Questões de Concurso sobre Crimes Contra a Administração Pública

 
 
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O funcionário público que, por indulgência, deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente comete o crime de


A

advocacia administrativa.


B

concussão.


C

condescendência criminosa.


D

prevaricação.

Ao exercer as atribuições de promotor de justiça durante a fase de investigação preliminar, determinado membro recebe um procedimento em que há apuração da conduta de exparlamentar estadual, não mais ocupante de cargo com foro por prerrogativa de função, em que se aponta o recebimento de propina para que, no exercício do seu mandato, influenciasse na votação de projetos e na fiscalização de atividades a cargo da Assembleia local. Ficou demonstrado que o investigado, em razão do valor recebido, efetivamente praticou os atos infringindo dever funcional, o que atrairia a incidência da causa de aumento de pena do Art. 317, §1º, do Código Penal. De igual forma, havia no relatório final da investigação a referência pela incidência da causa de aumento de pena do Art. 327, §2º, do Código Penal, em razão da condição de parlamentar.


De acordo com a orientação atual do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que:


A

é incabível a causa de aumento do Art. 327, §2º, do Código Penal, pelo mero exercício do mandato parlamentar;


B

são incabíveis as causas de aumento dos Art. 317, §1º, e 327, §2º, do Código Penal, pelo mero exercício do mandato parlamentar;


C

as causas de aumento dos Art. 317, §1º, e 327, §2º, do Código Penal, são incompatíveis entre si, independentemente do exercício do mandato parlamentar;


D

a causa de aumento do Art. 327, §2º, do Código Penal, dispensa uma imposição hierárquica ou de direção;


E

o exercício do mandato parlamentar revela, por si só, a existência de imposição hierárquica ou de direção.

Paulo foi surpreendido em uma abordagem policial enquanto consumia um cigarro de maconha e portava outro para consumir em momento posterior. Com o fim de evitar sua condução à delegacia, Paulo ofereceu seu aparelho celular de última geração aos policiais.


Nessa situação hipotética, de acordo com o entendimento dos tribunais superiores, Paulo


A

deve ser autuado em flagrante delito pelo crime de corrupção passiva por tentar impedir a atuação da polícia.


B

cometeu crime de corrupção ativa ao oferecer vantagem aos policiais na tentativa de que não o levassem à delegacia pela conduta de posse de drogas ilícitas.


C

pode ser acusado pelo crime de corrupção ativa na modalidade tentada, caso os policiais não tenham aceitado a oferta.


D

cometeu o crime de favorecimento pessoal, previsto no Código Penal, ao oferecer o aparelho celular aos policiais.


E

não deve ser autuado por nenhum crime, em razão de a conduta de uso de entorpecentes ter sido descriminalizada.

Considere o caso hipotético:


Fulano de Tal, servidor da prefeitura “X”, determinada sexta-feira às 17:25 percebe que está se aproximando um pai para pegar seu filho no Centro de Educação Infantil onde trabalha. Como faltam apenas 5 minutos para o término do expediente o servidor se evade do local, deixando a tarefa para seu colega, que se atrasa devido à falta de colaboração de Fulano de Tal.


Neste caso hipotético, Fulano de Tal cometeu:


A

Crime de prevaricação previsto no Código Penal;


B

Peculato, conforme dispostos os crimes contra administração pública.


C

Condescendência criminosa;


D

Nenhum crime, pois, desídia nesse caso, não configura crime.

Lucas patrocinou, diretamente, interesses privados da empresa Lago Verde perante o INSS, valendo-se da sua qualidade de funcionário daquele órgão, no qual exercia o cargo de auditor fiscal. Ante a hipótese, pode-se afirmar que Lucas praticou o crime de


A

advocacia administrativa.


B

advocacia administrativa fazendária.


C

tráfico de influência.


D

peculato.


E

corrupção ativa.

Josefa, diretora administrativa da Secretaria de Estado de Educação, solicitou a quantia de R$ 2.000,00 ao particular André, a pretexto de obter decisão favorável a ele, em procedimento administrativo conduzido por outro servidor na Secretaria de Estado de Administração. Nessa situação, a conduta de Josefa amolda-se, em tese, ao crime de corrupção passiva e incide causa de aumento de pena em razão da função de direção ocupada por Josefa.


C

Certo


E

Errado

Pelo artigo 324 do Código Penal, entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso, incorre em pena de:


A

detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.


B

detenção, de um a três anos, e multa.


C

detenção, de três meses a um ano, e multa.


D

detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à prática.


E

reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.

Ano: 2022
Prova: FGV - SEMSA - Especialista em Saúde - Área: Advogado - 2022

Quanto ao crime de concussão, a obtenção de lucro fácil


A

permite a majoração da pena-base.


B

funciona como circunstância agravante.


C

serve como causa de aumento de pena.


D

atua como qualificadora.


E

constitui elementar do tipo.

Narra a denúncia que, no período entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016, Jorge desviou dinheiro público, que teve posse em razão do cargo de deputado estadual, em proveito próprio e alheio, ao indicar Joyce, Cláudio e Marcelo para ocuparem, respectivamente, as funções comissionadas de assessora parlamentar e de secretários parlamentares em seu gabinete, na Assembleia Legislativa do Estado, sem exigir a integralidade da prestação dos serviços correspondentes. Segundo o Ministério Público, as nomeações foram fraudulentas, pois os elementos probatórios contidos nos autos demonstram que Joyce, Cláudio e Marcelo, embora nomeados para o exercício de funções gratificadas na Assembleia Legislativa, no gabinete de Jorge, não prestavam os serviços referentes às funções para as quais foram designados, limitando-se à realização de atividades de caráter particular, em prol do parlamentar.


