Questões de Concurso sobre Paulo Freire

 
 
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Para Paulo Freire, não é possível pensar sequer a educação sem que se pense a questão do poder. As relações entre a educação enquanto subsistema e o sistema maior são relações dinâmicas, contraditórias e não mecânicas. Segundo o autor, a educação


A

é uma prática autônoma ou neutra, uma pura reprodutora da ideologia dominante.


B

reproduz, de um lado, a ideologia dominante, mas, de outro, proporciona a negação dessa ideologia pela confrontação entre ela e a realidade.


C

conta com um agente neutro, mas não significa, necessariamente, que deva ser um manipulador.


D

realiza-se por meio de uma prática manipuladora e de uma espontânea, que se revezam no interior da escola.


E

assume a sua criticidade quando é tratada de forma ingênua e humilde pelos professores.

Na ótica da Pedagogia do Oprimido, a educação que se pretende libertadora não se limita ao ato de narrar, de transmitir conhecimentos e valores aos educandos. Nessa perspectiva, é correto afirmar que ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si


A

mediatizados pelo mundo.


B

incorfomados com a desigualdade.


C

embuídos dos conteúdos narrados.


D

marcados pela subjetividade.


E

levados pela abstração da realidade.

De acordo com Freire (2002) na relação professor e aluno o


A

professor deve manter distância do aluno, pois ser autoritário “é preciso”.


B

diálogo é um dos pilares desta relação, favorecendo a troca de saberes.


C

professor deve permitir que o aluno faça o que quiser para tornar-se “um amigãozão”.


D

professor deve puní-lo retirando as atividades de que mais gosta sempre que o aluno errar.


E

castigo deve ser aplicado para que o aluno compreenda a autoridade do professor.

Analise a tira a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Paulo Freire, ao apresentar os “saberes necessários à prática educativa” considera que ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica. Com base na tira acima, assinale a afirmativa que expressa a atuação defendida por Freire.


A

Os discursos ideológicos veiculados em nossa sociedade devem ser reforçados na escola.


B

Os discursos ideológicos veiculados em nossa sociedade merecem uma reação crítica.


C

Os discursos neutros veiculados em nossa sociedade devem ser reforçados na escola.


D

Os discursos neutros veiculados em nossa sociedade devem sofrer uma reação crítica.


E

Os discursos ideológicos veiculados na sociedade em nada se relacionam com a prática docente.

O educador Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Autonomia, elenca uma série de saberes e exigências para o ensino. Dentre as alternativas a seguir, qual a única que NÃO apresenta correlação entre os saberes e exigências e a argumentação?


A

Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade. A segurança com que a autoridade docente se move implica a que se funda em sua competência profissional. O professor deve levar a sério sua formação, estudando, se esforçando para estar à altura de sua tarefa. Generosidade é uma qualidade indispensável à autoridade, pois o comportamento mesquinho inferioriza a tarefa formadora da autoridade.


B

Ensinar exige pesquisa e respeito aos saberes dos educandos. Não há ensino sem pesquisa e vice-versa, pois enquanto ensinamos, buscamos, indagamos. Devemos pesquisar para conhecer o que ainda não conhecemos e comunicar ou anunciar a novidade. A escola deve respeitar os saberes dos educandos, sobretudo os das classes populares, discutindo com eles a razão de ser de alguns desses saberes em relação com o ensino dos conteúdos.


C

Ensinar exige alegria e esperança. Existe uma relação entre a alegria necessária à atividade educativa – enquanto clima ou atmosfera do espaço pedagógico – e a esperança, sendo esta uma espécie de ímpeto natural possível e necessário, um condimento indispensável à experiência histórica.


D

Ensinar exige autoridade e retirar os aspectos ideológicos da educação. É tranquilamente solucionável a tensão entre a autoridade e a liberdade, pois já superamos a tradição autoritária nas salas de aula. A ideologia deve ser deixada fora da sala de aula, explicitando a verdade dos fatos para que os estudantes tomem consciência, por si próprios, a partir dos elementos apresentados.

As práticas educativas baseadas no Ensino de Ciências por Investigação (ENCI) e na Abordagem Temática Freireana (de Paulo Freire) apresentam, em comum, elementos estruturantes que podem ser usados como orientação para as atividades didático-pedagógicas.


A partir desse fragmento, analise as afirmativas a seguir.


I. As concepções de sujeito e de objeto do conhecimento não devem ser pensadas separadamente. A concepção de sujeito se baseia na ideia dos “homens em relação constante com o mundo e com os outros”.

II. Embora o problema desempenhe o papel de gênese da construção do conhecimento, serve também como elemento de motivação da aprendizagem.

