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Mostrar a personagem e não “encarná-la”, eis o lema (…) para o ator. Estão contidas aí as premissas didáticas do teórico: o teatro é um dos instrumentos da revolução. Importa, em cada situação, isolar o gestus social, aquele ensinamento preciso que dá a medida dialética da história. Se o ator se confundisse mediunicamente com a personagem, manteria a atmosfera ilusória do espetáculo, prejudicando a instauração da consciência revolucionária. Daí a vantagem de piscar o comediante para o público, lembrando-lhe sempre que o espetáculo é ficção.”
(Magaldi, 1985)
O excerto caracteriza o teatro proposto por
Constantin Stanislavski.
William Shakespeare.
Arthur Miller.
Bertolt Brecht.
Molière.
Em variadas pedagogias do teatro no contexto da escola, e também em diversas experiências do teatro profissional, a improvisação é parte intrínseca do processo de criação de cenas. Está para o teatro assim como o cálculo está para a matemática. Em processos com não atores, a participação do professor como mediador do jogos é fundamental para o sucesso da proposta. Presente em todas as etapas do processo, o professor terá diante de si um limiar muito tênue entre o estímulo exagerado, que poderá causar um bloqueio, e a cautela excessiva, que não ajudará o grupo a atingir os objetivos propostos.
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que condiz com uma postura correta do professor coordenador de uma oficina de teatro mediada pela improvisação, de acordo com a perspectiva de Viola Spolin.
Evitando uma avaliação prospectiva, o professor coordenador coloca-se em uma atitude retrospectiva frente ao estudante ator, ou seja, valoriza o que o estudante já sabe. Nesse sentido, a avaliação é propulsora da aprendizagem.
O professor coordenador é o olho e o ouvido da plateia e, ao mesmo tempo, é um parceiro que participa do jogo teatral por meio da instrução. As instruções são enunciados diretos e cuidadosamente formulados na ordem do dia.
As regras iniciais devem ser dadas pelo professor coordenador, que precisará estar atento ao limite de flexibilidade dessas mesmas regras, evitando que a modificação exagerada possa comprometer a sua proposta inicial.
Liberdade pessoal não significa descartar a organização, mas disciplina imposta produz quase sempre inibição, assim, o professor coordenador necessita, além do conhecimento teórico, de um significativo componente de sensibilidade.
Leia o trecho abaixo e complete a lacuna :
“A estrutura dramática dos jogos teatrais de Viola Spolin faz parte das regras do jogo, e se refere basicamente a três elementos: ______, ______, _____, Spolin prefere utilizar essas denominações para ampliar a significação dos termos personagem, cenário e ação de cena, os quais ela considera limitados e engessados para o desenvolvimento da situação teatral e para as discussões entre os jogadores.”
Quem / Onde / O que
Por que / Quando / Onde
Onde / Quem / Por que
Nenhuma das alternativas.
Segundo Japiassú (Ricardo Japiassú. Metodologia do Ensino do Teatro), a diferença entre o jogo teatral e o jogo dramático é que,
no jogo dramático entre sujeitos, todos os componentes são adultos, ainda que estejam realizando uma atividade imaginativa. No jogo teatral, o grupo de sujeitos que joga pode ser de crianças e adolescentes envolvidos em uma ação lúdica.
no jogo dramático entre sujeitos, todos os componentes são jovens, ao final da vida adolescente, em processo de amadurecimento emocional. No jogo teatral, o grupo de sujeitos que joga é de profissionais de teatro, atores.
no jogo dramático entre sujeitos, todos são “fazedores” da situação imaginária, todos são “atores”. No jogo teatral, o grupo de sujeitos que joga pode se dividir em equipes que se alternam nas funções de “jogadores” e de “observadores”, isto é, os sujeitos jogam deliberadamente para outros que os observam.
o jogo dramático é uma ação lúdica e descompromissada que precede as atividades principais da proposta educacional da aula de teatro. No jogo teatral, trabalham-se conteúdos do campo das Artes Cênicas.
o jogo dramático é o simples brincar de fazer de conta, não incorporado aos processos educacionais formais. O jogo teatral é a atividade teatral no contexto escolar.
[1] Jogo Teatral é o termo utilizado em português para designar qualquer estrutura de jogo que possa ser utilizado no teatro, seja dramático (a partir de textos de teatro), cenas, esboços ou improvisações, ou também na forma de jogos lúdicos ou brincadeiras.[2] Em uma forma mais específica, Jogos Teatrais são a designação apenas dos jogos improvisacionais desenvolvidos para fins de preparação de atores profissionais ou na utilização do teatro para iniciantes ou mesmo nas atividades escolares.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas a primeira frase esta correta.
Apenas a segunda frase esta correta.
As duas frases estão corretas.
Nenhuma das alternativas.
Questionando-se sobre o valor pedagógico da experiência teatral na escola, o professor de teatro não está a salvo de ouvir definições vagas, apoiadas em chavões como “teatro é cultura”, ou ainda reducionismos que apenas destacam o valor didático no tocante à transmissão de conteúdos e ao desenvolvimento do estudante como indivíduo. Medir a experiência artística como ação pedagógica é um diálogo inconcluso e, portanto, necessário.
