Questões de Concurso sobre Agravo de Instrumento

 
 
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Jane, na ação judicial que movia em face de Nora, formulou dois pedidos diversos de indenização por danos materiais. O magistrado ofertou às partes o direito constitucional ao contraditório e ampla defesa, e observando o disposto em lei proferiu decisão extinguindo o feito em relação a um dos pedidos, com base na ocorrência da prescrição. Jane, a parte autora, discordou da decisão proferida; sendo assim, nesta situação hipotética, ela poderá impetrar:


A

Agravo Interno.


B

Recurso de Apelação.


C

Agravo de Instrumento.


D

Embargos de Declaração.

O efeito devolutivo do agravo de instrumento está limitado às questões resolvidas pela decisão agravada, uma vez que esse recurso devolve ao tribunal apenas o conteúdo das decisões interlocutórias impugnadas.


C

Certo


E

Errado

De acordo com o Sistema Recursal brasileiro, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) Os Embargos de Declaração possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo para a interposição de outro recurso.

( ) Tanto nos Recursos de Apelação quanto nos de Agravo de Instrumento, a forma de interposição é efetivada junto ao órgão prolator da decisão.

( ) O Agravo de Instrumento será julgado em conjunto com a apelação interposta no mesmo processo.

( ) Não possui efeito suspensivo o Recurso Especial ou Extraordinário contra a decisão do Tribunal de segunda instância no julgamento de resolução de demandas repetitivas.


A sequência está correta em


A

F, F, F, F.


B

V, F, V, F.


C

F, V, F, V.


D

V, V, V, V.

Sobre os recursos na fase cognitiva do primeiro grau de jurisdição, é correto afirmar que cabe:


A

apelação contra a decisão que julga a impossibilidade jurídica de uma das demandas veiculadas na inicial;


B

impugnação em preliminar de apelação contra a decisão que indefere a impugnação à gratuidade de justiça oferecida pelo réu;


C

impugnação de decisão interlocutória pela parte vencida e não pela parte vencedora, nas razões de apelação, em virtude do interesse recursal;


D

impugnação, nas razões de apelação, da decisão interlocutória que indefere o requerimento consensual de audiência de conciliação prevista no Art. 334 do CPC;


E

agravo de instrumento contra as decisões de deferimento ou indeferimento de tutela provisória, restando as demais questões atinentes a revogação ou alteração, prazo e modo de cumprimento, proporcionalidade ou razoabilidade de efetivação da tutela provisória, para a impugnação em eventual preliminar de apelação contra a futura sentença.

Avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:


I. As hipóteses de cabimento previstas no Código de Processo Civil com relação ao agravo de instrumento são taxativas e devem ser interpretadas restritivamente.

PORQUE

II. o regime do agravo de instrumento no Código de Processo Civil não aceita qualquer mitigação, diante da clara opção legislativa voltada a desafogar o Poder Judiciário.


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.


A

As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa da I.


B

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.


C

A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.


D

A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.


E

As asserções I e II são proposições falsas

Na hipótese de um recurso de apelação tramitar perante o Tribunal de Justiça do Estado X e ter o mérito julgado monocraticamente pelo relator, é possível afirmar que, nos termos do atual Código de Processo Civil, a parte que não concordar com a referida decisão:


A

Poderá interpor Recurso Especial para o Superior Tribunal de Justiça.


B

Poderá interpor Agravo Interno para o Superior Tribunal de Justiça.


C

Não poderá interpor recursos por não ser hipótese de cabimento de nenhum previsto legalmente.


D

Poderá interpor Agravo Interno para o respectivo órgão colegiado.


E

Poderá interpor Agravo de Instrumento para o respectivo órgão colegiado.

De acordo com o Código de Processo Civil, analise as assertivas e identifique as corretas.


O agravo de instrumento será dirigido diretamente ao tribunal competente, por meio de petição com os seguintes requisitos:


I.Os nomes das partes.

II.A exposição do fato e do direito.

III.As razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão e o próprio pedido.

IV.O nome e o endereço completo das partes constantes do processo.


É correto o que se afirma em:


A

I, II, III e IV.


B

II e III, apenas.


C

I, II e IV, apenas.


D

I, II e III, apenas.


E

I e IV, apenas.

Em ação cível, houve a interposição de recurso especial, o qual foi sobrestado pelo relator do Tribunal de Justiça, sob o fundamento de pendência de julgamento de recurso especial repetitivo sobre o tema no STJ. Intimada, a recorrente demonstrou existir distinção entre a questão a ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recurso especial afetado, razão pela qual requereu o prosseguimento processual. No entanto, o relator indeferiu tal pedido. Esta decisão é


A

recorrível, por meio de agravo em recurso especial.


