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Segundo a Lei nº 7.492/1986, configura crime contra o sistema financeiro nacional a conduta de
gerir instituição financeira de forma temerária, ainda que inexistente violação a norma legal ou regulamentar.
exercer, de fato, atividade privativa de instituição financeira, ainda que sem finalidade lucrativa.
gerir fraudulentamente instituição financeira, exigindo-se, para a configuração do delito, a efetiva ocorrência de prejuízo.
operar instituição financeira sem autorização, desde que haja habitualidade e obtenção de vantagem econômica.
gerir instituição financeira de forma temerária, quando demonstrado dolo específico de causar prejuízo ao sistema financeiro.
A tramitação de uma ação penal perante a Justiça Federal, instaurada pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar fraudes milionárias contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN), foi marcada por um incidente processual. Considerando a especificidade técnica das manobras financeiras investigadas, o Banco Central do Brasil (Bacen) peticionou nos autos requerendo o seu ingresso formal no feito para atuar ao lado do órgão acusador. A defesa dos réus impugnou a medida, argumentando que o rito do Código de Processo Penal (CPP) não contemplaria a interferência processual da referida autarquia. O magistrado, contudo, rechaçou a impugnação e validou o ingresso baseando-se na literalidade da Lei nº 7.492/1986 (Lei do Colarinho Branco). De acordo com as regras de aplicação e de procedimento criminal da referida norma, a decisão do juiz encontra amparo legal, uma vez que a autarquia federal é admitida no processo na qualidade de:
Assistente de acusação, se o crime for de sua disciplina e fora das hipóteses da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Litisconsorte ativa necessária, dividindo a titularidade da ação penal de forma indivisível com o MPF.
Amicus curiae, sendo-lhe facultada a apresentação de laudos técnicos, mas expressamente vedada a interposição de recursos.
Substituta processual, assumindo a condução incondicionada da ação penal caso o MPF não ofereça a denúncia.
Perita oficial do juízo, atuando de forma vinculante para aferir o prejuízo financeiro causado às instituições fraudadas.
Considere a seguinte situação hipotética:
Ana é brasileira, residente e domiciliada em Joinville. Pretende realizar um curso nos Estados Unidos da América (EUA), que lhe custará 30.000 dólares. A escola promotora do curso, nos EUA, exige que o pagamento seja realizado antecipadamente, por meio de depósito ou transferência, em sua conta bancária dos EUA. A escola não aceita pagamentos por cartão de crédito ou outra forma de transferência internacional de recursos. Ana pesquisou sobre como realizar o pagamento à escola e chegou até João, que trabalha com a compra e venda de moedas estrangeiras (doleiro). João ofereceu à Ana a seguinte proposta:
1. O valor da cotação do Dólar em relação ao Real é de R$ 5,50 para 1 Dólar;
2. Ana faz um PIX para a conta corrente de João, no Brasil, no valor de R$ 165.000 (equivalente aos 30.000 dólares);
3. João tem um parceiro de negócios, que é cidadão estadunidense, residente em Miami (EUA), chamado John, que também trabalha com a compra e venda de moedas estrangeiras, e que tem conta bancária nos EUA. Depois que João receber o PIX de Ana, John fará o pagamento à escola dos EUA referente ao curso de Ana, por meio de uma transferência bancária de dólares nos EUA de sua conta para o banco da escola.
4. Posteriormente, João e John discutirão como realizar a compensação financeira entre ambos.
Diante dessa situação e dos conhecimentos sobre direito penal, é correto afirmar que a proposta de João é:
Legal, prevista em lei e regulamentada pelo Banco Central, chamada de swap cambial, em que agentes realizam trocas de moedas de diferentes países.
Permitida, chamada de hedge de divisas, em que agentes credenciados pelos bancos comerciais realizam trocas de moedas e pagamentos internacionais.
