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Os documentos de guarda temporária devem ser mantidos por cinco anos.
Na última década, surgiu uma nova maneira de abordar a questão da avaliação de documentos de arquivo. O objeto da análise passou a ser constituído pelas estruturas organizacionais, pelas funções e pelo contexto de atuação da organização, bem como pelas relações dessa organização com a sociedade.
No Brasil, a principal referência teórica para a avaliação de documentos públicos se baseia na aplicação do conceito de valores.
A avaliação tem como função matricial a descrição. É a partir dela que as comissões permanentes de avaliação aplicam os valores possíveis nos documentos públicos.
Na finalização do processo de avaliação de documentos no Ministério do Esporte deve ser preparado um índice de destinação, que é o instrumento de registro das informações relacionadas aos documentos a serem eliminados.
Analise as afirmativas abaixo e assinale com V (VERDADEIRA) e com F (FALSA).
( ) Gestão de documentos é um conjunto de medidas e rotinas que garante o efetivo controle de todos os documentos de qualquer idade, desde sua produção até sua destinação final (eliminação ou guarda permanente), com vistas à racionalização e à eficiência administrativa, bem como à preservação do patrimônio documental de interesse histórico-cultural.
( ) Tabela de Temporalidade é um instrumento aprovado pela autoridade competente que regula a destinação final dos documentos (eliminação ou guarda permanente), define prazos para sua guarda temporária, em função de seus valores legais, fiscais, administrativos e determina prazos para sua transferência, recolhimento e eliminação.
( ) Princípio de Proveniência determina que os documentos originários de uma instituição, entidade ou pessoa devam ser mesclados aos de origem diversa, observando-se os critérios da ordem cronológica, de assuntos e do tipo de suporte no qual está registrada a informação.
Marque a alternativa que apresenta a seqüência de letras CORRETA.



A diferença fundamental entre as tabelas de temporalidade anteriormente mostradas é o(a)
fato de o modelo do estado de São Paulo não contemplar a idéia de fase corrente.
uso da tipologia documental pelo modelo do estado de São Paulo.
O envio dos documentos remanescentes da aplicação dos prazos ditados pela tabela de temporalidade para a custódia definitiva nos arquivos finais é conhecido como
A transferência e o recolhimento de documentos de arquivo, de acordo com seu ciclo de vida, sucedem as operações de
Pode-se afirmar que o Ato da Mesa no 62, de 29 de maio de 1985, que dispõe sobre os arquivos da Câmara dos Deputados, tem inegável caráter pioneiro em relação à legislação arquivística brasileira, pois antecipa a necessidade de
digitalizar os documentos em suporte-papel, diminuindo as grandes massas acumuladas.
terceirizar os encargos de guarda e acesso, tornando mais ágil a gestão de documentos da fase intermediária.
eximir a Coordenação de Arquivo de toda e qualquer responsabilidade sobre a integridade física dos documentos.
condicionar o processo de avaliação ao levantamento da produção documental da instituição.
deixar a critério de cada unidade administrativa a decisão sobre os instrumentos informatizados de controle do acervo.
A avaliação é um processo de análise de documentos de arquivo, que estabelece os prazos de guarda e a destinação, de acordo com os valores que lhes são atribuídos. Assinale a opção correta em relação à avaliação de documentos.
A avaliação de documentos pode ocorrer, sem prejuízos, desconectada de outras funções arquivísticas.
Da mesma forma que o conceito das três idades documentais fundamenta a classificação, o princípio de respeito aos fundos define as estratégias de avaliação.
A amostragem documental é uma técnica de seleção em que, de um dado conjunto de documentos, elege-se um subconjunto representativo do todo.
A avaliação é matricial, isto é, ela deve ser realizada antes da descrição e difusão.
A elaboração de tabelas de temporalidade resulta
da eliminação de documentos repetitivos e supérfluos.
de pesquisa sobre a estrutura e o funcionamento da entidade acumuladora dos documentos.
do registro de documentos a serem digitalizados e/ou microfilmados.
do estabelecimento de remissivas entre documentos da fase corrente e da fase intermediária.
da passagem de documentos da fase intermediária para a permanente.
O instrumento de destinação que determina prazos e condições de guarda é o(a)
plano de classificação.
listagem de eliminação.
tabela de temporalidade.
plano de preservação.
Em uma tabela de temporalidade é importante indicar prazos de
retenção, isto é, seqüência de diligências e ações prescritas para o andamento de documentos de natureza administrativa, até seu julgamento ou solução.
segurança, isto é, esquema preestabelecido para armazenamento, ordenação e classificação de documentos de valor primário.
vigência, isto é, qualidade pela qual permanecem efetivos e válidos os encargos e disposições contidos nos documentos.
jurisdição, isto é, competência legalmente atribuída a determinados documentos relacionados com o patrimônio público.
prescrição, isto é, condição pela qual se renovam os dispositivos que asseguram aquisição ou perda de direitos contidos em documentos.
No processo de avaliação,
os valores secundários dos documentos têm precedência sobre os primários.
a correspondência expedida, por ser formada de cópias, pode ser completamente eliminada.
só têm valor histórico os documentos correspondentes às atividades-fim da instituição.
é preciso assegurar a representatividade da instituição ao longo do tempo.
os documentos de mais de cinqüenta anos, que pela lei brasileira já não surtem efeito legal, devem ser descartados.
No processo de avaliação dos arquivos de organismos públicos, de qualquer poder ou esfera governamental,
eliminam-se os documentos correspondentes às atividades- meio, por serem comuns a todos os setores administrativos.
é preciso garantir a representatividade das instituições e do seu funcionamento ao longo do tempo.
o direito à informação prevalece sobre os demais direitos garantidos pela Constituição.
os prazos de vigência estabelecidos não podem ultrapassar o período-padrão de 5 (cinco) anos.
obedece-se à tabela de temporalidade do Conselho Nacional de Arquivos.
Numa abordagem renovada e posta em prática pelos arquivistas australianos, a avaliação deixou de ter como objeto as grandes massas documentais acumuladas, deslocando seu interesse para
os documentos cujo potencial informativo possa alimentar as principais linhas de pesquisa praticadas pelos historiadores.
a tecnologia da informação aplicada aos arquivos e os requisitos dos sistemas capazes de operar a rápida substituição do papel por suportes que não envolvam as mesmas dificuldades de armazenamento.
estratégias documentais menos ortodoxas, como as resultantes da chamada história oral.
as unidades informacionais que permitam identificar, a partir da análise do conteúdo, os documentos destinados à guarda permanente.
as atividades que, no âmbito do funcionamento das instituições, impliquem a produção e o recebimento de documentos dos mais diversos tipos, formatos e suportes.
Luciana Duranti (1994) questiona a validade teórica do conceito de avaliação, no âmbito da ciência arquivística. Segundo a autora, a atribuição de valor utiliza como critério de julgamento o conteúdo, afetando arbitrariamente a integridade do conjunto arquivístico, no todo e em suas partes. A única postura admissível ocorre quando a seleção é um dos mecanismos incorporados às rotinas e procedimentos que acompanham a criação, manutenção e uso dos documentos, e é baseada em sua funcionalidade e formas de acumulação.
Nesse caso, por apoiar-se em fatores contextuais, o sentido do conjunto não é reduzido ou modificado, mas concentrado e reforçado. Tais considerações deslocam o objeto da avaliação
A destinação final é a destruição física daqueles documentos que não apresentam interesse histórico-cultural para a administração ou para a sociedade.