B

irrecorrível, de modo que o processo permanecerá suspenso até o julgamento definitivo do recurso repetitivo.


C

recorrível, por meio de agravo interno.


D

recorrível, por meio de agravo de instrumento.


E

passível de impetração de mandado de segurança, porquanto inexistente recurso cabível.

A técnica de julgamento estendido, estabelecida pelo Art. 942 do CPC/2015, é aplicável:


A

à apelação, apenas quando houver reforma do julgado, por maioria;


B

à ação rescisória, independentemente do resultado;


C

ao agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito;


D

nas hipóteses de remessa necessária, quando houver reforma do julgado, por maioria;


E

ao incidente de resolução de demandas repetitivas e ao incidente de assunção de competência.

Encerrada a fase instrutória de determinado processo, o juiz da causa condenou a pessoa jurídica demandada a pagar ao autor, menor absolutamente incapaz, verba indenizatória no montante de trezentos mil reais.

Após o advento do trânsito em julgado, instaurou-se a fase de cumprimento de sentença, ocasião em que se apurou a inexistência de bens em nome da empresa executada, conquanto os seus sócios fossem proprietários de valiosos imóveis, segundo as certidões de ônus reais carreadas aos autos.

Na sequência, o órgão do Ministério Público que intervinha no feito formulou requerimento de instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica da ré, de modo a viabilizar a ulterior incidência de atos constritivos sobre os bens dos sócios.

Após a vinda da manifestação dos interessados, o juiz da causa, embora reconhecendo estarem cumpridos os pressupostos legais específicos para a desconsideração da personalidade jurídica, como de fato estavam, indeferiu o pleito do Ministério Público, por entender que lhe faltava legitimidade para formulá-lo, a par da impossibilidade de instauração do incidente na fase de cumprimento de sentença.

Intimado da decisão, o órgão ministerial interpôs agravo de instrumento, pleiteando a reforma da decisão de primeira instância, para o fim de se deferir o seu requerimento de deconsideração da personalidade jurídica da empresa demandada.


Nesse quadro, o recurso que se interpôs:


A

deverá ser conhecido e provido;


B

não deverá ser conhecido, por falta de adequação;


C

deverá ser conhecido, porém desprovido, já que, apesar da legitimidade do Ministério Público para requerer a instauração do incidente, este não tem lugar na fase de cumprimento de sentença;


D

deverá ser conhecido, porém desprovido, já que, apesar da possibilidade de instauração do incidente na fase de cumprimento de sentença, não pode ela ser requerida pelo Ministério Público;


E

deverá ser conhecido, porém desprovido, tanto pela impossibilidade da instauração do incidente na fase de cumprimento de sentença, quanto pela falta de legitimidade do Ministério Público para requerê-la.

Caio ajuizou demanda em cuja petição inicial requereu a concessão do benefício da gratuidade de justiça.


Embora reconhecendo que Caio, de fato, havia demonstrado satisfatoriamente a absoluta ausência de condições financeiras para fazer face às despesas do processo, o juiz indeferiu o seu pleito de gratuidade sob o argumento de que o autor tinha a causa patrocinada por advogado particular e não pela Defensoria Pública.


Inconformado com tal ato decisório, caberá a Caio:


A

interpor recurso de apelação, ao qual o órgão ad quem deverá dar provimento;


B

interpor recurso de apelação, ao qual o órgão ad quem deverá negar provimento;


C

interpor recurso de agravo de instrumento, ao qual o órgão ad quem deverá dar provimento;


D

interpor recurso de agravo de instrumento, ao qual o órgão ad quem deverá negar provimento;


E

impetrar mandado de segurança, devendo o órgão ad quem denegar a ordem vindicada.

O agravo de instrumento


A

poderá ser interposto não só na fase de conhecimento mas também contra decisões interlocutórias proferidas nas fases de liquidação e cumprimento de sentença.


B

só pode ser interposto durante a fase de conhecimento, até a decisão que realiza o juízo de admissibilidade da apelação.


C

só pode ser interposto durante a fase de conhecimento, até a sentença.


D

deverá ser dirigido ao juízo de primeira instância, que, depois de exercer juízo de retratação, o encaminhará ao Tribunal.


E

pode ser interposto contra qualquer despacho ou decisão interlocutória.

Contra a decisão que indefere tutela provisória de urgência é cabível agravo de instrumento, que


A

somente poderá receber efeito suspensivo se este não implicar deferimento parcial ou total da tutela recursal.


