Questões de Concurso sobre Crimes Contra a Administração Pública

 
 
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Fernando praticou conduta criminosa contra a administração da justiça utilizando-se de nome suposto, o que configura causa de aumento de pena nesse tipo penal.


Da leitura dessa situação conclui-se que Fernando praticou o crime de


A

denunciação caluniosa.


B

comunicação falsa de crime ou de contravenção penal.


C

reingresso de estrangeiro expulso.


D

patrocínio simultâneo ou tergiversação.


E

coação no curso do processo.

Nos termos do Código Penal brasileiro, se Carlos, servidor público municipal, exige de um cidadão o pagamento de tributo ou contribuição social que sabe indevido, terá praticado o crime de:


A

Concussão.


B

Corrupção ativa.


C

Corrupção passiva.


D

Excesso de exação.

A zelosa advogada Dra. Suellen diligenciou junto a determinada repartição pública para acompanhar determinado processo administrativo. O servidor Hélio exigiu certo numerário para que o processo seguisse seu rumo devido. Como era uma situação na qual o cliente da Dra. Suellen precisava, com urgência, do valor pleiteado no referido processo e estava com risco de perder a vida, a advogada entregou o valor exigido, mesmo estando o processo devidamente instruído e o direito pleiteado legítimo.


Assim, em relação à conduta da advogada, é correto concluir que é


A

atípica.


B

tipificada como corrupção passiva.


C

tipificada como concussão.


D

tipificada como corrupção ativa.


E

tipificada como peculato.

Considere que João, empresário que precisava de um alvará para a abertura de um empreendimento seu, tenha conhecido Pedro, que não tinha nenhum vínculo com a administração pública, mas informou a João ter contatos que poderiam resolver a sua necessidade de alvará. Considere, ainda, que, para tanto, Pedro tenha solicitado um valor para que João pagasse, informando, inclusive, a parte do valor que seria transferida ao funcionário público que resolveria o problema. Nessa situação hipotética, Pedro praticou a conduta de corrupção ativa.


C

Certo


E

Errado

Um servidor público foi processado pelo crime de prevaricação, todavia, ainda no curso da ação penal, restou comprovado que, à época do delito, ele não mais detinha vínculo laboral com a administração pública.


Nessa hipótese,


A

prevalece a tipicidade da conduta.


B

a conduta do processado passa a ser atípica.


C

extingue-se a culpabilidade do agente.


D

opera-se a desclassificação da conduta para outro delito que preveja situação similar praticada por particular.


E

extingue-se a punibilidade do agente.

De acordo com a jurisprudência e a doutrina pátria, é possível a aplicação do princípio da insignificância no seguinte crime contra a Administração Pública:


A

corrupção passiva.


B

concussão.


C

peculato.


D

descaminho.


E

uso de documento falso.

Assinale a alternativa que apresenta crime próprio quanto ao sujeito ativo.


A

Inserção de dados falsos em sistema de informações.


B

Fraudes em certames de interesse público.


C

Usurpação de função pública.


D

Corrupção ativa.


E

Subtração ou inutilização de livro ou documento.

No âmbito da tipificação dos crimes contra a Administração Pública, para os efeitos penais, considera-se:


A

Funcionário público aquele que, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce apenas cargo público.


B

Funcionário público por equiparação aquele que exerce cargo em entidade paraestatal, mas não aquele que trabalha para empresa prestadora de serviço contratada pela Administração Pública.


C

Funcionário público aquele que, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.


D

Funcionário público por equiparação apenas quem exerce emprego em empresa pública.

Assinale a alternativa correta no que concerne aos crimes contra a Administração.


A

O crime de advocacia administrativa apenas se consuma se o interesse patrocinado pelo agente for ilegítimo.


B

O crime de corrupção passiva apenas se consuma quando há solicitação, recebimento ou aceitação de promessa indevida pelo funcionário.


C

O crime de concussão apenas se consuma quando a vantagem exigida é efetivamente auferida.