Sobre a relação entre a linguagem teatral e a experiência pedagógica em uma perspectiva comunicacional, é correto afirmar que
tanto para quem atua quanto para quem assiste, a experiência teatral oportuniza o encontro com uma nova linguagem, repleta de signos próprios, que poderão ser percebidos, decodificados e interpretados.
quem ouve histórias, uma vez que seja estimulado à compreensão, exercita também a capacidade de recontar histórias. Este desdobramento, porém, não interfere no processo criativo da invenção de novas histórias.
a oportunidade de expressão por meio do teatro revela-se no desenvolvimento e na percepção de si e do outro em experiências intencionalmente educadoras, e não artísticas. Há, neste fenômeno, uma diferenciação.
a intimidade progressiva com a linguagem teatral na escola leva o estudante a um novo encontro com suas próprias referências. Nessa perspectiva, o jogo teatral se efetiva no encontro do estudante consigo mesmo na cena.
Setores educativos de museus, projetos de ação cultural e ações educativas em escolas com frequência se valem da noção de mediação como o eixo em torno do qual transitam seus objetivos. Diretamente vinculado à perspectiva de uma política cultural, o conceito de mediação diz respeito a ações deliberadas, tendo em vista intermediar a relação entre o indivíduo e a obra artística.
Maria Lúcia Pupo. Para alimentar o desejo de teatro.
São Paulo: Hucitec, 2015. p. 54.
Tendo o texto acima como referência inicial, assinale a alternativa correta com base nos estudos de Maria Lúcia Pupo acerca dessas ações culturais.
Defendendo a perspectiva de espectador emancipado, considera que não existe espectador passivo.
Formação de espectador, formação de público e formação de platéia são sinônimos.
Estratégias de mediação teatral costumam ser realizadas durante o ato da fruição do espectador.
Projetos de formação de espectadores possuem, no eixo de sua preocupação, o conjunto dos fruidores e a expectativa de sua ampliação quantitativa.
A mediação teatral visa contextualizar o que o artista queria dizer com determinada obra. Para isso, é necessário que o mediador compreenda os símbolos de linguagem utilizados pelo artista, a fim de decifrá-los para o espectador.
Segundo Japiassu (Metodologia do ensino de teatro), sabe-se que dramatizações escolares e leituras de peças teatrais em latim ocorriam em escolas e universidades já durante
o período Micênico.
o período Arcaico, na Grécia.
o período Helenístico, na Grécia.
a Idade Média.
o período Moderno.
Segundo Japiassu (Metodologia do ensino de teatro), o modernismo no ensino do teatro se caracteriza por
articulação sistemática dos conteúdos relacionados ao fazer teatral, ao contato com seus fundamentos históricos e críticos.
rejeição ao alinhamento do ensino teatral no contexto escolar, sendo considerado como um tipo de educação informal.
prática eventual, voltada apenas para celebrações ou eventos com finalidades de apresentação pública.
conteúdo teórico, com aulas voltadas para a história da linguagem teatral, sem elementos práticos.
ênfase excessiva na expressividade (singular e coletiva) dos enunciados cênicos dos alunos, associando-a a algum tipo de conhecimento sistematizado.
Considerando-se que o ator é um elemento fundamental no Teatro, a expressão artística na educação escolar contemporânea pode definir o Teatro, como:
Um faz de conta infantil com pequena relevância para sua vida social.
Um espaço de poucos que olham e são olhados imaterialmente.
O espaço de corpos sem movimentos próprios, compreendendo autores e expectadores, indefinidos entre eles.
Um espaço em que estão juntos os que olham e os que são olhados e a cena como o espaço dos corpos em movimento.
Em uma aula sobre “artes cênicas (teatro)”; voltada para alunos do Ensino Fundamental, o Professor de Artes poderá apresentar a seguinte definição:
“Conversa entre dois personagens. Encaixe de palavras trocadas pelas personagens de uma peça de teatro. ”
No contexto da temática proposta, o fragmento acima conceitua:
Epílogo.
Drama.
Novela.
Diálogo.
[1] Viola Spolin, propõe a organização de grande parte dos seus jogos teatrais no formato palco e plateia, onde todos os jogadores devem passar pelas duas posições, ou seja, ora são plateia, ora são jogadores em cena. [2] Esta forma de organização dos jogos teatrais contribui tanto com o desenvolvimento de técnicas teatrais para a formação do ator, como com a formação de plateia para o teatro, pois o jogador vivencia o ser ator, e o ser plateia, onde ambos (plateia e palco) possuem função indefinida no momento do jogo.
Apenas a primeira frase está correta.
Apenas a segunda frase está correta.
As duas frases estão corretas.
Nenhuma das alternativas.