Ilícita, chamada de dinheiro frio, mas que configura crime somente quando a operação com as moedas ocorre em espécie e fora do sistema bancário.
Ilegal, chamada de dólar-cabo, considerada crime contra o sistema financeiro nacional, com o fim de promover evasão de divisas do país.
Informal, chamada de compensação mútua, sem previsão de existência de infração legal, já que há somente transferências internas de recursos.
Em 2025, cinco pessoas realizaram crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, do seguinte modo:
• AA divulgou informação falsa sobre instituição financeira.
• BB geriu fraudulentamente uma instituição financeira.
• CC reproduziu, sem autorização escrita da sociedade emissora, documento representativo de valor mobiliário.
• DD negociou títulos falsos.
• EE negociou valores mobiliários sem lastro ou garantia suficientes.
Os cinco indivíduos receberam a pena máxima pelos crimes cometidos, de acordo com a Lei nº 7.492/1986 e alterações. Deste modo, além de pagar multa, a maior pena de reclusão foi para
AA.
BB.
CC.
DD.
EE.
Tem-se que imprimir, reproduzir ou, de qualquer modo, fabricar ou pôr em circulação, sem autorização escrita da sociedade emissora, certificado, cautela ou outro documento representativo de título ou valor mobiliário, é crime contra o Sistema Financeiro Nacional à luz da Lei Federal no 7.492/1986.
As alternativas a seguir apresentam outros exemplos de crimes. Nesse sentido, assinale a que traz uma INCORREÇÃO.
Emitir, oferecer ou negociar, de qualquer modo, títulos ou valores mobiliários com registro prévio de emissão junto à autoridade competente, em condições divergentes das constantes do registro ou irregularmente registrados.
Fraudar a fiscalização ou o investidor, inserindo ou fazendo inserir, em documento comprobatório de investimento em títulos ou valores mobiliários, declaração falsa ou diversa da que dele deveria constar.
Divulgar informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira.
Fazer inserir elemento falso ou omitir elemento exigido pela legislação, em demonstrativos contábeis de instituição financeira, seguradora ou instituição integrante do sistema de distribuição de títulos de valores mobiliários.
Manter ou movimentar recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação.


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A Lei nº 7.492/1986 define os crimes contra o sistema financeiro nacional.
Acerca dela e da interpretação dada pelo Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que:
contempla modalidade específica de colaboração premiada, reconhecendo, em favor do coautor ou partícipe que revelar toda a trama delituosa em confissão espontânea, a redução de sua pena de um a dois terços;
a obtenção, mediante fraude, de financiamento em instituição financeira para a aquisição de uma motocicleta tipifica o crime de estelionato previsto no Código Penal, haja vista a ausência de efetivo ou potencial abalo ao sistema financeiro;
são penalmente responsáveis, nos termos da lei em questão, a pessoa jurídica, o controlador e os administradores, assim considerados os diretores e gerentes;
a competência da Justiça Federal é afastada se o crime for praticado no âmbito de bancos públicos estaduais;
o crime de gestão temerária é próprio e não admite o concurso de terceiros que não tenham poderes de administração, controle e direção da instituição financeira.
Segundo a Lei Federal nº 7.492/1986, que define os crimes contra o sistema financeiro nacional, a ação penal, nos crimes previstos nesta lei, será promovida pelo __________, perante a Justiça ________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Ministério Público Federal – Federal
Banco Central – Estadual
Banco Central – Federal
Ministério Público Estadual – Estadual
Ministério Público Estadual – Federal
Configura o crime de evasão de divisas a remessa de valores ao exterior por meio da operação conhecida como dólar-cabo, caracterizada pela entrega de quantia em moeda estrangeira fora do território nacional, mediante compensação com pagamento equivalente, realizado no Brasil e em moeda nacional.
