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Perrenoud, ao comentar a organização escolar em ciclos de aprendizagem, observa uma oscilação entre duas concepções. Na mais audaciosa, o ciclo suprime pura e simplesmente a noção de grau anual e torna-se um período de vários anos, não decomponível em etapas anuais e conforme a mais prudente:
introduz os ciclos, mas a supressão dos graus é progressiva e se aposta em grupos multi-idade, reunidos por períodos variáveis.
surge como um compromisso entre a lógica tradicional dos programas anuais e uma completa individualização dos percursos formativos.
o ciclo acaba com a reprovação, mas não rompe com a estruturação em graus e neutraliza a fabricação de desigualdades sociais.
impõe barreiras a uma gestão integrada do currículo e facilidade para formular objetivos específicos de longo prazo.
o ciclo mantém graus de referência, mas fixa objetivos de final de ciclo, proíbe a reprovação e flexibiliza as progressões.
Perrenoud (1999, p. 79) afirma que “a regulação coletiva é acompanhada de intervenções mais individualizadas, pois o professor atende particularmente alguns alunos, vigia-os de perto, auxilia-os com frequência, dá a eles explicações extras, (...). Essa diferenciação não está inteiramente investida na regulação das aprendizagens, mas é um de seus aspectos”. Para o autor, no amplo sentido proposto, é correto afirmar acerca da avaliação:
Dependendo do rótulo e da referência explícita a um modelo prescritivo, a avaliação somativa é um componente obrigatório de toda avaliação contínua.
Dependendo do rótulo e da referência explícita a um modelo normativo, a avaliação formativa é um componente obrigatório de toda avaliação contínua.
Independentemente de qualquer rótulo e de qualquer referência explícita a um modelo prescritivo, a avaliação formativa é um componente dispensável da avaliação contínua.
Independentemente de qualquer rótulo e de qualquer referência explícita a um modelo prescritivo, a avaliação formativa é um componente quase obrigatório de toda avaliação contínua.
Para Perrenoud, para transferir, é necessário unir saber e experiência. Segundo o autor, para exercitar a transferência, o ideal seria
reconstituir, durante a escolaridade, situações próximas daquelas do mundo do trabalho, da vida fora da escola.
que o ensino dependesse exclusivamente do professor e a aprendizagem exclusivamente do aluno.
cumprir todo o currículo que deve ser ensinado ao aluno durante o ano letivo.
que as tecnologias estivessem mais presentes em sala de aula.
que o saber seja apenas inteligível e assimilável.
As competências profissionais são a articulação de três registros de variáveis: saberes, esquemas de ação, um repertório de condutas e de rotinas disponíveis. De acordo com as variáveis assinale a proposição que contém as alternativas erradas.
I. Raymond (1993) diferencia dos tipos de saberes: saberes do professor, saberes para o professor.
II. Perrenoud (1994i) propõe distinguir os esquemas de ação dos saberes, das representações e das teorias pessoais e coletivas. Estes são “esquemas de percepção, de avaliação e de decisão” que permitem mobilizar e efetivar saberes e que os transformam em competências.
III. É através da articulação desses dois registros de elementos os saberes (representações e teorias pessoais), os esquemas de ações que definimos as competências do professor.
I e II erradas
I errada
III errada
II e III certas
I, II e III erradas
Atualmente, novas competências se exigem dos docentes. Perrenoud (1999) anuncia que são necessárias, no mínimo, oito competências para se tornar um “bom professor/professora”. Dentre as opções elencadas abaixo, marque a alternativa que NÃO é competência docente.
Desenvolver políticas públicas que favoreçam ao ensino e à aprendizagem.
Envolver os alunos na aprendizagem e, portanto, na sua reestruturação de compreensão de mundo.
Dominar e fazer uso de novas tecnologias.
Administrar sua própria formação e enriquecimento contínuo.
Philippe Perrenoud em seu livro “10 Novas Competências para Ensinar”, relaciona o que é fundamental saber para ensinar bem dentro de uma sociedade em que o conhecimento está cada vez mais acessível para todos. Dentre as dez competências para ensinar estão:
(__) Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho;
(__) Organizar e dirigir situações de aprendizagem;
(__) Administrar a progressão das aprendizagens;
(__) Trabalhar a política nacional e estadual.
Assinale (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as falsas:
V-V-V-F.
F-F-V-V.
V-F-V-F.
F-F-F-V.
Para Perrenoud (2000), “a escola não constrói a partir do zero, nem o aprendiz uma “tábula rasa”, uma mente vazia; ele sabe ao contrário “muitas coisas”, questionou-se e assimilou ou elaborou respostas que o satisfazem provisoriamente. Por causa disso, muitas vezes, o ensino choca-se de frente com as concepções dos aprendizes.” Partindo deste pensamento podemos inferir que:
Como bem afirmava FREIRE (1987), a leitura da palavra precede a leitura do mundo.
Que só se aprende na escola, na medida em que a escola é a responsável pela transmissão dos saberes e práticas historicamente elaborados pela humanidade.
Como bem afirmava FREIRE (1987), a leitura do mundo precede a leitura da palavra, o que significa afirmar, que cabe ao professor na execução da sua ação docente conhecer e valorizar a visão de mundo de seus educandos.
Que teorias pedagógicas e realidade do aluno sempre caminharam juntas nos sistema de ensino e de aprendizagem.
