, sendo um instrumento de desumanização.


D

Eventualmente desvelará o mundo da opressão através de seu descomprometimento com a práxis.

O termo cunhado por Paulo Freire, educação bancária tem por objetivo qualificar o tipo de educação que forma indivíduos acomodados, sem questionamentos e que se submetem à estrutura do poder vigente. Em oposição a este tipo de educação, o educador propõe a chamada educação:


A

Pedagogia do oprimido.


B

Autonomia do sujeito.


C

Não diretiva.


D

Libertadora ou problematizadora.

Existem muitos estudos sobre a autonomia. A temática autonomia ganha em Paulo Freire, em seu livro “Pedagogia da Autonomia”, um sentido sócio-políticopedagógico, onde é vista como


A

uma forma de afastar a transformação da sociedade, independentemente de sua legitimidade e adequabilidade a outros valores, como liberdade, igualdade ou justiça.


B

algo além da liberdade de pensar por si, pois envolve a capacidade de agir, o que exige um homem consciente e ativo, sendo por isso que o homem ativo é contrário ao homem autônomo.


C

condição sócio-histórica de um povo ou pessoa que tenha se libertado, se emancipado das opressões que restringem ou anulam sua liberdade de determinação.


D

algo que deve ser conquistado, construído a partir das decisões, das vivências, da própria liberdade, sem preocupação com a emancipação humana.


E

um atributo humano essencial, na medida em que está vinculada à ideia de dignidade e a de o ser humano ser espontaneamente autônomo.

Paulo Freire foi um educador brasileiro com atuação e reconhecimento internacionais.

De acordo com a obra Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, são concepções de educação do autor, exceto:


A

A autoridade coerentemente democrática está convicta de que disciplina verdadeira não existe na estagnação, no silêncio dos silenciados, mas no alvoroço dos inquietos, na dúvida que instiga, na esperança que desperta.


B

É impossível neutralidade na educação, pois a qualidade de ser política é inerente à sua natureza. A educação não se torna política por causa da decisão deste ou daquele educador. Ela é política.


C

Ensinar é transferir conhecimento, por isso exige capacidade de arriscar-se ou aventurar-se a fim de “imunizar” o educando contra uma educação inquiridora.


D

Não há docência sem discência; as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que possuem, não se reduzem à condição de objeto um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.

“Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que educandos, em suas relações uns com os outros e todos com o professor ou a professora, ensaiam a experiência profunda de assumir-se” (FREIRE, 2004). Nesse sentido, é papel do(a) pedagogo(a) na escola contemporânea, EXCETO:


A

mobilizar a participação social de todos os educandos e professores/professoras na construção de uma escola que propicia experiências emancipatórias.


B

reconhecer as estruturas dos fenômenos educativos e buscar na sociedade civil formas de controle das práticas pedagógicas escolares.


C

aprimorar junto à equipe docente ações pedagógicas que promovam debates político-pedagógicos para a consolidação de uma escola democrática.


D

colaborar intensivamente junto aos educandos na busca de uma aprendizagem no viés da educação emancipadora.


E

organizar ações pedagógicas junto à comunidade escolar e propor o diálogo entre educandos e professores/professoras na produção de novas propostas curriculares, enfatizando a luta pelo direito à educação de qualidade para todos.

Dentre os saberes necessários a prática educativa, Paulo Freire destaca a questão da curiosidade enquanto:


A

Elemento que retarda a aprendizagem do aluno, pois o deixa inquieto e sem foco.


B

Uma prática que promove a construção e a produção do conhecimento do objeto que deve ser inerente a professores e alunos.


C

Algo que deve ser domesticado, para gerir a memorização.


D

Uma prática condizente com a educação bancária.


E

Um saber ingênuo que não promove a consciência crítica dos sujeitos.

 
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