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Sobre o Abate Sanitário, é CORRETO afirmar:
A avaliação será realizada exclusivamente por um representante do Governo Federal, obrigatoriamente profissional em veterinária.
Não caberá qualquer indenização quando se tratar de raiva, pseudorraiva ou de outra doença considerada incurável e letal.
Serão sacrificados os animais atingidos por qualquer zoonose, desde que confirmada por exames laboratoriais.
Sempre que, para salvaguardar a saúde pública ou por interesse da defesa sanitária animal, venha a ser determinado o sacrifício de animais doentes, destruição de coisas ou construções rurais, não caberá ao respectivo proprietário indenização em dinheiro.
Ao laudo caberá recurso, dentro do prazo de 60 dias.
Leia:
“Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares inseridas nas seis primeiras estérnebras, cartilagens, costais correspondentes e extremidades esternais das sexta e sétima costelas.”
Fonte: https://www.gov.br/agricultura/ptbr/assuntos/suasa/regulamentos-tecnicos-deidentidade-e-qualidade-de-produtos-de-origemanimal-1/ilovepdf_merged.pdf
Sobre qual dos cortes, abaixo, o excerto descreve o preparo?
Cupim.
Costela do dianteiro.
Peito.
Quarto traseiro.
Lombo.
Área suja: expurgo, destinado ao recebimento e lavagem dos artigos encaminhados pelas diversas unidades; Área limpa: destinada ao preparo dos materiais e da montagem da carga do processo de esterilização. A delimitação física do estabelecimento de abate de animais de corte em áreas "suja" e "limpa" tem a finalidade de:
Impedir a circulação de pessoas estranhas à matança, como operadores de máquinas e supervisores de equipamentos.
Reduzir a contaminação das carcaças e vísceras durante as várias etapas de abate.
Definir áreas distintas para o abate de emergência e a matança normal.
Isolar os setores de coleta de resíduos sólidos e líquidos gerados no abate.
Delimitar fisicamente o início da inspeção de vísceras e carcaças.
Em relação à inspeção post mortem de bovídeos, as carcaças e os órgãos de animais são condenadas quando acometidas por:
Loque Americana.
Mormo.
Doença de Newcastle.
Febre catarral maligna.
Doença de Lyme.
O abate de aves segue o que é estabelecido pelo RIISPOA (Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal) e envolve as etapas de pré-abate e abate. Sobre essas etapas, é correto afirmar:
Devem-se, na etapa de evisceração, retirar, primeiro, as vísceras comestíveis e, em seguida, as comestíveis.
Inicia-se o pré-abate com o jejum e a dieta líquida das aves por, no mínimo, 12 horas.
A insensibilização consiste na imersão da ave em água com corrente elétrica. Essa etapa ainda faz parte do pré-abate.
O processo de escalda, quando realizado no tempo correto, auxilia o processo de depenagem.
De acordo com o Decreto de Nº 9.013, de 29 de março de 2017, é correto afirmar sobre o abate dos animais:
É obrigatório o abate de animais que não tenham permanecido em descanso, jejum e dieta hídrica, respeitadas as particularidades de cada espécie e as situações emergenciais que comprometem o bem-estar animal.
Nenhum animal pode ser abatido sem autorização do SIF.
É proibido o abate de suídeos castrados.
Poderá ser permitido o abate de suídeos castrados por meio de métodos cirúrgicos, desde que seja aprovado pela Secretaria de Agricultura do Município.
Todo animal pode ser abatido sem autorização do SIF.
Nos estabelecimentos sob inspeção federal, o abate de animais deve ser precedido da inspeção ante mortem. O manejo pré-abate dos animais tem forte influência sobre a qualidade da carcaça e da carne. Em relação à inspeção industrial e sanitária de carnes e derivados, na inspeção ante mortem:
é permitida a realização do exame ante mortem dos animais destinados ao abate por veterinário responsável pelo estabelecimento, a critério do Auditor Fiscal Federal Agropecuário.
o exame ante mortem deve ser realizado em até 4 horas após a chegada dos animais no estabelecimento de abate.
o exame ante mortem será repetido caso decorra período superior a 24 horas entre a chegada dos animais e o momento do abate.
dentre as espécies de abate de pescado, somente os anfíbios e os répteis devem ser submetidos à inspeção ante mortem.
quando no exame ante mortem forem constatados casos isolados de doenças não contagiosas que permitam o aproveitamento condicional ou impliquem a condenação total do animal, este deve ser abatido imediatamente em instalações específicas para este fim.