Para o educador francês Philippe Perrenoud (2000), para se pensar numa escola mais eficaz para todos, faz-se necessário conceber situações didáticas ótimas que superem o simples repasse de exercícios que apenas exigem a operacionalização de um procedimento conhecido. Marque a opção que define corretamente a tese do supracitado autor.
Para Perrenoud situações didáticas ótimas significam situações de ensino amplas, abertas, carregadas de sentido e regulação, aquiescidas por um método de pesquisa, de identificação e de resolução de problemas.
Para o referido autor as competências específicas necessárias ao professor, para a criação de situações didáticas ótimas são o conhecimento dos acertos e das estratégias de aprendizagem utilizadas pelos alunos.
O conhecimento dos conteúdos das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática e sua tradução em objetivos de aprendizagem.
A participação dos alunos em atividades culturais e de atividades físicas.
De acordo com Perrenoud (2000), uma das competências reconhecidas como prioritárias na formação contínua de professores é “administrar a progressão das aprendizagens”. Acerca desta assertiva, são competências mais específicas a trabalhar, exceto:
formar e renovar uma equipe pedagógica.
adquirir uma visão longitudinal dos objetivos de ensino.
estabelecer relações com as teorias subjacentes às atividades do ensino.
conceber e administrar situações-problema ajustadas ao nível e às possibilidades do aluno.
Segundo Perrenoud, “a evolução do mundo, das fronteiras, das tecnologias, dos estilos de vida requer uma flexibilidade e uma criatividade crescentes dos seres humanos no trabalho e na cidade.” (PERRENOUD, P.; MAGNE, D.C. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999, p.15.)
Para atender a essa questão, ele nos propôs o conceito de competências. Esse teórico afirma que a competência:
é inseparável da formação de esquemas de mobilização de conhecimentos com discernimento ao serviço de uma ação eficaz.
consiste no acúmulo de conhecimentos procedimentais que ocorrem ao longo da vida escolar do aluno.
independe de conhecimentos, posto que competências relacionam-se à formação de esquemas.
se estabiliza quando hábitos simples permitem que o sujeito busque, por ensaio e erro, a resposta para uma situação-problema.
Qual a definição de ciclo de aprendizagem adotada por Philippe Perrenoud em seu livro Os ciclos de aprendizagem: um caminho para combater o fracasso escolar?
Ciclo de estudos no qual não há mais reprovação.
Sequência de séries ou níveis anuais formando um todo.
Supressão ou limitação drástica da reprovação dentro de um ciclo de estudos, cuja estrutura permanece inalterada.
Quadro integrador e ponto de apoio a uma evolução do ofício de professor, dos programas e das formações escolares, da avaliação e da luta contra a desigualdade.
Segundo Perrenoud, “a razão de ser da escola é fazer aprender, todo o resto é apenas meio”. Para aprender, o aluno deverá se encontrar, EXCETO em uma situação
de medo de ser ridicularizado, humilhado ou agredido.
que solicite o sujeito em sua zona próxima de aprendizagem.
que não ameace a identidade, a segurança, a solidariedade dos que aprendem.
mobilizadora, que tenha sentido e que provoque uma atividade na qual o aprendiz se envolva pessoal e duradouramente.
Para Perrenoud, “a razão de ser da escola é fazer aprender, todo o resto é apenas meio”. Segundo esse autor, são condições essenciais para o aprendizado, EXCETO:
Situação favorável do ponto de vista econômico e recursos materiais.
Situação que solicite o sujeito em sua zona próxima de aprendizagem.
Situação que não ameace a identidade, a segurança e a solidariedade dos que aprendem.
Situação mobilizadora, que tenha sentido e que provoque uma atividade na qual o aprendiz se envolva pessoal e duradouramente.
Perrenoud (1999) afirma que a avaliação formativa possui como premissa se ocupar das aprendizagens e, consequentemente, do desenvolvimento do aluno. De acordo com o conceito da avaliação formativa discutido por Perrenoud, afirma-se que faz parte de suas características ser:
diagnóstica e sumativa.
investigativa e niveladora.
generalista e diagnóstica.
sumativa e quantitativa.
qualitativa e generalista.
A escola somente pode avaliar, no cotidiano, aquilo que ela ensinou; as avaliações externas em larga escala propiciam medir o nível de domínio daquilo que se reputa ter sido ensinado em todas as escolas a partir do currículo formal.
Philippe Perrenoud. Sucesso na escola: só o currículo, nada mais que o currículo! In: Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.o 119, jul./2003, p. 11 (com adaptações).
Com base nas informações do texto, é correto afirmar que as avaliações externas correspondem a
avaliações realizadas pelo Ministério da Educação para identificar o nível de proficiência dos estudantes em interpretação e produção de textos em língua portuguesa e na resolução de problemas de ciências e matemática.
avaliações elaboradas pelos próprios professores da escola para turmas diferentes, com objetivo de verificar se o trabalho dos docentes está sendo desenvolvido de acordo com o previsto no projeto pedagógico da escola e de garantir a manutenção do padrão de qualidade do ensino oferecido pela escola.
avaliações realizadas por agentes externos, em estreita colaboração com a equipe gestora da escola, com objetivo de verificar o alcance das metas de aprendizagem estabelecidas no projeto pedagógico.
avaliações para diagnóstico, que objetivam avaliar a qualidade do ensino oferecido pelos sistemas de ensino, por meio de testes padronizados e questionários socioeconômicos.