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Japiassú (2001) aponta para o seguinte fato: o “teatro na educação que, ainda nos dias de hoje, é pensado exclusivamente como um meio eficaz para alcançar conteúdos disciplinares extrateatrais ou objetivos pedagógicos muito amplos como, por exemplo, o desenvolvimento da ‘criatividade’”. Segundo o autor, uma vertente dessa concepção instrumental é o método dramático definido por
recurso didático que consiste na “encenação” de situações para a assimilação de conteúdos trabalhados pelas diferentes disciplinas do currículo.
abordagem de treinamento para atores profissionais, que tem como base o treino corporal.
sistema de jogos que tem como fundamento a preparação dos alunos para ocupar funções profissionais.
conjunto de exercícios que utiliza a noção de monólogo interior de C. Stanislavski para adequação de ações na vida em sociedade.
um análogo ao conjunto de concepções elaboradas por Augusto Boal, visando a superação de condições estereotipadas do ponto de vista social e político.
No que diz respeito às relações entre o jogo e o trabalho de criação do ator profissional, tanto diretores quanto atores de teatro consideram a introdução do jogo nos laboratórios teatrais como um(a):
meio de resistir à diminuição da criatividade do ator, que confere um caráter mecânico à representação
meio detonador de imagens simbólicas do inconsciente, utilizadas posteriormente na criação das cenas
forma de abertura e de capacidade para se comunicar sem barreiras emocionais
forma de trazer à consciência a memória emotiva do ator no processo criativo
A proposta de Viola Spolin para o ensino de teatro é caracterizada por Japiassú (2001) como
voltada para a profissionalização de jovens atores a partir de adestramento corporal apoiado em educação física.
para contextos formais e não formais de educação por meio de jogos teatrais.
especificamente elaborada para o ensino em escolas formais, já que se apoia em conteúdos das áreas de ciências.
construída em articulação com outras disciplinas em termos de conteúdo, portanto circunscrita ao âmbito escolar.
fundamentalmente calcada em experiências extraescolares, portanto com atividades que devem ser desenvolvidas no ensino informal.
A construção do conhecimento sensível, relativa à prática cênica, far-se-á mediante uma experiência perceptiva, seja de ver ou fazer teatro, no contato com os signos e objetos estéticos próprios à linguagem. Neste sentido, é possível estimular a educação estética por meio de mediações culturais, ações que colocam o público em contato com os elementos específicos da cena, visando incrementar as experiências teatrais, articulando-as ao ver-fazer. Aplicada as práticas de formação de plateia, a sentença reflete o conceito de
pedagogia do espectador.
pedagogia do oprimido.
jogos de inicialização formativa.
programa público integrativo.
pedagogia para iniciantes.
“O teatro instaura a experiência artística multissensorial de encontro com o outro em performance. Nessa experiência o corpo é lócus de criação ficcional de tempos, espaços e sujeitos distintos de si próprios, por meio do verbal e da ação física” (BNCC, Ministério da Educação, 2018, p.194).
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O fazer teatral possibilita a troca de experiência entre os alunos.
II. O fazer teatral diminui consideravelmente a percepção estética e corporal.
III. O fazer teatral facilita o trânsito criativo e fluído entre as linguagens artísticas.
IV. O fazer teatral aprimora a percepção estética e a imaginação
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas
As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
Apenas as afirmativas II e III estão corretas
Ao criar o teatro do oprimido, Augusto Boal articulou uma série de metodologias que tinham como objetivo tornar o espectador (espectaATOR) ativo e transformador da ação dramática. Dentre os procedimentos empregados, podemos destacar a participação da plateia na ação dramática, buscando soluções próprias para o problema-tema apresentado e vivenciando-as em cena. Pergunta central: “o que você faria se estivesse no lugar dela (da personagem)?”. Essas características referem-se
ao Teatro do invisível.
às interações dramáticas.
à estética relacional.
ao Teatro fórum.
ao Teatro imagem.
No ensino de Teatro, o gênero que inclui bonecos, máscaras, objetos, formas ou sombras, representando o homem, o animal ou ideias abstratas, é denominado Teatro:
Gestual.
Popular.
de Objetos.
de Animação.
de Participação.
Segundo os PCN-Arte (1997), na primeira metade do século XX, as atividades de teatro e dança nas escolas eram
autônomas das outras linguagens e ganhavam atenção especial na formação dos jovens graças ao sucesso do teatro e da dança do Brasil no exterior.
somente reconhecidas quando faziam parte das festividades escolares nas celebrações de datas como Natal, Páscoa ou Independência, ou nas festas de final de período escolar.
fundamentos para o aprendizado dos jovens por fornecer base para o comportamento criativo, pressuposto do movimento escolanovista.
disciplinas rigorosamente tradicionais e articuladas com a área de Humanidades, nas quais a Filosofia e a História eram também fundamentais.
a vanguarda da formação dos jovens, que, nas disciplinas, podiam exercitar a imaginação e, principalmente, as atividades físicas, uma inovação em termos educacionais no período.
