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Em um órgão da Administração Direta federal, o chefe do órgão determinou a remoção de determinado servidor efetivo para outro setor estratégico, justificando informalmente a decisão como necessária ao interesse institucional. O ato foi praticado sem instauração de processo administrativo prévio e sem qualquer motivação formal registrada, em afronta aos deveres de transparência e probidade administrativa, apesar de não haver urgência operacional comprovada nem situação excepcional que justificasse a dispensa de fundamentação.
O servidor questiona a legalidade do ato, alegando afronta direta aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública. Diante desse contexto, assinale a alternativa CORRETA quanto ao princípio violado de forma precisa.
Moralidade administrativa, pela ausência de motivação explícita do ato administrativo.
Eficiência administrativa, em razão da possível inadequação funcional do servidor removido.
Impessoalidade administrativa, por inexistir benefício coletivo na decisão adotada.
Legalidade administrativa, pois a remoção exige autorização legislativa específica.
No exercício da função administrativa, a autoridade dispõe de certa margem de liberdade para escolher a solução mais adequada ao caso concreto. Todavia, essa liberdade não se confunde com arbitrariedade, pois o regime jurídico-administrativo impõe limites normativos ao exercício do poder discricionário. À luz da Constituição Federal e da teoria dos princípios administrativos, assinale a alternativa correta.
A discricionariedade administrativa não afasta a submissão do ato aos princípios da legalidade, finalidade, moralidade, motivação e proporcionalidade.
A discricionariedade permite afastar a finalidade prevista em lei quando houver interesse público genérico.
O exercício do poder discricionário elimina a necessidade de motivação do ato.
A discricionariedade torna o ato insuscetível de controle judicial.
A atuação administrativa deve sempre buscar o interesse público, vedando favorecimentos ou perseguições pessoais. Os atos praticados pela Administração Pública não pertencem ao agente que os pratica, mas ao órgão ou entidade que ele representa, o que reforça a necessidade de neutralidade e objetividade na atuação estatal. Considerando esse contexto, analise as assertivas a seguir.
I.O princípio da impessoalidade veda o uso da função pública para promoção pessoal do agente.
II.O princípio da impessoalidade autoriza o favorecimento de determinados grupos, desde que haja justificativa administrativa.
III.O princípio da impessoalidade restringe-se apenas aos atos normativos, não se aplicando aos atos administrativos em geral.
Está CORRETO o que se afirma em:
III, apenas.
I, apenas.
II, apenas.
I, II e III.
No desempenho de suas atribuições, o agente público encontra-se estritamente vinculado aos limites impostos pela Constituição Federal e pelas demais normas legais, devendo atuar sempre em conformidade com o ordenamento jurídico vigente. Essa vinculação tem por finalidade resguardar o interesse público, evitar arbitrariedades e assegurar a segurança jurídica dos administrados, distinguindo a atuação estatal da atuação dos particulares. À luz dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública, assinale a alternativa CORRETA.
O princípio da legalidade aplica-se apenas aos particulares, não à Administração Pública.
O princípio da legalidade determina que o agente público só pode agir conforme a lei autoriza.
O princípio da legalidade autoriza a atuação administrativa sem previsão normativa.
O princípio da legalidade permite ao agente público agir conforme sua vontade pessoal.
Os atos praticados pelos agentes públicos, no exercício de suas funções, são considerados como atos da própria A dministração Pública. Como uma das consequências diretas disso, se um agente público causar dano a um terceiro, a responsabilidade civil recai sobre o Estado e não diretamente sobre o indivíduo que praticou o ato. No entanto, se for o caso, isso não impede o direito de regresso do Estado contra o agente que agiu com dolo ou culpa. Esse entendimento está conectado ao princípio da
impessoalidade.
tutela administrativa.
continuidade do serviço público.
especialidade.
autotutela.
Carla foi aprovada em concurso público para cargo efetivo em um município do interior e, ao tomar posse, recebeu da chefia imediata uma lista de princípios que orientam o trabalho na Administração Pública. Nos termos do Art. 37, caput, da Constituição Federal de 1988, a Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos seguintes princípios expressamente descritos no mencionado Artigo:
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
legalidade, pessoalidade, moralidade, publicidade e razoabilidade.
legalidade, proporcionalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência e eficiência.
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e economicidade.
