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É autorizada a sangria, a evisceração e o descabeçamento a bordo do pescado. O estabelecimento deve dispor em seu programa de autocontrole, com embasamento técnico, sobre: (Decreto nº 10.468/2020)
O método de conservação.
O método de descarte.
O método de degradação.
O método de captura.
Considere a Portaria do Ministério da Agricultura e do Abastecimento n° 711, de 01 de novembro de 1995, que aprova as Normas técnicas de instalações e equipamentos para abate e industrialização de suínos, com suas respectivas alterações pela Portaria nº 1.304, de 7 de agosto de 2018, e analise as seguintes afirmativas. Para a leitura, considere DIPOA a Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal.
I. Além do eletro-choque, poderá ser utilizado outro tipo de insensibilização, desde que aprovado pelo DIPOA;
II. Os chuveiros da sala de matança deverão ter comprimento padrão de 1,60 metros, para as velocidades de abate de 200 suínos por hora, até 300 suínos por hora;
III. Imediatamente após o chuveiro das carcaças, deve haver a plataforma para toalete das carcaças.
Está(ão) em conformidade ao que prevê a Portaria a(s) afirmativa(s)
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I, II e III.
Em um frigorífico de bovinos, durante o abate de um lote de animais oriundos de um confinamento, algumas carcaças são desviadas ao Departamento de Inspeção Final, apresentando algumas alterações. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a carcaça à sua destinação correta, após a remoção e condenação das áreas afetadas.
Coluna 1
1. Carcaça 1: mastite crônica sem repercussão no estado geral da carcaça.
2. Carcaça 2: abcessos múltiplos no pulmão, sem repercussão no estado geral da carcaça.
3. Carcaça 3: 8 cistos de Cysticercus bovis, sendo 4 presentes no fígado e 4 presentes no diafragma.
4. Carcaça 4: lesões miliares sugestivas de tuberculose.
Coluna 2
( ) Pode ser liberada para consumo em natureza.
( ) Deve ser condenada totalmente.
( ) Pode ser destinada ao aproveitamento condicional pelo frio.
( ) Deve ser destinada ao aproveitamento condicional pelo calor.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 2 – 3 – 4.
2 – 3 – 4 – 1.
3 – 1 – 2 – 4.
4 – 3 – 2 – 1.
1 – 4 – 3 – 2.
Considere as afirmações abaixo, e assinale a alternativa que indicam quais são verdadeiras:
I - Quando ocorrer suspeita de carbúnculo, não é recomendável a realização da necropsia, para evitar a disseminação dos esporos da bactéria no ambiente e a contaminação dos demais animais do rebanho. Além disso, sendo uma zoonose, a bactéria ou seus esporos podem vir a contaminar humanos por inalação ou lesões cutâneas.
II - Se o exsudato ou pus for coletado por punção do abscesso, a superfície da lesão e a região ao redor da mesma devem ser descontaminadas com solução antisséptica, como álcool iodado ou PVPI (povidone iodo). O conteúdo da seringa deve ser transferido para tubos ou frascos estéreis.
III - A eliminação de Brucella abortus pode durar várias semanas após o parto ou aborto. O exsudato vaginal deve ser coletado mediante o uso de “swabs” especiais ou pipetas de inseminação. Existem “swabs” comerciais com meio de transporte que mantêm as bactérias viáveis por períodos mais prolongados.
Apenas I e II.
Apenas III.
Apenas II e III.
Apenas I e III.
I, II e III.
O exame ante mortem compreende a avaliação documental, do comportamento e do aspecto do animal e dos sintomas de doenças de interesse para as áreas de saúde animal e de saúde pública. Qual das alternativas a seguir está CORRETA sobre esse exame?
Não é obrigatória a realização do exame ante mortem dos animais destinados ao abate por servidor do SIF.
O exame ante mortem deve ser realizado em até 2 horas após a chegada dos animais no estabelecimento de abate.
O exame ante mortem será repetido caso decorra período superior a 24 horas entre a primeira avaliação e o momento do abate.
Os casos suspeitos serão submetidos à avaliação, por auditor fiscal federal agropecuário com formação em Medicina Veterinária ou Agronomia, que poderá compreender exame clínico, necropsia ou outros procedimentos com a finalidade de diagnosticar e determinar a destinação, aplicando ações de saúde animal quando o caso exigir.