Segundo a Portaria Nº 711/95, do Ministério da Agricultura, do Abastecimento e Reforma Agrária, a respeito de insensibilização dos animais, é correto afirmar que:
o box deve ter ligação direta com a área de sangria, de forma que o tempo entre a insensibilização e a sangria não ultrapasse 60s (sessenta segundos)
para abates com velocidade horária acima de 60(sessenta) suínos/hora, recomenda-se o uso de equipamento de contenção, em forma de duplas esteiras
as dimensões do box de insensibilização devem ser amplas para evitar a posterior contaminação dos animais com fezes e urina
tanto o box de insensibilização como o chuveiro anterior à insensibilização serão obrigatoriamente cobertos
Para garantir a qualidade e higiene da carne, o Ministério da Agricultura, através de leis específicas, determina normas que devem ser cumpridas, tanto pelo estabelecimento, quanto pelo fiscal agropecuário. Dessa forma, marque a alternativa correta, quanto à higiene e tecnologia adotadas:
os suídeos que apresentam casos agudos de erisipela, com eritema cutâneo difuso, devem ser sacrificados e imediatamente descartados.
as fêmeas em gestação adiantada ou com sinais de parto recente, não portadoras de doença infectocontagiosa, devem ser retiradas abatidas normalmente.
o lote de animais no qual se verifique qualquer caso de morte natural só deve ser abatido depois do resultado de necropsia.
só é permitido o abate de suídeos não castrados.
A inspeção post mortem deve ser realizada nos animais abatidos de forma a oferecer segurança e inocuidade aos produtos fornecidos ao consumo humano. Em relação à inspeção post mortem:
todos os órgãos e as partes das carcaças devem ser examinados na dependência de abate, imediatamente depois de removidos das carcaças, assegurada sempre a correspondência entre eles.
as carcaças dos suínos, dos caprinos, dos ovinos e dos búfalos, reagentes positivos ou não reagentes a testes diagnósticos para brucelose, que apresentem lesão localizada, podem ser liberadas para consumo em natureza, depois de removidas e condenadas as áreas atingidas.
as carcaças e os órgãos de animais em estado de caquexia devem ser destinadas ao aproveitamento condicional.
os animais reagentes positivos a testes diagnósticos para brucelose, na ausência de lesões indicativas, podem ter suas carcaças e seus órgãos liberados para consumo em natureza.
as carcaças e os órgãos dos animais que apresentem icterícia decorrente de fatores nutricionais devem ser condenados.
Durante a linha de abate, um animal que apresentava bom estado nutricional e de engorda, não apresentou nenhuma anormalidade na inspeção ante-mortem. No entanto, durante a inspeção post-mortem, foram encontrados cistos em incisões praticadas em várias partes de musculatura e numa área correspondente, aproximadamente, à palma da mão, indicando infestação por "Cysticercus bovis. A sequência julgamento/destino adequada para a carcaça será
condenação parcial / esterilização pelo calor.
aproveitamento condicional / cozimento após maturação e desossa (comércio interno).
aproveitamento condicional / esterilização pelo calor (comércio interno).
condenação parcial / cozimento após maturação e desossa.
condenação total / graxaria.
Os estudos apontam que há um crescimento da produção animal para corte no Brasil. Tal crescimento se traduz no surgimento de um número crescente de abatedouros, seja de bovinos, suínos ou de aves. Dessa forma, é importante ter ciência de que o abatedouro frigorífico compreende:
o estabelecimento destinado ao abate dos animais produtores de carne, à recepção, à manipulação, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição dos produtos oriundos do abate, dotado de instalações de frio industrial, podendo realizar o recebimento, a manipulação, a industrialização, o acondicionamento, a rotulagem, a armazenagem e a expedição de produtos comestíveis e não comestíveis.
a unidade destinada à elaboração de derivados cárneos em que deverá ser realizada a industrialização de produtos comestíveis, a rotulagem, a armazenagem e a expedição de tais produtos, podendo realizar a industrialização, o acondicionamento, a rotulagem, a armazenagem e a expedição de produtos derivados comestíveis.
o estabelecimento destinado, de forma restrita, à armazenagem e à expedição dos produtos oriundos do abate, podendo realizar, exclusivamente, o acondicionamento, a armazenagem e a expedição de produtos comestíveis e não comestíveis.
a unidade de beneficiamento de carne e produtos cárneos e o estabelecimento destinado à recepção, à manipulação, ao acondicionamento, à rotulagem, à armazenagem e à expedição de carne e produtos cárneos, podendo realizar industrialização de produtos comestíveis e o recebimento, a manipulação, a industrialização, o acondicionamento, a rotulagem, a armazenagem e a expedição de produtos não comestíveis.
