Questões de Concurso sobre Tipo Culposo

 
 
Disciplina 1
Assunto 10
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Diz-se o crime


A

doloso quando o agente não quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.


B

culposo quando o agente quis o resultado, mas não assumiu o risco de produzi-lo.


C

tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias da vontade do agente.


D

culposo quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.


E

tentado quando o agente, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza.

São elementos caracterizadores da culpa inconsciente, EXCETO:


A

Inobservância do cuidado objetivo.


B

Comportamento humano voluntário.


C

Produção de um resultado involuntário.


D

Assunção por parte do agente do provável resultado.

Assinale a alternativa que apresenta apenas crimes que admitem a modalidade culposa.


A

Lesão corporal, peculato e homicídio.


B

Homicídio, lesão corporal e aborto.


C

Lesão corporal, aborto e infanticídio.


D

Homicídio, dano e peculato.


E

Dano, peculato e aborto.

Considerando as teorias que tratam do dolo eventual e da culpa consciente, assinale a opção correta.


A

Consoante a teoria do risco, pertencente ao grupo das teorias volitivas, o dolo eventual não tem como objeto o resultado típico, mas, apenas, a conduta típica, sendo necessário que o agente, primeiro, tenha conhecimento de que sua ação implica risco indevido e, segundo, assuma o risco da produção do resultado como decorrência provável da conduta tipificada como proibida.


B

Com base na teoria do perigo desprotegido, também conhecida como teoria do perigo a descoberto, mesmo que a ocorrência do resultado lesivo fique na dependência do acaso e, portanto, fora da possibilidade de ser evitado pelo agente, poder-se-á falar, em princípio, tanto em dolo eventual quanto em culpa consciente, uma vez que somente a atitude subjetiva do agente em relação ao resultado mentalmente representado como possível é que poderá constituir referencial seguro para a distinção entre uma e outra hipótese típica.


C

Uma variante da teoria do risco surge com base no critério do conhecimento sobre um perigo qualificado para o bem jurídico, segundo o qual o dolo se configura no caso em que a produção do resultado for provável e não meramente possível, examinando-se as condições específicas de atuação do agente e afastado o parâmetro genérico fornecido pelo homem sensato ou cuidadoso.


D

De acordo com a teoria da representação, também denominada teoria da possibilidade, integrante do grupo das teorias intelectivas, haverá dolo eventual se o agente admitir, conscientemente, a possibilidade da ocorrência do resultado. Com base nessa teoria, portanto, culpa é sempre culpa inconsciente, não existindo culpa consciente. Assim, a distinção entre dolo e culpa está associada ao conhecimento ou ao desconhecimento, por parte do agente, dos elementos do tipo objetivo: o conhecimento configura o dolo; o desconhecimento caracteriza a culpa.


E

Segundo a teoria do consentimento ou da aprovação, pertencente ao grupo das teorias volitivas, para a configuração do dolo eventual, é necessário que o agente se conforme com a produção do resultado, aceitando-o, mesmo que a posteriori, ou seja, ainda que não o tenha previsto no momento da prática da conduta típica.

A conduta de quem erra culposamente sobre a legitimidade da ação, e a pratica, supondo legítima, deverá ser punida, caso presentes os elementos do conceito analítico de crime, a título de culpa


A

própria.


B

consciente.


C

inconsciente.


D

por assimilação.

Na culpa consciente, o agente


A

prevê o resultado, mas não se importa que o mesmo venha a ocorrer.


B

não prevê o resultado, mas lhe dá causa por imprudência.


C

prevê o resultado, mas espera, sinceramente, que não ocorrerá.


D

não prevê o resultado, mas lhe dá causa por negligência.


E

não prevê o resultado, mas lhe dá causa por imperícia.

Supondo-se a conduta de um agente que, regularmente habilitado, sai de uma garagem dirigindo seu veículo em marcha- -ré e atropelando um pedestre, não observando as cautelas necessárias porque estava com pressa, a modalidade culposa se dará por

A
imperícia.

B
negligência e imperícia.

C
dano.

D
imprudência.

É INCORRETO afirmar:


A

O Código Penal Brasileiro adotou a teoria da actio libera in causa.


B

As leis temporárias e excepcionais são ultra-ativas.


C

No crime de apropriação indébita, o dolo do agente é subsequente à posse do bem.


D

O delito de lesão corporal seguida de morte, previsto no art. 129, § 3°, do Código Penal, contempla hipótese de crime preterdoloso.


