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No debate acerca dos instrumentos e técnicas do trabalho profissional do assistente social, o projeto de trabalho profissional se constitui como uma estratégia de reconhecimento profissional, nos heterogêneos espaços sócio-ocupacionais. Os objetivos constitutivos deste projeto contemplam:
a articulação entre as demandas institucionais, profissionais e dos usuários de forma igualitária, referências teórico-plurais tendo como horizonte as transformações societárias.
o controle social por parte da população envolvida nos atendimentos institucionais, a valoração do orçamento para que se torne exequível e o monitoramento de sua eficácia.
estabelecimento de parâmetros da relação profissional dentro da instituição, posicionamento diante das demandas institucionais e dos usuários, pressupostos teóricos, além da sintonia com as demandas contemporâneas.
coordenação das atividades do assistente social, reafirmação do projeto ético-político tendo como valor central a liberdade e atuação em equipes interdisciplinares estimulando o trabalho coletivo.
As medidas sociais para lutar contra a exclusão tomam o lugar das políticas sociais mais gerais, com finalidades preventivas e não somente reparadoras, que teriam por objetivo controlar, sobretudo, os fatores de dissociação social. Parece mais fácil intervir sobre os efeitos de um disfuncionamento social do que controlar os processos que o acionam (CASTEL,1998). O que explica essa afirmação em destaque no texto?
A responsabilização pela vulnerabilidade social dos trabalhadores deve ser exclusivamente do Estado e de seus aparelhos de reprodução.
A lei orgânica da assistência social é recente e necessita de regulamentação.
A tomada de responsabilidade desses efeitos pode se efetuar sobre um modo técnico, enquanto que o controle exige um tratamento político.
A intervenção sobre o social depende de um trabalho especifico do assistente social e não de outras categorias profissionais.
O disfuncionamento social é produto das relações de produção capitalista excludentes.
Com base nas reflexões desenvolvidas no texto acima, é possível afirmar que no campo da profissão de Serviço Social, o projeto de intervenção é um instrumento básico para o trabalho do Assistente Social em qualquer instituição. Nesse sentido, para a elaboração de um projeto de intervenção, o profissional deve considerar, inicialmente,
a identificação da questão social a ser abordada.
os métodos e técnicas que serão utilizados.
os dados e informações que serão coletados.
os objetivos do projeto de intervenção.
os procedimentos que serão utilizados.
A instrumentalidade configura-se como uma categoria constitutiva do ser social, pois incorpora o modo de existência e consciência dos homens na sociedade capitalista. Em relação à instrumentalidade do Serviço Social, podemos considerar que:
Faz parte da racionalidade formalista abstrata aceitar a relação teoria-prática como indissociável;
A instrumentalidade profissional conserva e reproduz aspectos do modo de ser capitalista, não buscando superá-los, negando sua natureza contraditória;
O Serviço Social é dotado de uma única racionalidade, que é a racionalidade formal-abstrata;
Existe uma tendência em atribuir status superior aos instrumentos e técnicas em detrimento aos demais componentes da prática profissional;
Para o assistente social atuar sobre a realidade, é necessário conhecê-la. Nesse contexto, é correto afirmar que:
O caráter investigativo é constitutivo de grande parte das competências e atribuições profissionais, sendo dispensável a realização permanente de pesquisas em relação às condições sobre as quais nosso exercício profissional se realiza.
A pesquisa resulta em conhecimentos definitivos, necessários para oferecer subsídios concretos para o exercício profissional.
A postura investigativa do profissional é fundamental para compreensão do significado social da profissão, onde a pesquisa sempre parte de um conhecimento concreto sobre a realidade.
A pesquisa, enquanto mediação privilegiada na relação entre conhecimento e realidade, garante um estatuto de maioridade intelectual para a profissão, pois possibilita aliar formação com capacitação.
O debate sobre a relação teoria e prática avançou consideravelmente na década de 1980, entretanto, ainda persiste em alguns segmentos da categoria profissional dos assistentes sociais o dilema de que “na prática a teoria é outra”. Neste sentido é correto afirmar, a partir da perspectiva histórico-crítica, que
a prática é a fonte imediata da teoria e tem preponderância na relação indissociável estabelecida entre ambas.
a teoria é a reconstrução, pelo pensamento, do movimento do real, apreendendo as suas contradições, tendências e determinações.
por se tratar de uma profissão eminentemente interventiva, a prática profissional do assistente social não prioriza a apropriação de teorias sociais.
para conhecer os fenômenos sociais, o assistente social manipula variáveis empíricas por meio de instrumentos e técnicas e produz o conhecimento teórico necessário para a intervenção profissional.