Sobre o abate de animais em estabelecimentos sob inspeção federal é correto afirmar que
a realização do abate de animais não necessita de autorização do Serviço de Inspeção Federal.
não é necessária a presença do Auditor Fiscal Federal Agropecuário, com formação em Medicina Veterinária, em situações de abate de emergência.
é permitido o abate de animais que não tenham permanecido em descanso, jejum e dieta hídrica, em situações em que estes procedimentos atrapalhem a rotina de trabalho do estabelecimento.
o abate de suídeos não castrados é permitido, visto que esta condição não oferece riscos à saúde pública.
as carcaças de animais oriundas de abate de emergência que não foram condenadas podem ser destinadas ao aproveitamento condicional ou, não havendo qualquer comprometimento sanitário, podem ser liberadas para consumo.
Das instalações para o manejo ante mortem de um matadouro-frigorífico, a seringa é considerada um dos principais pontos críticos. Sobre as funções da seringa, analise as afirmativas.
I. Servir de área de inspeção e descanso dos animais.
II. Conduzir os animais do corredor para o interior do brete.
III. Conduzir os animais da rampa de desembarque aos corredores de manejo.
IV. Impedir que os animais andem em grupos, de forma que passem a andar em fila indiana.
Estão CORRETAS apenas as alternativas:
O fornecimento de alimentos e água a suínos a serem enviados ao abate deve ser suspenso 12 horas antes da hora prevista para o embarque.
Abortamento é a condição em que a gestação acaba antes do período de viabilidade, e podem ser espontâneos ou induzidos, infecciosos ou não-infecciosos. Existem doenças nos bovinos que causam o chamado Aborto Esporádico, que são, EXCETO:
Tuberculose bovina;
Babesiose;
Brucelose;
Diarreia Viral Bovina;
Febre Aftosa.
O abate de bovinos e suínos, bem como de outras espécies animais, realizado para obtenção de carne e de seus derivados, e os demais processamentos industriais da carne, são regulamentados por uma série de normas sanitárias destinadas a dar segurança alimentar aos consumidores destes produtos. Assim, os estabelecimentos do setor de carne e derivados em situação regular, trabalham sob inspeção e fiscalização contínuas dos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária.
Visando atender às exigências sanitárias e aos requisitos de qualidade atuais do mercado interno e dos principais mercados internacionais, os sistemas tradicionais de Inspeção e Controle da Qualidade, objetivam melhorias de desempenho relativas à eficiência, eficácia e relevância social na atividade de assegurar a qualidade dos alimentos, no âmbito de um sistema de gerenciamento da qualidade do processo industrial, passando a utilizar o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle - APPCC, ou Hazard Analysis and Critical Control Points- HACCP, definido como
um sistema de análise que identifica perigos específicos e medidas preventivas para seu controle, objetivando a segurança do alimento, e contempla para a aplicação, nas indústrias sob Serviço de Inspeção Federal, também os aspectos de garantia da qualidade e integridade econômica, baseando-se na prevenção, eliminação ou redução dos perigos em todas as etapas da cadeia produtiva.
um sistema de causas potenciais de danos inaceitáveis que possam tornar um alimento impróprio ao consumo e afetar a saúde do consumidor, ocasionar a perda da qualidade e da integridade econômica dos produtos.
a avaliação sistemática de todas as etapas envolvidas na produção de um alimento específico, desde a obtenção das matérias- primas até o uso pelo consumidor final, visando estimar a probabilidade da ocorrência dos perigos, levando-se também em consideração como o produto será consumido.
qualquer ponto, operação, procedimento ou etapa do processo de fabricação ou preparação do produto, onde se aplicam medidas preventivas de controle sobre um ou mais fatores, com o objetivo de prevenir, reduzir a limites aceitáveis ou eliminar os perigos para a saúde, a perda da qualidade e a fraude econômica.
todas as ações planejadas e sistemáticas necessárias para prover a confiabilidade adequada de que um produto atenda aos padrões de identidade e qualidade específicos e aos requisitos estabelecidos.
São pontos obrigatórios de instalação de esterilizador, na Sala de Matança:
A área de sangria.
A área de esfola e excisão da cabeça e de desarticulação dos mocotós.
O “matambre” (no sistema tradicional, um esterilizador para cada “cama”).
As plataformas de retirada do couro, no processo de esfola aérea.
Todas as alternativas estão corretas.