E

A imprudência, a negligência e a imperícia são modalidades da culpa consciente.

Mévio, imaginando estar utilizando uma pomada cicatrizante, aplica a um ferimento do filho ácido corrosivo, ofendendo-lhe a integridade corporal. Nessa hipótese, Mévio responderá por

A
crime doloso, por dolo eventual.

B
imputação objetiva.

C
crime culposo, se previsto em lei.

D
crime culposo, necessariamente.

Com relação ao crime culposo, assinale a alternativa correta.


A

Imprudência é uma omissão, uma ausência de precaução em relação ao ato realizado.


B

Na culpa consciente, o resultado não é previsto pelo agente, embora previsível.


C

O resultado involuntário trata de elemento do fato típico culposo.


D

Na culpa imprópria, o resultado não é previsto, embora seja previsível.

Sobre o tipo dos crimes culposos, assinale a alternativa incorreta:


A

Na culpa inconsciente, o autor não prevê resultado previsível de lesão ao bem jurídico; na culpa consciente, o autor prevê resultado previsível de lesão ao bem jurídico, mas confia poder evitar;


B

O erro de tipo evitável sobre a posição de garantidor do bem jurídico admite imputação penal do fato por omissão de ação imprópria, na modalidade culposa, se prevista em lei;


C

A imputação do resultado de lesão do bem jurídico ao autor pode ser excluída em hipóteses de resultados situados fora da área de proteção do tipo – como a autoexposição a perigo, por exemplo;


D

Segundo a teoria da culpabilidade adotada pelo Código Penal brasileiro, o erro de tipo evitável e o erro de tipo permissivo evitável podem ser punidos a título de culpa, havendo previsão em lei;


E

Para a teoria da individualização, a capacidade individual, que orienta o juízo sobre o dever de cuidado ou o risco permitido, deve ser verificada na culpabilidade.

No tocante ao crime culposo, é possível assegurar que


A

a inobservância de disposição regulamentar não faz presumir a culpa.


B

a culpa concorrente da vítima exclui a do acusado.


C

é desnecessária previsão de punição a título de culpa na respectiva figura penal.


D

é admissível a tentativa.


E

é dispensável a previsibilidade do resultado.

Julgue as assertivas sobre a omissão penalmente relevante e os crimes culposos, marcando a alternativa correta:


A

O ordenamento jurídico brasileiro admite a punibilidade dos crimes omissivos próprios e impróprios praticados com dolo ou culpa.


B

Na omissão imprópria, a ingerência corresponde à obrigação legal de cuidado, proteção ou vigilância, caracterizando a figura do garante.


C

A culpa inconsciente diferencia-se do dolo eventual na medida em que o agente, embora represente a possível produção do resultado típico lesivo, acredita na sua não ocorrência.


D

São elementos objetivos necessários dos tipos penais omissivos próprios e impróprios: situação de perigo para o bem jurídico, produção do resultado naturalístico típico, poder concreto de ação, omissão da ação mandada e posição de garante.


E

Na omissão é possível caracterizar-se a participação em qualquer de suas formas, a saber, a determinação, a instigação e o auxílio.

Admite-se a participação em crime culposo?


A

O crime culposo admite a participação, desde que comprovada a colaboração.


B

O crime culposo admite a participação em caso de negligência.


C

O crime culposo admite a participação em caso de imprudência.


D

O crime culposo admite a participação em caso de imperícia.


E

O crime culposo não admite a participação.

Analise as seguintes afirmativas sobre a classificação doutrinária dos crimes de intenção e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas. Denominam-se


( ) delitos de tendência interna transcendente aqueles em que o agente quer um resultado não previsto no tipo, porém o alcança por erro na escolha dos meios de execução, dando origem a punição por crime culposo (culpa imprópria).

( ) delitos de resultado cortado aqueles em que, por obra de terceiro, há o rompimento do nexo de causalidade, daí resultando a punição por crime tentado.

( ) delitos de intenção contida as hipóteses previstas em tipos incongruentes, ou seja, crimes que exigem a complementação do injusto por condições objetivas de punibilidade.

( ) delitos mutilados de dois atos os casos em que, embora haja pluralidade de condutas e de figuras típicas, não se aplicam as regras do concurso de crimes (material, formal ou continuidade delitiva), por força do princípio da consunção.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência de letras CORRETA.


A

(V) (F) (V) (V).