Na apreensão do real, devemos exercitar a dialeticidade entre as seguintes categorias:
a universalidade (abstrato); a materialidade (concreto-de-pensamento); e a conjuntura histórica (fenômeno dado).
a mais-valia; a superpopulação relativa (determinação histórica); e o ser social (fenômeno dado).
a universalidade, essência dos fenômenos (concreto-de-pensamento); a particularidade, mediações (determinação histórica); e a singularidade, imediaticidade do real (fenômeno dado).
a singularidade (abstrato); a mais-valia (determinação histórica); e a materialidade (concreto-de-pensamento).
O processo de reestruturação produtiva tem como um de seus efeitos mudanças substantivas no emprego e no mercado de trabalho. No que tange ao trabalho do assistente social, esse processo:
alterou em muitos casos a forma de contratação do profissional, interferindo em sua autonomia;
transformou de forma radical as atribuições profissionais, inclusive no que tange aos parâmetros legais da profissão;
ampliou o mercado de trabalho na área, sem contudo interferir nas requisições postas à profissão;
diluiu as fronteiras entre o setor público e o setor privado, mas não modificou as funções profissionais;
determinou novos campos de intervenção para o serviço social, ao estabelecer novas formas de solidariedade social.
Nas situações que envolvem crianças ou adolescentes e sua família, a mediação é
imprescindível.
compulsória.
opcional.
excepcional.
circunstancial.
A construção da identidade profissional do assistente social deve ser um processo de autorreflexão crítico e coletivo. Segundo Martinelli, quais elementos norteiam a construção da identidade profissional do assistente social?
Objetivo, ética, moral, teoria e prática.
O espaço sócio-ocupacional, valores, rotinas e história.
A formação acadêmica, arcabouço teórico e jurídico.
Valores, objetivo, finalidade, corpo teórico-metodológico e história
Classe social, espaço sócio-ocupacional, história e demandas dos usuários.
No atual quadro de precarização dos serviços públicos, a política de saúde se estrutura de forma fragmentada, focalizada e seletiva. Esta reorganização impacta o trabalho do assistente social em várias dimensões, como no(a):
atendimento qualificado nas portas de entrada e de saída.
construção de estratégias para atender as demandas dos usuários.
redução orçamentária para custear congressos científicos e eventos acadêmicos.
relação com os demais profissionais e movimentos sociais.
ampliação da jornada de trabalho e no aumento salarial.
Trata-se de modelo de mediação considerado o mais tradicional. Tem como etapas: diferenciar as pessoas do problema; direcionar focos nos interesses que estão ocultos por trás das posições; inventariar opções para benefício mútuo; criar critérios objetivos e eleição da melhor alternativa ao acordo feito. Esse modelo denomina-se
Modelo da Universidade de Harvard.
Modelo de Daniel Bustelo.
Modelo Sara Coob.
Modelo de Bus e Folger.
Modelo Liliana Perrone.
A questão social, como objeto de intervenção do assistente social, apresenta, no capitalismo contemporâneo, novas configurações e, nesse sentido, coloca-se para o profissional a necessidade de:
pesquisar a realidade social nas suas contradições e mediações históricas para a construção de projetos e programas sociais de enfrentamento da pobreza.
identificar as mazelas dos problemas sociais e se articular aos movimentos sociais para remodelar o conjunto de políticas sociais
analisar as desigualdades sociais na sua produção e reprodução ampliada para a elaboração de metas institucionais que incidam sobre esses fenômenos.
decifrar as suas novas mediações em uma dupla perspectiva: apreendendo as várias expressões que assumem as desigualdades sociais, objetivando a projeção e o forjar de formas de resistência e defesa da vida.
pensar a tensão entre reprodução da desigualdades e produção da resistência articulada ao movimento dos trabalhadores para a construção de uma consciência coletiva.
Para o exercício profissional, a compreensão sobre a relação teoria e prática torna-se fundamental, na medida que possibilita condições de construção de análises acerca dos fenômenos sociais que se materializam no cotidiano profissional. Nesse sentido, é fundamental compreender:
a teoria como um instrumento de análise do real, ato do pensamento e como um conjunto de reflexões críticas, sendo a prática o terreno fértil das contradições sociais e, portanto, o locus privilegiado de aplicação da teoria.
a prática como o espaço da razão sensível, do mundo das aparências; e, a teoria, como a única racionalidade formal abstrata de entendimento crítico e plural de análise da essência dos fenômenos sociais.
a teoria como a reconstrução pelo pensamento do movimento do real, que se configura como um processo cognitivo, construindo um modelo de análise; e, a prática, como terreno da efetividade das relações sociais determinadas exclusivamente pela esfera econômica.
a prática como campo tensionado da produção dos fenômenos sociais, portanto, a gênese do concreto e das determinações do objeto; e, a teoria, como o esforço intelectivo imediato de conhecimento sobre a constituição do objeto
a teoria como apreensão das determinações que constituem o concreto, sendo um sistema de representações e ideias referente à essência do objeto; e, a prática, como a gênese na constituição do concreto, logo, constitutiva e constituinte das determinações do objeto.