O abate sanitário tem por objetivo eliminar um foco e é realizado sob controle de uma autoridade veterinária, consistido na execução das atividades de matança dos animais doentes ou suspeitos de terem estado doentes na propriedade e, quando necessário, em outras propriedades que tenham sido expostas à infecção; na destruição de suas carcaças por transformação, incineração ou enterrio; e na limpeza e desinfecção das áreas e instalações afetadas na propriedade. O abate sanitário de animais de produção no Brasil é uma medida adotada em casos de algumas doenças específicas que representam riscos à saúde pública, à sanidade animal e ao comércio internacional. São estas, exceto:
Febre aftosa
Influenza aviária
Encefalopatia espongiforme bovina
Brucelose
Babesiose bovina
Deve-se evitar o abate de aves que chegam ao abatedouro sem ter completado o jejum alimentar, que deve ser de:
02 horas.
02 a 04 horas
04 a 06 horas.
06 a 08 horas.
10 a 12 horas.
No abate de fêmeas gestantes, inclusive quando o diagnóstico gestacional ocorrer durante o processo de abate, devem ser adotados os seguintes procedimentos em relação ao manejo dos fetos: (Portaria nº 864 de 31 de julho de 2023)
Os fetos não devem ser removidos do útero antes de cinco horas após o término da sangria da fêmea gestante.
Os fetos não devem ser removidos do útero antes de cinco minutos após o término da sangria da fêmea gestante.
Nos casos em que não forem coletados tecidos uterinos, placentários ou fetais, exceto o sangue fetal, no processamento pós-abate de fêmeas gestantes, todos os fetos devem ser deixados dentro do útero fechado até que estejam mortos.
Nos casos em que não forem coletados tecidos uterinos, placentários ou fetais, exceto o sangue fetal, no processamento pós-abate de fêmeas gestantes, todos os fetos devem ser deixados dentro do útero fechado até que estejam vivos.
O exame ante mortem deve ser realizado no menor intervalo de tempo possível após a chegada dos animais no estabelecimento de abate. Sendo recomendando ainda que:
O exame ante mortem seja repetido caso decorra período superior a 6 horas entre a primeira avaliação e o momento do abate.
O exame ante mortem seja repetido caso decorra período superior a 12 horas entre a primeira avaliação e o momento do abate.
Dentre as espécies de abate de pescado, somente os moluscos bivalves devem ser submetidos à inspeção ante mortem.
Dentre as espécies de abate de pescado, somente os anfíbios devem ser submetidos à inspeção ante mortem.
Dentre as espécies de abate de pescado, somente os anfíbios e os répteis devem ser submetidos à inspeção ante mortem.
Sobre o uso da escaldagem no abate de aves, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A temperatura e o tempo de escaldagem influenciam negativamente a velocidade com que as penas serão removidas na etapa de depenagem. De forma geral, quanto maior a temperatura, menor a facilidade de remoção das penas.
( ) A escaldagem branda é aconselhada por conferir uma pigmentação de pele mais amarelada e por evitar o rompimento desta na etapa de depenagem.
( ) A escaldagem branda causa danos consideráveis à cutícula, camada superior cerosa e pigmentada da pele.
( ) Quando uma escaldagem alta é aplicada, obtém-se maior facilidade na remoção das penas devido a um ligeiro cozimento da parte externa da pele da ave, e há redução na desidratação da pele, ocasionando maior vida útil da carcaça.
( ) No uso de temperaturas maiores (acima de 60°C), obtém-se redução na carga de enterobactérias e microrganismos aeróbios mesófilos. A salmonela, por exemplo, sobrevive a temperaturas próximas de 55°C, sendo necessárias temperaturas superiores a 60°C para redução efetiva em sua população.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – F – F – V.
V – V – V – V – F.
F – F – F – V – F.
V – V – F – F – V.
V – F – V – V – V.
Existem diversos acometimentos que podem inviabilizar a liberação da carcaça na inspeção post-mortem. Cada um desses acometimentos aos animais determinam um tipo de conduta. O aproveitamento condicional da carcaça com o uso do calor (esterilização, cozimento ou fusão) após remoção das áreas atingidas, é realizado na seguinte situação:
Se com alterações gerais causadas pelo abcesso purulento (caquexia, anemia, icterícia).