Ao versar sobre os tipos de jogos em seu contexto educacional, Japiassú (2001) define “aquele no qual o grupo de sujeitos que joga pode se dividir em equipes que se alternam nas funções de ‘jogadores’ e de ‘observadores’, isto é, os sujeitos jogam deliberadamente para outros que os observam”. A caracterização é a de jogo
dramático.
de faz de conta.
mental.
teatral.
imaginativo.
Como se sabe, Viola Spolin é uma das maiores referências do ensino do teatro na escola brasileira, tendo se dedicado quase três décadas a pesquisas. No que se refere ao sistema de jogos teatrais proposto por ela, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Os jogos teatrais são procedimentos lúdicos com regras explícitas.
II – Diferentemente do jogo dramático, o jogo teatral não pressupõe a existência de uma plateia.
III – Todos os sujeitos do jogo teatral são sempre “fazedores” da situação imaginária: todos são atores.
Apenas o item I é verdadeiro.
Apenas o item II é verdadeiro.
Apenas o item III é verdadeiro.
Apenas os itens II e III são verdadeiros.
Nenhum dos itens é verdadeiro.
As pedagogias do teatro de muitos autores dialogam fortemente no que se refere ao fato de repensar o lugar do espectador, mas diferem na forma como ele deve agir em relação ao personagem. A seguir destacamos a poética de alguns desses pensadores/fazedores de teatro, que chamamos de X, Y e Z, cada um com seu jeito peculiar de pensar e fazer arte:
- X propõe uma poética em que os espectadores delegam poderes ao personagem para que este atue e pense em seu lugar;
- Y propõe uma poética em que o espectador delega poderes ao personagem para que este atue em seu lugar, mas se reserva o direito de pensar por si mesmo, muitas vezes em oposição ao personagem;
- Z propõe uma poética em que o espectador não delega poderes ao personagem para que atue nem para que pense em seu lugar. Ao contrário, ele mesmo assume um papel protagônico, transforma a ação dramática inicialmente proposta, ensaia soluções possíveis, preparando-se para a ação real.
Os autores X, Y e Z são, respectivamente,
Brecht, Boal e Artaud.
Becket, Boal e Brecht.
Aristóteles, Brecht e Boal.
Boal, Brecht e Stanislavski.
Os momentos festivos da escola, como as festas juninas, podem se constituir em um importante mote para que toda a comunidade apresente seus modos de pensar, sentir e agir corporalmente, de evidenciar sua cultura por meio do movimento, já que não se está entre as quatro paredes da sala de aula e os corpos se misturam nos entrelaces da dança, da música e da teatralidade festiva. As escolas, os professores de modo geral, e não somente os de Educação Física, podem ser importantes aliados nesta luta de conscientização.
Pensar o corpo numa perspectiva multicultural, como mediador de um autoconhecimento emancipatório na escola por meio da corporeidade, significa
educar para que os estudantes deixem emergir o corpo objeto, o corpo vivido fundamentado na aceitação do corpo do outro, cuja sustentação encontra-se em cada processo individual.
entender que corporeidade diz respeito a tudo que preenche espaço e se movimenta, que ela situa o homem como um ser no mundo, e que o teatro pode e deve ser um mediador deste processo.
perceber a diferença do outro, mas exigir que as suas diferenças também sejam aceitas, pois, estando estabelecidos os limites entre um e outro indivíduo, o estudante ator pode trabalhar livremente, descobrir suas possibilidades corporais e apresentá-las quando solicitado.
compreender que o corpo precisa de treinamentos adequados, que deem conta da pressão cotidiana provocada pelo estresse da carga de estudos, para que, assim, possa se tornar um corpo disponível, dilatado, aberto para a cena.
Com o devido propósito pedagógico o Professor de Artes poderá apresentar aos seus alunos a seguinte obra de arte:

Descrição: Sem título, 1965, Óleo sobre tela. Disponível em http://www.museuafrobrasil.org.br/
Uma vez observada a obra de arte apresentada, o Professor poderá destacar que, no contexto das artes plásticas, os traços e as técnicas utilizadas são atribuídas ao seguinte artista brasileiro:
Romero Brito.
Di Cavalcanti.
Heitor dos Prazeres.
Tarsila do Amaral.
Partindo dos pressupostos de que o teatro é feito para alguém e que o jogo, ainda que realizado com o outro, não está livre de desenvolver-se aos olhos de um terceiro, as questões que envolvem aprovação/desaprovação tornam-se uma discussão pertinente. Preocupação recorrente nas pesquisas de Viola Spolin, o julgamento por parte do professor, durante as oficinas de trabalho improvisacional, é atitude qualitativa de sua postura como coordenador.
O binômio aprovação/desaprovação, na perspectiva de Viola Spolin, sugere que
o professor não pode julgar o bom ou o mau, pois não existe uma maneira absolutamente correta para solucionar o problema, mas deve deixar que os próprios estudantes se julguem uns aos outros, valorizando a expectativa da avaliação.
agindo como um guia, a figura do coordenador deve sempre representar uma referência para o estudante em constante descoberta. Nesse sentido, o julgamento, ainda que por critérios pessoais, será também um ato de generosidade.