Certo
Errado
A respeito do crime de evasão de divisas previsto no Art. 22 e parágrafo único da Lei nº 7.492/1986, considerando a jurisprudência dos Tribunais Superiores, é correto afirmar que:
a entrega de moeda estrangeira no exterior em contrapartida a prévio pagamento de reais no Brasil não tipifica o crime de evasão de divisas, diante da ausência de saída física da moeda do território nacional;
a manutenção no exterior de imóveis e veículos não declarados à Receita Federal e ao Banco Central não tipifica o crime de evasão de divisas;
as três modalidades do crime exigem o elemento subjetivo próprio “com o fim de promover evasão de divisas do País”;
o ingresso irregular de divisas no território nacional, se resultante de operação de câmbio não autorizada, tipifica o crime de evasão de divisas;
a exportação de mercadorias sem a respectiva liquidação do contrato de câmbio é suficiente para tipificar o crime de evasão de divisas.
De acordo com a Lei n° 7.492/1986 (Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional), reproduzir ou, de qualquer modo, fabricar ou pôr em circulação, sem autorização escrita da sociedade emissora, certificado, cautela ou outro documento representativo de título ou valor mobiliário, enseja pena de
reclusão, de dois a oito anos, acrescidos de multa.
reclusão, de dois a seis anos, acrescidos de multa.
detenção, de três a doze anos, acrescidos de multa.
detenção, de um a cinco anos, acrescidos de multa.


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Acerca dos crimes contra o sistema financeiro nacional, assinale a afirmativa correta.
Na fixação da pena de multa, o limite a que se refere o Código Penal pode ser estendido até o décuplo.
O crime de gestão fraudulenta de instituição financeira admite a modalidade culposa.
Não há distinção relevante entre gestão fraudulenta e temerária, eis que a legislação estabelece penas idênticas em abstrato.
O indivíduo que contrata, em instituição financeira oficial, financiamento vinculado à compra de máquina para sua fábrica e utiliza a quantia para viajar ao exterior pratica fato atípico, desde que quite as prestações devidas.
A responsabilidade penal dos administradores de instituição financeira é objetiva, haja vista seu poder genérico de comando exercido sobre a corporação.
Em se tratando de Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, leia o enunciado e responda: Imprimir, reproduzir ou, de qualquer modo, fabricar ou pôr em circulação, sem autorização escrita da sociedade emissora, certificado, cautela ou outro documento representativo de título ou valor mobiliário.
A pena prevista para esse crime, na Lei 7.492/86, é de:
Reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
Reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.
Reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.
Constitui crime contra o Sistema Financeiro, exceto:
Fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo.
Divulgar informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira.
Induzir ou manter em erro, sócio, investidor ou repartição pública competente, relativamente a operação ou situação financeira, sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente.
Emitir, oferecer ou negociar, de qualquer modo, títulos ou valores mobiliários.
A evasão de divisas do Brasil mediante operação de câmbio não autorizada configura
crime de emissão de título ao portador sem permissão legal previsto no Código Penal.
crime contra a ordem econômica previsto na Lei n.º 8.137/1990.
crime contra o sistema financeiro nacional previsto na Lei n.º 7.492/1986.
crime de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores previsto na Lei n.º 9.613/1998.
crime contra a ordem tributária previsto na Lei n.º 8.137/1990.
Assinale a alternativa correta, conforme disposições insculpidas na Lei no 7.492/1986 – Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A pessoa jurídica que oferece serviços referentes a operações com ativos virtuais, inclusive intermediação, negociação ou custódia, não é equiparada à instituição financeira.
A pessoa jurídica que administra seguros, câmbio, consórcio, capitalização ou qualquer tipo de poupança, não é equiparada à instituição financeira.
A ação penal será promovida pela Receita Federal do Brasil, perante a Justiça Federal.
A pessoa natural que tenha, como atividade profissional, a intermediação de recursos financeiros de terceiros, em moeda estrangeira, ainda que de forma eventual, é equiparada à instituição financeira.