D

O crime de abandono de função apenas se consuma se do fato resultar prejuízo público.


E

O crime de modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações apenas se consuma se houver dano para a Administração ou para o administrado.

Marília viajava com a família em seu automóvel com destino ao litoral, ocasião em que foi parada por um policial rodoviário em uma blitz. Ao constatar que um dos faróis do veículo não estava funcionando, o policial exigiu de Marília certa quantia em dinheiro para que não a multasse. Diante da situação hipotética acima descrita, o policial praticou, em tese,


A

o crime de corrupção ativa.


B

mera infração administrativa.


C

o crime de concussão.


D

o crime de corrupção passiva.


E

o crime de extorsão.

Sobre o direito penal, assinale a alternativa correta.


A

A interpretação analógica, método de colmatação do ordenamento jurídico, caso seja desfavorável ao réu, não pode ser admitida no direito penal, em atenção ao princípio da reserva legal.


B

A nova lei penal que implique tratamento mais rigoroso à conduta já classificada como infração penal é denominada lex mitior. Como se trata de lei penal mais grave, somente terá aplicação aos fatos posteriores à sua entrada em vigor.


C

Segundo o princípio da representação, ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes praticados contra a administração pública por quem está a seu serviço.


D

Configura bis in idem o reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe e de feminicídio no crime de homicídio praticado contra mulher em situação de violência doméstica e familiar.


E

Não há flagrante quando a entrega de valores ocorre em momento posterior à exigência, pois o crime de concussão é formal e o recebimento se consubstancia em mero exaurimento.

Considere as hipóteses abaixo:


I. conselheiro tutelar.

II. servidor ocupante de cargo em comissão.

III. mesário eleitoral e jurado em Tribunal do Júri.

IV. funcionário de empresa contratada para prestar atividade atípica da Administração Pública.

V. servidores temporários, contratados sem concurso, por tempo determinado.


Para efeitos penais, considera-se funcionário público as hipóteses previstas unicamente em


A

I, II, IV e V.


B

II, III e V.


C

II, III e IV.


D

I, II, III e V.


E

II e V.

Durante o período de um ano, o prefeito de um município do estado do Maranhão utilizou, em proveito próprio, quatro computadores de última geração, de propriedade da prefeitura, que haviam sido adquiridos para uso da Secretaria de Educação. Durante todo esse período, tais equipamentos foram utilizados por ele e sua família.


Nessa situação hipotética, a conduta do prefeito


A

é atípica.


B

configura peculato.


C

configura uma forma de peculato de uso prevista no Decreto-lei n.º 201/1967.


D

configura corrupção passiva.


E

configura excesso de exação.

DENTRE AS TEORIAS CRIMINOLÓGICAS CONTEMPORÂNEAS, DESTACA-SE A CRIMINOLOGIA EMPRESARIAL, POR INVESTIGAR CIENTIFICAMENTE OS FUNDAMENTOS ETIOLÓGICOS DOS ILÍCITOS COMETIDOS POR UMA CORPORAÇÃO OU POR SEUS INTEGRANTES (PESSOAS NATURAIS) QUE ATUAM NO SEU INTERESSE OU BENEFÍCIO, ATRAVÉS DE AÇÕES OU OMISSÕES ILÍCITAS QUE CAUSAM MORTES DE SERES HUMANOS, ALÉM DE LESÕES OU AMEAÇAS A BENS JURÍDICOS SUPRAINDIVIDUAIS DE GRANDE RELEVO, TAIS COMO O MEIO AMBIENTE, A SEGURANÇA DO TRABALHADOR OU DO CONSUMIDOR, A ORDEM ECONÔMICOFINANCEIRA, A ECONOMIA POPULAR, A ORDEM TRIBUTÁRIA, A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DENTRE OUTROS. DESSA FEITA, CONSIDERE AS SEGUINTES ASSERTIVAS:


I – Na criminologia empresarial, destaca-se a teoria da escolha racional, por sustentar que o crime econômico cometido em nome ou em benefício das pessoas jurídicas é um ato racional, e ele decorre de um cálculo entre o potencial retorno financeiro, advindo do ilícito, e o possível custo do infrator ser descoberto, condenado, bem como a severidade da punição que pode sofrer, o que guarda relação com o fato da Lei n. 14.133/2021 ter introduzido o art. 337-P, no Código Penal, eliminando-se o limite máximo da multa criminal, anteriormente fixado em 5% (cinco por cento) do valor do contrato licitado ou celebrado com contratação direta, devendo, agora, a multa seguir a metodologia do próprio Código, com ela sendo fixada, principalmente, em razão da situação econômica do réu.

II – A responsabilidade penal da pessoa jurídica é opção político-criminal que se apresenta como necessária na tutela do meio ambiente, dentre outros bens jurídicos acima referidos, em especial diante das organizações corporativas complexas da atualidade, caracterizadas pela descentralização e distribuição de atribuições e responsabilidades, sendo inerentes, a esta realidade, as dificuldades para imputar o fato ilícito a uma pessoa concreta.

III – A adoção de medidas de proteção ao informante, nas modalidades referidas nos arts. 4ºB e 4º-C, e seus §§, da Lei n. 13.608/2018, com a redação da Lei n. 13.964/2019, no caso da administração pública direta ou indireta, bem como as medidas protetivas adotadas pelas pessoa jurídicas de direito privado, se antagonizam com as proposições da criminologia empresarial, pois o informante representa, em termos figurados, um cancro dentro de uma organização pública ou privada, pois pode prejudicar os seus interesses ao revelar fatos comprometedores da sua imagem.

IV – A corrupção ativa em transação comercial internacional, na forma tipificada no art. 337-B, do CP, consiste em uma providência legislativa adotada a partir de propostas de organizações internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mas sem importância real, visto que cada país estimula, direta ou indiretamente, que as suas empresas ganhem as disputas nos mercados globais, pois isso gera empregos, rendas e divisas, propiciando o desenvolvimento econômico interno, ainda que ao custo do oferecimento de vantagem indevida a funcionário público estrangeiro.

V – Um dos fatores etiológicos do crime empresarial é o ambiente de desorganização interna, decorrente de uma cultura criminógena que glorifica a maximização do lucro em detrimento das normas de segurança e do respeito a lei, sendo este um dos motivos pelos quais a Lei n. 13.303/2016 estabeleceu, no seu art. 9º, inc. I, que a empresa pública e a sociedade de economia mista têm o dever de adotar regras de gestão e controle do risco que abranjam a ação dos administradores e empregados, por meio da implementação cotidiana de práticas de controle interno.


DAS ASSERTIVAS ACIMA:


A

I e V estão erradas.


B

II e IV estão erradas.


C

III e IV estão erradas.


D

Somete a III está errada.

Caio, detentor de notório saber jurídico e reputação ilibada, aprovado em 1º lugar no concurso público para procurador do Estado de Santa Catarina, foi designado para exercer as suas atribuições no Município de Florianópolis, em um novo prédio arrendado pelo Estado, com controle de acesso e um esquema de segurança formidável. Um determinado dia, verificando que a repartição estava vazia, Caio ingressou no gabinete de Tício, também procurador do Estado, e colocou três maços de folha A4 que lá se encontravam em sua mochila, para utilizá-los, em sua residência, para fins pessoais. O Ministério Público tomou ciência dos fatos, em razão de monitoramento eletrônico no local.


Nesse cenário, de acordo com o Código Penal e considerando-se o entendimento dominante dos Tribunais Superiores, Caio:


A

caso seja condenado, perderá automaticamente o cargo de procurador do Estado de Santa Catarina;


B

responderá pela prática do crime de peculato impróprio, não podendo se beneficiar do princípio da insignificância;


C

responderá pela prática do crime de peculato-apropriação, não podendo se beneficiar do princípio da insignificância;


D

responderá pelo crime de furto privilegiado, por se tratar de criminoso primário, e considerando-se o pequeno valor dos bens subtraídos;


E

será absolvido, em razão do reduzido valor dos bens, fazendo jus à aplicação do princípio da insignificância, que resulta na atipicidade material da conduta.