Diante desse quadro, é correto afirmar que Jorge desenvolveu:


A

concussão;


B

peculato-desvio;


C

corrupção passiva;


D

peculato-apropriação;


E

conduta atípica.

Considera-se funcionário público para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. Assinale à alternativa que apresenta, com base no Código Penal, somente crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral.


A

Facilitação de descaminho; Corrupção ativa; Advocacia Administrativa e Resistência.


B

Emprego irregular de verbas ou rendas públicas; Peculato mediante erro de outrem, Desobediência e Contrabando.


C

Inserção de dados falsos em sistema de informações; Descaminho; Concussão e Tráfico de Influência.


D

Condescendência criminosa; Violência arbitrária; Violação de sigilo funcional e Corrupção passiva.

Pedro, diretor de uma escola estadual, desviou, de forma livre e consciente, em proveito próprio e ao longo de alguns meses, parte dos alimentos da merenda escolar dos alunos. Por temer futura fiscalização, Pedro restituiu, paulatinamente, todos os alimentos desviados. O Ministério Público ofereceu denúncia em face de Pedro pela prática do crime de peculato. Nessa situação, a reparação do dano precedente à sentença irrecorrível extingue a punibilidade de Pedro, mas, se lhe for posterior, a pena imposta será reduzida à metade.


C

Certo


E

Errado

João Pedro, estudante de direito da Universidade Delta Kappa, estava em tarde de estudos sobre direito penal, quando se deparou com a conduta típica de apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem. A conduta estudada por João Pedro é do crime de:


A

Peculato.


B

Inserção de dados falsos em sistema de informações.


C

Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações.


D

Peculato culposo.


E

Peculato mediante erro de outrem.

Considere-se que, no ano de 1999, Pedro, médico de hospital particular conveniado ao Sistema Único de Saúde, tenha sido formalmente acusado de receber vantagem indevida em razão do cargo que ocupava. Nessa situação hipotética, supondo-se que a denúncia tenha sido apresentada em 2002, Pedro seria equiparado a funcionário público para fins penais.


C

Certo


E

Errado

Rafael, delegado de polícia, deixou de dar andamento a inquérito no qual sua vizinha, Bianca, estava sendo investigada pela prática de crime, porque sempre achou Bianca uma mulher linda e sedutora.


Nesse caso, pode-se afirmar que Rafael


A

praticou peculato.


B

não cometeu crime.


C

praticou corrupção passiva.


D

agiu sob o amparo de excludente de ilicitude.


E

praticou prevaricação.

Em se tratando de crimes praticados por funcionários públicos contra a administração, a pena será aumentada quando o agente for ocupante de cargo em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, de sociedade de economia mista, de empresa pública ou de fundação instituída pelo poder público.


C

Certo


E

Errado

Em relação aos crimes contra a Administração Pública, é correto afirmar que:


A

comete o crime de concussão, em sua forma tentada, o funcionário público que, fora da função, mas em razão dela, exige vantagem indevida, porém não chega a recebê-la;


B

comete o crime de corrupção ativa o funcionário público que retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou o pratica contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse econômico;


C

considera-se atípica penalmente a conduta de quem se apropria de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem;


D

comete o crime de excesso de exação o funcionário que exige tributo ou contribuição social que o sabe indevido;


E

considera-se atípica penalmente a modalidade culposa do crime de peculato.

Em relação ao delito de coação no curso do processo, é correto afirmar que:


A

o processo judicial afetado pela coação deve ser de natureza criminal;


B

ameaças proferidas antes da formalização do inquérito permitem a caracterização do crime;


C

não pode ser praticado no decorrer de procedimento investigatório criminal do Ministério Público;


D

a existência de procedimento alfandegário de verificação de bagagens pode ser considerada para o delito;


E

não pode ser praticado no decorrer de inquérito civil presidido pelo Ministério Público.

Determinado ocupante de cargo público indicou duas servidoras para o exercício de cargos em comissão. Valendo-se da posição hierárquica, desde a data da investidura de cada uma delas, o agente passou a exigir, para si, vantagem mensal indevida, à ordem de R$ 2.000,00. Referido comportamento foi reiterado 49 vezes, alcançando o valor total de R$ 146.000,00. Os pagamentos ocorriam mediante envelopes depositados sobre a mesa de trabalho do acusado ou mediante transferências bancárias, com manutenção de rigoroso controle por parte do agente, que mantinha contracheque das servidoras e caderno de registro de créditos.


Para o enquadramento jurídico-penal, é correto afirmar que tal comportamento constitui o delito de


A

apropriação indébita.


B

concussão.


C

extorsão.


D

constrangimento ilegal.


E

peculato.

De acordo com o que determina expressamente o art. 33 do CP, o condenado por crime contra a Administração Pública


A

terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.


B

nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública perderá o cargo automaticamente quando condenado, independentemente da pena aplicada.


C

não pode gozar de suspensão condicional da pena, independentemente da quantidade de pena aplicada.


D

terá decretada por sentença a perda da remuneração e de qualquer direito à aposentadoria, inclusive sobre valores previamente pagos a título de contribuição para tal fim.


E

não tem direito à reabilitação.

No dia 22/01/2022, durante uma fiscalização da Receita Federal, Júnior, funcionário público responsável pela operação, apreendeu mercadorias avaliadas em R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), a maior parte delas eram equipamentos eletrônicos. Após a operação, Júnior não recolheu as mercadorias à fazenda pública, ao contrário, tomou posse delas como se fosse proprietário, levando-as para a chácara de sua propriedade. Nessa hipótese, Júnior praticou crime de


A

peculato.


B

apropriação indébita.


C

corrupção ativa.


D

condescendência criminosa.


E

prevaricação.

   
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