B

(F) (V) (V) (F).


C

(F) (F) (F) (F).


D

(V) (V) (F) (V).

Em relação ao crime culposo, é correto afirmar que:


A

é sempre possível a tentativa.


B

só é possível a tentativa na chamada culpa consciente.


C

nunca é possível a tentativa.


D

é possível a tentativa na culpa imprópria.


E

é possível a tentativa na culpa inconsciente.

Com referência aos delitos dolosos e culposos, assinale a opção correta.

A
Caracteriza culpa imprópria por assimilação, extensão ou equiparação o fato de o agente responder por crime doloso embora tenha praticado a ação com culpa consciente, nos casos de erro vencível, nas descriminantes putativas.

B
O dolo direto classifica-se em alternativo e eventual: o primeiro ocorre quando o aspecto volitivo do agente se encontra direcionado de maneira alternativa em relação ao resultado ou à vítima; o segundo, quando o agente, embora não querendo praticar diretamente a infração penal, assume o risco de produzir o resultado que por ele já havia sido previsto e aceito.

C

Considere a seguinte situação hipotética.

Por imprudência no trânsito, Abel atropelou um pedestre. Ao descer do veículo para prestar socorro à vítima, percebeu que ela era um inimigo seu, razão pela qual deixou de socorrê-la. A vítima faleceu em consequência dos ferimentos provocados pelo atropelamento.

Nessa situação, caracterizou-se o dolo subsequente, que consiste na conversão da ação imprudente em fato doloso.


D
Caracteriza-se como imprudência a conduta positiva praticada pelo agente que, por não observar o dever de cuidado, causa o resultado lesivo que lhe era previsível; como negligência, o ato de deixar de fazer o que a diligência normal impõe; e como imperícia, a inaptidão permanente, ou seja, não momentânea, do agente para o exercício de arte, profissão ou ofício.

E
A culpa inconsciente distingue-se da consciente no que diz respeito à previsão do resultado: naquela, este, embora previsível, não é previsto pelo agente; nesta, o resultado é previsto, mas o agente acredita sinceramente que não será responsabilizado, por confiar em suas habilidades pessoais.

Em matéria de dolo e culpa, é correto afirmar que


A

é indispensável a previsibilidade do resultado pelo agente nos crimes culposos.


B

é prescindível o nexo causal entre a conduta e o resultado nos crimes culposos.


C

há culpa consciente quando o agente não prevê o resultado, embora este seja previsível.


D

excluem a culpabilidade, se ausentes.


E

o agente só responderá pelo resultado que agrava especialmente a pena quando o houver causado dolosamente.

De acordo com o Código Penal Brasileiro:

I – Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a administração pública, por quem está ao seu serviço.

II - Diz-se crime doloso, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.

III - A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da quantia fixada pelo agente de trânsito.

IV - Computam-se, na pena privativa de liberdade e na medida de segurança, o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrativa e o de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, outro estabelecimento adequado.


A

As alternativas I, III e IV são verdadeiras e a alternativa II é falsa.


B

As alternativas I, II e III são verdadeiras e a alternativa IV é falsa.


C

As alternativas II, III e IV são verdadeiras e a alternativa I é falsa.


D

As alternativas I e IV são verdadeiras e as alternativas II e III são falsas.

A respeito de crimes culposo e impossível, da obediência hierárquica, do erro de proibição e do arrependimento posterior, assinale a opção correta.


A

Caso um renomado e habilidoso médico, especializado em cirurgias abdominais, ao realizar uma intervenção, esqueça uma pinça no abdome do paciente, nesse caso, tal conduta representará culpa por imperícia, pois é relativa ao exercício da profissão.


B

Se, em um supermercado dotado de sistema eletrônico de vigilância, um cliente colocar diversos objetos do estabelecimento dentro de sua bolsa, com intenção de subtraí-los para si, a simples presença do sistema eletrônico de vigilância no supermercado tornará o crime impossível.


C

Caso o fato seja cometido em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, não serão puníveis o agente que obedeceu nem o autor da coação ou da ordem.


D

O desconhecimento da lei é inescusável. Desse modo, o erro sobre a ilicitude do fato, evitável ou inevitável, não elidirá a pena, podendo apenas atenuá-la.


E

Em crimes cometidos sem violência ou grave ameaça a pessoa, a pena será reduzida de um a dois terços se, por ato voluntário do agente, for reparado o dano ou restituída a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa.

   
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