III. Na perspectiva do ENCI é preciso criar condições para que os estudantes expliquem “como” e “porque” conseguiram resolver o problema proposto.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

I e II, apenas.


C

e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

Acerca das ideias do educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, é falso dizer-se que


A

todo e qualquer projeto pedagógico e todo e qualquer ato educativo são, fundamentalmente, uma ação política.


B

mesmo não sendo determinados, os seres humanos são condicionados pelo contexto histórico e sociocultural em que vivem.


C

o fazer pedagógico, numa perspectiva funcionalista, deve propiciar o diálogo.


D

é pela palavra que o ser humano se hominiza e humaniza. Ao confirmar o mundo, ele está também conferindo sentidos ao seu mundo.


E

ensinar exige rigorosidade metódica.

Temas geradores, círculos de cultura e autogestão pedagógica são conceitos importantes para a compreensão da obra de:


A

Anísio Teixeira.


B

Paulo Freire.


C

Celso Furtado.


D

Darcy Ribeiro.


E

Lourenço Filho.

Segundo a pedagogia crítica de Paulo Freire (1996), “ensinar não se esgota no ‘tratamento’ do objeto ou do conteúdo, superficialmente feito, mas se alonga à produção de condições em que aprender criticamente é possível”. Faz parte das condições em que aprender criticamente é possível, o pressuposto de que nas condições de verdadeira aprendizagem:


A

os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.


B

o professor tem a experiência da produção de certos saberes e estes podem ser simplesmente transferidos aos educandos, uma vez que estes não possuem nenhum saber.


C

os conteúdos devem ser dados numa abordagem detalhada e sistemática, com prioridade para aspectos técnicos, estéticos e políticos.


D

o professor é um sujeito descartável no processo, pois se os alunos devem se constituir como sujeitos eles não necessitam da ajuda do professor.


E

não há docência sem discência porque as duas se autoexplicam e seus sujeitos, devido às diferenças que as vinculam, se reduzem à condição de objeto um do outro.

Paulo Freire (1996), em Pedagogia da Autonomia, afirma que o(a) professor(a) não pode reduzir sua prática docente ao ensino dos conteúdos de sua disciplina, que este é apenas um momento da prática pedagógica. E destaca que “quão importante quanto ele, o ensino dos conteúdos, é o meu testamento ético ao ensiná-los. É a decência com que o faço. É a preparação científica revelada semarrogância, pelo contrário, com humildade. É o respeito jamais negado ao estudante (...)”


Freire considera ainda que o ensino dos conteúdos deve ser tão importante quanto:


A

a ruptura com os saberes técnicos e científicos e a adoção de saberes populares.


B

o uso de sua autoridade para manutenção da disciplina e controle em sala de aula.


C

a contradição entre o que o(a) professor(a) pensa e seu legítimo uso do conhecimento.


D

a coerência entre o que o(a) professor(a) diz, o que escreve e o que faz em sala de aula.


E

a admiração que o(a) professor(a) tem de si mesmo, de sua superioridade sobre os alunos.

Na década de 60, o educador Paulo Freire destacou-se ao propor uma nova abordagem do processo de alfabetização de Jovens e Adultos, organizada em “Círculos de Cultura”, nas quais eram utilizadas as palavras geradoras. No livro “Educação como Prática da Liberdade” (1992), o autor postula que a escolha das palavras geradoras tomava como base três critérios, quais sejam:


A

Levantamento do Universo Vocabular, Ficha de Descoberta e Riqueza Fonêmica.


B

Produtividade, Ficha de Cultura e Levantamento do Universo Vocabular.


C

Significado, Produtividade e Ficha de Descoberta.


D

Riqueza Fonêmica, Dificuldades Fonéticas da Língua e Teor Pragmático.


E

Tema Gerador, Significado e Ficha de Cultura.

Não é o tıtulo de uma obra de Jean Piaget e sim de Paulo Freire:


A

O Possı́vel e o Necessário.


B

O Raciocínio na Criança.


C

O Tempo e o Desenvolvimento Intelectual da Criança.


D

Extensão ou Comunicação.

Segundo Paulo Freire, in Piletti (2013), a educação problematizadora ou libertadora só será possível


A

com a elevação cultural dos educandos e do educador.


B

com a superação da contradição entre educador e educandos.


C

mediante motivações extrínsecas entre educador e educandos.


D

por meio da experiência de relações em sala de aula.


E

pela mediação pedagógica entre educador e educandos.

Paulo Freire (2013), em seu livro Pedagogia da Autonomia, relaciona os saberes necessários à prática educativa. Com relação a esses saberes, analise o trecho abaixo.


"Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago".


Sendo assim, pode-se afirmar que ensinar exige


A

saber escutar.


B

liberdade e autoridade.


C

rigorosidade metódica.


D

criticidade.


E

pesquisa.

“Certa vez, numa escola da rede municipal de São Paulo, que realizava uma reunião de quatro dias com professores e professoras de dez escolas da área para planejar em comum suas atividades pedagógicas, visitei uma sala em que se expunham fotografias das redondezas da escola. Fotografias de ruas enlameadas, de ruas bem-postas também. Fotografias de recantos feios que sugeriam tristeza e dificuldades. Fotografias de corpos andando com dificuldade, lentamente, alquebrados, de caras desfeitas, de olhar vago. Um pouco atrás de mim dois professores faziam comentários em torno do que lhes tocava mais de perto. De repente, um deles afirmou: “Há dez anos ensino nesta escola. Jamais conheci nada de sua redondeza além das ruas que lhe dão acesso. Agora, ao ver esta exposição de fotografias que nos revelam um pouco de seu contexto, me convenço de quão precária deve ter sido a minha tarefa formadora durante todos estes anos. Como ensinar, como formar sem estar aberto ao contorno geográfico, social, dos educandos?” (Freire, Pedagogia da autonomia, 1996)


A reflexão de Paulo Freire nos remete a uma dimensão do currículo amplamente discutida por Tomaz Tadeu da Silva. Trata-se de categorias como:


A

subjetividade e identidade, fundamentais na construção de um currículo pós-crítico


B

ideologia e alteridade, fundamentais nas bases de um currículo crítico


C

metodologia e planejamento, fundamentais nas bases de um currículo tradicional


D

identidade e poder, fundamentais nas bases de um currículo pós-crítico

As ideias abaixo apresentam concepções de Paulo Freire, expressas em seu livro Pedagogia da autonomia, em relação ao processo ensino-aprendizagem, EXCETO


A

Divinizar ou diabolizar a tecnologia ou a ciência é uma forma positiva e menos perigosa de pensar o processo ensino-aprendizagem.


B

Nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.


C

As condições para se aprender criticamente implicam ou exigem a presença de educadores e de educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes.


D

Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo.

Ao fazer uma análise crítica sobre a importância do ato de ler, Paulo Freire mostra que a leitura permite que conheçamos outras possibilidades de nos refazer, de sermos pessoas críticas e em condições de mudar o que somos. Nesse sentido, é correto afirmar que a compreensão de um texto a partir de sua leitura implica a


A

identificação das relações existentes entre os elementos do texto.


B

percepção das relações entre o texto e o contexto.


C

quantidade de leituras realizadas pelo indivíduo.


D

motivação para a leitura proporcionada pelo professor.


E

decodificação das palavras e do próprio texto.

A educação libertadora de Paulo freire concebe todo ato de educação como um ato político. Freire condenava o método tradicional de ensino e o qualificou como educação bancária, termo utilizado ainda hoje para designar uma concepção de educação que concebe o aluno como uma tábula rasa, onde o professor deposita seu conhecimento. De acordo com as premissas da pedagogia defendida por Freire, não podemos afirmar que:


A

A educação é o estabelecimento de comportamentos úteis e desejaveis para o homem e seu grupo.


B

Os homens se educam entre si e mediados pelo mundo.


C

O objetivo maior da educação é conscientizar o aluno.


D

O papel do educador é de problematizador.


E

O processo de aprendizagem autêntico parte das experiências e da realidade do próprio aluno.

O grande educador Paulo Freire defendia a relação professor aluno numa perspectiva dialógica. Aponte a alternativa contrária ao pensamento de Paulo Freire em relação à educação no contexto da sala de aula.


A

Método dialético.


B

Método que lança mão da hipótese.


C

Método do debate


D

Método expositivo


E

Método de grupos de discussão

De acordo com a pedagogia crítica de Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar a possibilidade de sua construção” (FREIRE; Pedagogia da autonomia). Isto significa que uma prática educativa crítica inclui, necessariamente, a tomada de consciência de que:


A

o professor é o sujeito da ação educativa e o aluno é o objeto a ser formado por ele


B

aluno e professor têm papéis idênticos e se equivalem no processo ensino-aprendizagem


C

o aluno tem papel ativo no processo educativo e é sujeito da produção do saber


D

o aluno incorpora automaticamente os conteúdos historicamente construídos transmitidos pelo educador


E

o professor tem papel irrelevante e pouco contribui para a construção do conhecimento dos alunos

 
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