Se existem abcessos múltiplos em um único órgão (exceto pulmão) ou em parte da carcaça sem repercussão dos linfonodos.
Se os abcessos são múltiplos ou disseminados, mas sem repercussão geral.
Se a carcaça ou alguma outra parte apresenta contaminação acidental de material purulenta.
Se houverem múltiplos abscessos ou disseminados com repercussão geral da carcaça.
Analise as afirmativas sobre alterações cadavéricas e assinale a alternativa correspondente
I – O algor mortis aparece mais ou menos 3 a 6 horas depois da morte e dura aproximadamente 24 horas, desaparecendo quando surgem os primeiros sinais de putrefação.
II – O rigor mortis, isto é, o esfriamento do cadáver, se instala 1 a 24 horas após a morte.
III – O livor mortis se caracteriza pelo surgimento de manchas violáceas que se localizam nas regiões de declive e faltam nas regiões em que o corpo se apóia.
Apenas a afirmativa I está correta.
Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
Apenas a alternativa III está correta.
Todas as alternativas estão corretas.
De acordo com a última atualização do RIISPOA, publicado no ano de 2020, algumas modificações foram feitas, trazendo mais clareza e detalhes acerca da ação do médico veterinário. Sabendo-se que, no capítulo 1, há instruções sobre o abate normal de animais, assinale a alternativa correta.
Sempre que julgar necessário ou quando forem identificadas deficiências no curso do abate, o SIF determinará a interrupção do abate ou a redução de sua velocidade.
É permitida a insuflação como método auxiliar no processo tecnológico da esfola e desossa das espécies de abate, desde que previamente aprovada pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal.
Antes de chegar à dependência de abate, os animais devem passar por banho de aspersão com água suficiente para promover a limpeza e a remoção de sujidades, respeitadas as particularidades de cada espécie.
É facultado o abate de animais de acordo com preceitos religiosos, desde que seus produtos sejam destinados total ou parcialmente ao consumo por comunidade religiosa que os requeira ou ao comércio internacional com países que façam essa exigência.
Assinale o item correto sobre o abate normal de bovino.
É obrigatório o abate de animais de acordo com preceitos religiosos, desde que seus produtos sejam destinados total ou parcialmente ao consumo por comunidade religiosa que os requeira ou ao comércio internacional com países que façam essa exigência.
Não é responsabilidade do estabelecimento a manutenção da correlação entre a carcaça e as vísceras e o sincronismo entre estas nas linhas de inspeção.
A lei condena a insuflação dos pulmões para atender às exigências de abate segundo preceitos religiosos.
Após a chegada à dependência de abate, os animais devem passar por banho de aspersão com água suficiente ou processo equivalente para promover a limpeza e a remoção de sujidades, respeitadas as particularidades de cada espécie.
Só é permitido o abate de animais com o emprego de métodos humanitários, utilizando-se de prévia insensibilização, baseada em princípios científicos, seguida de imediata sangria.
O abate humanitário refere-se a métodos de abate de animais que minimizam o sofrimento e a dor, garantindo uma morte rápida e livre de estresse, conforme os princípios de bem-estar animal estabelecidos por organismos internacionais. No Brasil, a legislação que regulamenta o abate humanitário é a Portaria n° 365, de 16 de julho de 2021, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Essa normativa define os procedimentos e técnicas que devem ser adotados para garantir que o manejo pré-abate e o abate de animais sejam realizados de maneira ética e sem sofrimento desnecessário.
Sobre o procedimento de abate em matadouros-frigoríficos brasileiros, é CORRETO afirmar:
É proibido o deslocamento cervical como método de abate de emergência para aves com até três quilos de peso vivo.
Excepcionalmente, nos animais que se recusem a se mover, será permitida a utilização de dispositivos produtores de descargas elétricas de forma complementar aos instrumentos rotineiramente utilizados na condução ou desembarque de animais, desde que observados critérios específicos.
No caso de fêmeas gestantes, os fetos devem ser removidos do útero antes de cinco minutos após o término da sangria da fêmea gestante.
