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Considerando as regras previstas na Constituição Federal de 1988 em relação à atuação da Administração Pública, assinale a alternativa INCORRETA.
A impessoalidade é um dos princípios norteadores da Administração Pública.
Os cargos, os empregos e as funções públicas são acessíveis aos brasileiros e aos estrangeiros que cumpram os requisitos previstos, na forma da lei.
O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, improrrogáveis.
Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
Os princípios do Direito Administrativo são as diretrizes que orientam a Administração Pública. Considerando o que prevê a Constituição Federal e a Lei nº 12.527/2011, acerca dos princípios que regem a Administração Pública, assinale a alternativa correta.
O princípio da publicidade admite restrição de acesso às informações quando o sigilo for imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, conforme previsão legal.
O princípio da eficiência impede a delegação da prestação de serviços públicos a particulares.
O princípio da moralidade vincula apenas os agentes ocupantes de cargos efetivos.
O princípio da legalidade autoriza a Administração Pública a agir sempre que inexistir vedação legal expressa.
O princípio da impessoalidade impede a responsabilização pessoal do agente público por atos ilícitos praticados no exercício da função.
A atuação do fiscal municipal, ao condicionar direitos individuais em nome do interesse coletivo, submete-se aos princípios que regem toda a Administração Pública. Considerando esses princípios, assinale a alternativa correta.
A impessoalidade autoriza o gestor público a vincular a divulgação das obras e dos serviços à promoção pessoal da autoridade que os executou.
A moralidade administrativa equivale à moral comum do homem médio, sendo dispensável a observância dos padrões éticos próprios da função pública.
A eficiência integra o conjunto de valores expressos da atuação administrativa, ao lado da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade.
A publicidade dos atos administrativos volta-se ao controle interno da repartição, sem constituir condição de eficácia desses atos perante terceiros.
Na Administração Pública, a atuação do agente público é orientada por princípios que limitam o exercício do poder estatal e asseguram a proteção dos direitos da coletividade. O princípio da __________ impõe que o administrador atue apenas conforme a lei; o princípio da __________ veda a promoção pessoal e exige tratamento igualitário aos administrados; o princípio da __________ exige honestidade e boa-fé nos atos administrativos, ainda que legais; e o princípio da __________ assegura a transparência dos atos, admitindo sigilo quando houver interesse social ou proteção da intimidade.
Qual das alternativas, preenche CORRETA e respectivamente, as lacunas?
Legalidade – Impessoalidade – Moralidade – Publicidade.
Impessoalidade – Legalidade – Publicidade – Moralidade.
Moralidade – Legalidade – Impessoalidade – Publicidade.
Legalidade – Moralidade – Impessoalidade – Publicidade.
Publicidade – Impessoalidade – Legalidade – Moralidade.
Paulo, secretário escolar, servidor público efetivo precisa providenciar a expedição de alguns históricos escolares, conforme demandas realizadas, com certa urgência, por pais ou responsáveis. Ele está trabalhando nisso, como sempre, de acordo com a legislação vigente e seguindo a ordem de solicitação realizada, sem priorizar indevidamente qualquer pessoa. Ao agir dessa forma, quais os princípios da administração pública estão sendo respeitados por Paulo?
Legalidade e impessoalidade
Eficiência e moralidade
Razoabilidade e proporcionalidade
Continuidade e indisponibilidade
A moralidade administrativa impõe ao agente público o dever de atuar não apenas em conformidade formal com a lei, mas também segundo padrões éticos de conduta, honestidade, lealdade e boa-fé, compatíveis com os valores que regem a Administração Pública. Desse modo, ainda que um ato esteja formalmente adequado à legalidade, ele poderá ser considerado inválido se violar princípios éticos aceitos pela coletividade. À luz desse entendimento doutrinário e constitucional, assinale a alternativa CORRETA.
A moralidade não admite controle judicial.
A moralidade é requisito de validade do ato administrativo.
A moralidade pode ser afastada quando o ato for legal.
A moralidade limita-se à esfera subjetiva do agente público.