Quando a denúncia não for intentada no prazo legal, o ofendido poderá representar ao Conselho Nacional de Justiça, que deverá designar um órgão do Ministério Público para oferecê-la.


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Considerando as disposições da Lei do Colarinho Branco, a qual define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, analise as partes que seguem:
Incorre em crime contra o sistema financeiro nacional o agente que induzir ou manter em erro a repartição pública competente, relativamente à operação ou situação financeira, sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente (1a parte).
A referida conduta não é punível, nos termos da Lei, somente quando a referida prática reprovável é praticada mediante a indução ou manutenção em erro de sócio, investidor e/ou agente financeiro profissional, em razão do “dever de cuidado” e, especialmente, do pressuposto de “especialização” de que dispõem (2a parte).
Também incorre em crime quem exigir, em desacordo com a legislação, juro, comissão ou qualquer tipo de remuneração sobre operação de crédito ou de seguro, administração de fundo mútuo ou fiscal ou títulos ou valores mobiliários (3a parte).
Das partes, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S):
Somente a 1a parte.
A 1a, a 2a e a 3a partes.
Somente a 2a parte.
Somente a 3a parte.
Somente a 1a e a 3a partes
Tendo-se por base o disposto na Lei nº 7492/1986, que define os crimes contra o sistema financeiro nacional, assinale a alternativa INCORRETA a respeito dos crimes previstos contra o Sistema Financeiro Nacional.
Constitui crime contra o Sistema Financeiro Nacional fazer inserir elemento falso ou omitir elemento exigido pela legislação, em demonstrativos contábeis de instituição financeira, seguradora ou instituição integrante do sistema de distribuição de títulos de valores mobiliários.
Constitui crime, taxativamente previsto na Lei do Colarinho Branco, omitir, retardar ou praticar, o funcionário público, contra disposição expressa de lei, ato de ofício necessário ao regular funcionamento do sistema financeiro nacional, bem como a preservação dos interesses e valores da ordem econômico-financeira.
Constitui apenas falta ética grave manter ou movimentar recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação, sem, contudo, representar qualquer consequência punível à luz da Lei do Colarinho Branco, já bastante defasada, em razão de sua publicação em 1986.
Constitui crime efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País, bem como incorre em crime quem, a qualquer título, promove, sem autorização legal, a saída de moeda ou divisa para o exterior, ou nele mantiver depósitos não declarados à repartição federal competente.
Incorre em crime expressamente previsto na Lei do Colarinho Branco, quem aplicar, em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato, recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá-lo.
O crime de obter, mediante fraude, financiamento em instituição financeira se consuma no momento em que é assinado o contrato de obtenção de financiamento mediante fraude.
Certo
Errado
A Lei no 7.492, de 16 de junho de 1986, que define os crimes contra o sistema financeiro, considera como instituição financeira a pessoa jurídica de direito público ou privado, que tenha como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão, distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários.
Com respaldo em tal definição, verifica-se que
a lei equipara a pessoa natural que exerça com habitualidade qualquer das atividades de captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros de terceiros a uma instituição financeira para todos os seus efeitos.
as atividades desenvolvidas por sociedades seguradoras não estão abarcadas pela lei referida.
não se enquadra no bojo dessa lei a atividade de negociar contratos que tem por objeto o depósito periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual terá, depois de cumprido o prazo contratado, o direito de resgatar parte dos valores depositados.
somente as pessoas naturais que dirigem instituições financeiras podem ser processadas com base na lei citada.
não há crime contra o sistema financeiro nacional praticado pela pessoa jurídica, pois esta não responde penalmente.
A absolvição quanto ao crime de emissão, oferecimento ou negociação de títulos fraudulentos (art. 7.º da Lei n.º 7.492/1986) ilide a possibilidade de condenação por gestão fraudulenta de instituição financeira (art. 4.º, caput, da Lei n.º 7.492/1986).
Certo
Errado


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