Suponha-se que, inexistindo preferência prevista em norma ou circunstância objetiva que justificasse tratamento distinto, uma unidade financeira tenha mantido a ordem cronológica e os mesmos critérios documentais para analisar todas as solicitações de reembolso, inclusive aquela apresentada por ocupante de cargo de direção. Nesse caso, é correto afirmar que a conduta é compatível com os princípios da impessoalidade e da moralidade.
Certo
Errado
Segundo o jurista brasileiro Hely Lopes Meirelles, a Administração Pública deve atuar de acordo com princípios fundamentais estabelecidos pela Constituição, garantindo que os atos administrativos atendam ao interesse coletivo e respeitem os limites da lei. Esses princípios orientam toda a atuação dos órgãos públicos, inclusive das Câmaras Municipais.
Considerando tais princípios, analise as afirmações:
I. O princípio da legalidade determina que o agente público somente pode agir conforme autorizado pela lei.
II. O princípio da impessoalidade permite ao servidor utilizar o cargo público para promoção pessoal em determinadas circunstâncias institucionais.
III. O princípio da publicidade determina que os atos administrativos devem ser divulgados, salvo hipóteses legais de sigilo.
IV. O princípio da eficiência exige que a Administração Pública busque resultados adequados utilizando os recursos públicos de maneira racional.
Apenas I e II são verdadeiras.
Apenas I, III e IV são verdadeiras.
Apenas II e IV são verdadeiras.
Todas são verdadeiras.
Certo órgão público competente, mediante a devida análise e providências, adotou medidas administrativas para suprimir formalidades de certo processo administrativo voltado para o deferimento de ato vinculado, com vistas a otimizar as suas atividades, conferindo maior agilidade e melhor atendimento à coletividade, medidas que foram adotadas dentro dos parâmetros legais, sem adicional de custos.
Analisando a mencionada situação hipotética à luz dos princípios administrativos correlatos, assinale a afirmativa correta.
A situação aventada implementa o princípio da eficiência, considerando que melhora o rendimento funcional em prol do interesse público.
A hipótese narrada viola o princípio da impessoalidade, que exige a imposição de burocracias, a fim de resguardar o interesse público.
O caso descrito afronta o princípio da legalidade, na medida em que a Administração somente pode atuar mediante a edição de lei específica para tal finalidade.
As circunstâncias delimitadas indicam a concretização do princípio da supremacia do interesse público, expresso na Constituição da República.
O cenário detalhado implica em violação ao princípio da publicidade, que é ínsito à morosidade da atividade administrativa.
O princípio constitucional que determina a divulgação oficial dos atos praticados pela Administração Pública, como forma de garantir transparência e controle social, é denominado princípio da:
Legalidade.
Eficiência.
Impessoalidade.
Moralidade.
Publicidade.
Um assistente administrativo da Prefeitura de Porto dos Gaúchos identificou que um superior hierárquico omite-se reiteradamente em despachar processos dentro do prazo legal, causando, assim, prejuízo ao interesse público. Considerando os deveres do administrador público, a conduta omitida afronta principalmente o dever de:
eficiência
probidade
legalidade
prestação de contas
Ao exercer seu poder de polícia, o Fiscal de Posturas deve atuar sem favoritismo, preconceitos ou perseguições, buscando o interesse público. Este dever de neutralidade e tratamento isonômico a todos os cidadãos é assegurado pelo princípio da:
Moralidade.
Publicidade.
Impessoalidade.
Legalidade.
Eficiência.
No exercício de suas funções, um agente administrativo adotou procedimento não previsto em norma formal, alegando que tal medida agilizaria o atendimento ao cidadão. Posteriormente, a conduta foi questionada pela chefia. Diante dos princípios da Administração Pública, a situação deve ser analisada considerando legalidade e eficiência. Sendo assim, a:
legalidade limita a atuação administrativa, ainda que reduza eficiência
eficiência deve ser buscada dentro dos limites da legalidade
eficiência autoriza afastar a legalidade em situações práticas
decisão cabe exclusivamente ao agente administrativo
A transparência no poder público demanda a participação da população em seu processo, efetivando-se também em sessões do Legislativo, com debates para a verificação do cumprimento das metas fiscais, sempre em prol de sua eticidade e necessidade. Diante dos princípios de publicidade e transparência no âmbito do Legislativo municipal, assinale a única alternativa CORRETA.