No setor de benefícios sociais da Prefeitura de Porto dos Gaúchos, um assistente administrativo identifica a priorização de requerimentos por orientações verbais, sem previsão normativa, critérios objetivos ou publicidade. A prática é justificada como necessária à governabilidade, mas gera tratamento desigual entre cidadãos e dificulta o controle dos atos administrativos. Conforme os princípios constitucionais, o servidor questiona a juridicidade da conduta, uma vez que ela viola, de forma mais direta, o princípio da:
eficiência
legalidade
hierarquia
discricionariedade
Gael é funcionário público recém-concursado de Porto dos Gaúchos e trabalha em setor administrativo interno. Ao receber um pedido de um amigo de infância para agilizar um procedimento interno, caso o faça, Gael violaria o princípio da:
legalidade
publicidade
eficiência
impessoalidade
No exercício da consultoria jurídica municipal, o Procurador foi instado a se manifestar sobre a legalidade de um ato praticado por secretário municipal que autorizou determinado benefício sem observar exigência prevista em lei. Ao analisar o caso, constatou-se que o ato foi praticado por agente competente, com forma adequada, porém com conteúdo incompatível com a norma legal. Considerando os requisitos do ato administrativo e o regime Jurídico Administrativo, é correto afirmar que o vício identificado recai sobre o elemento que se refere à conformidade do ato com a lei.
Com base na situação narrada, assinale a alternativa CORRETA que indica qual requisito do ato administrativo foi violado no caso concreto.
Finalidade pública presumida, ainda que em desacordo com a lei vigente.
Legalidade.
Forma essencial, cuja ausência implica nulidade absoluta em qualquer hipótese.
Competência com vício sanável por convalidação ampla e irrestrita.
No conjunto dos princípios constitucionais da Administração Pública expressos no art. 37 da Constituição Federal, o princípio que impõe atuação estritamente conforme a lei denomina-se
moralidade.
publicidade.
legalidade.
eficiência.
impessoalidade.
Na tentativa de aumentar a eficiência da comunicação institucional, um secretário ordenou que todos os comunicados oficiais fossem emitidos diretamente de seu gabinete, sem registro administrativo, com o objetivo declarado de "agilizar fluxos". A Controladoria advertiu que a prática poderia comprometer princípios constitucionais essenciais. Em reunião de alinhamento, buscou-se reavaliar o procedimento. Assinale a alternativa correta.
A moralidade administrativa não se aplica a atos internos.
A eficiência justifica a eliminação de etapas formais.
A publicidade é facultativa quando a comunicação ocorre dentro do órgão.
A ausência de registro formal viola publicidade, eficiência e legalidade, princípios constitucionais que regem a Administração Pública.
Sobre o processo administrativo, é correto afirmar que:
Ele não precisa respeitar o contraditório e a ampla defesa.
Deve observar os princípios da legalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Pode ser conduzido sem motivação quando envolver servidor público.
Não se aplica à Administração Indireta.
Em uma unidade previdenciária municipal, um servidor percebe que um colega realiza atendimentos preferenciais a conhecidos, “furando” a ordem de chegada. A atitude viola diretamente um princípio essencial da Administração Pública.
A conduta descrita desrespeita, sobretudo, o princípio da
soberania.
impessoalidade.
eficiência.
publicidade.
autotutela.
A administração pública enseja princípios constitucionais. O princípio que estabelece o que precisa ser feito, com o máximo de qualidade, ao menor custo possível, buscando a melhor relação entre qualidade do serviço e qualidade do gasto, é o da:
Impessoalidade
Moralidade
Eficiência
Economia
Meirelles (2018) define que um dos princípios da Administração Pública, que está previsto no art. 37 da Constituição Federal, deve ser entendido, também, como motivo para vedar a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos sobre suas realizações administrativas. A descrição apresentada refere-se ao princípio da:
Eficiência.
Impessoalidade.
Legalidade.
Publicidade.
Suponha que, ao gerir o orçamento de um órgão público, um servidor verifica que uma regra vigente permite a contratação de consultoria em situações de urgência, critério que ele pretende utilizar para contratar um antigo parceiro de negócios. Embora o procedimento respeite a forma prevista no regulamento, ele nota que o desfecho fere a distinção fundamental entre a esfera estatal e os interesses particulares, pilar do modelo burocrático profissional.
Ao analisar o conflito entre a obediência formal à norma e a integridade da função, o sopesamento entre legalidade e moralidade administrativa demonstra que:
A legalidade formal exime o gestor de julgamentos morais, bastando que o ato encontre amparo no texto da regra posta.
A moralidade administrativa é um valor extralegal que não possui o poder de invalidar atos que cumpram os ritos legais.
A moralidade impõe que a legalidade seja exercida em harmonia com o interesse público e a impessoalidade da conduta.
A neutralidade técnica impede o sopesamento principiológico, devendo o agente limitar-se à aplicação literal da norma.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura de um município de médio porte iniciou o planejamento para a contratação de empresa especializada em manutenção predial. Antes da abertura do procedimento licitatório, o agente de licitações foi incumbido de analisar os atos preparatórios, verificando a conformidade com os princípios constitucionais da Administração Pública previstos no art. 37 da Constituição Federal. Durante a análise, identificou-se que o gestor responsável determinou a inclusão de cláusulas no edital que favoreciam uma empresa específica, sob o argumento de que ela já prestava serviços anteriormente com qualidade satisfatória. Além disso, houve restrição indevida à publicidade do procedimento, limitando sua divulgação apenas ao mural interno da repartição. Diante dessa situação, o agente de licitações elaborou um parecer técnico apontando vícios no procedimento.