Durante pelo menos meio século tem-se aceito que o teatro é uma unidade na qual todos os elementos deveriam tentar fundir-se. Com este fim surgiu o diretor. Mas no fundo tem sido principalmente uma questão de unidade externa. Uma fusão de estilos um tanto superficial para que estilos contraditórios não ser choquem. Se levarmos em conta como a unidade interna de um trabalho complexo pode verdadeiramente ser expressa, podemos achar exatamente o oposto: que o choque de externos é essencial.
BROOK,1970 apud FICHER, 2010, p. 158.
Dialogando com Peter Brook, Stela Fischer, em seu livro Processo colaborativo e experiências de companhias teatrais brasileiras (2010), dá especial atenção à figura do diretor/encenador, destacando que, ao invés de desaparecer, a figura do diretor, bem como sua função, são reafirmados e validados.
Em alguns processos colaborativos de encenação teatral, a figura do diretor/encenador é favorável ao sucesso do projeto porque
possibilita uma participação conjuntiva entre direção e produção.
tem função agregadora e é indispensável à manutenção da hierarquia.
divide a função criadora com atores e dramaturgo durante todo o percurso.
coordena os limites entre o desejável e o possível em relação ao evento cênico.
Por meio de jogos e da encenação propriamente dita, o teatro na escola colabora não só para a promoção do sentimento de pertencimento do aluno em relação à comunidade escolar, como também, para a ampliação da(o):
universo artístico e cultural, possibilitando o trabalho crítico e reflexivo e a capacidade de apreciação estética.
curiosidade na busca de uma nova forma de conhecimento espiritual e de controle emocional.
garantia de certa fama na internet ou simplesmente, para ser ótimo em seu marketing pessoal.
dedicação de tempo e dinheiro para aprender a ter conhecimento sobre a atuação nas novelas de TV.
Na prática do teatro na escola, é comum, já no primeiro momento das aulas, os integrantes trabalharem utilizando o corpo para se expressar e resolver problemas. Nas improvisações em que um contracena com outro sem texto prévio, o aluno necessita desenvolver a capacidade de:
representação do ideal cênico para que o grupo consiga alcançar a excelência interpretativa.
percepção da chamada visão distorcida do movimento dos corpos nos espaços que atuam.
reflexão contrária è lógica do desenvolvimento tecnológico na força de trabalho no ambiente escolar.
entender e responder adequadamente a estímulos e intenções reveladas no jogo de cena.
No ensino de Teatro, a Metodologia dos Jogos Teatrais, que é utilizada nos diferentes segmentos da Educação e que foi sistematizada por Viola Spolin, traz a estrutura para a composição cênica composta por:
1. Onde.
2. Quem.
3. O quê.
4. Para quê.
5. Quanto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
No Brasil, o teatro inicia com a catequização dos índios. As peças eram escritas com intenções didáticas, procurando sempre traduzir a crença cristã para a cultura indígena. Sobre a evolução do teatro no Brasil, analise as afirmativas abaixo e, diante de cada uma, escreva V, para verdadeira, e F, para falsa:
( ) No início do teatro no Brasil, as encenações tinham grande carga dramática e usavam efeitos cênicos para que as lições de religiosidade fossem aprendidas com mais eficiência pelas mentes nativas.
( ) As características principais do início do teatro no Brasil são: valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história.
( ) No decorrer do século XVIII, as mudanças na estrutura dramática das peças refletiram os principais acontecimentos econômicos, sociais e políticos, como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
( ) No XIX, as inovações cênicas e de estrutura dos espetáculos teatrais tiveram mudanças significativas, como, por exemplo, a substituição dos lampiões a óleo de baleia e querosene pela luz a gás.
( ) No século XX, as características que melhor definem as artes cênicas e particularmente o teatro são: ecletismo, quebra de tradições e utilização das novas tecnologias como insumo relevante na concepção cênica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
F – F – V – V – F.
V – F – V – V – V.
F – F – V – F – F.
V – F – F – V – V.
V – V – F – F – V.
O teatro, no processo de formação da criança, cumpre não só função integradora, mas dá oportunidade para que ela se aproprie crítica e construtivamente dos conteúdos sociais e culturais de sua comunidade mediante trocas com os seus grupos.
Assinale a alternativa CORRETA que se refere ao teatro como produção coletiva:
Reconhecimento e utilização dos elementos da linguagem dramática: espaço cênico, personagem e ação dramática.
Pesquisa e leitura de textos dramáticos e de fatos da história do teatro.
Compreensão dos significados expressivos corporais, textuais, visuais, sonoros da criação teatral.
Nenhuma das alternativas.

Neste sentido , considerando que o teatro é uma arte que permite o autoconhecimento , possibilita a transformação individual e, por conseguinte, social, porque, ao atuar, o educando , necessariamente , estará relacionando e vivenciando experiências coletivas, a arte teatral pode contribuir para:
a educação estética do gesto e do olhar.
os benefícios financeiros para a qualidade de vida do aluno.
o resultado direto de um senso de realização e orgulho.
a tendência de contar com o aluno talentoso.
a gerência do tempo adequadamente.