O princípio da publicidade gera práticas ética e moralmente validadas, controlando, inclusive, os excessos quanto à propaganda autorizada e promoção pessoal de autoridades e/ou servidores públicos através da comunicação institucional.
Violar o princípio da transparência é menos grave do que violar uma regra da Lei de Acesso à Informação.
Um vereador tem prerrogativa constitucional para fazer tudo o que a lei não proíbe.
O princípio da transparência, em paralelo ao princípio da legalidade, possibilita e impulsiona a transparência nas ações gestoras e o exercício da cidadania ativa.
Os princípios podem ser entendidos como primeiros passos que abrigam uma norma ou um norte e são muito mais restritivos do que uma simples regra.
Durante o período eleitoral, a prefeitura municipal do Município Alfa divulgou uma campanha institucional em outdoors e redes sociais com o slogan “Gestão que transforma a cidade” acompanhado de fotos do prefeito, seu nome em destaque e referências diretas à sua atuação pessoal como gestor. Com base nos princípios constitucionais da Administração Pública, essa conduta viola principalmente o princípio da:
Legalidade.
Moralidade.
Publicidade.
Impessoalidade.
Eficiência.
É o princípio da completa submissão da Administração às leis. Trata-se do Princípio da
Impessoalidade.
Legalidade.
Motivação.
Moralidade.
Segundo o artigo 37 da Constituição Federal, é princípio expresso da Administração Pública a
ampla defesa.
juridicidade.
veracidade.
impessoalidade.
O papel do servidor estável de uma Fundação Pública na validação de dados censitários exige que o rigor técnico prevaleça sobre inclinações individuais, garantindo a fundamentação técnica das políticas governamentais. Ainda que o rigor desse levantamento contrarie suas convicções ideológicas pessoais, o servidor reconhece que sua autoridade deriva da racionalidade legal que organiza o Estado moderno, a qual impõe a objetividade como diretriz da conduta administrativa.
Sob essa ótica de profissionalização e institucionalização do poder, a atuação do servidor como agente estatal:
Subordina-se à lealdade política ao governante, assegurando que o sucesso da gestão prevaleça sobre a forma legal.
Permite a aplicação de critérios subjetivos de justiça para flexibilizar normas que prejudiquem grupos vulneráveis.
Vincula-se à união entre os interesses privados do gestor e os objetivos do Estado para gerar eficiência social.
Exige a separação entre o cargo e a pessoa, operando como uma ferramenta neutra para assegurar a impessoalidade.
Na secretaria de recursos humanos de uma universidade municipal, o auxiliar responsável pelo recebimento de requerimentos de progressão funcional percebe que processos de determinados servidores são priorizados na fila de análise sem critério registrado, enquanto outros aguardam há meses sem qualquer movimentação. Ao questionar a chefia, recebe a resposta de que "alguns casos têm respaldo político" e que deve "seguir o fluxo". Analise as afirmativas a seguir:
I.A ausência de critério objetivo e registrado para a priorização de processos viola o princípio da impessoalidade, que exige tratamento isonômico entre situações funcionalmente equivalentes.
II.O princípio da publicidade não se aplica a decisões de priorização interna de fluxo de trabalho, por se tratar de ato de mero expediente administrativo sem efeito externo imediato.
III.A orientação recebida pelo auxiliar não o isenta de responsabilidade funcional pela manutenção de práticas que contrariem os princípios constitucionais da Administração Pública.
IV.A legalidade administrativa exige que critérios de priorização de processos estejam formalizados e sejam aplicados de forma uniforme, vedada a discricionariedade casuística sem amparo normativo.
É correto o que se afirma em:
I, apenas.
II, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Considerando-se os Princípios Administrativos, é correto afirmar:
I. Princípio da Legalidade: a administração só pode agir conforme a lei, não podendo criar obrigações sem base legal.
II. Princípio da Impessoalidade: busca resultados céleres, produtivos e de qualidade, com redução de desperdícios.
III. Princípio da Moralidade: obriga a atuação ética, com honestidade e probidade, indo além da simples legalidade.
IV. Publicidade: atuação neutra e imparcial, vedando promoção pessoal de agentes públicos e tratamento desigual.
É correto afirmar que:
Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Apenas as assertivas I e III estão corretas.