Com base nos princípios da Administração Pública, assinale a alternativa CORRETA.
A conduta do gestor viola apenas o princípio da eficiência, pois buscava garantir a continuidade de serviços de qualidade.
A escolha de empresa previamente conhecida é compatível com o princípio da moralidade, desde que haja justificativa administrativa plausível.
A inclusão de cláusulas restritivas e a limitação da publicidade violam, respectivamente, os princípios da impessoalidade e da publicidade.
A restrição de divulgação é válida, pois atende ao princípio da economicidade, evitando custos com publicidade.
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 37, define os princípios a serem obedecidos pela Administração Direta e Indireta de qualquer dos poderes da União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios. Entre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta um desses princípios:
Princípio da Pontualidade.
Princípio da Dubiedade.
Princípio da Contingência.
Princípio da Sobriedade.
Princípio da Impessoalidade.
Em uma prefeitura municipal, o setor responsável pelo protocolo de documentos passou a adotar um sistema de priorização interna de demandas com base em critérios definidos pelos próprios servidores, sem formalização normativa. Na prática, verificou-se que pedidos de munícipes com maior proximidade pessoal com os servidores eram atendidos com maior celeridade, embora não houvesse prejuízo imediato à tramitação dos demais processos.
Ao analisar a situação, a chefia destacou que, ainda que não haja dano material direto ou atraso generalizado, a prática adotada compromete a legitimidade da atuação administrativa.
Nesse contexto, a irregularidade identificada relaciona-se, principalmente, à violação do princípio da:
Impessoalidade, pois a atuação administrativa deve se orientar por critérios objetivos e gerais, sendo incompatível com favorecimentos decorrentes de relações pessoais, ainda que não haja prejuízo mensurável imediato aos demais administrados.
Eficiência, tendo em vista que a adoção de critérios informais de priorização compromete necessariamente a produtividade do serviço público e resulta, de forma direta, na redução da qualidade do atendimento prestado à coletividade.
Legalidade, uma vez que a ausência de norma formal disciplinando a ordem de atendimento invalida automaticamente todos os atos praticados, independentemente de seu conteúdo ou finalidade pública.
Publicidade, na medida em que a ausência de divulgação dos critérios utilizados impede o controle social, sendo esse o único elemento relevante para caracterizar a irregularidade administrativa no caso concreto.
A recém-empossada diretoria do CAU/CE percebe a necessidade premente de modernizar as instalações tecnológicas da sede do Conselho, visando melhorar o atendimento aos arquitetos. O presidente da autarquia, sob o princípio da eficiência administrativa para agilizar o processo, contrata, sem licitação, uma empresa de tecnologia cujo irmão é sócio minoritário, a qual apresenta orçamento dentro da média estimada de mercado. Além disso, o presidente ordena que o extrato do contrato não seja publicado no Diário Oficial (ou na internet), visando economizar para os cofres públicos os custos com publicação, evocando mais um princípio da Administração Pública: o da economicidade. Considerando o evento hipotético, e, ainda, em respeito ao art. 37 da Constituição Federal de 1988, assinale a afirmativa correta.
A economicidade sobrepõe-se à publicidade nos atos de gestão interna, porém, a contratação direta da empresa do familiar configura, ao menos, quebra do princípio da isonomia; ainda que o irmão seja sócio minoritário.
Por arrecadarem verbas de natureza privada (anuidades), os conselhos de fiscalização profissional não se submetem à regra de obrigatoriedade de licitar, ressalvadas as exceções constitucionais. De todo modo, é ilícita a contratação pela não publicação do respectivo contrato administrativo.
O presidente está amparado pela Constituição, pois o princípio da eficiência autoriza a dispensa de licitação em conselhos de classe profissional. Se comprovadas a real economia para o erário e a imparcial relação de confiança do CAU com a empresa do irmão, não haverá óbice para a contratação.
Para o caso, o princípio da impessoalidade não foi descumprido, pois o orçamento estava na média de mercado, garantindo a ausência de dano ao erário. A rigor, não há ofensa à publicidade, que é requisito de validade dos contratos com a Administração Pública, exceto para autarquias e fundações.
A contratação direta da empresa do parente e a ausência de publicação oficial violam, simultaneamente, os princípios da impessoalidade, moralidade e publicidade. A regra geral da obrigatoriedade de licitação também é válida para os conselhos profissionais em caso de contratação de serviços e obras.