De acordo com o Código Penal, aquele que pratica a conduta de “Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente”, incorre no crime de:


A

Advocacia administrativa.


B

Violência arbitrária.


C

Condescendência criminosa. .


D

Prevaricação.


E

Peculato.

José, servidor público ocupante de cargo efetivo da Câmara Municipal de Beta, com vontade livre e consciente, exigiu, para si, diretamente, no exercício da função, vantagem indevida consistente em 30 mil reais do sócio-administrador da empresa Alfa, contratada por aquela Casa Legislativa, para não relatar fato desabonador da conduta da citada sociedade empresária.


Assim agindo, José está incurso no crime:


A

material de corrupção passiva, punível com pena de reclusão de quatro a dez anos, e multa;


B

formal de concussão, punível com pena de reclusão de dois a doze anos, e multa;


C

material de prevaricação, punível com pena de reclusão de dois a oito anos, e multa;


D

formal de corrupção ativa, punível com pena de reclusão de quatro a doze anos, e multa;


E

material de advocacia administrativa, punível com pena de reclusão de quatro a dez anos, e multa.

Desejando apropriar-se de dinheiro público, Caio, funcionário concursado da Prefeitura de Manaus, elabora o seguinte plano criminoso: (1) valendo-se de seu cargo e função na secretaria de fazenda daquele município, Caio cadastra a conta-corrente da empresa de seu cunhado Tício como sendo uma das contas de uma das empresas que vencera uma licitação para execução de serviços à prefeitura; (2) ao realizar a autorização para pagamento dessa empresa, Caio destina apenas 95% dos valores à conta-corrente da empresa regularmente contratada e 5% para a conta-corrente da empresa de seu cunhado; (3) Tício, por sua vez, saca os valores, dividindo-os com Caio na proporção de 50% para cada um; (4) Mévio, também funcionário concursado da prefeitura e trabalhando na mesma secretaria, cuja responsabilidade é conferir os pagamentos autorizados por Caio antes da liberação, deixa, por negligência, de fazer a conferência, de modo que o desvio ocorre.

-

A responsabilidade penal de Caio, Tício e Mévio, respectivamente, se configura como:


A

peculato doloso, estelionato qualificado, peculato culposo;


B

peculato doloso, peculato doloso, peculato culposo;


C

peculato culposo, peculato doloso, nenhum crime;


D

peculato doloso, peculato doloso, nenhum crime;


E

estelionato qualificado, estelionato qualificado, nenhum crime.

Um servidor público, que exerce cargo de gerência, no exercício de suas funções públicas, detectou o cometimento de irregularidades por parte de um outro servidor público, seu subordinado, no exercício do cargo. Apesar da identificação das irregularidades e da inexistência de dúvidas quanto à autoria, o gerente não tomou providências, sob alegação de que o erro cometido pelo servidor era tolerável. Diante dos fatos apresentados e de acordo com o previsto no Decreto-Lei n. 2848, de 1940 (Código Penal), qual o crime cometido pelo gerente?


A

Prevaricação.


B

Condescendência criminosa.


C

Corrupção passiva.


D

Excesso de exação.

Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular. de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio é um crime contra a Administração Pública. Qual das alternativas apresenta a nomenclatura de tal crime e sua adequada pena?


A

Peculato; reclusão de dois a doze meses, e multa.


B

Peculato; reclusão de um a dois anos, e multa.


C

Peculato; reclusão de dois a doze anos. e multa.


D

Prevaricação; reclusão de um a dois anos, e multa.


E

Prevaricação; reclusão de dois a doze anos, e multa.

   
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