B

será interposto perante o juízo prolator da decisão, que o deverá encaminhar ao tribunal para que lá se realize juízo de admissibilidade do recurso.


C

será interposto perante o juízo prolator da decisão, a quem caberá receber o recurso e encaminhá-lo ao tribunal.


D

será julgado independentemente de prévia intimação do agravado.


E

pode receber efeito suspensivo, com o deferimento parcial ou total da tutela recursal.

Tendo por base o processo de conhecimento, nos moldes previstos pelo Código de Processo Civil, avalie o que se afirma a seguir, indicando a opção correta.


A

Na hipótese de indeferimento de prova pericial, é possível a interposição de agravo de instrumento.


B

A impugnação à gratuidade de justiça deve ser realizada em incidente autônomo à contestação.


C

Para a contagem dos prazos processuais serão computados apenas os dias úteis.


D

A parte autora não precisa indicar que deseja a realização de audiência de conciliação ou mediação, pois elas são obrigatórias.

De acordo com o Código de Processo Civil, NÃO cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:


A

Decisão proferida pelo relator.


B

Rejeição da alegação de convenção de arbitragem.


C

Admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros.


D

Exclusão de litisconsorte.

Apresentada em juízo uma petição inicial, com pedidos de ressarcimento de dano material e compensação pelos danos morais afirmados pelo autor, o juízo entendeu que o réu reconhecia a procedência do pedido de ressarcimento do dano material alegado e, por isso, o julgou procedente. Também determinou a intimação das partes para que informassem quais provas ainda pretendiam produzir nos autos do processo.


Desejando recorrer deste pronunciamento judicial, que julgou procedente o pedido de ressarcimento do dano material, deverá o recorrente:


A

interpor apelação antes do julgamento do pedido de dano moral;


B

oferecer reclamação, para garantir a autoridade das decisões judiciais;


C

interpor agravo interno, para que a questão seja encaminhada ao Tribunal de Justiça;


D

aguardar o julgamento do pedido de dano moral para oferecer apelação;


E

interpor agravo de instrumento antes do julgamento do pedido de dano moral.

Em ação movida por cidadão contra o Estado foi realizada cumulação simples de pedidos condenatórios. O juízo profere decisão que acolhe o pedido relativo à indenização por danos emergentes, por considerá-lo incontroverso, mas determina o prosseguimento do processo, com ingresso em sua fase instrutória, para o segundo pedido, que se fundamenta na ainda controversa alegação de ocorrência de lucros cessantes. Nesse caso, especificamente em relação ao pedido antecipadamente acolhido,


A

o recurso a ser interposto pelo requerido será o de agravo de instrumento, contra a própria decisão que acolheu o pedido, sendo certo que a obrigação reconhecida por este poderá ser objeto de cumprimento de sentença, mas desde que prestada caução pelo particular.


B

o recurso a ser interposto pelo requerido será o de apelação, mas apenas quando efetivamente proferida sentença analisando também a outra parte do pedido que confirmará ou modificará esse pedido.


C

o recurso a ser interposto pelo requerido será o de agravo de instrumento, contra a própria decisão que acolheu parte do pedido, sendo certo que a obrigação reconhecida por este poderá ser objeto de cumprimento de sentença, independentemente de caução.


D

o recurso a ser interposto pelo requerido será o de apelação, mas contra a própria decisão que acolheu parte do pedido, sem prejuízo do cabimento de nova apelação quando julgado o segundo pedido.


E

tem-se que é descabida tal antecipação em face da Fazenda Pública, em razão das normas legais que limitam a concessão de tutela provisória nos processos de que ela participe.

De decisão proferida por juiz de primeira instância que denegue a concessão de tutela evidência, conforme o Código de Processo Civil - Lei 13.105/2015, cabe o seguinte recurso:


A

agravo de instrumento.


B

agravo retido.


C

apelação.


D

reconsideração.

De acordo com o STJ, configura hipótese de decisão recorrível por meio de agravo de instrumento aquela que


A

homologa acordo extrajudicial apresentado pelas partes.


B

determina a intimação do município para recolher as despesas de citação postal, sob pena de extinção da ação, em execução fiscal cujo valor da causa seja inferior a cinquenta obrigações do Tesouro Nacional.


C

indefere pedido de habilitação de crédito no inventário.


D

decide sobre a instrução probatória, especialmente a respeito do exercício do direito à ampla defesa.


E

homologa a transação, em ação de exclusão de sócio, quanto à saída da sociedade e fixa critérios para a apuração dos haveres.

   
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