O período de jejum dos animais não deve exceder o total de 24 (vinte e quatro) horas para bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos; e de 12 (doze) horas para aves e suínos.
De acordo com a Instrução Normativa n°3 de 17/01/2000, o método elétrico de insensibilização de animais de açougue deve ser:
adotado de forma que garanta um bom contato dos eletrodos com a pele
garantido a intensidade da corrente elétrica e a manutenção de sensibilidade
executado por pistola posicionada de modo a assegurar que o dardo penetre no córtex cerebral
apresentado a medição da concentração de dióxido de carbono pelo equipamento durante o uso
Os planos de contingência são ferramentas de procedimentos e decisões que devem ser tomadas nos casos de ocorrência inesperada de um foco de doença. A escolha pelo abate diferido consiste na execução de:
abate imediato e total, inclusive de seus contactantes diretos e indiretos
abate sanitário em um período que deve variar de acordo com a doença em questão
segregação completa de manejo de animais infectados dos animais não infectados
matança dos animais doentes e suspeitos de terem estado doentes na propriedade
Durante a rotina de inspeção post mortem em um abatedouro frigorífico, o médico veterinário na linha de inspeção identificou uma carcaça de bovino contendo abscessos múltiplos. Assinale a afirmativa verdadeira quanto ao julgamento da carcaça de acordo com o RIISPOA.
Carcaças de animais com abscessos múltiplos não podem ser liberadas em natureza, mesmo que sejam abscessos localizados em órgãos ou em parte da carcaça.
Carcaças que apresentem abscessos localizados, sem repercusão geral na carcaça, devem ser submetidas ao aproveitamento condicional por uso do calor ou salga.
Podem ter aproveitamento condicional por uso do calor, carcaças de animais com abscessos múltiplos, em órgãos ou parte da carcaça, após a remoção das áreas atingidas.
Podem ter aproveitamento condicional por uso do calor, carcaças ou partes da carcaça de animais com abscessos múltiplos, que apresentem sinais de icterícia decorrente de processo purulento.
A Instrução Normativa Nº 60, datada de 20 de dezembro de 2018, estabelece o controle microbiológico em carcaças de suínos e em carcaças e carne de bovinos em abatedouros frigoríficos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA). Sobre este controle microbiológico, assinale a alternativa INCORRETA:
A coleta de amostras pelo estabelecimento deve ser realizada em todos os dias em que houver abate bovinos e suínos; devendo ser estabelecido – em cada dia de abate – a média das contagens de Enterobacteriaceae das cinco amostras coletadas no dia.
Amostras oficiais serão encaminhadas para análise nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), conforme grade divulgada pelo DIPOA.
as amostras de autocontrole são aquelas coletadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) com o objetivo de avaliar a efetividade do controle microbiológico realizado pelos abatedouros frigoríficos.
As esponjas de esfregadura nas carcaças de suínos para pesquisa de Salmonella spp a serem utilizadas pelo SIF para coleta de amostras oficiais serão fornecidas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), e enviadas a cada SIF conforme a grade de coletas do ciclo oficial.
Os estabelecimentos que abatem animais das duas espécies (suínos e bovinos), o controle deve ser realizado separadamente, seguindo as frequências que constam na Instrução Normativa Nº 60/2018.
Os animais que chegam ao estabelecimentos de abate em condições precárias de saúde, impossibilitados ou não de atingirem a dependência de abate por seus próprios meios, e os que foram excluídos do abate normal após exame ante mortem, devem ser submetidos ao abate de emergência. Sobre isso, é correto afirmar que:
Animais com sinais clínicos de paralisia decorrente de alterações metabólicas ou patológicas devem ser destinados ao abate convencional.
No caso de paralisia decorrente de alterações metabólicas, não é permitido retirar os animais do estabelecimento para tratamento.
Nos casos de dúvida no diagnóstico de processo septicêmico, o serviço de inspeção federal deve realizar coleta de material para análise laboratorial, e liberar carcaça para consumo.
É proibido o abate de emergência na ausência de Auditor Fiscal Federal Agropecuário, com formação em Medicina Veterinária.
As carcaças de animais abatidos de emergência que foram condenadas podem ser destinadas ao aproveitamento condicional ou, não havendo qualquer comprometimento sanitário, serão liberadas.