é mais difícil reconhecer autoritarismo na aprovação do que na desaprovação. Uma aprovação do professor indica que foi feito algum progresso, mas um progresso em termos do professor, e não em termos do estudante.
no âmbito do teatro improvisacional, aprovação/desaprovação relacionam-se com a avaliação, portanto, o professor coordenador, avaliando seus estudantes, não está livre do julgamento por suas referências.
No livro Teatro e Formação de Espectadores, Moraes analisa o programa educativo Sesc arte-educação: transformando platéias, desenvolvido no teatro Sesc Paulo Autran, Sesc-DF (2010-2015). Esse programa, fundamentado na pedagogia do espectador, visava à formação de espectadores frequentadores e fruidores. Quanto à pedagogia do espectador e a seus desdobramentos práticos, assinale a alternativa correta.
São ações de formação de público: ingressos gratuitos ou a preços populares; espetáculos em horário escolar; e ensaios de desmontagem.
São ações de formação de espectadores: mediação teatral pré e(ou) pós-espetáculo no teatro e(ou) nas escolas parceiras; oficinas pontuais oferecidas pelos grupos teatrais para estudantes; visitas guiadas (teatro ao avesso); e formação continuada para professores.
O programa educativo Sesc arte-educação: transformando platéias e a pedagogia do espectador visam à formação de espectadores no futuro.
A pedagogia do espectador atua no sentido de melhorar o comportamento dos estudantes-espectadores no teatro.
A pedagogia do espectador fundamenta-se no método semiótico de análise de espetáculos.
Sob a égide da pedagogia tradicional, a penetração do teatro na escola consistia somente na comemoração de datas cívicas ou montagem de espetáculos para animar solenidades. Contudo, a partir dos anos 1940, quando o movimento escolanovista difundiu-se em um Brasil que passava por transformações políticas da maior importância e planejava a expansão da escolarização, a arte ganhou um status novo, passando a ser vista como experiência que leva ao aprendizado e ao desenvolvimento expressivo. As primeiras práticas de teatro-educação surgiram junto às escolinhas de arte de Augusto Rodrigues, disseminando-se aos poucos em colégios experimentais, escolas de magistério etc. Porém O grande marco na história deu-se com a obrigatoriedade da educação artística no ensino de 1º e 2º graus, implementada por lei federal em :
1971
1999
1985
Nenhuma das alternativas.
“A finalidade do jogo teatral na educação escolar é o crescimento pessoal e o desenvolvimento cultural dos jogadores por meio do domínio, da comunicação e do uso interativo da linguagem teatral, numa perspectiva improvisacional ou lúdica”.
(Japiassu. Metodologia do ensino de teatro)
Para Japiassu, o princípio do jogo teatral é o mesmo da improvisação teatral, ou seja,
a espontaneidade dos alunos para ações práticas da vida cotidiana, necessária especificamente para a superação da timidez.
a comunicação que emerge da espontaneidade das interações entre sujeitos engajados na solução cênica de um problema de atuação.
a criatividade exigida para a capacitação do aluno para sua profissionalização em um mundo globalizado.
o senso de prontidão, base para que o aluno, futuro ator profissional de teatro, possa se distinguir.
a mimetização, fundamento básico para o desenvolvimento do teatro na escola, que exige a capacidade de imitação.
Amaral coloca : “O teatro de formas animadas pode ser considerado uma evolução do teatro de bonecos. Mas, é uma forma teatral mais ampla, na qual o boneco é apenas uma, entre outras, de suas formas”. Sobre a citação acima assinale a alternativa CORRETA:
No teatro de formas animadas se recria a figura humana. Há uma transferência do ator ao personagem.
O teatro de bonecos tem uma relação direta com o pensamento infantil, tem todas as condições para satisfazer os anseios de transformações que a criança tem de tolerar real os seus sonhos de poder. Torna fantástico o mundo real.
O teatro de bonecos tem afinidades com a performance, pois seus espetáculos se baseiam no performer.
Nenhuma das alternativas.
No formato palco/ plateia, considerando-se também, os principais procedimentos dos jogos teatrais sistematizados por Spolin, sendo eles: Foco, Instrução e Avaliação, é possível concretizar-se uma proposta de ensino de teatro que abarca alguns dos principais elementos da arte teatral, pois este formato estimula o aluno a vivenciar e dialogar a arte teatral. Com base nessa informação complete as lacunas a seguir:
_____ é apresentado por Spolin, como o ponto de concentração para onde o aluno/jogador deve dirigir toda a sua atenção no momento do jogo. Com a atenção direcionada para determinado ponto, o aluno consegue, com maior facilidade, manter a concentração durante todo o desenvolvimento do jogo, pois sua energia está direcionada.
________, ocorrem simultaneamente ao jogo, ou seja, os alunos não param de jogar para escutarem as Instruções do professor, ao mesmo tempo em que jogam, escutam e as executam.
_______ após o jogo também ajuda a mostrar aos alunos a necessidade de permanecerem dentro do Foco durante o jogo, pois o Foco irá auxilia-los na solução dos problemas que surgem no momento da ação.
Foco / Introdução / Avaliação.
Introdução / Foco / Avaliação.
Avaliação / Introdução / Foco
Nenhuma das alternativas.