No âmbito profissional, identifica-se frequentemente o registro das atividades, rotinas e procedimentos profissionais. Em uma perspectiva crítica, avalia-se que esta forma de registrar pode ser potencializada pela sistematização da prática, que se:
configura como um processo de organização teórico-metodológico e técnico-instrumental da ação profissional que contribui para as elaborações teóricas dentro da profissão, assumindo uma postura crítico-investigativa.
expressa na condição de repensar dialeticamente o exercício profissional, produzindo com essas reflexões modelos de caráter técnico-operativo que deem conta da dimensão do fazer profissional.
apresenta como uma possibilidade, no campo da reflexão crítica, de reavaliar os instrumentos técnico-operativos da profissão, reestruturando-os conforme as demandas institucionais, e possibilita também organizar as informações para a construção de pesquisas.
manifesta como uma estratégia intelectual por meio da qual se pretende exercer a dimensão da pesquisa nas experiências empíricas para a elaboração de um suporte teórico-metodológico sólido.
estrutura a partir da mobilização da dimensão intelectual relacionada à dimensão investigativa da profissão, que requer relatos descritivos das atividades cotidianas, fato que contribui para a visibilidade institucional.
Simionatto (2009), ao contextualizar “modernidade e pós-modernidade e suas refrações no Serviço Social” no contexto das mudanças societárias do século XXI, diz que o Serviço Social se defronta:
I. com as novas exigências do mercado de trabalho que impõem ações e papéis profissionais multifacetados, voltados à eficiência técnica e a resolução imediata das problemáticas sociais;
II. com profissionais que se limitam à apreensão imediata da realidade social, cujas ações são reduzidas aos procedimentos burocráticos da lógica racional do capital;
III. com ações reduzidas à mera aparência, de forma a constituírem-se em abertura para o fortalecimento de toda forma de conservadorismo;
IV. com o campo da imediaticidade cotidiana, que remete ao fortalecimento dos paradigmas críticos totalizantes do marxismo, de caráter histórico-ontológico.
Dos itens acima, verifica-se que está(ão) correta(s) apenas
II e IV.
III.
I e IV.
I.
I, II e III.
O cotidiano é o lugar em que se realiza a reprodução social, por meio da reprodução dos indivíduos. As determinações fundamentais da cotidianidade são:
historicidade, temporalidade e praticidade.
homogeneidade, objetividade e organicidade.
heterogeneidade, imediaticidade e superficialidade extensiva.
temporalidade, heterogeneidade e sociabilidade.
superficialidade extensiva, individualidade e temporalidade.
No exercício profissional do assistente social, desenvolvem-se tanto os processos investigativos sobre a realidade social, quanto as balizas orientadoras para as ações profissionais, através da:
recuperação da documentação.
teorização do conteúdo.
planificação rígida.
flexibilização dos serviços.
sistematização da intervenção.
A discussão do processo de trabalho do Assistente Social é provocativa e refere-se à prática do Serviço Social e seu entorno, à dinâmica institucional, às políticas sociais, aos movimentos sociais, como fatores relacionados ao exercício profissional (IAMAMOTO, 2001). Assinale a alternativa que melhor descreve o entendimento para o serviço social acerca de sua definição.
O processo de trabalho significa o mesmo que instrumentalidade no Serviço Social.
Todo processo de trabalho implica uma matéria prima ou objeto sobre o qual incide a ação, meios e instrumentos de trabalho.
O processo de trabalho é definido pelos conselhos regionais de regulamentação profissional.
O processo de trabalho é um meio constitutivo do ser social não tendo relação com a categoria trabalho para o Serviço Social.
O processo de trabalho pode ser definido pela leitura da realidade e das demandas dos usuários, oferecendo recomendações para gestão das políticas sociais públicas.
Alguns autores, entre eles Iamamoto, comentam sobre desafios postos na contemporaneidade para o trabalho do Assistente Social na ruptura com a atividade burocrática e rotineira, sendo ele um executor de políticas sociais.
Diante de tantos desafios postos, assinale a alternativa que aponta para uma condição determinante para superação desses desafios.
Construir metodologia de trabalho que efetive direitos sociais.
Trabalhar em rede de proteção social.
Desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar e efetivar direitos.
Desenvolver estudos acadêmicos e pesquisas com humanos no cotidiano da política de assistência social.
Aprofundar conhecimento técnico-jurídico para qualificar atuação nos espaços sócio- ocupacionais presentes.